quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pulando o Carnaval - dia 5

E a semana começou hoje para mim... mas já termina amanhã \o/
Vamos a mais um dia no nosso Carnaval literário, e os escolhidos de hoje são:


Charles Lutwidge Dodgson, ou apenas Lewis Carroll, romancista e poeta britânico que viveu entre 1832 e 1898, mundialmente conhecido por sua clássica criação "Alice no país das maravilhas". Alguns de seus poemas estão nesse livro, mas a maioria de suas aventuras poéticas foi publicada ao longo de sua carreira, num estilo nonsense e são considerados por críticos como pioneiros da poesia de vanguarda.

Um fato no mínimo bizarro sobre o autor é que ele gostava de fotografar ou desenhar meninas nuas, com permissão de suas mães. Ele ainda dizia que só gostava de fazer as fotos se as garotas estivessem 100%  a vontade com sua nudez, pois, se ele sentisse um vislumbre de acanhamento por parte delas, achava que não deveria prosseguir com o trabalho. Quando ele morreu, pediu que eliminassem as fotos e os quadros, ou os devolvessem para as 'modelos' e que elas fizessem com eles o que bem entendessem, por isso, é quase impossível hoje em dia encontrar um desses trabalhos. Quatro ou cinco ainda existem, e estão em livros de fotografia.

Sem preconceitos, em todas as fotos dele que eu pesquisei, achei que ele estava meio...  delicado, rs.

Enfim, seus gostos secretos não importam para nós, apenas sua obra literária. A história de Alice começou a ganhar vida na cabeça de Carroll em 1862, enquanto ele passeava de barco em companhia de uma garota de 10 anos e suas duas irmãs; ele inventou uma história sobre uma menina que entrava num mundo fantástico depois de cair na toca de um coelho. A menininha, que também se chamava Alice, adorou a história e pediu para Carrol a escrever.


Os textos de Lewis são cheios de problemas de matemática e lógica ocultos, e muitos enigmas contidos em seus livros são quase imperceptíveis para nós, já que eles continham referências da época em que foram escritos, com piadas locais e trocadilhos que só fariam sentido se contados em língua inglesa e para quem já é familiarizado com eles.

Apesar de seus gostos estranhos e as possíveis mensagens subliminares contidas em suas histórias, Lewis Carroll é um dos escritores mais importantes de todos os tempos, e seu livro "Alice no país das maravilhas" é um clássico maravilhoso, daqueles que não cansam o leitor e vão passando de geração para geração. E suas adaptações, sejam no estilo Disney ou com um toque sinistro de Tim Burton, são sempre aventuras imperdíveis para quem gosta de literatura e cinema. 



Catherine Johnson, escritora britânica, nascida em 1957, e autora da história que deu origem ao musical "Mamma Mia!".


Catherine teve momentos conturbados em sua vida: foi expulsa da escola com 16 anos, casou-se com 18 e com 24 já estava divorciada. Aos 29 anos estava desempregada, com um filho pequeno e grávida de outro, ele viu um anúncio num jornal de Bristol que anunciava uma competição de roteiros para uma companhia de teatro da cidade. Então ela se inscreveu com o pseudônimo de Maxwell Smart, o mesmo nome do personagem principal da série "Agente 86", com um texto chamado "Rag Doll", que falava sobre abuso infantil e incesto. Seu trabalho ganhou a competição e foi encenado em teatros locais.

Ela também escreveu vários roteiros para séries televisivas, como "Casualty", e peças para teatros de Bristol, antes e depois de fazer sucesso com "Mamma Mia!", musical que foi encenado pela primeira vez em 1999, no Prince Edward Theatre, em Londres.


Esse famoso musical é baseado em canções do grupo ABBA, como "Dancing queen", "Money, money, money" e a música que dá título à peça. Já foi visto por mais de 42 milhões de pessoas no mundo todo e é o musical mais bem sucedido financeiramente em toda a história dos musicais.



Sua adaptação para o cinema conta com a presença de Maryl Streep no papel principal, além de Pierce Brosnan e Colin Firth. O filme, que estreou em 2008 e foi dirigido por Phyllida Lloyd, ganhou o Globo de Ouro de "melhor filme - comédia/musical" e "melhor atriz - comédia/musical" (Maryl Streep).


Para encerrar, deixo o trailer do filme, que é muito divertido e é um dos preferidos da minha sobrinha Isabella (o que equivale a dizer que ela já assistiu - e nos fez assistir - mais de mil vezes) =D

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