segunda-feira, 11 de março de 2013

Douglas Adams

O homenageado de hoje no doodle do Google é o escritor Douglas Adams, autor da série "O guia do mochileiro das galáxias", que estaria completando 61 anos nessa data.


O escritor britânico, morto ao 46 anos por um ataque cardíaco, além de ser o autor da série mais badalada entre os nerds do mundo todo, também era roteirista da série de TV "Monty Phyton's Flying Circus", que foi ao ar na Inglaterra de 1969 a 1974. Até hoje o grupo Month Python faz sucesso com seus vídeos escrachados pela internet.


A estória de "O guia do mochileiro das galáxias" era inicialmente um programa de rádio, apresentado pelo próprio Adams, que foi ao ar pela primeira vez em 1978, e, bem mais tarde, foi transformada em livros.

A saga completa compõe-se de cinco volumes:
- O guia do mochileiro das galáxias
- O restaurante no fim do universo
- A vida, o universo e tudo mais
- Até logo, e obrigado pelos peixes
- Praticamente inofensiva


Todos os cinco livros são recheado de situações hilárias, que eram usadas pelo autor para ironizar a política e a burocracia, além de retratar com humor as pessoas e suas manias. Um sexto volume foi escrito por Eoin Colfer, autor da série "Artemis Fowl", após a morte de Adams, autorizado por sua família, chamado "And another thing...".

Mas para os fãs da série, esses detalhes são os menos importantes: eles adotaram como verdadeiros os símbolos usados por Adams na estória, como a toalha, que seria uma das coisas mais úteis para um mochileiro das galáxias. Na fantasia criada pelo autor, esse simples objeto do nosso dia a dia pode ser usado pelo mochileiro para se proteger do frio e da chuva, pode servir como venda para os olhos, no caso de precisar evitar olhar para alguma coisa (como atravessar alturas muito grandes ou se defender da terrível besta voraz de Traal - um animal muito burro que acredita que, quando a vítima não pode vê-lo, ele também não a vê). Além disso, a toalha também serve para forrar o chão, caso o viajante precise dormir ao relento, e até mesmo para se secar após um banho, se estiver limpa e seca.

A importância da toalha nos livros é tanta que foi criado o "Dia da toalha", em 25 de maio, para homenagear o autor depois de sua morte. Alguns fãs aventaram a possibilidade de se transferir essa data para 42 dias após o falecimento de Adams, também fazendo referência ao número que, nos livros, seria a resposta para "a vida, o universo e tudo mais". Nesse dia também é comemorado o "Dia do orgulho nerd", por ser a data de lançamento do primeiro filme da série "Star Wars", em 1977. Nesse dia, os fãs costumam carregar uma toalha para todos os lugares onde vão.


Outra frase que os fãs gostam muito é "Não entre em pânico", que aparece já na capa do primeiro livro. 

A série já teve várias adaptações, incluindo teatro, série de TV, jogo de computador e quadrinhos, além da versão para os cinemas, lançada em 2005:


Homenagens e referências à obra de Adams podem ser vistas em muitos lugares, como no desenho "South Park", onde o personagem Towlie sempre diz: "não se esqueça de trazer uma toalha", ou na música da banda Radiohead, "Paranoid Android", que foi criada com base no Marvin, o Androide Paranoide. A Nintendo também homenageou a série no jogo "GoldenEye 007", do Nintendo 64: era dado ao jogador multiplayer que tivesse menos mortes em uma partida o premio chamado "praticamente inofensiva", que é como a Terra é chamada no "Guia".

Marvin, o Androide Paranoide

A União Astronômica Internacional, um dia antes da morte de Adams, batizou o asteroide 18610 de "Arthurdent", em homenagem ao personagem principal da série.

O autor também gostava de música boa e de ajudar as pessoas, então, no seu aniversário de 42 anos, ele tocou violão em um concerto do Pink Floyd, como um presente para o amigo Dave Gilmour, que pediu para Douglas ajudá-lo a escolher o nome do próximo álbum da banda que estava quase finalizado. Em 94 o Floyd lançou "The division bell" e em retribuição à ajuda, o Gilmour doou 5 mil libras para uma instituição de caridade ajudada por Adams. Literatura e música juntas por um bem maior.

capa do álbum "The division bell"

Vivemos cercados por fatos criados por Douglas Adams em seu "Guia", mesmo que não saibamos disso: as referências estão nas artes, na ciência, na tecnologia, na cultura popular e, quem sabe, na cabeça do seu amigo ai ao lado... Não é a toa que o autor é até hoje cultuado e adorado por seus fãs ao redor do mundo.

Os livros são de leitura leve e simples, cheia de momentos engraçados e indicados para todas pessoas, em todas as idades, não só para os chamados nerds nem exclusivamente para os adolescentes. 


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