sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pulando o Carnaval - dia 6

Como vão leitores, já recuperados do Carnaval? Por aqui continuamos pulando a festa e falando sobre os maiores e melhores escritores britânicos. Hoje só um deles vai desfilar por aqui, e o escolhido foi:


Essa graça de pessoa ai em cima é Ian McEwan, talentosíssimo autor de sucessos como "Reparação" e "Cães Negros". Esse simpático senhor de 64 anos já foi chamado de Ian Macabro por causa da natureza de suas obras no início da sua carreira, mas, felizmente, conforme seus romances iam sendo publicados, essa fama caiu por terra e ele acabou se tornando um dos escritores mais conhecidos da sua geração.

Sua primeira publicação foi a coletânea de relatos "Primeiro amor, últimos ritos", em 1975, e em 1997 ele lançou "O fardo do amor", considerado pelos críticos como o melhor livro sobre quem sofre da síndrome de Clerambault, também conhecida como erotomania, que é quando o doente acredita que uma pessoa de classe social mais elevada que a sua está apaixonado por ela. 


Ian ganhou o prêmio Booker Prize, em 98, pelo romance "Amsterdam",  livro que deixa bem claro o estilo do autor, que gosta de explorar o perfil psicológico dos personagens, e deixar evidente por meio das escolhas deles, seu verdadeiro caráter. Além disso, ele sempre faz uma crítica social em seus romances, tratando de temas polêmicos, como nesse caso, o aquecimento global e a eutanásia. 

E logo depois desse romance, Ian escreveu "Reparação", que já foi resenhado aqui,  e que foi adaptado para o cinema em 2007, com o título de "Desejo e Reparação": dirigido por Joe Wright, com James McAvoy e Keira Knightley, esse longa ganhou o Globo de Ouro de melhor filme/drama.


O último trabalho de Ian foi lançado mundialmente aqui no Brasil, durante a FLIP de 2012: "Serena" conta a estória de uma jovem que lê compulsivamente e é recrutada para exercer uma função burocrática junto ao Serviço Secreto britânico na década de 70, e se vê obrigada a envolver um aspirante a escritor num plano secreto, e falso. Novamente, o autor expõe a fragilidade humana ao misturar a ficção com a vida real da personagem, que em alguns momento é agente e em outros é a vítima, e também ao questionar esses papéis exercidos por ela dentro da trama. (Muito McEwan *___*)


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