domingo, 18 de novembro de 2012

Série a sério #3


Numa tranquila noite de terça-feira eu estava programando a gravação de "The Walking Dead", quando vi a chamada para a estreia de uma série na Fox, que estava em sua segunda temporada, e parecia ser interessante. As imagens remetiam aos antigos filmes de suspense de Alfred Hitchcock, e me chamaram a atenção. Resolvi gravar também esse primeiro episódio para conhecer o programa, se fosse bom, eu continuaria assistindo na próxima semana.

Quando terminou eu pensei que a chamada era enganosa, que nem tinha acontecido nada de tão assustador na série, mas achei que deveria ver o próximo episódio. Esse foi meu erro (ou meu acerto); o segundo capítulo é realmente perturbador. Acontece de tudo, desde uma morte de um jovem possuído pelo demônio, enquanto um padre tentava o exorcismo, até um quase-ataque do médico à uma prostituta. 

Mas não é pelas imagens que a série assusta, e sim, pelo terror psicológico, por aquilo que não vemos, mas que sabemos que vai acontecer, e fica aquele suspense no ar, até que um louco salta da tela da TV e apavora os espectadores. A sensação que fica após assistir a série é realmente perturbadora, e eu não consegui ver 2 episódios na mesma noite.

A série "American Horror Story" foi descrita por seus criadores, Ryan Murphy e Brad Falchuk, como uma série antológica. Ela foi pensada para que, em cada temporada, narrasse uma história diferente, como se fosse uma minissérie independente da temporada anterior, com personagens e ambientes distintos e enredo único.

Ryan e Brad também foram roteiristas da antiga série "Nip/Tuck", que foi ao ar entre 2003 e 2010 nos EUA, e mostrava, a cada episódio, um ou mais procedimentos cirúrgicos, abordando o lado obscuro das cirurgias plásticas e a luta das pessoas que buscam um corpo perfeito, geralmente, para preencher suas vidas vazias e sem sentido.

Também foram os responsáveis pelo seriado "Glee", e queriam fazer algo que fosse totalmente oposto a esse trabalho, então começaram a escrever "AHS". 

A primeira temporada mostra uma família que se muda de Boston para Los Angeles, após a mulher sofrer um aborto espontâneo e o marido se envolver num caso extraconjugal. A casa que ocupam ali parece guardar alguns segredos macabros e um passado com histórias horripilantes. Eles acabam descobrindo que a mansão é assombrada pelos antigos moradores. A história é ambientada nos dias atuais.

Já no segundo ano da série, o enredo se passa no ano de 1964 e mostra o dia a dia dos pacientes de uma instituição para tratar criminosos insanos, além de seus funcionários, médicos e freiras que deveriam cuidar dos internos. Os pacientes são tratados com choques, castigos físicos e privados de sair ao sol. No mesmo lugar em que está uma professora homossexual que tentava descobrir os segredos do lugar para publicar no jornal da cidade, e foi pega pela freira responsável pelo asilo, também convivem um possível assassino em série que vem atacando várias mulheres e uma mulher que é viciada em sexo. A freira, que deveria tratar os doentes, também parece ter sua saúde mental abalada por seu passado nebuloso e que vai sendo revelado aos poucos.

A produção é impecável, e a fotografia é tão bem feita que torna as cenas muito realistas. Os críticos têm recebido bem o programa, que já recebeu vários prêmios, como o "Satelite Awards 2011", na categoria "Best Genre Series", e a atriz Jessica Lange foi premiada por sua atuação na primeira temporada com o "Screen Actors Guild 2012".

É uma série assustadora, e que ainda pode deixar os espectadores sem fôlego nos próximos episódios.

Um comentário:

  1. Olá :)
    Eu sou doida para assistir essa série. Tenha uma amiga que é suuper viciada rsrs
    Mas eu já acompanho tantas séries que fica difícil ver mais uma. Preciso de mais tempo para fazer tudo o que quero haha
    Beijinhos
    http://fulanaleitora.blogspot.com.br/

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