sábado, 13 de abril de 2013

Li até a página 100 e... #11



*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto

1984
George Orwell
editora Cia. das letras
416 páginas

Primeira frase da página 100:

"Parecia saber-lhe exatamente que impressão dava sentar-se num quarto assim, numa poltrona ao pé do fogo, com os pés na guarda e a chaleira no gancho: completamente só, em completa segurança, sem ninguém a fitá-lo, sem voz a persegui-lo, sem ruído algum além do tiquetaque do relógio e o chilrear da chaleira."

Do que se trata o livro?

De um mundo onde as pessoas são quase que vigiadas, 24 horas por dia, por um dominador chamando Grande Irmão, que impôs ao povo as regras extremamente rígidas do Partido, e que as controla através de uma teletela instalada na casa de cada um, que transmite aos vigilantes tudo o que as pessoas pessoas fazem. Além disso, até os pensamentos são controlados: não se pode exprimir opinião própria sobre nada, ou você será "vaporizado", ou seja, será capturado pela polícia do pensamento e sumirá sem deixar rastros, sendo, inclusive, apagado o seu passado e tudo o que diz respeito a sua existência. Aliás, não é nem possível pensar por si mesmo, já que o Partido controla tudo o que se vê, ouve e lê: os jornais, revistas e até livros de história são alterados de acordo com a vontade do Grande Irmão e de seus interesses naquele momento; por exemplo, se ele quer que o povo acredite que a última safra de certo produto foi a melhor e mais rentável de todos os tempos, ele simplesmente altera as notícias anteriores para que essa seja a verdadeira, e, sem poder discutir ou procurar fontes diferentes, as pessoas acreditam naquilo que lhes é passado sem questionar, e assim vão sendo enganadas e vivendo cada vez mais sob o domínio do Partido. 

O que você está achando até agora?

Bom. Não é muito o meu tipo de livro, mas, por ser um clássico, achei que já era hora de conhece-lo melhor.

Melhor quote até aqui:

"Winston deixou cair os braços e lentamente tornou a encher os pulmões de ar. Seu espírito mergulhou no mundo labiríntico do duplipensar. Saber e não saber, ter consciência da completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-se contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da democracia e que o Partido era o guardião da democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra "duplipensar" era necessário usar o duplipensar."

Algum personagem merece destaque?

Julia, a louca, rs. Ela só quer aproveitar a vida e não se importa com as consequências.

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"Ah... laranjas e limões, dizem os sinos de S. Clemente. Uma modinha que havia quando eu era menino."

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