sábado, 31 de agosto de 2013

1, 2, 3... PIN!

Eu adorava esse desenho! Mais alguém?


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sexta de música #36

Minha comadre Juliana, sempre ligada em todo tipo de novidade boa que rola pela internet, me indicou esse site, que eu venho hoje compartilhar com vocês.

Tem dias que a gente acorda com uma música na cabeça, e não consegue esquecer de jeito nenhum. Na maioria das vezes, essas músicas surgem sem explicação, e podem até ser aquelas que a gente menos gosta. É para esses dias que criaram o "Desescute": aqui você vai varrer da memória o som que está martelando na sua cabeça, colocando outro no lugar. Simples assim:


A ideia é o máximo, e me fez pensar em como ninguém tinha pensado nisso antes: visualmente, o site é bonito, tem a interface muito amigável e é praticamente automático. Quando você acessa, ela já começa a tocar uma música, aleatoriamente, e, se essa música não conseguir fazer você esquecer a anterior, você tem a opção de pedir mais uma "pílula", ou seja, outra música.

Uma opção muito interessante é o botão Intravenoso já!, que é essa seringa do lado esquerdo: clicando nele, você vai ouvir uma sequência ininterrupta de músicas (boas ou não), até que você decida que já desescutou aquela música que estava na sua cabeça.

Funciona. Eu entrei lá e realmente parei de pensar na música que estava me incomodando. O problema é que acabei ficando com outra no lugar, muito pior, rsrs.

O mais legal do site é que ele mescla todo tipo de música, desde as mais bregas (como a que grudou na minha cabeça) até grandes sucessos, como algumas da Ivete Sangalo. Também tem um Top Desescute, onde é possível descobrir quais são as músicas mais comentadas ou favoritadas.

É legal conhecer o site, e, de repente, desescutar alguma música chiclete que está te dando dor de cabeça. Ficou curioso? Clique aqui  e descubra qual a música que vai ocupar a sua cabeça agora. Depois, compartilhe com seus amigos usando os botões do Facebook e do Twitter, favorite alguma música ou comente o que você está achando do site. Eu gostei =D

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cidade dos Ossos - Os Instrumentos Mortais - resenha

 

"Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide se divertir numa discoteca, ela nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a  libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria."

Foi tanta expectativa criada em torno desse livro (e depois, do filme), que acabei não gostando muito dele. Até certa altura, a estória é bem interessante, mas depois do que deveria ser o ápice desse primeiro volume da série, a narrativa caiu num lugar comum inesperado.

Quando Clary vê três jovens belíssimos e cheios de tatuagens estranhas, e armas bem incomuns, matarem um rapaz dentro de uma boate lotada, ela fica apavorada e quer comunicar o crime à polícia. Mas enquanto tenta processar a cena que viu, ela acaba descobrindo que só ela pode ver os assassinos, e mais ninguém. Aparentemente, essa situação também é estranha para eles, que não esperavam ser vistos ali. Os jovens então fogem da boate e o corpo do adolescente de cabelo azul desaparece sem explicação.

Então, com a cabeça cheia de dúvidas, Clary também se desentende com a mãe super protetora, e sai de casa com o amigo inseparável Simon. Inesperadamente, um dos três jovens da boate aparece, e novamente, só Clary pode vê-lo. Nesse momento a mãe de Clary telefona e pede para que ela não volte para casa, o que causa estranheza na adolescente, que sai correndo para ver o que se passa com Jocelyn. Jace a acompanha e, chegando em casa, percebe que foi bom ficar ao lado de Clary, pois ela se depara com um demônio conhecido como Ravener e não encontra sua mãe na casa. Jace se identifica como um Caçador de Sombras e passa a ajudar Clary na busca por Jocelyn.

A partir daí Clary começa a descobrir sentimentos estranhos, que se confundem com lembranças remotas que ela nem sabia que tinha: marcas estranhas na pele, lugares e pessoas das quais ela não se lembra, e tudo vai ficando cada vez mais familiar na presença dos Caçadores de Sombras.

Clary vai com Jace para o Instituto, um lugar onde os Caçadores são educados e treinados, mas lá só estão Isabelle, seu irmão Alec, seu instrutor Hodge e o próprio Jace, que passam a explicar para Clary sobre o mundo que nem ela nem outros mundanos - ou humanos - não podem ver: cheio de bruxas, demônios, vampiros, lobisomens, anjos e todo o tipo de criaturas imagináveis. Mesmo chocada com tanta informação, Clary se mantém firme no propósito de encontrar sua mãe, e vai usando esse novo conhecimento para tentar descobrir onde ela está.

A estória gira em torno da clássica luta entre o bem e o mal, com um único homem que quer comandar tudo e todos, tentando obter o poder de criar novos Caçadores de Sombras para servir a seus intuitos. Para isso, Valentine precisa da Taça Mortal, o objeto que lhe concede esse poder. A taça sumiu há anos e ninguém na Clave sabe onde ela está. Aos poucos, Clary vai juntando pequenas peças e acaba desvendando esse e outros mistérios.

Em paralelo a busca pela Taça e por Jocelyn, começa a nascer um pequeno romance entre Clary e Jace, apesar da resistência do rapaz que sofreu demais com a perda do pai e tem dificuldades de se relacionar abertamente com outra pessoa. A primeira dificuldade que eles enfrentam é Simon, que se declara apaixonado por Clary e causa muito ciúme em Jace. Depois, tudo fica bem pior...

Gostei da forma como a Taça Mortal foi escondida, e também dos vampiros, bem clássicos, que não podem sair ao sol e bebem sangue, como tem que ser. Mas gostei principalmente dos Irmãos do Silêncio: imaginá-los me causou arrepios, assim como os dementadores da série Harry Potter.

O desfecho desse livro foi um ponto fraco para mim: assim que Jace fica numa situação que pode mudar totalmente sua vida, a estória fica meio monótona, com a argumentação do rapaz tentando convencer Clary de que ele está do lado certo. As revelações feitas por Valentine deixam no ar uma sensação de que ele pode ser muito pior do que se imaginava, ou apenas uma vítima de uma grande farsa envolvendo muito mais pessoas.

O peso de todas essas decisões e informações duvidosas causam um efeito devastador em Clary e Jace, que terminam sem entender seus próprios sentimentos e sem saber como agir diante da nova situação que se desenha. Mesmo tendo o apoio do amigo Simon, que é decisivo em momentos importantes da estória, de Isabelle e Alec, e até de Luke, velho amigo da mãe de Clary, eles têm que decidir por si mesmo se aceitam sua nova condição passivamente ou se vão lutar para descobrir a verdade que ficou enterrada num passado distante.

O livro é médio, tem um começo bem empolgante, mas se perde no final. Sei que ele tem continuação e que seu final não é definitivo, mas a estória teve um início tão interessante que eu esperava que continuasse até o último parágrafo. Veremos no próximo volume que rumo essa trama vai tomar.

Os instrumentos mortais - Cidade dos Ossos
Cassandra Clare
editora Galera Record
462 páginas

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

TAG Skoob


Vi essa TAG no blog do Clóvis, De frente com os livros, e achei bem bacana. Vou reproduzir aqui e quem quiser também pode fazer, ok?

A TAG é interessante para divulgar nosso perfil na rede social e compartilhar nossas leituras, além de conhecer novos blogueiros/leitores que também estejam participando do Skoob. Para quem ainda não conhece o site, vale a pena dar uma passada por lá, nesse link.



- Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no Skoob?
110

-Qual livro você está lendo?
"Harry e seus fãs", de Melissa Anelli e "Easy", de Tammara Webber

- Quantos livros tem na sua aba VOU LER?
243

- Você está relendo algum livro? Qual é?
Não.

- Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?
"O hobbit" - Tolkien
"O senhor dos anéis" - Tolkien
"Os sertões" - Euclides da Cunha
"Crime e castigo" - Dostoiévski
"50 anos a mil", Cláudio Tognolli (mas esse não abandonei, apenas adiei a conclusão)

- Quantas resenhas você tem cadastradas no Skoob?
Tenho apenas 8, pois dou prioridade para as postagens no blog

- Quantos livros avaliados você tem na sua lista?
82

- Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns:
21: "É duro ser cabra na Etiópia" (com meus textos *.*) - antologia organizada pela Maitê Proença
"A culpa é das estrelas" - John Green
"Blecaute" - Marcelo Rubens Paiva
"O nome do vento" - Patrick Rothfuss

- Quantos livros você tem na aba TENHO?
233 (entre livros físicos e e-books)

- Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
76

- Quantos livros emprestados você tem no momento? Quais?
Apenas 1: "O jogo da minha vida" - Paulo André

- Você quer trocar algum livro? Quais?
"A maldição de Édipo" - Luiz Galdino

- Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
8, estou cumprindo

- Qual é o numero do seu paginômetro?
31.512

- Link do seu perfil no Skoob:
http://www.skoob.com.br/usuario/330533

sábado, 24 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sexta de música #35

Olá leitores! Mais uma sexta-feira e vou compartilhar com vocês algumas músicas de uma das minhas cantoras nacionais preferidas ever: Marisa Monte. Tenho certeza que muitos de vocês também curtem o trabalho dela, e espero ver a opinião de vocês nos comentários ;)



Não dá pra eleger essa ou aquela música como a melhor, ou pegar apenas uma e dizer que é a que eu mais gosto, então, escolhi 3 canções, de 3 momentos bem distintos da carreira da cantora, mas que representam bem todo o seu trabalho musical.


Depois de estourar com o hit "Bem que se quis", que fez parte da trilha sonora da novela global "O salvador da pátria" e que até hoje é a número 1 nos karaokês da vida, Marisa lançou seu segundo álbum, "Mais" (1991), recheado de sucessos como "Beija eu", "Ainda lembro" e "Eu sei"

Esse foi o primeiro disco dela que ouvi de ponta a ponta, e já na primeira vez me apaixonei loucamente por ele. Ouvi todas as músicas repetidamente, durante muito tempo, e, apesar de gostar de todas as faixas, uma sempre me chamou a atenção: "De noite na cama", com sua letra sugestiva e melodia envolvente, para quem estava na fase da paixonite adolescente, caiu como uma luva, e disse tudo aquilo que eu pensava e sentia.


Curtam o vídeo e entendam do que estou falando:


Mais tarde, em 2006, Marisa lançou 2 CDs simultaneamente: "Infinito Particular" e "Universo ao meu redor", com a canção homônima: um samba muito delicado, quase um poema, composto por ela em conjunto com seus parceiros de Tribalistas, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, e com letra que fala de elementos da natureza:



Por fim, um outro estilo interessante trabalhado por Marisa Monte em seu último trabalho, "O que você quer saber de verdade", lançado em 2011, está presente na música "Ainda bem", outra parceria da cantora com o Arnaldo Antunes: 


E o vídeo tem a participação inusitada do lutador de MMA, Anderson Silva, dançando tango, chiquérrimo:


Marisa Monte já mostrou toda a sua versatilidade, tanto musical quanto vocal, e com certeza é uma das cantoras mais amadas e bem sucedidas do país, já tendo ganho 3 prêmios no Grammy Latino e mais 7 indicações. Além disso, muitas de suas canções figuram entre diversas trilhas sonoras de novelas e filmes, aumentando ainda mais a sua popularidade. 

Espero que tenham curtido, e não deixem de comentar, ok?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Doodle do Google

Não conhece Debussy? O Google apresenta para você:


Claude Debussy foi um músico e compositor francês que aos nove anos, começou a mostrar talento para a música. Aos 11 ele ingressou no Conservatório Musical de Paris e aos 22 viu sua carreira ser alavancada após vencer o Grand Prix de Roma, que lhe rendeu uma bolsa de estudos em música clássica, sua especialidade.

Eu nunca tinha ouvido falar de Debussy (e acho que muita gente também não) até ler "Crepúsculo", onde a protagonista Bella diz gostar muito das suas músicas, e cita exatamente "Clair de Lune", que é a canção usada na homenagem feita pelo Google hoje: a animação mostra uma cena de uma noite de luar, com moinhos de vento ao fundo, embarcações navegando tranquilamente, e bicicletas e carros do início do século passado.

Tem até um zepelim cortando o céu noturno, logo depois de uma estrela cadente (ou seria um cometa?) passar rapidamente por ali.

No final, um casal remando pequenas canoas se encontra, assim que começa a chover, e compartilha o mesmo guarda-chuva. Para aumentar o romantismo e a nostalgia, é possível ouvir um pequeno trecho de "Clair de Lune" ao fundo.


O detalhe da estrela cadente remete ao asteroide 4492, que foi nomeado em homenagem ao músico. Debussy também dá nome a uma cratera de Mercúrio, que tem mais de 80 km de diâmetro e que, teoricamente, foi formada por uma colisão com um meteoro. O motivo da nomeação foi a característica da cratera, que tem diversos sulcos saindo dela e se estendendo por vários quilômetros, o que seria uma metáfora da influência de Debussy na obra de outros músicos.


Segundo o Wikipedia, "a obra de Debussy é bastante diversificada, do ponto de vista dos gêneros e das formas que utilizou. Não se pode dizer que tenha sido compositor essencialmente vocal ou instrumental, sinfônico ou de câmara, pois todas as suas oras, em que pese a diversidade de meios que utilizou, parecem transmitir a mesma mensagem: a abertura de um universo sonoro inteiramente novo, e que a sugestão ocupou o mesmo lugar da construção temática e definida." Aqui eu gostaria de entender de música clássica, rs.

E na pesquisa que fiz para escrever esse post, descobri que o maestro Heitor Villa-Lobos foi um dos muitos músicos que foram influenciados pela obra de Debussy e a usaram como fonte de inspiração para suas próprias criações.

A homenagem do Google é em comemoração aos 151 anos de nascimento do compositor.

partitura de Clair de Lune para piano

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cheiro de livro novo #9

Novas aquisições para a minha estante *___*


Faz tempo que não venho compartilhar com vocês minhas comprinhas... é que a precisei parar de comprar livros novos, enquanto não diminuir um pouco a fila de leitura. Mas diminuir não significa parar, então, continuo comprando um aqui e outro ali, aumentando a concorrência por um lugar na prateleira:

Eu amei esse livro??? Sim!!! Amei tanto que depois de ler no Kobo, resolvi comprá-lo para ler de novo, do jeito tradicional. E o melhor, como comprei pelo site Estante Virtual, paguei um preço bom.










 Li "Entrevista com vampiro" há muito tempo, emprestado de uma amiga, e sempre quis tê-lo na estante. Como estou tentando comprar todos da Anne Rice, achei que já era hora de investir nele. Lindo! Foi por causa dele que li "O vampiro Lestat" (que já resenhei aqui).








Outro que está entre os desejados faz tempo. Vi o filme, sem saber que era baseado num livro, e achei incrível. Quando soube da existência dele, fiquei doida para ler. Está na meta de leitura desse ano.









Quase fechando a coleção "Harry Potter". Agora só falta "Animais fantásticos e onde habitam". Aceito presentes =D











E mais um para a coleção do meu filho (que também está com a leitura atrasada, mas é por causa da escola). Não sei se essa série termina aqui, mas por enquanto, ele tem todos.









É isso. Logo, logo volto com mais novidades. Até.

Lançamentos da semana - Cia. das Letras

Essas são as novidades da editora para essa semana:



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um pouquinho de...


"- Livros de papel? O que tem demais?
- Não são livros. Se chamam 'revista' - explicou Shay.
Ela abriu um exemplar e apontou para as páginas. Eram todas estranhamente brilhantes e cheias de fotos. De pessoas. Feios. 
Os olhos de Tally demonstravam espanto enquanto Shay virava as páginas, sempre apontando e rindo. Ela nunca tinha visto tantos rostos tão diferentes. Bocas, olhos e narizes de todos os formatos possíveis, combinados de um jeito absurdo, em pessoas de todas as idades. E os corpos? Alguns eram monstruosamente gordos ou estranhamente musculosos ou perturbadoramente magros. E quase todos apresentavam proporções desequilibradas e feias. No entanto, em vez de demonstrarem vergonha por causa de suas deformidades, as pessoas davam risadas, trocavam beijos e posavam, como se as fotos tivessem sido tiradas numa grande festa.
- Quem são esses esquisitos?
- Eles não são esquisitos - disse Shay - O engraçado é que são pessoas famosas.
- Famosas por quê? Por serem horríveis?
- Não. São esportistas, atores, artistas. Acho que os caras de cabelo comprido são músicos. Os mais feios são políticos. Alguém me disse que os gordinhos, na maioria, são comediantes.
- É curioso mesmo. Curioso no sentido de estranho - disse Tally - Então era assim a aparência das pessoas antes do primeiro perfeito? Como é que as pessoas conseguiam encarar essas coisas?"

página 141 (e-book)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sexta de música #34

Hoje a rainha do pop faz 55 anos, e vou fazer um top 5 com algumas de minhas músicas preferidas de Madonna:


Já fiz uma semana especial com Madonna aqui, durante sua última passagem pelo Brasil, no final do ano passado. O foco desse post, portanto, será apenas sua música:

5. Rain: quinto single do álbum "Erótica" (1992), foi a música responsável pela retomada da popularidade da cantora depois da desaprovação de "Bad Girl" pelo público (eu gosto! rs). A letra é romântica, e fala de espera e de alegria pelo reencontro com um amor. O vídeo mostra Madonna com um cabelo bem diferente, curtinho e preto.


4. Celebration: da época em que Madonna namorava Jesus Luz (aproveitou e usou a imagem do moço no vídeo), a música tem uma pegada eletrônica que se encaixa perfeitamente em qualquer balada. Não é a toa que ela foi indicada para a categoria de Melhor Gravação Dance no Grammy de 2010, e alavancou as vendas do álbum homônimo.



3. She's not me: apesar da letra divertida, minha escolha não foi tanto pela música, mas pela interpretação dela no show (que eu fui *___*), onde Madonna vai desbancando várias cópias suas, inclusive uma vestida de noiva, imitando o traje que ela mesmo usou para cantar "Like a virgin" no MTV Music Awards em 1985. E o telão durante a performance é um show à parte: vai mostrando diversas imagens de Madonna, com vários estilos de cabelos e maquiagem diferentes, mostrando, mais uma vez, a capacidade da cantora de se reinventar a cada novo trabalho, acompanhando as tendências e inovando.


2. Borderline: sinto como se essa música me acompanhasse a vida inteira! Ela faz parte do primeiro disco de Madonna, que levava seu nome, e tem a cara das canções dos anos 80, quando a cantora ainda se mostrava um tanto quanto comportada, sem revelar seu lado mais provocante e sensual, tanto que a letra é bem inocente. O vídeo é tosco (como a maioria daquela época) e conta a estória de uma modelo que sofre com uma crise de ciúmes do namorado. A apresentação de "Borderline" foi um dos momentos mais emocionantes para mim no show da "Sticky and Sweet Tour".


1. Vogue: mesmo ficando em dúvida na hora de fazer a lista, essa está sempre entre as melhores, por todos os motivos que vocês possam imaginar. Sua letra defende a igualdade das pessoas ("... não faz diferença se você é negro ou branco, se você é garoto ou garota...") e prega a teoria de que todos os problemas ficam menores quando você está numa pista de dança (o que é a mais pura verdade!). Além disso, Madonna aproveita um dos versos da música para alfinetar aqueles que colocam a beleza acima de tudo, dizendo que "a beleza está onde você a encontra" ("... beauty's where you find it..."). Não bastasse a qualidade da canção, o vídeo também é incrível e se tornou um clássico: quem nunca fez ou tentou fazer a dancinha que Madonna faz no refrão, colocando as mãos simetricamente em volta do rosto?


1 + 1. Como é praticamente impossível rankear apenas 5 músicas de Madonna, resolvi fazer um plus nessa lista e incluir mais uma: "Love profusion" é de 2003 e está no CD "American Life", sendo uma das melhores faixas do polêmico álbum de Madonna (a música que dá nome ao trabalho teve seu vídeo censurado nos EUA por mostrar algumas cenas violentas, inclusive uma em que Madonna jogava uma granada no então presidente George W. Bush).  Essa música é bem leve e dá aquela sensação de tranquilidade ao ouvi-la, e seu vídeo segue a mesma linha, mostrando a cantora caminhando por uma rua deserta e escura e que depois se transforma num lugar repleto de flores, usando um vestido também florido e que imprime movimento às cenas.


Curtiram o top 5 + 1? Eu tive que me segurar para não fazer um top 10, ou 50 ou 100, pois sou muito fã de Madonna e sofri para escolher tão poucas músicas dela. Quem sabe, futuramente, rola uma nova seleção? Até.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

TAG "Melhores Casais da Literatura"

Hoje vou responder a TAG que vi no blog da Isis, o Minha estante colorida, que não indicou ninguém, mas a deixou em aberto para quem quisesse responder, uma atitude que eu acho muito legal, e vou repetir aqui.

A TAG se chama "Melhores casais da literatura" e, basicamente, devo comentar sobre 5 casais que considero como meus preferidos. Minha primeira ideia foi citar Romeu e Julieta ou Colin e Katherine, e a escolha foi ficando cada vez mais difícil. Então, vamos aos casais:

1 - Augustus Waters e Hazel Grace


Acho que esse casal é um consenso entre os leitores; John Green criou um romance tão apaixonante que conquistou todo mundo, num misto de alegria e sofrimento. Para mim, eles estão em primeiro na lista de melhores casais porque o amor dos dois era tão puro, e foi crescendo de um jeito tão meigo que não tem como não adorar cada palavra que eles dizem um para outro, cada gesto, cada metáfora. Algumas frases deles ficaram muito marcadas e são usadas por muitas pessoas que leram o livro. Na maioria dos blogs literários que resenharam "A culpa é das estrelas" é possível ver muitas dessas frases sendo repetidas o tempo todo, confirmando que o autor queria mesmo nos pegar de jeito com a história de amor de Gus e Hazel.

2 - Kvothe e Denna


O fantástico universo criado por Patrick Rothfuss também tem lugar para romance. Platônico, é verdade, mas muito fofo. Kvothe gosta da misteriosa Denna desde o primeiro momento que a viu, e ela parece querer dele apenas a amizade. Mas cada encontro dos dois deixa no leitor uma sensação de que, algum dia, ela vai acabar se entregando ao amor de Kvothe, que, pacientemente, a espera, dia e noite, todas as vezes que ela desaparece sem deixar rastros. Quem sabe, no final da trilogia "Crônicas do matador do rei", veremos um belo desfecho para esse romance mal acabado.

3 - Will e Layken



Ainda sob o efeito de "Métrica" que, como vocês já devem ter percebido, está entre os meus livros preferidos de todos os tempos, não tinha como não falar mais uma vez sobre Will e Layken, o casal fofo criado por Colleen Hoover e que, a exemplo de Gus e Hazel, além de nos conquistar com seu romance meigo e singelo, também vieram nos passar uma lição de vida importante. Como já falei muito sobre eles na semana passada, que foi toda dedicada ao livro, nem sei mais o que dizer sobre eles. 

4 - Tyrion Lannister e Shae



Não terminei de ler todos os 5 super-mega-grandes livros da saga "Game of thrones", por isso, não tenho certeza se eles realmente formam um casal literário. O fato é que Tyrion e Shae estão juntos na série de TV baseada na obra de George R. R. Martin, e isso basta pra mim. Na minha opinião, eles formam um casal muito interessante (por enquanto, já que nunca se sabe o que vai sair da cabeça do autor): o Imp é odiado pelo pai, ignorado e desrespeitado pelo restante da família e pelas pessoas que fazem parte do conselho real e foi obrigado a se casar com Sansa Stark, para satisfazer a vontade do pai em seu jogo de interesses, que visa continuar governando os Sete Reinos. Por outro lado, Shae é uma ex-prostituta que fica ao lado de Tyrion em seus priores momentos, e ainda aceita trabalhar como ama de Sansa, sabendo que ele vai desposar a jovem. Algumas pessoas podem até duvidar que isso é amor, mas acho que ela realmente gosta do pequeno Lannister.

5 - Cecília e Robbie



Certamente todo mundo que leu "Reparação" de Ian McEwan se lembra dessa cena clássica na fonte. E porque Robbie e Cecília estão entre os meus casais favoritos da literatura? Por que a história deles é cheia de dificuldades e incertezas. Eles não conseguem viver o amor da forma que gostariam, por culpa da irmã de Cecília, Brione, que acaba prejudicando o namoro dos dois com uma mentira. Robbie é preso, vai para a guerra e passa o tempo todo pensando em Cecília e no tempo que estão perdendo separados, relendo suas cartas e imaginando o dia em que voltará para ela, como ela sempre pede, e eles poderão viver plenamente seu amor. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Um pouquinho de...


"Ela quase tinha se esquecido que Jace era fofo, dado tudo o que tinha acontecido. Ele não tinha a aparência de camafeu como Alec, mas o rosto de Jace era mais interessante. À luz do dia seus olhos eram da cor de xarope dourado e estava... olhando direto para ela. Ele levantou uma sobrancelha. '- Posso te ajudar em alguma coisa?'
Clary se virou instantâneamente contra as traidoras do seu gênero: '- Aquelas garotas do outro lado estão olhando para você.'
Jace assumiu um ar jovial de gratificação. '- É claro que estão', ele disse, 'eu sou terrivelmente atraente.'
'Alguma vez você já ouviu que modéstia é uma característica atraente?'
'Apenas vindo das pessoas feias', Jace confidenciou. 'Os mansos herdarão a terra, mas no momento ela pertence aos vaidosos. Como eu.' Ele piscou para as garotas, que riram e se esconderam atrás de seus cabelos."

página 69 (e-book)

sábado, 10 de agosto de 2013

1, 2, 3... PIN! - Especial "Métrica"

Para encerrar essa semana especial "Métrica", o post de hoje vem com 3 imagens do Pinterest relacionadas ao livro:

Trecho de um dos poemas de Will


Trecho de uma das apresentações de Will no Slam



Capas dos 3 livros da série Slammed (o segundo será publicado aqui no Brasil no final desse ano)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sexta de música #33 - Especial "Métrica"

Estamos quase fechando nossa semana especial "Métrica", e espero ter contaminado vocês com pelo menos um pouquinho de poesia =)


No livro há várias citações da banda The Avett Brothers, que é a preferida de Lake. Pelo que ela descreve, eles não são muito conhecidos ou populares, mas têm seu público cativo. Foi o pai de Lake que mostrou a ela as músicas da banda, e ela sentia que, através dessas músicas, a ligação entre ela e o pai ficou mais forte. Quando ela conhece Will, descobre que ele também conhece o grupo e também gosta de suas canções.

Eu não conhecia The Avett Brothers, então fui procurar: gostei de algumas músicas no geral, mas não será uma das minhas bandas preferidas, pois não faz muito o meu estilo. Independente disso, uma de suas canções parece cair como uma luva em alguns do momentos mais confusos e solitários da personagem Layken, e a letra diz exatamente o que ela sente quando se vê impossibilitada de viver o amor que sente por Will.

Não é só a letra de "Winter in my heart" que combina perfeitamente com a estória: a melodia também tem tudo a ver com alguns momentos do enredo e, imaginando que o livro será um filme um dia, essa música ficaria ótima em sua trilha sonora:

"It must be winter in my heart
there's nothing warm in there at all
I miss the summer and the spring
the floating, yellow leafs of all
a million colors fill my eyes
the roman candles and the stars
the calendar says July 4th, but it's? 
still winter in my heart..."

"Deve ser inverno no meu coração
não há nada quente lá em tudo
sinto falta do verão e da primavera
os flutuantes, as folhas amarelas de outono
um milha de cores enchem meus olhos
as velas romanas e as estrelas
o calendário diz que é 4 de julho, mas?
ainda é inverno no meu coração..."


Imaginando a situação pela qual Will passou e a mistura de sentimentos que ele deve ter sentido, com tantas perdas e tendo que assumir responsabilidades para as quais ainda não estava preparado, acho que ele tinha todo o direito de gritar, fugir e se revoltar (mas depois se arrepender). Assim como diz a letra de "Pyro", do Kings of Leon, acredito que ele não queria ser o alicerce de ninguém com apenas 19 anos:

"... all the black inside me
is slowly seeping fron the bone
everything I cherish
is slowly dying or it's gone
little shaken babies
and drunkards seem to all agree
once the show gets started 
it's bound to be a sight to see
I won't ever be your cornerstone
I don't want to be here holding on
I won't ever be your cornerstone..."

"... toda a escuridão dentro de mim
lentamente vaza dos meus ossos
tudo aquilo pelo que eu tenho carinho
está morrendo lentamente, ou já se foi
bebezinhos trêmulos
e bêbados parecem concordar
que uma vez começado o show
será um belo espetáculo para se ver
eu nunca serei seu alicerce
eu não quero ficar aqui aguentando firme
eu nunca serei seu alicerce..."


Um pouco dessa decepção ao encarar a realidade também se aplica a Lake, que passa por maus bocados durante a estória. Mas apesar de tudo que eles têm que enfrentar para viverem bem, apesar de não poderem aproveitar o que sentem um pelo outro, Will e Lake se mostram fortes e responsáveis, sabendo que seus irmãos mais novos dependem deles e os têm como um espelho. Vai ser difícil conseguirem ficar juntos, mas eles vão acabar dando um jeito. Acho que a letra de "Easy" expressa bem essa vontade viver o amor, mas estar sempre no  limite, sem saber se o que estão fazendo é realmente o certo:

"Know it sounds funny
but I just can't stand the pain
girl I'm leaving you tomorrow
seems to me girl you know
I've done all I can
you see I beg, stole and borrowed
Yeah... uh, uh...
...............................................
everybody wants me to be
what they want me to be
I'm not happy when I try to fake it! no!..."

"Sei que parece engraçado 
mas eu simplesmente não posso suportar a dor
garota, eu estou te deixando amanhã
me parece, garota, que você sabe
que fiz tudo que podia
você vê que mendiguei, roubei e até pedi emprestado
sim... uh, uh...
...............................................
todos querem que eu seja
o que eles querem
eu não estou feliz quando finjo! não!..."


No início pode parecer que não, mas no final, tudo será tranquilo como numa manhã de domingo...

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Declamando poesia - Semana especial "Métrica"


Em "Métrica" o personagem de Will além de escrever poemas também participa de um grupo que declama poesia. A arte de declamar poesia é única e exige muito talento e dedicação, não é tão fácil quanto possa parecer num primeiro momento. Eu já tive uma experiência nessa área, e confesso que morri de vergonha ao ler (sim, tive que ler) um poema meu na frente de dezenas de pessoas desconhecidas e atentas, acostumadas a declamar, ler e escrever poesia. 



Em 2010, ainda na faculdade, fui com as amigas a um sarau organizado pela Casa do Poeta de Campinas, dentro da Academia Campineira de Letras (tem post aqui  contando tudo isso em detalhes). Eu não estava preparada para ler ou declamar nada, mas levei um livro com um de poemas, só para não chegar lá com as mãos abanando. Então, durante as apresentações dos poetas presentes, eis que o mestre de cerimônias (que chique!) se dirige à nós perguntando se alguém declama. Todas as meninas apontaram pra mim e praticamente me obrigaram a ir lá na frente ler o poema.

Toda essa história é para tentar mostrar o quão difícil é declamar poesia. Tem pessoas que o fazem com maestria, como a escritora e declamadora Rosana Marinho. Ela estava também no sarau e declamou um poema caipira, foi emocionante.


Will declama seus poemas em "Métrica", deixando-os ainda mais intensos e emocionantes; declamar é interpretar as palavras, impostar a voz corretamente, fazer gestos e expressões faciais que transmitam o significado daquilo que se está dizendo. Em alguns casos, ouvir um poema faz com que ele tome outro significado, fique mais claro e até mais cativante. Uma pessoa pode passar a se identificar com um poema ao ouvi-lo e não se sentir assim ao lê-lo. Tudo depende de quem interpreta. Aqui nesse site  o professor Pedro Mello fala um pouco da arte de declamar poesia, classificando-a como quase esotérica.


Falando mais um pouco sobre a arte de declamar e sobre seu início, achei esse texto no site "E-dicionário de termos literários", que vocês podem acessar clicando aqui:  


Uma das interpretações poéticas mais emocionantes que já ouvi foi feita pelo ator Juca de Oliveira, para a rádio Band News FM; ali ele tinha um quadro diário, o "Devaneio", onde lia belos textos e poesias de diversos autores (alguns dele mesmo), com uma voz poderosa e uma interpretação profunda, de causar arrepios nos ouvintes. No Youtube tem vários desses áudios para quem quiser conhecer (nesse canal aqui ), mas separei um que me chamou muito a atenção à época que ouvi no rádio: "Não sei quantas almas tenho", de Fernando Pessoa.

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Mesmo que você ainda não goste de poesia, com certeza vai passar a se interessar por elas depois de ler "Métrica". Então, faça o exercício: leia em voz baixa, depois tente declamar, ainda que sem decorar, vá lendo a poesia e fazendo a interpretação. Tenho certeza que você vai enxergar o gênero de forma totalmente diferente.