quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sete de paus - resenha


"Em Sete de Paus, o leitor é conduzido por um enredo à altura dos clássicos do gênero, mas com um ingrediente que faz toda a diferença: seu peculiar humor. A trama tem início quando Hans Schneider, professor da Universidade Federal de Florianópolis, de reputação inabalável, aparece morto com um tiro na testa e com o próprio pênis enfiado na boca; Na virilha, uma carta de baralho: o sete de paus. Durante a investigação, ocorre outro assassinato com as mesmas características, o que leva a polícia a trabalhar com a hipótese de se tratar de um serial killer. Qual o motivo e, principalmente, quem estaria por trás desses crimes era uma pergunta que só o agente federal Ugo Fioravanti Neto e o seu jovem parceiro Darwin Matarazzo poderiam responder. E tinha que ser rápido - antes que o assassino em série fizesse mais uma vítima."

Conheci Mario Prata, e fiquei sua fã, quando li suas crônicas no jornal "O Estado de S. Paulo". Gosto do estilo de escrita dele, sempre irreverente e refletindo fatos reais, por isso, quando vi o livro na prateleira da loja, nem pensei duas vezes para comprá-lo.

Eu não era fã do gênero policial até ler a trilogia de Tony Bellotto com o detetive Bellini, e agora me encantei ainda mais com a qualidade da estória de Mário, que é intrigante, bem costurada e cheia de pequenas referências à outras obras, feitas de forma muito inteligente, se integrando ao enredo sem que ele perca a qualidade ou saia da linha que está seguindo.

Ambientada em Florianópolis, onde o autor mora há alguns anos, a narrativa brinca um pouco com os costumes dos manezinhos da ilha, como são chamadas as pessoas nascidas lá, e também usa vários lugares conhecidos e pontos turísticos da cidade para enriquecer a trama. 

O detetive Ugo Fioravanti é um boêmio, e tem agora como assistente o jovem Darwin, afoito por aprender suas melhores táticas de investigação. Com a morte misteriosa do professor Schneider eles têm a missão de descobrir quem é seu assassino e mais, impedir que outras pessoas sejam mortas por esse possível serial killer, que deixou como pista - ou aviso - uma carta de baralho na virilha do cadáver, no lugar do pênis decepado: o sete de paus (aproveitando a metáfora para fazer pilhéria com o membro arrancado da vítima). Isso foi uma clara alusão ao número de vítimas que o matador ainda planejava fazer. 

Na busca pelos possíveis alvos do assassino, os investigadores descobrem que os alvos dele seriam membros da maçonaria e que fariam parte de uma confraria secreta. Durante toda a busca, vamos conhecendo melhor as manias de Ugo e a diferença abismal entre seu estilo de vida e de Darwin. Os diálogos entre eles são brilhantes!

Um ponto forte do livro é a descrição dos personagens: o autor dedica uma atenção especial a eles, nos inteirando de todos os detalhes de sua personalidade ou de seu físico, sempre com uma pitada de humor e sarcasmo usados de forma muito inteligente.

Mesmo nos momentos mais tensos da narrativa, as tiradas do autor são perfeitas e dão um toque refinado de comicidade à estória. Isso é uma característica de Mário, sempre utilizada em seus textos e crônicas.

O final do livro é surpreendente e, após terminada a leitura, é possível identificar claramente cada uma das referências às famosas tramas policiais usadas durante toda a estória. 

Como primeira investida de Mário Prata no gênero, ele se saiu muito bem, conseguindo criar uma narrativa interessante, fácil de ler e cheia de momentos hilários.

"Sete de paus"
Mário Prata
editora Planeta
264 páginas

6 comentários:

  1. Oi, tudo bom?
    Ainda não conhecia esse livro, apesar de gostar de ler nacionais, e também gostar de romances policiais. Sua resenha me deu super vontade de conhecer a obra dele!
    Passando pra te avisar que meu blog, em parceria com a autora FML Pepper e outros 3 blogs, está sorteando um KINDLE!
    Vai perder?
    Beijos
    Endless Poem

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    Respostas
    1. Sarah, recomendo q vc conheça mesmo o trabalho do autor, é muito bom.
      Estou passando lá no seu blog ;)
      Bjos!

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  2. Oi, eu amo livros policiais e esse me fez coçar de curiosidade. Eu não conhecia nem o livro, nem o autor, mas vou procurar.

    http://blogprefacio.blogspot.com.br/

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    1. Sil, procure sim, o livro é bem interessante.
      Bjos!

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