quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ela é o cara #26

Ter seu rosto estampado numa nota é privilégio para poucos. E Jane Austen vai ter o seu na cédula de 10 libras na Inglaterra, a partir de 2017.


Uma das mais importantes escritoras da história, Jane era britânica, e escreveu romances que até hoje estão entre os queridinhos dos leitores. Suas seis obras publicadas são: "Razão e sensibilidade", "Orgulho e preconceito", "Emma", "Persuasão", "Mansfield park" e "A abadia de Northanger".

Essas capas da editora Martin Claret são lindas!

Suas obras geralmente têm como tema um casamento e apresentam alguma crítica sobre a educação da mulher. Com uma aparente inocência, os romances de Jane costumam ser interpretadas como conservadoras.

"A abadia de Northanger" foi o primeiro romance que Jane conseguiu vender a uma editora, em 1803, que tinha então o título de "Susan", mas ele só foi publicado 14 anos depois. Em 1810 ela negociou "Razão e sensibilidade" que foi publicado sem o nome do autor, apenas com o pseudônimo "By a Lady".

Com boas críticas e algum dinheiro recebido pelo livro, a autora vendeu também "Orgulho e preconceito", que saiu em 1813, enquanto já trabalhava em "Mansfield park". Foi nessa época que começaram a comentar sobre a verdadeira identidade da autora de "Razão e sensibilidade", que ficou muito conhecida pelo público.

Em 1814, após lançar a segunda edição de seus primeiros livros, Jane publicou "Mansfield park", que esgotou todos os volumes em seis meses de vendas, e já começou a escrever "Emma", que foi publicada no final de 1815. Austen estava escrevendo "Persuasão" e "Sanditon", que não finalizou pois começou a ficar mal de saúde. Ela morreu em julho do mesmo ano.

"Persuasão" foi organizado para publicação pelo irmão da autora, Henry, que era quem mantinha o contato com os editores.


Jane tem dois museus em sua homenagem: o Jane Austen Centre, em Bath, que fica numa casa georgiana em Gay Street, a apenas alguns metros do número 25, onde a autora morou em 1805 e o Jane Austen's House Museum, em Hampshire, na cabana de Chawton, onde ela viveu de 1809 até 1817, quando teve que ir para Winchester e tratar de sua saúde debilitada.

Na British Library em Londres há manuscritos dos últimos capítulos de "Persuasão" e uma caderneta que Jane ganhou do pai, onde ela escreveu seus primeiras estórias.



Alguns de seus romances já foram adaptados para os cinemas e existem muitos filmes em sua homenagem, mas a maior de todas é com certeza a escolha de sua imagem para estampar as notas de dez libras em 2017, relembrando os 200 anos de sua morte.


A imagem de Jane ocupará o lugar que hoje é do naturalista Charles Darwin e fará a alegria das feministas do mundo todo. Alguns grupos vinham criticando a ausência de figuras femininas nas notas inglesas: hoje estão presentes apenas a rainha e a ativista social Elizabeth Fry, que iria ser trocada por Winston Churchill. Houve alguns protestos e 35 mil pessoas assinaram uma petição que ameaçava processar o Banco Central britânico  por preconceito contra as mulheres.

O governador do Banco da Inglaterra, Mark Carney, disse que "Jane merece certamente ter lugar no grupo restrito de figuras históricas nas notas do Reino Unido". Ele ainda afirmou que os romances da autora continuam a seduzir leitores em todo o mundo e que ela é reconhecida como uma das maiores escritoras da literatura inglesa. Ainda segundo Carney, o Banco da Inglaterra pretende rever seus critérios de seleção das personalidades a representar nas notas, para assegurar que estas abarquem um conjunto diversificado de figuras.

Além do retrato da escritora, também estarão nas notas a imagem das penas que Jane Austen usava para escrever em Chawton Cottage, a residência de seu irmão Edward, que inspirou alguns de seus romances e uma citação de "Orgulho e preconceito": "Afirmo que, no fim das contas, não há nenhum prazer que se compare ao da leitura!" (I declare after all there is no enjoyment like reading!). Acho que vou comprar 10 libras em 2017, rs.


2 comentários:

  1. Eu achei massa o rosto dela estar nas cédulas de dindim.
    http://triplobooks.blogspot.com.br/

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    1. Pois é, achei o máximo! Isso prova o quanto a obra dela é relevante.
      Bjos!

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