domingo, 9 de dezembro de 2012

Filmando #2

Minha opinião sobre "Amanhecer - parte 2" (se você ainda não viu o filme e não quiser descobrir nada a respeito, não leia, há spoilers ao longo da resenha):


Antes de começar a falar desse filme preciso deixar uma coisa bem clara aqui: sou fã da saga "Crepúsculo", em livros. Acho os filmes horríveis, todos eles, desde o primeiro.

Para ver última parte da quadrilogia me preparei psicologicamente, esperei a maioria das fãs adolescentes que gritam quando Jacob tira a camisa irem aos cinemas, e, quando quase todo mundo já tinha visto o filme, lá fui eu terminar a aventura que comecei a viver no final de 2008, quando assisti "Crepúsculo".

As fãs que me perdoem, mas essa segunda parte de "Amanhecer" continuou tão sem graça quanto a primeira. O filme tem sim alguns bons momentos, mas a maioria é monótona e parada. Ok, Bella agora é uma vampira, a cena em que ela descobre que seus sentidos estão extremamente mais aguçados ficou visualmente bonita, mas ela continua sem nenhuma expressão facial, e fazendo o tipo "me deixa que eu sou capaz de fazer tudo sozinha". A personagem do livro também é muito convencida e acha que o mundo gira em torno dos seus desejos, e isso Kristen conseguiu representar perfeitamente (que por sinal estava magérrima nesse filme, parecia até doente!). 


Uma cena que ficou bacana também foi a do braço de ferro entre Bella e Emmet (apesar da maquiagem feita em Kellan Lutz deixá-lo parecido com o Coringa de "Batman - o Cavaleiro das Trevas").


A maquiagem, aliás, é um dos pontos negativos da produção dos filmes, desde o primeiro. Os atores sempre ficam com cara de palhaço, e não de vampiro.

Não me matem ainda! Eu adoro o Edward dos livros; ele é o perfeito cavalheiro que toda mulher sonha em encontrar, mas nos filmes parece que ele está sempre com alguma dor aguda em alguma parte do corpo, o que dá margem às mais esdrúxulas piadas e paródias.

Já o Jacob no papel é um menino chato e um tanto quanto mimado, que, após descobrir que pode se transformar em lobo, fica ainda mais convencido e inconveniente, sempre atrapalhando o relacionamento de Edward e Bella. Mas nos filmes... ele é um fofo! Parece outro personagem: além do Taylor ser muuuuuiiito mais bonito que o Robert, ele dá vida ao Jacob de uma forma tão natural que nos faz gostar demais dele. Aqui ele protege Bella, mesmo estando apaixonado por ela e sabendo que não será correspondido da forma que deseja, ele fica ao lado dela e não passa o tempo todo desafiando Edward e tentando separar o casal.

E o imprinting foi uma sacada de mestre de Stephenie Meyer para manter o trio unido no final da saga, não deixando ninguém sozinho ou com o coração partido.


Agora preciso falar sobre Renesmee. Quando o bebê apareceu pela primeira vez na tela do cinema, não pude conter meu riso; que coisa mais mal feita! Tanto dinheiro para a produção do filme e tanta tecnologia à disposição, eles me saem com aquela coisa meio disforme? Poderiam ter caprichado mais. (O Smeagol de "O Hobbit" é infinitamente mais bem feito que a filha de Bella).



Os vampiros que vêm ser as testemunhas dos Cullens contra o clã Volturi ficaram bem fiéis aos do livro, e é uma pena não terem tempo o suficiente para mostrar cada um deles com maiores detalhes.

Quando Bella sai para caçar pela primeira vez já foi pouco interessante no livro, e no filme também. Como vocês já devem ter percebido, eu não vou com a cara dela, rs. E depois que ela descobre que agora tem um dom, fica ainda mais convencida, apesar de continuar apática. Gostei da hora que ela mostra a Edward que agora ele pode ler a mente dela, mas confesso que já estava achando que tinham excluído isso do roteiro, por que demorou demais e parecia que o filme já tinha acabado quando aconteceu.

A única parte realmente boa e que merece destaque é a da batalha: ficou tudo perfeito, as lutas, as mortes, Jacob fugindo com Renesmee, Bella finalmente fazendo alguma coisa útil e Jane saindo correndo com medo. É irônico que a melhor cena do filme não exista no original, não é mesmo? Claro que quem já tinha lido a série de livros sabia que nada daquilo tinha acontecido. O interessante foi como eles montaram a cena e deixaram tudo parecendo real, ficando a surpresa para o final, quando revelam ser tudo uma visão de Alice. Essa era a grande mudança no final da história, que foi tão alardeada antes do lançamento do filme.

fonte GIF:Tumblr  

Depois de tantas críticas negativas, preciso fazer alguns elogios: Billy Burke representou muito bem o pai de Bella, desde o início, e convenceu nesse filme quando concorda com Jacob que ele deve saber apenas o necessário sobre a condição de sua filha; Ashley Greene é linda e deixa Nikki Reed no chinelo (principalmente com aquela maquiagem pesada e a peruca horrível!), invertendo o que acontece na trama de Meyer, onde Rosalie é descrita como uma mulher deslumbrante, enquanto Alice é miúda, e parece uma ninfa saltitante; Carlisle nesse filme estava com uma maquiagem mais leve e ficou bem melhor assim; Christopher Heyerdahl esteve ótimo como Marcus Volturi nessa última parte da saga, e eu adorei quando ele finalmente se rendeu à morte na visão de Alice, mostrando que a eternidade pode ser realmente monótona.

Gostei muito do finalzinho, onde fizeram uma homenagem a todos os atores que participaram dos filmes, foi singelo e significativo, além de inusitado.

O mais bonito em toda essa jornada, para mim pessoalmente, foi, quando tudo acabou, minha irmã, Juliana, que assistiu comigo todos os filmes da série, se virou pra mim, me abraçou carinhosamente e disse: "Agora nossa alegria acabou de verdade!". Sim, a alegria de ver "Crepúsculo" nos cinemas acabou, ficamos tristes e emocionadas com o final, mas vamos continuar criticando a fraca produção dos cinco filmes, e a falta de expressão facial de Kristen Stewart. - Ainda bem que Mr. Grey vem por aí ;)


Pronto, já podem me condenar agora, rs.

2 comentários:

  1. Gostaria que TODOS os fãs dos filmes lessem os livros... mudaria a opinião de muita gente e isso incentiva a leitura. Sou contra filmes de livros.

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  2. Não assisti o filme inteiro e acho que nem vou, mas tenho que dizer aqui que concordo totalmente com a primeira frase do post, e com o comentário do João Oliveira, já que tanta gente adora esses filmes ruins, seria maravilhoso que lessem os livros pra ter razão sobre o que sentem.

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