quinta-feira, 20 de junho de 2013

O morro dos ventos uivantes - resenha


"Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. Único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, esse livro é um clássico da literatura inglesa e se tornou o favorito de milhares de pessoas."

*** Cuidado: se você ainda não leu o livro, acabei soltando alguns spoilers... sem querer.

Basicamente, essa é uma estória de amor. Catherine e Heathcliff se amam, mas não conseguem ficar juntos, e esse é o ponto principal da trama; é a partir da separação dos dois jovens que começam os dramas e o sofrimento dos personagens.

Heathcliff é adotado pelo pai de Catherine quando ainda era um garotinho, e a amizade entre os dois nasce assim que eles se encontram. Eles crescem juntos, correndo e cavalgando pela fazenda, e dessa grande convivência nasce um amor muito puro e forte entre os jovens. Infelizmente, Heathcliff é um cigano, e não tem nada a oferecer a Catherine, que é acostumada a levar uma vida muito tranquila proporcionada pelo pai. Ela não quer abrir mão de seu bem estar, apesar de seu coração pertencer a Heathcliff, então, acaba se casando com Edgard, o nobre  que mora propriedade vizinha.

Quando Heathcliff descobre que Catherine preferiu manter sua posição social a casar-se com aquele que ela realmente ama, ele foge e some por vários anos. Quando retorna, está muito rico e compra o Morro do irmão de Catherine, que estava totalmente endividado. Assim, estando numa melhor condição financeira, Heathcliff acredita que conseguirá conquistar Catherine de volta. Ele só não contava com o orgulho de Cat.

Agora que ela está casada com Edgard, não quer abrir mão da vida que está levando ao lado do marido, apesar de admitir que seu coração é todo de Heathcliff, que ela mesmo é o próprio Heatcliff. Isso para ele é  uma enorme traição, e ele não se conforma com a escolha de Catherine. Depois de uma vida inteira de sofrimentos e humilhações, ele acreditava que ter dinheiro lhe daria tudo aquilo que desejava, e, ao perceber que isso não aconteceria, ele se revolta e decide acabar com a felicidade de todas as pessoas ao seu redor, como vingança por não conseguir o que quer.

Heathcliff passa a fazer as maiores maldades com todos. Hareton, o sobrinho de Cat que mora no Morro é quem mais sofre com os desmandos de Heathcliff: o menino é tratado como um idiota, sendo ameaçado o tempo todo e ficando responsável pela manutenção da fazenda, realizando os trabalhos mais pesados. 

E a maldade de Heathcliff se estende a Cat, Edgard, sua irmã Isabela, os empregados e até o cachorro o da família. Ninguém fica imune ao seu ódio, e ele vai ficando cada vez mais sozinho. Depois de praticar as piores crueldades com todo mundo, seu final só poderia ser a solidão e a loucura.

Quando Cat morre, ele enlouquece e perde totalmente o respeito pela vida das outras pessoas. Catherine promete no leito de morte que nunca o deixará em paz, pois o considera responsável por sua morte. Então Heathcliff começa a ver o fantasma da amada e passa a viver atormentado pela lembrança  de seu amor, principalmente depois de conhecer a filha de Cat, que é muito parecida com a mãe. Ele termina seus dias punindo a menina pelo mal que Catherine lhe fez durante a vida.

O livro não é fácil de ler. Tanto que, da primeira vez que o li, não gostei da estória, achei-a pesada e cansativa. Voltei a lê-lo recentemente, já com uma outra visão, e acabei gostando muito. O enredo é drama puro: todos os personagens sofrem muito, e na maioria das vezes senti muita raiva de Catherine, que é muito egoísta e mimada. Depois, quando Heathcliff faz as suas maldades, dá vontade de entrar no livro e dar uma surra nele, mas, analisando suas atitudes, é possível entender seu ódio e sua revolta com a decisão da amada de não se casar com ele.

É importante ter em mente a época em que o livro foi escrito e que, se hoje em dia esse tipo de romance talvez não cause tanta repercussão, em 1847 essa estória era um escândalo, principalmente por ter sido escrita por uma mulher.

Mesmo com a diferença gritante entre os costumes e as crenças daquele século e os de hoje, o amor entre Cat e Heathcliff ainda consegue cativar os leitores. Recomendo a leitura, mas também aconselho que se preparem para amar e odiar os personagens, sofrer e chorar com eles, enquanto eles lutam para conquistar sua felicidade.

O morro dos ventos uivantes
Emily Brontë
editora Lua de Papel
292 páginas

4 comentários:

  1. Parabéns pela resenha Joana! Já li O Morro dos Ventos Uivantes e amei! É um dos meus livros favoritos! Beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O livro é muito bom mesmo, apesar das maldades de Heathcliff, rsrs.
      Bjo!

      Excluir
  2. Linda resenha Joana, acabei de ler o livro que você me deu e já quero reler, ainda não consegui tirar os personagens e toda a estória da mente. Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Sandra!
      Fico feliz q vc tenha gostado, os personagens são mesmo muito marcantes e a gente acaba se apegando a estória.
      Bjo!

      Excluir

Olá! Que bom ter você por aqui!
Fico feliz em receber seu comentário, crítica ou sugestão. Pode falar a vontade, esse espaço é seu. Acompanhe a resposta ao seu comentário clicando em "Notifique-me".
Obrigada pela visita!