sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sexta de música #6

Sim amigos, ela já está entre nós! Madonna chegou ao Brasil para seus shows no Rio, em São Paulo e Porto Alegre entre os dias 1o. e 9 de dezembro. Portanto, como fã da cantora, dou início hoje a SEMANA MADONNA aqui no blog, que começa agora e só termina com o post de quinta-feira. Vou falar sobre vários aspectos da carreira da artista, desde suas músicas até seus livros. Convido todos a acompanharem, pois vai ser bem interessante.



Como sexta é sempre dia de música por aqui, nada melhor que abrir esse especial falando de algumas canções da Rainha do Pop (não se enganem, ela é a única!).

Não vou conseguir escolher apenas uma ou duas músicas para postar aqui, já que gosto de muitas delas e seria impossível dizer qual considero a melhor. Claro, entendo que gosto é gosto e que com Madonna é ame ou odeie, mas como autora desse blog que fala sobre cultura em geral, me vejo na obrigação de comentar sobre essa cantora tão importante para o mundo musical e sobre sua obra.

Madonna lançou seu primeiro disco em em 1983, com seu nome como título, e que logo de cara emplacou o super sucesso "Everybody". Em 1984, "Like a virgin" tinha, além da música que dá nome ao trabalho, o hit "Material Girl", que virou hino para algumas mulheres da época que se consideravam altamente materialistas e pouco sentimentais, numa demonstração clara de que não seriam mais oprimidas pelos homens e que seu interesse neles era ganhar presentes. O próximo álbum, "True Blue" só viria em 1986, com faixas que marcaram época como "Papa don't preach", a intensa "Live to tell" e "La isla bonita", com sua pegada latina. Três anos depois, em 89, Madonna lançou "Like a prayer", que foi descrito pela cantora como" uma coleção de canções sobre sua mãe, seu pai e os laços de sua família". Nele, as maravilhosas "Express yourself", "Cherish" e "Spanish eyes" deixam o trabalho mais intimista, e são complementadas pela polêmica "Like a prayer", que teve seu vídeo censurado em vários lugares pelo mundo. Esse single fala sobre uma jovem que se apaixona por Deus, e, como mexe com tabus religiosos fortíssimos, encontrou muita resistência por parte de alguns seguidores mais fervorosos do catolicismo. O álbum também foi o responsável por mudar a opinião de alguns críticos tinha sobre Madonna, e eles passaram a vê-la como uma artista séria, e não apenas como uma simples cantora.

O quinto álbum, "Erotica", foi lançado em 1992, já dentro de outro cenário cultural e com transformações sofridas mundialmente por conta da liberdade sexual que vinha após o surgimento da AIDS; as músicas "Fever" e "Erotica" ilustram o lado mais ousado e sensual ao trabalho, enquanto "Rain" e "Bad girl" mostram o lado romântico e comportado de uma Madonna no auge de sua sexualidade e sua audácia, que desafiava os mais recatados a se libertarem e realizarem seus desejos mais ocultos.

Em outubro de 94 "Bedtime stories" tentava mudar a imagem de Madonna, após seus escândalos sexuais do começo da década e o lançamento do livro "Sex", com suas fotos pra lá de picantes. Nesse trabalho, ela direcionou suas canções para um ritmo mais parecido com o R&B, com dois singles figurando entre os 10 mais no mundo: "Secret" no Reino Unido e "Take a bow", que passou sete semanas como número um na parada Billboard. Além delas, "Bedtime story" e "Human nature" foram as músicas de trabalho desse álbum, sendo a segunda um tipo de explicação de Madonna para seu comportamento anterior, expondo seu próprio corpo e abusando do tema sexo.

Com "Ray of light", de 98, uma Madonna mãe e frequentadora da Cabala, se mostra mais séria e introspectiva, com músicas pop e eletrônicas e letras que deixam evidente um lado mais calmo e tranquilo da cantora. o álbum ganho quatro prêmios Grammy e foi considerado pelos críticos como uma obra-prima. Destaque para as faixas "Drowned world - substitute for love" (cujo vídeoclipe trás uma simulação de Madonna fugindo dos paparazzi e correndo para casa para se encontrar com sua filha pequena), "Ray of light", "Nothing really maters" (carregada de influências orientais), "Frozen" e "The power of good bye", o disco é um dos mais admirados e elogiados de toda a carreira da artista.

"Music" (2000) muda totalmente o cenário deixado pelo trabalho anterior, provando mais uma vez a capacidade de Madonna de se reinventar e se adaptar ao cenário musical do momento. O álbum mistura música dance europeia com rock, country e folk, dando às faixas uma singularidade sonora que só ela seria capaz de criar. A faixa título alcançou o topo das paradas em 25 países, além de "Don't tell me" e "What it feels like for a girl".

O nono álbum de estúdio "American life", foi polêmico desde o seu lançamento, por criticar o sonho americano e o materialismo. O vídeo da faixa título também foi censurado por mostrar um tanque de guerra, pilotado por Madonna, destruindo tudo em seu caminho até chegar ao ex-presidente George Bush, em sinal de protesto pela guerra que se estabelecia no Iraque. "Hollywood" e "Love profusion" também são faixas de destaque nesse trabalho. "Die another day", que foi trilha sonora de "007 - Um novo dia para morrer" também está nesse disco.

"Confessions on a dance floor" foi lançado em 2005 e rumava para uma direção totalmente diferente do último trabalho, trazendo faixas inspiradas na musica disco das décadas de 70 e 80. Destaque para "Hung up" e "Jump". Na minha opinião de fã a melhor música desse trabalho é "Like it or not", com seu refrão super sincero que é a cara de Madonna: "this is who I am, you can like it or not, you can love me or live me, 'cause I'm never gonna stop..."

Em 2008 Madonna mostrou mais uma vez sua facilidade de se adaptar ao cenário musical e trabalhou com grandes nomes do momento, como Justin Timberlake e Timbaland, lançando "Hard candy". Madonna queria que ele se chamasse "Candy shop", mas esse é o nome de uma canção do 50 cent. Dentre as faixas estão a balada romântica "Devil wouldn't recognize you", a meiga "Miles away" e os hits "Candy shop" e "4 minutes", com participação de Justin. "Heart beat", "Spanish lesson", "She's not me" (que poderia tranquilamente ser uma crítica a Lady Gaga, rs) e "Beat goes on" são a cereja do bolo nesse trabalho tão badalado e premiado de Madonna.

O último trabalho da cantora é "MDNA", lançado em março desse ano, e é a base da turnê que vai passar por nosso país na próxima semana. As músicas trazem uma forte influência eletrônica, e talvez por isso, eu não tenha gostado muito desse álbum. As faixas de trabalho são "Give me all your luvin", apresentada no intervalo do Super Bowl desse ano, evento esportivo mais importante do ano nos Estados Unidos, "Girl gone wild" e "Turn up the radio". Alguns críticos gostaram do álbum, outros nem tanto, e, após estrear no top da Billboard, "MDNA" teve uma queda enorme nas vendas já na sua segunda semana.

Abaixo, as capas de todos os álbuns comentados:

E para encerrar o post que abre essa semana especial, dois vídeos, o primeiro e o último feitos por Madonna; a diferença entre os dois é de 30 anos, e fica evidente a evolução tanto da artista quanto dos recursos usados na produção. Foi difícil demais decidir por apenas dois, mas o post já está enorme, e se você leu até aqui, obrigada e parabéns pela paciência, rs.

Madonna tem vídeos incríveis, com uma fotografia impecável e que valem a pena ser assistidos, como os clássicos "Like a prayer" e "Vogue", com sua coreografia que entrou para a história, "Rain" (com Madonna de cabelos pretos e curtíssimos!), "Human nature" e suas roupas de couro preto, "Frozen" que trás efeitos visuais inovadores, "Hollywood" e as cenas chocantes de aplicação de botox, e, claro, "Celebration" em companhia de Jesus Luz, o modelo-DJ-namorado de Madonna na época. Procurem no Youtube e entendam do que estou falando.

Everybody (1982):


Turn up the radio (2012):


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Assassinato no campo de golfe


De França chega uma carta com um pedido de ajuda do Sr. Renauld que receia correr perigo de vida. Poirot e o capitão Hastings partem imediatamente, mas quando chegam a Merlinville-sur-mer é tarde demais. Renauld fora encontrado morto, na noite anterior, no campo de golfe próximo. Poirot decide envolver-se nas investigações juntamente com a polícia francesa e com o detective que esta contratara, Giraud. Acabam, porém, não concordando com os métodos um do outro. Poirot recorda que anos antes ocorrera um crime semelhante e, na sua opinião, os criminosos não mudam os métodos. O trabalho dos investigadores fica ainda mais difícil quando desaparece a arma do crime e encontram o cadáver de um desconhecido. Todas as pistas apontam para o filho de Renauld, Jack Renauld. Porém, Poirot não desiste antes de saber exactamente qual o papel de cada um dos envolvidos: a vizinha (Srª Daubreuil), a sua linda filha (Marthe Daubreuil), uma ex-namorada de Jack e a esposa de Renauld. As investigações revelam que os assassinos são George Conneau e Marthe Daubreuil, mas Poirot tem de descobrir rapidamente que relação liga dois crimes cometidos com um intervalo de 20 anos e a relação entre a mulher de um milionário e a sua amante.


Com mais um mistério intrigante, Agatha Christie demonstra sua incrível capacidade de valorizar os detalhes da trama, fazendo com que o leitor, hipnotizado, use sua massa cinzenta juntamente com Mr. Hercule Poirot, o brilhante detetive sempre presente em suas histórias, e seu fiel escudeiro, Hastings.

Nesse livro a autora brinca com a capacidade do próprio detetive de desvendar os assassinatos e os crimes mais complexos, usando as táticas mais simples de investigação. Diferente dos policiais mais novos, que usam métodos mais "modernos" na tentativa de identificar pistas, Poirot se atenta aos mínimos detalhes, muitas vezes os mais insignificantes aos olhos alheios, mas que para ele são de suma importância para encontrar os criminosos.

Agatha Christie é a dama do mistério, e aqui ela conta mais uma história envolvente, e que prende o leitor até a última página, mesclando momentos em que tudo já parece ter sido descoberto, com outros em que o leitor passa a duvidar daquilo que já parecia certo, e não consegue mais ter certeza de quem é o mocinho e quem é o bandido.

Após a morte sob circunstâncias suspeitas de um milionário francês, tudo leva a crer que o responsável pelo assassinato é o próprio filho do homem morto, e que o crime teria sido motivado pela herança que ele receberia com a morte do pai, mas, com calma e simplicidade, Hercule Poirot frustra a polícia francesa ao apanhar o verdadeiro assassino. No entanto, a forma como ele consegue desvendar mais esse enigma é o que dá o tom ao livro; é fascinante ver seu cérebro funcionar, e acompanhar suas conclusões improváveis, como se tudo fosse extremamente óbvio para todo mundo.

Poirot acredita que um assassino não muda seu "modus operandi", e mantém suas suspeitas de que o responsável por esse crime é o mesmo que já forjara uma morte há alguns anos atrás, mesmo sendo menosprezado pelo jovem detetive Giraud e perdendo parte da atenção de Hastings, que acaba se apaixonando por uma enigmática jovem que conhece rapidamente dentro do trem.

O detetive não só descobre quem foi o verdadeiro responsável pela morte de Renauld, como também prova a seu colega Giraud que o mínimo esforço pode trazer grandes resultados quando se trata de analisar a mente humana.

Mais um livro marcante de Christie, que tradicionalmente nos presenteia com ótimas histórias policiais, e com tramas difíceis de serem desvendadas antes da última página.




Assassinato no campo de golfe
Agatha Christie
klick Editora
207 páginas

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ele é o cara #3

Existem muitos diretores de cinema bons. Existem muitos diretores de cinema perfeitos. Mas existe um que é fora do normal, que com suas produções nos transporta para um universo paralelo, cheio de armas, sangue, ironia, situações perigosas e momentos bizarros. Esse diretor é Quentin Tarantino, que, na semana passada disse já estar pensando em se aposentar.


Quentin Jerome Tarantino é o mais famoso entre os jovens diretores de cinema, e é um dos responsáveis pela mudança de padrão nos filmes hollywoodianos na década de 90. Ficou bastante conhecido por seus roteiros não-lineares e sua forma bem peculiar de dirigir, que pode ser percebida através de seus filmes carregados de violência e com diálogos memoráveis. Ele também tem um conhecimento amplo sobre todo tipo de filme, desde os mais populares até os considerados mais "cabeça".

Tarantino iniciou os estudos em atuação aos 16 anos, e aos 22 escreveu seu primeiro roteiro, e isso passaria a ser sua principal ocupação, mesmo após concluir o curso na Allen Garfield's Actor's Shelte. Os primeiros roteiros que lhe deram visibilidade foram "Amor à queima roupa" e "Assassinos por natureza"

Durante uma festa Hollywood ele conheceu o produtor Lawrence Bender, que o convenceu a dirigir um filme, o que resultou em "Cães de aluguel", uma consagrada parceria entre os dois, e que definiria o estilo dos próximos filmes de Quentin: cheios de estilo e violência.

A partir daí, Tarantino recebeu diversas propostas para dirigir alguns blockbusters, mas recusou, pois já estava planejando seu próximo trabalho. Ele viajou para Amsterdã e ficou lá recluso trabalhando no roteiro de "Pulp Fiction", juntamente com Roger Avary. Lançado em 1994, o filme ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, junto com "Sexo, mentiras e videotape" de Steven Soderbergh e "Roger e eu", de Michael Moore. Esses filmes independentes viriam a mostrar a indústria que esse tipo de trabalho também dava dinheiro. 

"Pulp Fiction" é, talvez, o filme que deixou Quentin mais conhecido no mundo inteiro; com seu roteiro complexo, sua história dividida em atos e as muitas referências à cultura pop, marcou definitivamente o estilo do diretor, que criou personagens verborrágicos e abusou da violência. Foi graças a esse filme que John Travolta voltou ao mundo do cinema. Tarantino e Avary ganharam por esse trabalho o Oscar de melhor roteiro original, além da indicação na categoria Melhor Filme.

Em 1996, Quentin escreveu o roteiro e atuou ao lado de George Clooney em "Um drink no inferno" e no ano seguinte interpretou Jackie Brown, uma adaptação do romance "Rum Punch", do escritor Elmore Leonard, um de seus mentores. Foi nessa mesma época que Tarantino pensou em produzir "Bastardos Inglórios", mas adiou a ideia para escrever "Kill Bill". Esse filme é uma homenagem aos antigos filmes japoneses de samurai, anime e trash.  



Inicialmente planejado para um único filme, "Kill Bill" foi lançado em 2 partes devido à sua duração de 4 horas; a primeira parte foi aos cinemas em 2003 e a segunda em 2004, consagrando Quentin como um dos maiores diretores de sua geração. Seguindo a mesma linha dos anteriores, o filme é carregado de violência, referências à música popular e à cultura pop. Interpretada com excelência por Uma Thurman, Beatrix Kiddo busca vingança a qualquer custo contra aqueles que tentaram acabar com sua vida no passado. Destaque para a belíssima luta de espadas entre a "Mamba Negra" e O-Ren Iishi no restaurante japonês e para o massacre contra seus guarda-costas, que acabam todos mortos por Kiddo, num banho de sangue cheio de momentos cômicos.


Depois disso, Quentin trabalhou em alguns episódios de séries de TV, e depois, retomou a produção de "Bastardos Inglórios". Já em 2009 o filme foi lançado, trazendo Brad Pitt no papel principal, como o líder de um grupo de soldados judeus que mata componentes do exército alemão e é recrutado para ajudar numa emboscada para matar Hitller. Brad está perfeito em sua atuação, mesclando momentos de crueldade com outros de humor refinado, marca registrada do diretor. O filme ainda traz no elenco um brilhante Cristoph Waltz que interpreta o Coronel Hans Landa; ele não tem escrúpulos e é um exímio caçador de judeus.



Atualmente, Tarantino trabalha em seu novo filme "Django Unchained" (Django Livre), que tem previsão de estreia para o próximo dia 25 de dezembro. O elenco conta com Jamie Foxx, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson e mais uma vez Christoph Waltz. Escrito e dirigido por Quentin, o filme é um faroeste onde o personagem principal está em busca de vingança. Pode parecer repetitivo, mas, em se tratando do diretor, nada pode ser como já foi antes, e, certamente, o filme nos trará muitas surpresas.



O filme inicialmente se chamaria "The angel, the bad and the wise", em homenagem ao cineasta Sergio Leone, de quem o diretor é fã, mas ele decidiu mudar para "Django Unchained" por causa do antigo filme "Django" de 1966, estrelado por Franco Nero, que faz uma participação no filme de Tarantino.

Abaixo, o trailer de divulgação do filme. Enjoy it!




terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Saga "Crepúsculo"



Com o lançamento do final da saga "Crepúsculo" nos cinemas, muitos fãs estão dando adeus à história; mesmo que ela viva em seus corações para sempre, essa será a última vez que todos verão seus personagens preferidos na telona.

Para marcar essa despedida, decidi fazer um post diferente, com trabalhos dos fãs dos livros de Meyer e suas adaptações para o cinema (o post ficou um pouquinho longo, mas vale a pena ir até o final!). Como aquecimento, o trailler de "Amanhecer - parte 2":



Creio que todo mundo já conhece a história de Bella e Edward, por isso, acho que é desnecessário fazer apresentações ou resumos dos livros aqui. O objetivo hoje é mostrar alguns trabalhos realizados por fãs da série, que demonstram todo o seu amor e sua devoção pelos protagonistas de uma das maiores sagas literárias dos últimos tempo.

Muitas meninas criaram suas próprias versões de "Twilight", escrevendo fanfics, algumas bem interessantes, e que merecem reconhecimento. É incrível como a imaginação dessas fãs é fértil, e podemos encontrar pela web os mais variados tipos de desdobramentos para a história original, muitas delas até misturadas com outros best-sellers contemporâneos, como "Harry Potter" ou "Percy Jackson". Vou postar a sinopse de quatro fics que eu gostei, e o link de acesso ao resto da história (as imagens são aleatórias, e estão aqui por que gosto delas, rs):

"Closer" - escrita por NaiRobsten e AnnaP:
Edward e Bella são atores em início de carreira e pouco conhecidos. Até que são colocados para atuar juntos como o par romântico de um filme de baixo orçamento que acontece de virar um blockbuster.
A vida deles vira de ponta cabeça quando cada passo deles passa a ser seguido. Rumores de um romance fora das telas explodem nos tablóides e revistas de fofocas e Bella tem que lidar com um namorado de dois anos e uma inesperada atração por seu colega de elenco. 
O sucesso de Closer faz com que o estúdio o transforme em uma série e mais três filmes levarão nosso casal de protagonistas a ter que lidar com um relacionamento turbulento, fãs obcecados pelo romance dentro e fora das telas, e a perseguição implacável da imprensa. Poderá essa história de amor sobreviver?
Qualquer semelhança não será mera coincidência...

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"Criminal - apaixonada por um criminoso" - escrita por Mircela
Isabella Swan tinha tudo: dinheiro, beleza, pais que a amavam, melhores amigos e um futuro promissor, mas tudo em sua vida perfeita muda Edward Masen entra nela. Edward não liga para regras, não se importa com a diferença entre eles, seu único objetivo é se dar bem. Quando a vida junta esses dois uma paixão nasce de ambos, Isabella e Edward vivem uma linda historia de amor, mas tudo muda quando seus pais (espiões) morrem e o único culpado é Edward, que some misteriosamente.

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"New lua nova" - escrita por jipl
Com a proximidade do seu aniversário de 18 anos, Bella começa a ter pesadelos anunciando o fim de seu relacionamento com Edward. Após mais um desses pesadelos, ela ao voltar ao quarto após um banho relaxante, tem sua primeira vez com Edward. Após alguma insistência eles voltam a terem intimidade. Mas com o desastroso aniversário, Edward e sua família vão embora na tentativa de proteger Bella dos perigos do mundo vampírico. Após algum tempo, Bella descobre-se grávida. E muitas coisas começam a mudar...

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"Nem tudo é como queremos" - escrita por Thata22
Jacob e Isabella já estavam a um bom tempo casados, brigas já estavam cada vez mais comuns em seu dia a dia, geralmente as brigas giravam em torno de um assunto... Filhos, depois de muitas tentativas falhas descobriram que Jacob era estéril, só tinham uma saída, adotar, no dia da adoção Jacob apaixonou-se completamente por uma menininha linda de olhos verdes e carinha gorda, ela era perfeita, mais como nem tudo é como nós queremos...

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Além da fanfics, muitos fãs da saga "Crepúsculo" aproveitam suas habilidades manuais para desenhar e mostrar o quanto gostam da série. Há também aqueles que fazem sátiras e críticas bem humoradas à história, mas cada um tem direito a sua opinião, não é mesmo? No site devianART  há muitos desses trabalhos, e vou postar alguns deles aqui:








É isso! Espero que tenham gostado e que também levem um pouquinho dessa série para o resto da vida. Logo logo vou assistir o filme, e volto para postar minha opinião. =D

Novidades

Passando pelos site de algumas editoras, vi várias novidades legais, muitos livros interessantes, e vou listá-los aqui:

Editora Sextante:


Arnold Schwarzenegger

(Arnold Schwarzenegger)

A história de Arnold Schwarzenegger é única, intrigante e divertida. Se sua vida fosse transformada em filme, ninguém acreditaria que tudo o que ele viveu é verdade.
Esta é a primeira vez que Arnold conta a história completa de sua vida, em suas próprias palavras. Você vai se surpreender com os bastidores de todos esses acontecimentos


Kafka para sobrecarregados

(Allan Percy)

Kafka para sobrecarregados é um curso de filosofia prático e acessível para quem quer extrair o máximo da vida e aprender a lidar com as situações absurdas que o cotidiano nos impõe.
Este livro traz 99 máximas que refletem a essência do pensamento kafkiano, abordando temas como amor, felicidade, realização pessoal, sucesso e o sentido da vida.
Após cada aforismo, Allan Percy comenta, explica e desenvolve o pensamento, mostrando de que forma ele pode ser adaptado à nossa realidade e como pode nos ajudar a sair ilesos das metamorfoses da vida.


Sou um desastre com as mulheres

Justin Halpern


Neste novo livro, Justin Halpern – autor de Meu pai fala cada uma – narra os percalços de sua vida afetiva. Do desastroso primeiro amor na infância até a decepcionante primeira vez, é impossível não se identificar com as aventuras do rapaz tímido e sem jeito, pontuadas pelas tiradas absurdas de seu pai.

Além de reafirmar o talento de Justin Halpern como um dos autores mais engraçados da atualidade, Sou um desastre com as mulheres nos faz relembrar com nostalgia os episódios divertidos e constrangedores de nossa vida.

Editora Rocco:

As edições atuais dos cinco títulos infantis de Clarice Lispector – A vida íntima de Laura, A mulher que matou os peixes, O mistério do coelho pensante, Quase de verdade e Como nasceram as estrelas – reunidas num box comemorativo. Além de apresentar a obra completa para crianças deixada por uma das maiores escritoras brasileiras, a caixa Contos e recontos para crianças traz ainda cinco jogos da memória com as ilustrações dos livros.


Enquanto trabalhava sua ficção, Clarice Lispector manteve intensa atuação na imprensa. Foram cerca de cinco mil textos para diversos jornais e revistas, entre fragmentos de ficção, crônicas e colunas femininas, e mais de 100 entrevistas. Com textos inéditos, Clarice na cabeceira – Jornalismo reúne uma boa amostra desta atividade, além de traçar um panorama do jornalismo brasileiro a partir da produção de Clarice Lispector para a imprensa.


Com mais de 1,3 milhão de livros vendidos, a musa teen Thalita Rebouças volta-se agora para um leitor mais maduro na coletânea Adultos sem filtro – e outras crônicas. No livro, a autora de Fala sério, mãe! discorre sobre os mais variados assuntos – de relações familiares e amorosas à ditadura da beleza, passando por seus encontros com fãs e celebridades – com o mesmo humor e desenvoltura que fizeram de sua obra sinônimo de sucesso.

Editora L&PM:



DIÁRIOS DE JACK KEROUAC 1947-1954


Jack Kerouac
Tradução de Edmundo Barreiros
“Os diários de Kerouac me fazem lembrar de uma época, nem tão distante assim, quando ainda havia algumas pessoas apaixonadamente sensíveis à escrita e ao ato de escrever. Hoje elas estão extintas.”Kurt Vonnegut
Em Diários de Jack Kerouac: 1947-1954, o historiador DouglasBrinkley reúne uma seleção de anotações dos diários que abrange o período mais crucial da intrépida vida do escritor. Um verdadeiro retrato do artista quando jovem, estas páginas mostram uma alma sensível mapeando seu próprio progresso criativo, ao mesmo tempo que conhece figuras decisivas como Allen Ginsberg, William Burroughs e Neal Cassady e prepara sua obra máxima, On the Road. Estas confissões revelam um artista único em busca de sua própria voz.

PEDAÇOS DE UM CADERNO MANCHADO DE VINHO - POCKET


Uma das figuras mais controversas da literatura norte-americana do século XX, Bukowski era um artista tão prolífico que muitos de seus escritos permaneceram dispersos ao longo de sua vida. Pedaços de um caderno manchado de vinho é uma vigorosa e abrangente seleção de alguns desses trabalhos, a maioria dos quais ficou restrita à publicação original em jornais independentes, periódicos literários e até revistas pornôs. Entre eles estão o primeiro e o último conto de Bukowski a serem publicados, assim como seu primeiro e seu último ensaio, e a primeira das famosas colunas “Notas de um velho safado”. Além de discorrer sobre seus temas preferidos – álcool, mulheres e a vida de um sujeito comum no submundo de Los Angeles –, ele propõe digressões únicas a respeito de figuras como Antonin Artaud, Ezra Pound e Hemingway, revelando uma lucidez surpreendente por trás de escritos aparentemente improvisados. É leitura essencial para fãs de Bukowski e uma introdução perfeita a novos leitores desse escritor inovador e nada convencional.


Para mais informações, acesse os sites das editoras, clicando nos links correspondentes. ;)

Lançamentos

Estes são os lançamentos da semana da Cia. das Letras:


Cândido, ou o Otimismo, de Voltaire (Trad. Mário Laranjeira)

Publicado em 1759, Cândido, ou o Otimismo fez um enorme sucesso ao criticar de forma mordaz e bem0humorada a filosofia do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716). O Otimismo de Leibniz é macaqueado brilhantremente por mestre Pangloss, personagem para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”. Mesmo após toda a sorte de infortúnios fantásticos, plenos de punições físicas, naufrágios, sequestros, terremotos e um auto da fé, mestre Pangloss e o ingênuo Cândido crêem viver em um mundo com o máximo de bem e o mínimo de mal – embora a experiência lhes prove justamente o contrário. Além de ridicularizar otimismo, Voltaire valeu-se da sátira para desferir golpes certeiros na vaidade da aristocracia teutônica, nas instituições religiosas – os jesuítas são fustigados por todos os lados-, e na banalidade da condição humana.

Remédios mortais, de Donna Leon (Trad. Carlos Alberto Bárbaro)
No frio do alvorecer veneziano, um ato de vandalismo perturba a paz da cidade deserta. Depois de um breve interrogatório, a polícia descobre que a culpada – esperando para ser presa na cena do crime – não é ninguém menos que Paola Brunetti. para ocommissario, o pesadelo começa com um telefonema inesperado de seus colegas de trabalho, em plena madrugada: “Estamos com sua mulher, senhor”. Enquanto nosso herói se vê às voltas com uma crise matrimonial, regada por conflitos éticos, ele terá de investigar um assalto audacioso, seguido de uma morte acidental um tanto suspeita. E se esses crimes estiverem todos ligados, inclusive o ato inconsequente de sua mulher? Resta saber se Brunetti conseguirá provar a inocência de Paola e salvar sua carreira antes que seja tarde demais.





Um coração ardente, de Lygia Fagundes Telles
Nestes contos escritos entre as décadas de 1950 e 1980 e selecionados pela própria autora, Lygia Fagundes Telles conduz o leitor ao âmago das angústias, sonhos e descobertas de seus personagens, cada um deles movido por um coração ardente. São, na maioria dos casos, histórias que se desenrolam na fronteira entre o real e o fantástico, a memória e a imaginação. Do rapaz que se apaixona inadvertidamente por uma prostituta à adolescente que presencia sem querer o encontro erótico de seu amado com outra, do menino que se vê privado de repente de seu cachorro de estimação à mulher que acha um dedo na areia da praia e engendra enredos possíveis para ele, as criaturas deste livro estão sempre às voltas com seus fantasmas verdadeiros ou imaginários. Senhora absoluta das técnicas literárias e do ritmo tenso da narrativa breve, a autora transita com sutil maestria das descrições de cenas e ambientes para a exploração do mundo interior de seus personagens, com os quais o leitor é levado a partilhar emoções e fantasias.

Mais novidades e informações, acesse o blog da editora aqui.  

domingo, 18 de novembro de 2012

Série a sério #3


Numa tranquila noite de terça-feira eu estava programando a gravação de "The Walking Dead", quando vi a chamada para a estreia de uma série na Fox, que estava em sua segunda temporada, e parecia ser interessante. As imagens remetiam aos antigos filmes de suspense de Alfred Hitchcock, e me chamaram a atenção. Resolvi gravar também esse primeiro episódio para conhecer o programa, se fosse bom, eu continuaria assistindo na próxima semana.

Quando terminou eu pensei que a chamada era enganosa, que nem tinha acontecido nada de tão assustador na série, mas achei que deveria ver o próximo episódio. Esse foi meu erro (ou meu acerto); o segundo capítulo é realmente perturbador. Acontece de tudo, desde uma morte de um jovem possuído pelo demônio, enquanto um padre tentava o exorcismo, até um quase-ataque do médico à uma prostituta. 

Mas não é pelas imagens que a série assusta, e sim, pelo terror psicológico, por aquilo que não vemos, mas que sabemos que vai acontecer, e fica aquele suspense no ar, até que um louco salta da tela da TV e apavora os espectadores. A sensação que fica após assistir a série é realmente perturbadora, e eu não consegui ver 2 episódios na mesma noite.

A série "American Horror Story" foi descrita por seus criadores, Ryan Murphy e Brad Falchuk, como uma série antológica. Ela foi pensada para que, em cada temporada, narrasse uma história diferente, como se fosse uma minissérie independente da temporada anterior, com personagens e ambientes distintos e enredo único.

Ryan e Brad também foram roteiristas da antiga série "Nip/Tuck", que foi ao ar entre 2003 e 2010 nos EUA, e mostrava, a cada episódio, um ou mais procedimentos cirúrgicos, abordando o lado obscuro das cirurgias plásticas e a luta das pessoas que buscam um corpo perfeito, geralmente, para preencher suas vidas vazias e sem sentido.

Também foram os responsáveis pelo seriado "Glee", e queriam fazer algo que fosse totalmente oposto a esse trabalho, então começaram a escrever "AHS". 

A primeira temporada mostra uma família que se muda de Boston para Los Angeles, após a mulher sofrer um aborto espontâneo e o marido se envolver num caso extraconjugal. A casa que ocupam ali parece guardar alguns segredos macabros e um passado com histórias horripilantes. Eles acabam descobrindo que a mansão é assombrada pelos antigos moradores. A história é ambientada nos dias atuais.

Já no segundo ano da série, o enredo se passa no ano de 1964 e mostra o dia a dia dos pacientes de uma instituição para tratar criminosos insanos, além de seus funcionários, médicos e freiras que deveriam cuidar dos internos. Os pacientes são tratados com choques, castigos físicos e privados de sair ao sol. No mesmo lugar em que está uma professora homossexual que tentava descobrir os segredos do lugar para publicar no jornal da cidade, e foi pega pela freira responsável pelo asilo, também convivem um possível assassino em série que vem atacando várias mulheres e uma mulher que é viciada em sexo. A freira, que deveria tratar os doentes, também parece ter sua saúde mental abalada por seu passado nebuloso e que vai sendo revelado aos poucos.

A produção é impecável, e a fotografia é tão bem feita que torna as cenas muito realistas. Os críticos têm recebido bem o programa, que já recebeu vários prêmios, como o "Satelite Awards 2011", na categoria "Best Genre Series", e a atriz Jessica Lange foi premiada por sua atuação na primeira temporada com o "Screen Actors Guild 2012".

É uma série assustadora, e que ainda pode deixar os espectadores sem fôlego nos próximos episódios.

Selinho #2


Ganhei da Luene do blog Instituição Para Jovens prodígios esse meme. É o laço da "Campanha de Incentivo à Leitura", e fiquei muito feliz =D Obrigada!

As regras são: Indicar 10 blogs. (É expressamente proibido oferecer o laço a "quem quiser pegar" sem indicar seus blogs primeiro.)
Avisar os blogs escolhidos sobre o meme.
Colocar a imagem no seu blog para apoiar a campanha.
Responder a pergunta: Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?

Bom, vou partir do pressuposto que vou indicar livros para uma pessoa já com idade entre 10 e 15 anos, Ok? Só para facilitar a escolha, já que acho muito difícil apontar aleatoriamente um só livro, sem saber para quem vou fazê-lo. Então, com essas informações, eu indicaria os títulos de Marcos Rey da "Série Vagalume": "O Mistério do Cinco Estrelas", "O Rapto do Garoto de Ouro", "Um Cadáver Ouve Rádio", "Sozinha no Mundo", "Enigma na Televisão", "Bem Vindos ao Rio" e "Quem Manda já Morreu". Todos esses são livros que eu li quando tinha essa idade, e sempre gostei do estilo do escritor; foram eles que me fizeram gostar de ler, e acho que ainda são capazes de despertar esse interesse nos adolescentes.

Os blogs indicados para receber o meme são:

Espero que gostem e que todos façam suas indicações... estou curiosa com os resultados ;)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sexta de Música #5

Semana passada foi divulgada a capa de "Walking Desaster", a versão contada pela visão de Travis Madoxx do livro "Belo Desastre", escrito por Jamie McGuire:


A arte ficou linda, e todos os leitores e adoraram o primeiro livro estão ansiosos por essa continuação contada por outra perspectiva. Eu ando pensando em ler mais uma vez "Belo Desastre", por que da primeira vez não consegui gostar tanto assim da história, acho que uma releitura descompromissada me fará bem.

Já postei aqui  a minha trilha sonora para os personagens do livro, mas com a revelação dessa capa uma comecei a pensar novamente na tumultuada relação Travis/Abby e achei que a música da Beyoncé, "Rather Die Young", reflete com perfeição os sentimentos dos dois, principalmente o primeiro verso:

Boy, you will been the death of me
You're my James Dean
You make me feel like i'm seventeen
You drive too fast, you smoke too much
But that don't mean a thing
'cause i'm addicted to the rush

Garoto, você vai ser a minha morte
Você é o meu James Dean
Você me faz sentir como se eu tivesse 17 anos
Você dirige rápido demais, fuma demais
Mas isso não importa
Porque eu sou viciada em velocidade

Abaixo, o vídeo para vocês curtirem:



Ensaios

No dia 16 de novembro de 1922, em Portugal, nascia um dos maiores escritores de todos os tempos, José Saramago, que além de romancista também foi jornalista, contista, poeta e teatrólogo.


Saramago foi o único escritor de língua Portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, e ficou muito conhecido por seu estilo único de escrever, com seus diálogos orais, diretos, sem postos finais e travessão, que, muitas vezes, confundem o leitor que não sabe distinguir se o que leu foi dito pelo personagem ou se era apenas um pensamento seu. Além disso, Saramago também era visto como polêmico por se declarar ateu, mas que vivia buscando descobrir se Deus realmente existia.

Um de seus livros mais famosos, "Ensaio sobre a cegueira", foi adaptado para os cinemas pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles, do qual já falamos aqui,  e que foi muito bem recebido por público e crítica.

Como poeta, seu livro de maior destaque foi "Os poemas possíveis", publicado em 1966, com uma seleção de poemas que traduzem sua verdadeira essência e faz alguns questionamentos sobre nossa existência, sobre a vida e a morte.



Ele morreu em 2010, com 88 anos e deixou uma vasta e aclamada obra que inclui 17 romances, 5 peças teatrais, 3 contos, 3 livros de poesia e 4 crônicas. Aqui no Brasil seus livros são editados pela Cia. das Letras.  

Abaixo transcrevo o meu poema favorito do livro acima, espero que gostem:

"Taxidermia, ou poeticamente hipócrita"

Posso falar da morte enquanto vivo?
Posso ganir de fome imaginada?
Posso lutar nos versos escondido?
Posso fingir de tudo, sendo nada?

Posso tirar verdades de mentiras.
Ou inundar de fontes um deserto?
Posso mudar de cordas e de liras,
E fazer de má noite sol aberto?

Se tudo a vãs palavras se reduz
E com elas me tapo a retirada,
Do poleiro da sombra nego a luz
Como a canção se nega embalsamada.

Olhos de vidro e asas prisioneiras,
Fiquei-me pelo gasto de palavras
Como rasto das coisas verdadeiras. 



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

10 anos depois, ainda é atual!

Hoje está fazendo exatamente 10 anos que "Harry Potter e a Câmara Secreta" foi lançado nos cinemas. Esse é o segundo filme da saga, e é o meu preferido; além de ser a primeira vez que vemos Dobby, o elfo doméstico, também contamos com a presença hilária do professor de Defesa Contra as Artes das trevas, Gilderoy Lockhart.





Alguns postêres do filme

Harry está agora com 12 anos e prestes a iniciar o segundo ano de estudos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde, alguns meses antes, enfrentou uma versão enfraquecida do maior bruxo das trevas de todos os tempos, Voldemort, que tentava roubar a Pedra Filosofal a fim de obter a vida eterna e voltar a dominar o mundo.

Na noite em que seus tios vão receber visitas importantes, Harry é obrigado a ficar escondido em seu quarto, em silêncio, já que a família se envergonha do sobrinho por ser um bruxo, e não querem que ele apareça na sala. Potter já conformado com esse tratamento, se fecha no andar superior da casa quando, de repente, surge o pequeno elfo Dobby, trazendo-lhe um aviso: Harry não deveria voltar à escola quando as aulas começassem, pois algo muito ruim estava para acontecer. O menino tenta convencer o visitante de que Hogwarts é seu único lar, e que precisa voltar para lá, mas o elfo, numa tentativa desesperada de proteger o menino bruxo, corre até a cozinha e, usando magia, faz com que um bolo imenso levite da mesa até cair na cabeça da mulher que está na sala com os tios. Isso faz Valter trancar Harry e insinuar que ele não voltaria para a escola. Graças a seu amigo Ronny Weasley e os gêmeos Fred e Jorge, Harry foge pela janela do quarto, num carro voador e deixa para trás seu tio irritado com a fuga.

É nesse filme que entramos pela primeira vez n'A Toca, casa dos Weasley, que para Harry é um mundo totalmente novo, cheio de magia para todos os lados que ele olhe. E pela primeira vez também ele usa o pó-de-flu para viajar até o Beco Diagonal a fim de comprar seus materiais escolares com a família Weasley. Para variar, Harry não sabe como isso funciona e se perde durante o trajeto, caindo numa misteriosa loja de artigos bruxos da Travessa do Tranco, lugar geralmente frequentado por bruxos de índole duvidosa. Surpreendentemente, ele é encontrado por Hagrid, que está por ali para comprar algum tipo de veneno, e leva Harry para o lugar correto, onde já estão seus amigos.

Na livraria está acontecendo o lançamento do mais novo livro do grande Gilderoy Lockhart, famoso por enfrentar as mais perigosas criaturas e registrar seus feitos em livros que são best-sellers adorados principalmente pelas mulheres. Ele também tem um belo sorriso, eleito várias vezes o mais bonito por uma respeitável revista de bruxaria. É ali que o pai de Draco, Lucius Malfoy, inclui junto aos livros de Gina Weasley um velho diário, que foi de Tom Riddle, o jovem Lord Voldemort.

A partir dai, Harry e Ronny passam por várias dificuldades ao tentarem ir para Hogwarts, e, quando conseguem, tudo parece dar errado, e, como Dobby o havia alertado, coisas estranhas passam a acontecer no castelo. 

Potter se envolve em mais um mistério e, ao final, enfrenta o espectro daquele que não deve ser nomeado, para tentar salvar Gina, que foi levada para a Câmara Secreta como isca para atraí-lo. Harry consegue salvar a amiga e ainda, desvendar as mentiras contadas pelo professor Gilderoy, que usa seu dom de aplicar com eficácia o feitiço que apaga a memória para inventar histórias de feitos heroicos como se ele os tivesse realizado, e assim vender muitos livros.

Esse é o filme mais longo da série, e mescla momentos hilários, como a cena em que Lockarth tenta ensinar aos alunos como se defenderem dos diabretes da cornualha, com outros de clima mais pesado, como quando Harry é acusado de ter petrificado a gata do Filch e pichado a parede do castelo com palavras ameaçadoras utilizando sangue.

Mais uma vez Hermione tem um papel importante na solução do mistério, e entrega aos amigos a chave para encontrarem o monstro que está atacando a escola. Harry pode até ser considerado o herói máximo, mas ele não conseguiria muita coisa sem a ajuda de seus amigos.

O filme foi lançado no dia 15 de novembro de 2002 no Reino Unido, mas só no dia 29 aqui no Brasil, e foi indicado três vezes ao prêmio de Melhores Efeitos Especiais, Melhor Desenho de Produção e Melhor Som pela Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão (BAFTA), e uma vez ao MTV Movie Awards como Melhor Interpretação Visual, pelo personagem Dobby.

Abaixo, algumas capas do livro em diferentes países do mundo: 


E o vídeo com um trecho do filme que está enter os que eu mais gosto, e nunca me canso de ver: o Clube de Duelos, criado pelo professor Lockhart, onde Malfoy e Potter se enfrentam e ele aparece pela primeira vez como um ofidioglota, que sabe falar a língua das cobras. A parte mais engraçada, para mim, é quando Gilderoy caminha sobre a mesa e, altivo, pergunta: "Estão todos me vendo? Estão todos me ouvindo?"