sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sexta de música #6

Sim amigos, ela já está entre nós! Madonna chegou ao Brasil para seus shows no Rio, em São Paulo e Porto Alegre entre os dias 1o. e 9 de dezembro. Portanto, como fã da cantora, dou início hoje a SEMANA MADONNA aqui no blog, que começa agora e só termina com o post de quinta-feira. Vou falar sobre vários aspectos da carreira da artista, desde suas músicas até seus livros. Convido todos a acompanharem, pois vai ser bem interessante.



Como sexta é sempre dia de música por aqui, nada melhor que abrir esse especial falando de algumas canções da Rainha do Pop (não se enganem, ela é a única!).

Não vou conseguir escolher apenas uma ou duas músicas para postar aqui, já que gosto de muitas delas e seria impossível dizer qual considero a melhor. Claro, entendo que gosto é gosto e que com Madonna é ame ou odeie, mas como autora desse blog que fala sobre cultura em geral, me vejo na obrigação de comentar sobre essa cantora tão importante para o mundo musical e sobre sua obra.

Madonna lançou seu primeiro disco em em 1983, com seu nome como título, e que logo de cara emplacou o super sucesso "Everybody". Em 1984, "Like a virgin" tinha, além da música que dá nome ao trabalho, o hit "Material Girl", que virou hino para algumas mulheres da época que se consideravam altamente materialistas e pouco sentimentais, numa demonstração clara de que não seriam mais oprimidas pelos homens e que seu interesse neles era ganhar presentes. O próximo álbum, "True Blue" só viria em 1986, com faixas que marcaram época como "Papa don't preach", a intensa "Live to tell" e "La isla bonita", com sua pegada latina. Três anos depois, em 89, Madonna lançou "Like a prayer", que foi descrito pela cantora como" uma coleção de canções sobre sua mãe, seu pai e os laços de sua família". Nele, as maravilhosas "Express yourself", "Cherish" e "Spanish eyes" deixam o trabalho mais intimista, e são complementadas pela polêmica "Like a prayer", que teve seu vídeo censurado em vários lugares pelo mundo. Esse single fala sobre uma jovem que se apaixona por Deus, e, como mexe com tabus religiosos fortíssimos, encontrou muita resistência por parte de alguns seguidores mais fervorosos do catolicismo. O álbum também foi o responsável por mudar a opinião de alguns críticos tinha sobre Madonna, e eles passaram a vê-la como uma artista séria, e não apenas como uma simples cantora.

O quinto álbum, "Erotica", foi lançado em 1992, já dentro de outro cenário cultural e com transformações sofridas mundialmente por conta da liberdade sexual que vinha após o surgimento da AIDS; as músicas "Fever" e "Erotica" ilustram o lado mais ousado e sensual ao trabalho, enquanto "Rain" e "Bad girl" mostram o lado romântico e comportado de uma Madonna no auge de sua sexualidade e sua audácia, que desafiava os mais recatados a se libertarem e realizarem seus desejos mais ocultos.

Em outubro de 94 "Bedtime stories" tentava mudar a imagem de Madonna, após seus escândalos sexuais do começo da década e o lançamento do livro "Sex", com suas fotos pra lá de picantes. Nesse trabalho, ela direcionou suas canções para um ritmo mais parecido com o R&B, com dois singles figurando entre os 10 mais no mundo: "Secret" no Reino Unido e "Take a bow", que passou sete semanas como número um na parada Billboard. Além delas, "Bedtime story" e "Human nature" foram as músicas de trabalho desse álbum, sendo a segunda um tipo de explicação de Madonna para seu comportamento anterior, expondo seu próprio corpo e abusando do tema sexo.

Com "Ray of light", de 98, uma Madonna mãe e frequentadora da Cabala, se mostra mais séria e introspectiva, com músicas pop e eletrônicas e letras que deixam evidente um lado mais calmo e tranquilo da cantora. o álbum ganho quatro prêmios Grammy e foi considerado pelos críticos como uma obra-prima. Destaque para as faixas "Drowned world - substitute for love" (cujo vídeoclipe trás uma simulação de Madonna fugindo dos paparazzi e correndo para casa para se encontrar com sua filha pequena), "Ray of light", "Nothing really maters" (carregada de influências orientais), "Frozen" e "The power of good bye", o disco é um dos mais admirados e elogiados de toda a carreira da artista.

"Music" (2000) muda totalmente o cenário deixado pelo trabalho anterior, provando mais uma vez a capacidade de Madonna de se reinventar e se adaptar ao cenário musical do momento. O álbum mistura música dance europeia com rock, country e folk, dando às faixas uma singularidade sonora que só ela seria capaz de criar. A faixa título alcançou o topo das paradas em 25 países, além de "Don't tell me" e "What it feels like for a girl".

O nono álbum de estúdio "American life", foi polêmico desde o seu lançamento, por criticar o sonho americano e o materialismo. O vídeo da faixa título também foi censurado por mostrar um tanque de guerra, pilotado por Madonna, destruindo tudo em seu caminho até chegar ao ex-presidente George Bush, em sinal de protesto pela guerra que se estabelecia no Iraque. "Hollywood" e "Love profusion" também são faixas de destaque nesse trabalho. "Die another day", que foi trilha sonora de "007 - Um novo dia para morrer" também está nesse disco.

"Confessions on a dance floor" foi lançado em 2005 e rumava para uma direção totalmente diferente do último trabalho, trazendo faixas inspiradas na musica disco das décadas de 70 e 80. Destaque para "Hung up" e "Jump". Na minha opinião de fã a melhor música desse trabalho é "Like it or not", com seu refrão super sincero que é a cara de Madonna: "this is who I am, you can like it or not, you can love me or live me, 'cause I'm never gonna stop..."

Em 2008 Madonna mostrou mais uma vez sua facilidade de se adaptar ao cenário musical e trabalhou com grandes nomes do momento, como Justin Timberlake e Timbaland, lançando "Hard candy". Madonna queria que ele se chamasse "Candy shop", mas esse é o nome de uma canção do 50 cent. Dentre as faixas estão a balada romântica "Devil wouldn't recognize you", a meiga "Miles away" e os hits "Candy shop" e "4 minutes", com participação de Justin. "Heart beat", "Spanish lesson", "She's not me" (que poderia tranquilamente ser uma crítica a Lady Gaga, rs) e "Beat goes on" são a cereja do bolo nesse trabalho tão badalado e premiado de Madonna.

O último trabalho da cantora é "MDNA", lançado em março desse ano, e é a base da turnê que vai passar por nosso país na próxima semana. As músicas trazem uma forte influência eletrônica, e talvez por isso, eu não tenha gostado muito desse álbum. As faixas de trabalho são "Give me all your luvin", apresentada no intervalo do Super Bowl desse ano, evento esportivo mais importante do ano nos Estados Unidos, "Girl gone wild" e "Turn up the radio". Alguns críticos gostaram do álbum, outros nem tanto, e, após estrear no top da Billboard, "MDNA" teve uma queda enorme nas vendas já na sua segunda semana.

Abaixo, as capas de todos os álbuns comentados:

E para encerrar o post que abre essa semana especial, dois vídeos, o primeiro e o último feitos por Madonna; a diferença entre os dois é de 30 anos, e fica evidente a evolução tanto da artista quanto dos recursos usados na produção. Foi difícil demais decidir por apenas dois, mas o post já está enorme, e se você leu até aqui, obrigada e parabéns pela paciência, rs.

Madonna tem vídeos incríveis, com uma fotografia impecável e que valem a pena ser assistidos, como os clássicos "Like a prayer" e "Vogue", com sua coreografia que entrou para a história, "Rain" (com Madonna de cabelos pretos e curtíssimos!), "Human nature" e suas roupas de couro preto, "Frozen" que trás efeitos visuais inovadores, "Hollywood" e as cenas chocantes de aplicação de botox, e, claro, "Celebration" em companhia de Jesus Luz, o modelo-DJ-namorado de Madonna na época. Procurem no Youtube e entendam do que estou falando.

Everybody (1982):


Turn up the radio (2012):


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