quarta-feira, 27 de março de 2013

Ele é o cara #11


Renato Russo nasceu em 27 de março de 1960, e foi batizado como Renato Manfredini Junior. Infelizmente ele nos deixou em outubro de 96, mas deixou um legado incrível de músicas que são cantadas até hoje, por pessoas de diferentes gerações, que veneram seu trabalho e mantêm viva sua memória.

Não preciso falar muito desse cara, pois acho que 99% das pessoas conhecem sua história e sabem um pouco da trajetória da Legião Urbana no cenário musical brasileiro. Nem há muito o que dizer que vocês ainda não tenham lido ou ouvido em outro lugar. Mas vale lembrar da data de seu nascimento e deixar aqui uma pequena homenagem a essa pessoa que criou canções importantes para o rock brasileiro.

Há algum tempo atrás eu postei uma longa reverência à Legião no antigo blog que mantinha com colegas da faculdade, "Os Letreiros", onde falo bastante sobre a banda, seus discos, destaco minhas músicas preferidas e conto um pouco sobre o único show deles que pude assistir ao vivo. Vocês podem acessar esse post clicando aqui.


Antes da Legião, Renato fez parte do grupo Aborto Elétrico, mas saiu devido a desentendimentos constantes com o baterista Fê Lemos, e os integrantes da banda se dividiram em várias outras, sendo uma delas o Capital Inicial. 

O cantor gravou três discos solos, além de todo o seu trabalho com a Legião: "The Stonewall Celebration Concert" (1994 - em inglês), "Equilíbrio Distante" (1995 - em italiano) e "O Último Solo" (1997). Esse último foi lançado após a sua morte com as faixas remanescentes dos dois trabalhos anteriores.

Renato ganhou destaque na revista Rolling Stone em outubro de 2008, quando entrou para a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, no 25º lugar.


Li no Wikipedia  que Renato tem quatro livros publicados, mas, infelizmente, não encontrei nenhum deles para legitimar essa informação :(. Nessa pesquisa achei algumas biografias do cantor, com destaque para "Renato Russo: o filho da revolução", do jornalista Carlos Marcelo, publicado pela editora Agir, que conta momentos interessantes da carreira do músico, como o show realizado no estádio Mané Garrincha em 88, quando Renato  brigou com o público e interrompeu a apresentação com menos de uma hora, causando revolta em quem estava no local. Além disso, o livro narra a tumultuada relação que Renato tinha com a cidade de Brasília, onde surgiu a Legião, e algumas de suas relações amorosas, tanto com meninos quanto com meninas. Sua morte a AIDS são descritas de maneira mais sucinta, o que torna o livro mais uma  homenagem ao trabalho de Renato do que uma biografia realmente.

Também encontrei uma imagem interessante de uma lista escrita pelo próprio cantor com indicações de livros:


Para quem é muito fã do trabalho de Renato Russo e sente falta de informações e sobre o cantor, sugiro que visitem o site "Memorial Renato Russo", clicando aqui.  Lá tem fotos sobre o cantor, muito detalhes da sua carreira e um espaço para o fã deixar a sua mensagem. Vale a pena a visita. 

Uma das minhas músicas preferidas da banda, composta por Renato em 1979, e gravada no álbum "Que País é Esse?" de 1987, é "Faroeste Cabloco", e não sei se ainda é assim com os fãs de hoje, mas quando eu era adolescente o maior desafio para quem era fã da banda era decorar toda a letra dessa música, com seus nove minutos de duração. A música é incrível e conta a estória de um cara chamado João do Santo Cristo, que se mete nas maiores enrascadas enquanto tenta sobreviver em Brasília. Virou filme e está para ser lançado em maio desse ano, se não houver mais nenhum adiamento (dedos cruzados). Vejam o vídeo abaixo que representa cada frase da música com um desenho e ficou bem divertido:



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