quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ele é o cara #18

Já falei aqui sobre os 4 integrantes remanescentes dos Titãs, e hoje vou compartilhar com vocês um pouquinho da carreira de um cara muito importante na carreira da banda, mas que já não está mais com eles: o baterista Charles Gavin:


Na minha humilde opinião, Gavin e João Barone dos Paralamas são os melhores bateristas brasileiros dos últimos tempos. E como sou muito muito muito fã dele, pode ser que eu exagere um pouco nos elogios, rs.

A primeira vez que Charles demonstrou talento para a percussão foi no colégio, quando tinha oito anos e participou de um desfile de 7 de setembro junto com seus colegas. Na ocasião, só havia um instrumento musical na escola, o surdo, e ele foi escolhido para tocá-lo, já que era o único aluno que conseguia marcar precisamente o tempo. As outras crianças improvisaram seus instrumentos utilizando tampas de panelas e talheres, e a turma  acabou ganhando um prêmio pela originalidade da apresentação.

Mais tarde, já adolescente, Charles começou a ouvir Led Zeppelin e Black Sabbath e começou a pensar em ser baterista. Ele montou um protótipo de bateria usando o sofá da sala, que era revestido de corvim, com dois cinzeiros de metal servindo como pratos e pegou os frisos laterais do carro do pai para fazer de baquetas. 

O garoto cresceu e, entre o trabalho numa fábrica e os estudos, ele praticava compulsivamente na bateria de verdade que seu pai havia comprado. O próximo passo seria entrar para uma banda, e ele começou então a tocar com a Zero Hora. Depois passou por Santa Gang, Zona Franca e Jetsons, onde chegou a tocar com Branco Mello e Ciro Pessoa, futuros integrantes dos Titãs



Depois de participar de vários grupos que não deslancharam, ele entrou para o Ira!, onde ficou até 1984. Então ele teve uma rápida passagem pelo RPM, que estava ensaiando para gravar seu primeiro disco, e foi para os Titãs, ocupar o lugar deixado por Andre Jung, que foi para o Ira!. Charles já era o baterista oficial os Titãs lançaram seu segundo disco, Televisão, em 1985.


Gavin sempre foi um entusiasta dos discos de vinil e colecionador de álbuns raros, e graças a isso ele passou a trabalhar no relançamento de discos fora de catálogo de alguns artistas como Tom Zé e Novos Baianos, principalmente após a sua saída dos Titãs, em 2010. Além disso, ele organiza coletâneas para algumas gravadoras, inclusive a Warner, por onde os Titãs lançaram alguns álbuns, e também produz discos: ele lançou, em 1995 o grupo Mundo Livre S/A.   


Gavin também é apresentador do programa "O som do vinil", no Canal Brasil, desde 2007, onde ele fala sobre álbuns marcantes da discografia brasileira, entrevistando artistas, familiares e pessoas envolvidas na produção dos discos, a fim de revelar detalhes ainda desconhecidos sobre eles, inclusive, os bastidores da produção de algumas obras.


Ainda nessa mesma linha de colecionador e admirador de antigos trabalhos em LP, Charles lançou o livro "300 discos importantes da música brasileira", em outubro de 2008, juntamente com Tárik de Souza, Carlos Calado e Artut Dapieve.


Detalhes interessantes sobre o Charles: ele é o único dos integrantes dos Titãs que torce para o Corinthians e o único dentro os oito que nunca, isso mesmo, nunca, usou nenhum tipo de droga. Imagina como deveria ser a convivência com os outros caras, todos drogados, e ele lá de boa, caretão, só querendo curtir sua bateria... só por isso ele já merece ser "o cara" durante muito tempo aqui no blog, e mostra que não é preciso fazer uso de nenhum tipo de entorpecente para se divertir e aproveitar a vida.


Algumas das músicas dos Titãs são de sua autoria: "Estado violência" (composição individual), "Lugar nenhum", 'Flores", "Eu não vou dizer nada (além do que estou dizendo)", "Alma lavada" e "Gina Superstar" em parceria com outros membros da banda.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais desse super músico, e, se quiser acompanhar sua carreira atualmente, acesse o site oficial, clicando aqui.  É possível, inclusive, assistir a alguns vídeos do programa que ele apresenta no Canal Brasil, vale a pena conferir.


Um comentário:

  1. Bom conhecer um pouco da vida dele, assisto o som do vinil e gosto da maneira simples que ele apresenta o programa!

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