quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ele é o cara #14


Tony Belloto é músico, guitarrista da banda Titãs, apresentador e escritor *___*

Seu mais novo trabalho é o livro "Machu Picchu" (Cia. das Letras), e conta a estória de um casal que está para comemorar dezoito anos de união, e de sua família um tanto quanto problemática, aliás, como a maioria das famílias modernas. Em meio ao trânsito pesado, eles passam a refletir sobre suas vidas e sobre o casamento. Eu ainda não li esse livro, mas já li outros do Tony e posso garantir que ele escreve brilhantemente.


Mas bem antes de ser escritor, lá nos anos 80, o guitarrista formou a banda Titãs com os amigos Arnaldo Antunes, Nando Reis, Sérgio Britto, Branco Mello, Paulo Miklos, Charles Gavin (que entrou no lugar de Andre Jung), Ciro Pessoa (poucas pessoas lembram dele, por ter saído da banda ainda no seu início) e Marcelo Fromer. O grupo garantiu seu espaço no cenário musical brasileiro, com seu rock cheio de críticas à sociedade  da época e suas roupas coloridas e penteados extravagantes. Ao longo de 30 anos de carreira, os Titãs emplacaram grandes sucessos que se tornaram clássicos, como "Sonífera Ilha", "Comida", Diversão", "Polícia", "Flores", "O Pulso" e "Família".


Tony dentro dos Titãs não é só o guitarrista, ele também é letrista e participa da criação das canções. Um exemplo? A letra de "Polícia", um dos maiores sucessos da banda, é dele:

"Dizem que ela existe pra ajudar
dizem que elea existe pra proteger
eu sei que ela pode te parar
eu sei que ela pode te prender!

Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa 
de polícia!

Dizem pra você obdecer
dizem pra você responder
dizem pra você cooperar
dizem pra você respeitar!

Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa 
de polícia!"




Hoje os Titãs são 4, mas ainda estão na ativa com a turnê comemorativa dos 25 anos de lançamento do álbum "Cabeça Dinossauro", um dos mais emblemáticos de sua carreira, e são esses senhores de respeito aqui:


Voltano ao cara de hoje, Tony apresenta o programa "Afinando a Língua" no canal pago "Futura", onde fala sobre música e Língua Portuguesa, de uma forma leve e descontraída, sempre com convidados interessantes e ótimas apresentações musicais. 


Entre os shows e o programa, Tony consegue tempo para escrever seus romances: começou em 1995, no gênero policial, que é um dos seus preferidos, lançando "Bellini e a esfinge", que depois se tornou uma trilogia com "Bellini e o demônio" (1997) e "Bellini e os espíritos" (2005). Depois Tony mudou um pouco de estilo e misturou o policial com um drama cotidiano em "BR 163: duas histórias na estrada". Em 2001 ele escreveu sobre o que mais entende: guitarra e música - "O livro do guitarrista" conta sua própria história com o instrumento, desde quando ele viu pela primeira vez a foto de Jimi Hendrix e soube que queria ser como ele, mesclando fatos interessantes do rock brasileiro que vivenciou ao longo de sua carreira, dando dicas de bandas e discos imperdíveis. 

Já em 2007, Tony se reiventou novamente como escritor e se aventurou em outro estilo, o romance que narra o cotidiano das pessoas, a realidade permeada com conflitos psicológicos e cenários urbanos: "Os insones" (2007) e "No Buraco" (2010) têm personagens próximos e comuns ao leitor, cheios de dúvidas e problemas como qualquer um de nós. No primeiro, uma família contemporânea onde as pessoas já não se entendem tão bem, com filhos adolescentes que precisam encontrar suas identidades num mundo caótico e cheio de armadilhas, ambientado no Rio de Janeiro, mais precisamente numa comunidade dominada pelo tráfico; e o segundo fala sobre a vida após o sucesso de um músico já em decadência e caminha para a velhice, relembrando seus melhores momentos e suas aventuras enquanto estava no auge.

Seu primeiro livro foi adaptado para os cinemas em 2001 pelo diretor Roberto Santucci Filho, e contou com Fábio Assunção e Malu Mader no elenco, representando, respectivamente, Bellini e uma prostituta que o ajuda em sua investigação. Nesse filme a trilha sonora é do próprio Tony, junto com Charles Gavin (companheiro de Titãs) e Andreas Kisser (Sepultura). O filme ganhou o prêmio de melhor longa metragem de ficção no festival Rio BR, em 2001. Mais tarde, em 2010, "Bellini e o demônio" também foi para as telonas, dessa vez dirigido por Marcelo Galvão e também teve Fábio Assunção como protagonista. 


Tony também fez sua participação num filme; em 1985 ele participou do musical "Areias Escaldantes", com os Titãs, Ultraje a Rigor e Lobão. O filme foi escrito dirigido por Francisco de Paula, mas, como não recebeu o selo da Embrafilme na época de seu lançamento, só pode ser exibido fora do país. Recentemente ele foi relançado em DVD.


Bellotto já foi colunista da Veja e agora tem uma coluna no blog da Cia. das Letras, onde escreve com frequência, sempre falando sobre atualidades e contando um pouco de suas experiências. Para quem quiser ler seus textos, é só clicar aqui.  

Falando um pouco da vida pessoal, Tony é casado há anos com a atriz Malu Mader e eles têm 2 filhos: João e Antônio. Ele é torcedor do Santos Futebol Clube e apoia a legalização das drogas no Brasil. Para quem não sabe, o musico chegou a ser preso por porte de heroína em 1985 junto com Arnaldo Antunes, também dos Titãs.


Quer saber mais sobre o cara de hoje? Então clique aqui, aqui e aqui  para acessar seu perfil no Wikipedia, o site oficial dos Titãs e o link do programa Afinando a Língua no site do Canal Futura, respectivamente. E se quiser saber mais ainda sobre os livros escritos por ele, acesse aqui  a página personalizada do Skoob.


Um comentário:

  1. Tony Belloto, provando que o rock and roll nacional vai além de guitarras distorcidas ou moleques de óculos coloridos.

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