domingo, 29 de setembro de 2013

Rock in Rio - segunda parte

Sorry leitores, meu computador me deixou na mão essa semana e não consegui postar para vocês a segunda parte da playlist do Rock in Rio na sexta-feira.


Então, excepcionalmente, a nossa sexta de música será um domingo de música, para que eu possa compartilhar com vocês aquilo que eu achei mais interessante nos últimos dias do festival.

Como no anterior, o final de semana de encerramento do palco Sunset chamou muito a atenção do público, com shows muito bacanas e que levantaram a galera, como os das bandas Robie Zombie e Gogol Bordello. Esse último eu não conhecia, mas adorei o estilo musical deles, meio gipsy/artista circense misturado com funk e uma pitada de rock, e foi impossível para quem estava presente ficar parado diante da performance do vocalista Eugene Hütz.


Outro show desse palco que agradou a quem assistia foi a parceria inusitada entre Sepultura e Zé Ramalho, que eles batizaram como Zépultura. A princípio achei que não daria em nada, mas fui surpreendida pela combinação entre o estilo mais calmo de Zé com o metal hard core do Sepultura.


No palco principal um dos melhores shows foi certamente o do Metallica, não só pela apresentação em sim, mas pela energia que vinha dos próprios integrantes da banda, que pareciam estar curtindo demais aquele momento.


Também gostei das apresentações de Matchbox 20 - apesar da maioria da crítica ter considerado um show mediano -, Nickelback, Skank, que como na edição anterior do festival representou brilhantemente o rock brasileiro, e Bon Jovi, sempre sorridente e fazendo a alegria de suas fãs, com selinho e muitos clássicos, dentre eles "Living on a prayer", cantado em coro pela multidão que estava presente.


O show mais surpreendente para mim foi o de John Mayer, talvez porque eu quase não conhecia o trabalho dele, a não ser por uma ou duas música que tinha ouvido no rádio, mas para as quais não tinha dado muito atenção, e no Rock in Rio todo mundo sabia cantar todos os seus hits, sinal de que o gosto musical do brasileiro não está tão mal quanto eu imaginava. Fazendo caras e bocas enquanto arrasava com sua guitarra ou seu violão, ele parece ter conquistado o coração das fãs brasileiras com seu charme e suas baladas românticas.


Então chega de conversa e vamos a playlist atrasadinha com os destaques do final de semana de encerramento dessa edição do Rock in Rio. Enjoy!

1. Robie Zombie - Living dead girl
2. Metallica - Enter Sandman
3. Matchbox Twenty - Disease
4. Nickelback - You remind me
5. Bon Jovi - Livin'on a prayer
6. Gogol Bordello - Lost innocent world
7. Skank - Saideira
8. John Mayer - Gravity
9. Sepultura e Zé Ramalho - Admirável gado novo
10. Metallica - Nothing else matter

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O espadachim de carvão - resenha


"Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Uma situação inesperada o obriga a fugir e lutar por sua própria vida, se expondo aos olhos do mundo pela primeira vez. Todos os seus conhecimentos teóricos e sua excelente técnica de combate têm que ser explorados durante essa fuga e na busca pela identidade daqueles que desejam acabar com os deuses de Kurgala."

O autor Affonso Solano cria em seu livro de estreia um universo fantástico totalmente novo, com algumas peculiaridades interessantes, como por exemplo, a medida de tempo em ciclos, e não em anos, como estamos habituados. Esse mundo novo exige que o leitor se adapte a ele enquanto desenvolve a leitura, ou que ele já seja um adepto da literatura fantástica, o que não é o meu caso, pois ainda estou iniciando nesse gênero literário. Mesmo assim, achei o livro muito bom. No início minha leitura ficou um pouco lenta, exatamente por estar em processo de adaptação e conhecimento do cenário onde a estória se passa, e depois de superada essa barreira pessoal, a leitura fluiu normalmente e se tornou muito interessante.

Adapak é um ser que tem a pele negra, diferentemente das demais criaturas de Kurgala, e isso causa estranheza em algumas pessoas, mas há uma razão para que ele seja assim, que é explicada no desfecho da estória. Ele também é um exímio lutador, treinado a vida toda para agir de acordo com um tipo de arte regida pelos Círculos, que vão direcionando o espadachim em suas decisões, e fazendo com que ele use suas habilidades de lutador apenas para se defender, e não para atacar.

Apesar de ser muito inteligente e conhecer quase todos os assuntos através de seus livros, Adapak é muito inocente, não sabe como agir com relação a outras pessoas e não entende algumas ironias ou malicias, tanto que, logo no início de sua fuga, ele é facilmente ludibriado por um aproveitador, e acaba preso sem motivo. Sua ingenuidade diante de situações comuns da vida é tão latente que em alguns momentos ele chega a parecer uma criança indefesa, mesmo já tendo 19 ciclos de idade. Essa é uma característica importante do personagem e é interessante ver como ele vai crescendo nesse sentido, deixando de ser tão puro, aprendendo o quanto o mundo pode ser cruel e descobrindo como ele deve reagir a isso sem ferir seus princípios.

Há grandes perdas pelo caminho de Adapak, mas ao mesmo tempo que isso o entristece e o deixa confuso quanto ao que realmente está acontecendo, também o fortalece e o ajuda a continuar buscando o real motivo de estar sendo perseguido. Nesse processo de autoconhecimento, até a perda de seu único amor ajuda na formação de sua personalidade, enquanto ele reflete sobre os motivos de ter sido abandonado pela mulher que amava e se o relacionamento dos dois foi mesmo tão intenso e verdadeiro como ele imaginava.

As cenas de luta são muito detalhadas e isso as deixa bem empolgantes: é possível imaginar claramente o cenário das disputas através das descrições do autor e até os movimentos de Adapak, precisos e eficientes, enquanto ele usa as espadas para se defender daqueles que o atacam.

O ápice da estória é quando Adapak descobre quem o está perseguindo e qual o motivo para isso. A essa altura, o protagonista já fez alguns poucos amigos, entre eles a capitã do barco em que ele atravessou o mar, chamada Sirara, e que o ajuda a encontrar respostas para algumas de suas dúvidas mais profundas. Então, quando seu algoz o cerca, pega Sirara como refém para persuadir Adapak a se entregar. Confesso que fiquei boquiaberta com o que aconteceu aqui, mas não darei nenhum spoiler.

O final da estória é feliz, e quando o livro acabou eu me sentia parte da vida de Adapak, queria saber o que iria acontecer depois e como ele se comportaria dali pra frente. Até para aqueles que, como eu, não são leitores típicos de fantasia, o livro vale muito a pena, É uma estória curtinha, que acaba nela mesmo, sem deixar enigmas para serem desvendados num segundo volume, com um estilo bem contemporâneo de narrativa e de fácil compreensão.

Destaco o estilo narrativo adotado por Solano, com duas linhas temporais distintas e que se intercalam, capítulo a capítulo, interrompendo o fluxo de leitura em momentos estratégicos e fazendo com que o leitor quebre aquela onda de adrenalina e tenha que voltar a um momento anterior, a outro lugar, com outros personagens e situações diferentes. Isso, além de um exercício para quem lê, mostra grande habilidade do autor, pois não é fácil trabalhar com esse tipo de escrita e conseguir manter a estória interessante para o leitor, que pode acabar esquecendo o que se passou anteriormente, ou até separar a estória em duas partes distintas, não fazendo o elo de ligação natural entre uma e outra.

Infelizmente, meu livro veio com alguns problemas de impressão: algumas páginas estão com as letras meio borradas. Nada que atrapalhe a leitura, mas para quem gosta de ler e guardar seus livros para sempre, o melhor é que eles não possuam esses defeitos.

Indico o livro para todos, e acho que seria interessante que mais jovens o lessem, por possuir uma linguagem bem acessível e dar uma boa base para a formação de leitores, servindo como porta de entrada para o universo fantástico.

"O espadachim de carvão"
Affonso Solano
editora Fantasy - Casa da palavra
256 páginas

sábado, 21 de setembro de 2013

Li até a página 100 e... #18


*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto


Primeira frase da página 100:

"A cama estava desfeita e uma enorme mancha avermelhada se destacava nos lençóis."

Do que se trata o livro?

Adapak é um jovem espadachim, filho de um dos Quatro criadores do universo, e passou toda a sua vida isolado do mundo e cercado de todos os livros, que lhe ensinaram tudo o que ele sabe. Apesar de muito inteligente e de todo o conhecimento acadêmico que possui, Adapak é muito inocente e não conhece o funcionamento do mundo fora da caverna em que vive, e por isso, é facilmente enganado por pessoas aproveitadoras. Além disso, ele é um exímio lutador e, como o próprio título do livro diz, um ótimo espadachim, o que o ajuda em diversas situações de perigo por quê passa. 

O que você está achando até agora?

Estou gostando, mas demorei um pouco para me adaptar ao estilo narrativo do autor. Já li alguns livros de fantasia, mas em nenhum deles senti esse tom de RPG que encontrei aqui. Isso não desabona o livro de forma alguma, acho que era essa mesmo a intenção do autor, mas é diferente para mim.

Melhor quote até aqui:

"- Por que está me contando isso tudo agora? - Adapak perguntou, fechando a joia dentro do punho.
-Eu não sei, garoto, talvez você... - ele ficou pensativo por um instante. - Talvez você me lembre alguém. Talvez eu esteja lhe fazendo um favor te contando isso tudo, quem sabe? Quero dizer, a próxima pessoa que resolver te enganar pode não ser com um golpe tão pequeno como o meu e você pode se dar mal de verdade.
O espadachim permaneceu calado enquanto o soro da verdade lhe arranhava as veias. Ele guardou a pedra púrpura no saco, olhando com vergonha  para aquele símbolo de sua óbvia inocência, exposta com maestria por aquele humano que ele mal conhecia.
- Você - ele começou a dizer...
.....................................................................................................................................

- Você tem um vida muito triste. - o espadachim completou." (página 95)

Algum personagem merece destaque?

Até agora são poucos os personagens conhecidos, e merecem destaque o próprio Adapak, protagonista da estória, e seu tutor Barutir, que foi quem começou a educá-lo e deu base para que ele se tornasse o que é hoje.

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"O espadachim deslizou da poltrona para o tapete instintivamente, por pouco não esbarrando com a bolsa na mesa de centro e derrubando as garrafas vazias no chão."

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sexta de música #39: Rock in Rio - primeira parte


Esse Rock in Rio tem dado o que falar, desde o anúncio das atrações até agora, faltando apenas 4 dias para o encerramento, quando o Ministério Público tenta cancelar o festival por ter detectado falta de higiene no local, e outras falhas que podem prejudicar o público presente. A essa altura, acho que nada acontecerá, então, vamos a música!

No primeiro final de semana do festival muita gente boa marcou presença, se não pelo palco principal, passaram pelo palco Sunset, onde em geral encontramos um público mais seleto e em número bem reduzido. Pelo que pude assistir, o rock de verdade se concentrou nesse palco, deixando o Mundo para as grandes atrações, aquelas que atraem maior público e enchem de dinheiro os bolsos dos organizadores do RiR.


Meus destaques dos primeiros dias de shows foram: a banda brasileira Autoramas, que levantou a galera e abriu caminho para a incrível apresentação de Marky Ramone, que veio logo em seguida e quebrou tudo com grandes clássicos dos Ramones cantados por Michael Graves. Mais tarde nessa mesma noite ainda rolou o show do Offsprings, que com certeza teria espaço e público no palco Mundo.

Outra banda muito interessante que ficou em segundo plano foi o Living Colour, que acabou reclamando da falta de público em sua apresentação.


Já no palco principal, gostei muito da Beyoncé, que parecia mais estar num desfile da SPFW, de tantas vezes que trocou o figurino. Também foi muito boa a baladinha comandada por David Guetta: nunca me interessei pelo trabalho dele, pois não é meu gênero preferido de música, mas o show foi muito empolgante e até em casa dava vontade de sair dançando. O 30 Seconds to Mars não fez nada além daquilo que eu esperava deles, ficou naquelas músicas todas parecidas e meio paradas, enquanto o Muse arrasou! Um dos melhores shows até agora, com um Matt simpático - e até surpreso com a quantidade de pessoas na plateia - matando a pau nos solos de guitarra e fazendo todo mundo pular com "Time is running out".


Para fechar o final de semana, uma noite meio sem graça com Jota Quest, Jessie J e Alicia Keys. Essa última tem uma voz muito potente e canções conhecidas, mas enquanto show não empolga muito. A cereja do bolo mesmo ficou para a última apresentação de domingo, com Justin Timberlake, o queridinho das mulheres - e de alguns homens - presentes.

JT cantou grandes sucessos de sua carreira, incluindo algumas músicas de seu último trabalho, lançado esse ano, o "20/20 Experience", do qual já falei muito aqui, como "Suit & Tie" e "Pusher Love Girl" - minhas preferidas *___*. A princípio achei que o show não estava tão legal, mas depois que acabou fiquei com vontade de ver de novo, e isso só pode ser um indicador positivo.

Na playlist dessa semana, algumas músicas que acho que merecem destaque nessa primeira parte do Rock in Rio, confiram:

1. Autoramas - Você sabe
2. Offspring - Original Prankster
3. Marky Ramone + Michael Graves - Sheena is a punk rocker
4. Living Colour - Cult of personality
5. Autoramas - 1, 2, 3, 4
6. Beyoncé - End of time
7. Muse - Time is running out
8. Muse - Plug in baby
9. Justin Timberlake - What goes around
10. Justin Timberlake - Pusher love girl


Semana que vem tem mais Rock in Rio, com os melhores momentos da segunda parte do festival. Até!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cheiro de livro novo #10

Olá leitores! Vamos atualizar a estante? Hoje, além de mostrar para você minhas novas aquisições literárias, vou contar um pouquinho sobre o workshop de marcadores de página que a Sandy e a Helen do blog Pronto, usei! fizeram no último sábado.


Apesar de não ter gostado muito do final de "Cidade dos Ossos" e achar que o filme deixou muito a desejar, comprei os 2 primeiros livros da série "Instrumentos Mortais".


Dei mais um passo para o final dessa coleção e comprei "Paixão", terceiro livro da série "Fallen", que ainda não comecei a ler e está na fila ;)


Outro que veio para a coleção foi "O temor do sábio", que li no Kobo. Aproveitei uma promoção e comprei para fazer companhia a "O nome do vento".


"O espadachim de carvão" era objeto de desejo, e eu consegui comprá-lo essa semana. Já passou na frente na fila de leitura e logo logo tem resenha por aqui.

Como eu disse no início do post, participei de um workshop de marcadores de página, organizado pelas meninas do blog parceiro Pronto, usei!, e fizemos peças de artesanato muito bacanas. Os marcadores são fáceis de fazer e ficam uma graça nos livros:


O coração é de feltro, e os demais são de papel, mas não vou me lembrar o nome. Fui eu que fiz esses, dá pra perceber que não levo o menor jeito para desenho né, rs.

Além da aula, as meninas também fizeram uma troca de livros que funcionou assim: para entrar no workshop cada um tinha que levar um livro, e assim poderia escolher um que gostasse e fazer a troca. Levei vários que já tinha lido e colocado pra troca no Skoob, então, voltei pra casa com algumas novidades.


"O senhor dos anéis - a sociedade do anel" - acho que já comentei aqui no blog que não consegui ler esse livro e abandonei, mas quis ficar com ele na troca por ser um clássico, e acho que é sempre bom ter um clássico na estante. Olhem o detalhe do mordedor de páginas *.*


Já li "O homem que matou Getúlio Vargas" há muito tempo, tanto que nem me lembro bem da estória, por isso, fiquei com ele na troca também, e aproveitei e coloquei o marcador de bigodón no Getúlio da capa =D


Esse livro parece ser bem interessante e a pessoa que o levou para a troca disse que é do gênero policial. Acho que vou gostar.


Olha aí como fica o coraçãozinho marcando a página ^.^


Outro clássico que veio para a minha estante foi "A ilha do tesouro".


Esse livro é muito lindo, cheio de ilustrações incríveis e estava lá para troca. Peguei!

Minhas fotos não são muito boas como vocês podem ver, mas o que importa são os livros. Voltarei em breve com mais livros novos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Um pouquinho de...


"Ele diminuiu os passos para avaliar melhor o cenário, sentindo as pernas fraquejarem frente ao fato de que seria a primeira vez que conheceria pessoalmente um lugar assim. Adapak estava acostumado às descrições das cidades dos livros de fantasia que lera na adolescência, detalhando muralhas gigantescas guardadas por estátuas colossais de imperadores retratados em seus auges. Urpur falhava em atender tais expectativas; seus muros eram altos e resistentes, mas a engenharia grosseira os afastava da grandiosidade e da beleza que o rapaz imaginara. Grandes blocos de pedra haviam cedido ao tempo e despencado, deixando espaços vazios ou remendos apressados feitos por profissionais que não se preocupavam com estética. Em vez de estátuas magníficas, torres circulares vigiavam o mundo exterior. Ainda que decepcionado, o jovem não pôde deixar de respeitar a capacidade dos mortais de construir estruturas a partir dos recursos naturais do mundo, algo muito distante da realidade de sua Casa."

página 29



domingo, 15 de setembro de 2013

Filmando: A culpa é das estrelas

As filmagens de "A culpa é das estrelas" já começaram, sob o olhar atento do autor John Green e, ao que parece, com um elenco que vai representar muito bem a estória original.


E por que estou falando sobre um filme que ainda nem foi totalmente finalizado? Porque John Green posta em seu Twitter atualizações e comentários quase que diários sobre os bastidores das filmagens, e isso vem deixando os fãs do livro curiosos sobre o resultado final. E eu estou entre esses fãs ;)


O clima no set parece estar muito amistoso, e não poderia ser de outra forma, já que John está por lá o tempo todo, e parece ser impossível abalar o humor desse nerd, que acaba contagiando todos ao seu redor. Ele vem mostrando algumas fotos dos atores e outros membros da produção do filme e tudo nos leva a crer que todos vêm trabalhando tranquilamente e dando seu melhor para fazer um filme que agrade aos fãs da estória.


A escolha dos atores não foi muito criticada e parece atender às expectativas dos leitores mais exigentes: Ansel Elgort será Gus,  Shailene Woodley interpretará Hazel e Nat Wolff será o responsável por dar vida ao personagem Isaac, importantíssimo no livro e carregado de sentimentos fortes. Não será fácil para eles trazer para as telas tudo aquilo que sentimos ao ler "A culpa é das estrelas", mas acredito que eles vão conseguir fazer um ótimo trabalho e agradar a (quase) todos.

E na última semana John Green disse em seu Twitter que William Dafoe será o escritor Peter Van Houter, autor do livro preferido de Hazel Grace e que ajuda a compor a trama do livro, fortalecendo o elo de ligação entre ela e Gus.

Aliás, pelas fotos e pelos relatos de John e Elgort no Twitter, o clima entre eles está incrível, bem descontraído mas ao mesmo tempo bastante profissional. Ansel demostra ser tão espirituoso quanto Gus e ao lado do autor ele explora esse bom humor, o que pode ser importante para o filme, deixando sua interpretação bem fiel ao personagem.

  
Uma curiosidade sobre a atriz Shailene Woodley: ela cortou os longos cabelos para fazer Hazel Grace e doou os fios para uma instituição que confecciona perucas para crianças carentes que perderam seus cabelos devido ao tratamento para combate ao câncer.


Ansel e Shailene já se conhecem bem: ambos trabalharam no filme "Divergente", outra adaptação de um livro para os cinemas, onde eram irmãos. Isso pode facilitar a convivência deles e ajudar na criação e desenvolvimentos dos personagens.


Por tudo isso, as chances de o filme ficar muito bom são grandes, e acredito que todos os fãs estão ansiosos para ver o resultado desse trabalho conjunto, que está indo muito bem, obrigada. Agora é só esperar a estreia e se emocionar mais uma vez com a estória de amor entre Gus e Hazel.


Acompanhem todas as atualizações de John e dos atores pelas redes sociais ou pelo canal do escritor no Youtube, onde ele posta diversos vídeos com os bastidores das gravações.

sábado, 14 de setembro de 2013

1, 2, 3... PIN!

A pinagem de hoje vai ser um pouquinho diferente, pois vou postar 3 imagens de "The Walking Dead", aproveitando o embalo do final da minha leitura e da expectativa pelo início da 4a. temporada da série, que estreia no próximo dia 13 de outubro:

Daryl, um dos personagens mais interessantes da série, num momento de descontração entre as gravações

Poster de divulgação da nova temporada, mostrando o personagem Ricky

Bonecos Walking Dead de Lego! Adoro *.*

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sexta de música #38

Mais uma sexta e mais uma vez eu imito o blog Pronto, usei! para postar a playlist de hoje =)

Semana passada as meninas fizeram uma seleção de boy bands muito legal, que coincidiu com minha vontade de fazer uma Sexta de Música com eles também, mas, para não soar muito repetitivo, vou fazer um pouco diferente.

Todo mundo sabe que as boy bands fazem muito sucesso durante certo tempo, e que depois do auge da fama, alguns integrantes se separam para seguir suas carreiras solos. Alguns deles obtêm êxito, outros nem tanto, mas todos lutam para garantir seu lugar ao sol.

Dito isso, a playlist de hoje vem com um top 5 de ex-integrantes de boy bands que tentaram manter seu sucesso cantando (e dançando) sozinhos. Algumas bandas se reuniram recentemente, mas nada se compara a seus primeiros anos de sucesso mundial. Será que os dissidentes conseguiram brilhar? Assistam os vídeos e tirem suas conclusões ;)

Top 5 "Depois da boy band" *** para ouvir basta clicar na fita:

1. Justin Timberlake (N'sync) - Suit & Tie
2. Ricky Martin (Menudo) - Livin' la Vida Loca
3. Robbie Willians (Take That) - Rock DJ
4. Nick Carter (Backstreet Boys) - Burning Up
5. Jordan Knight (New Kids on The Block) - Give It to You

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

The walking dead, a ascensão do governador - resenha


"No universo de The Walking Dead não há maior vilão do que o Governador. Ele é o déspota que governa a cidade isolada de Woodbury e te doentias noções de justiça: seja a forçar os prisioneiros a combater zumbis na arena para divertimento dos locais, seja a destroçar violentamente aqueles que o confrontam. O Governador é um vilão que tão cedo não se esquece e a sua história é uma das mais controversas que Robert Kirkman, criador da estória, alguma vez concebeu. Agora, pela primeira vez, os fãs irão descobrir como é que o Governador se tornou esse homem implacável e aquilo que o levou a tais extremos."

Na primeira semana após o início do surgimento dos zumbis, Philip Blake, seu irmão Brian, seu amigo Nick e sua pequena filha Penny, tentam fugir das hordas de mortos-vivos e encontrar um local seguro para viverem, então, saem em busca de uma comunidade que parece estar se formando em Atlanta, com pessoas que conseguiram escapar dos ataques dos mordedores. O trajeto é cheio de surpresas e percalços que os desafiam o tempo todo e testam o limite da resistência física e psicológica deles.

Philip é claramente o chefe do grupo, aquele responsável por tomar as decisões mais difíceis e proteger os companheiros, zelando por sua segurança. Ele não tem medo de nada e só pensa em encontrar um lugar onde possa criar sua filha de maneira normal, longe dos zumbis que os ameaçam o tempo todo.

Em contrapartida, Brian, irmão mais velho, é um fraco: não consegue tomar a frente de nada, não é capaz de matar nenhum zumbi, mesmo que sua vida dependa disso, e fica junto com o grupo apenas por ter um laço de sangue com Philip e ajudar a cuidar de Penny. Se não bastasse tudo isso, ele ainda tem a saúde fragilizada e está a beira de contrair uma grave pneumonia, nesse cenário pós apocalíptico onde é quase impossível conseguir remédios, roupas e comida, além de um lugar quente para se proteger do frio.

Assim como nas HQ's, aqui o autor não explica como as pessoas começaram a se transformar em zumbis, e esse é um dos questionamentos que os próprios personagens fazem ao longo da estória, sem, contudo, encontrar uma explicação. O que se sabe é que a mordida de um zumbi pode transformá-los num deles, mas ninguém sabe como isso começou nem por que.

Na tentativa de chegar ao abrigo em Atlanta, o grupo enfrenta as piores situações possíveis: tem que encontrar comida em casas, lojas e supermercados abandonados, se proteger do frio, buscar água potável, roupas limpas, e até lugares seguros para dormir, ao mesmo tempo em que tentam se esquivar dos mortos-vivos que perambulam sem destino por todos os lugares. Os zumbis são atraídos pelo cheiro dos humanos e pelo barulho que eles fazem, por isso, é muito difícil passar desapercebido por eles, e a única forma de 'matá-los' é acertando suas cabeças bem no cérebro.

O foco principal desse livro é Philip e suas ações e reações, a fim de criar o perfil daquele que virá a ser o Governador futuramente. Sendo um verdadeiro líder, ele precisa, muitas vezes, tomar atitudes radicais e que vão de encontro com tudo aquilo que ele acreditava até então, para continuar a proteger seu grupo e sua própria sobrevivência. E ser o responsável pela vida de outras pessoas não é nada fácil, o que vai aos poucos minando a sanidade de Philip, prejudicando seu discernimentos e fazendo com que ele reaja de maneira muito violenta, ou por vezes até desumana, frente a algumas adversidades.

Brian Blake está sempre à sombra de Philip, sem expressar suas opiniões com medo de ter que tomar atitudes que sabe que não será capaz. Ele sofre por ser tão inútil num momento que precisaria ser valente e destemido como o irmão, mas só consegue cuidar de Penny e tentar não irritar Philip com suas fraquezas. Mas, assim como na série de TV, o perfil psicológico dos personagens é o que realmente importa aqui, e Brian vai aos poucos mudando sua maneira de enfrentar os problemas, e, em certo momento, ele se vê obrigado a tomar uma atitude que muda sua vida para sempre.

Para quem já leu os quadrinhos fica claro qual o futuro de Brian, mas para quem, como eu, apenas assistiu a série, o livro é bastante esclarecedor: no seriado a estória começa num outro momento, com outros personagens e uma trama bem diferente, enquanto nesse livro é possível conhecer o Governador antes mesmo dele assumir esse título, e descobrir como ele se tornou tão frio e cruel. O livro se passa antes da primeira temporada da série, apresentando ao leitor o homem por trás do Governador, lutando para sobreviver no meio do caos.

O clima do enredo é de terror psicológico, exatamente como na série, e aqui os zumbis também fazem parte apenas do pano de fundo da estória, deixando como tema principal do enredo as pessoas e tudo o que elas tem de melhor e de pior, aquela força que tiramos não se sabe de onde em momentos de necessidade e a reação do ser humano diante das maiores dificuldades. Na verdade, o autor mexe muito com sentimentos e emoções do leitor a todo momento, usando descrições minuciosas de reações dos personagens, de sua angústia e de sua dor, nos fazendo refletir sobre os valores de cada um.

Para quem viu o seriado, o livro é um complemento, visto que se inicia num momento diferente e conta uma estória paralela àquela da TV, e aproveita para mostrar algumas coisas que, quando apenas assistimos, acabamos deixando para trás ou apenas imaginando rapidamente, como por exemplo, o cheiro dos zumbis, ou a dificuldade para encontrar água, o que na série não é retratado com um problema. Outra coisa bem diferente aqui é o uso de armas e munição, que não são achadas com tanta facilidade como na série.

Recomendo a leitura mas, prepara-se, o tempo todo você estará sob uma pressão psicológica incrível, capaz de fazer você perder uma noite de sono só para chegar ao final do livro e acabar logo com o sofrimentos dos personagens.

The walking dead - a ascensão do governador
Robert Kirkman e Jay Bonasinga
editora Record
361 páginas

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Redes Sociais Para Leitores

Olá leitores! Esse post é para mostrar para vocês  um pouco mais das redes sociais dedicadas a quem gosta de ler e ama os livros, como nós, e outras coisinhas interessantes.

Há pouco mais de 1 ano conheci o Skoob, talvez a rede social mais popular entre os leitores: lá você pode organizar sua estante, marcando os livros já lidos, os que está lendo e os que ainda vai ler, além de conseguir organizar os livros que você porventura empreste para alguém, sendo possível  cadastrar o nome de quem está com eles. Os leitores vão fazendo amizade através do site, criando comunidades e compartilhando gostos em comum.



Como se não bastasse tudo isso, o Skoob ainda mantém parcerias com as principais editoras do país, que disponibilizam cortesias de seus lançamentos para serem sorteadas entre os leitores cadastrados. E a última novidade do site é a Livraria Skoob, onde os leitores podem comprar seus livros favoritos a preços acessíveis.

Esse é o meu perfil no Skoob, podem adicionar ;)

Outro site bacana para quem adora ler é o Orelha de Livro: ele segue os mesmos padrões do Skoob e nele os leitores podem organizar sua vida literária de maneira prática e rápida.



Aqui também é possível criar uma conta diretamente com seu perfil do Facebook.

Para quem lê em inglês o site Googreads pode ser interessante. Assim como os mostrados anteriormente, esse site ajuda a organizar e gerenciar suas leituras. Não tenho conta nele, então só posso dizer que, de acordo com informações que li pela blogsfera, o Goodreads é uma ótima ferramenta de apoio aos leitores.



Saindo um pouco das redes sociais, quero indicar para vocês o site Estante Virtual, que é um concentrador de sebos virtuais, onde vocês podem encontrar inúmeros livros interessantes, a preços incríveis.



Eu já comprei muitos livros no Estante Virtual, inclusive didáticos, e nunca tive nenhum problema. Funciona mais ou menos assim: cada sebo associado ao site anuncia seus livros, alguns postam fotos, outros apenas a descrição. Junto com o valor estipulado para cada livro os sebos já informam o valor do frete para envio e quais as formas de pagamento possíveis (geralmente cartão de crédito, depósito bancário ou pelo Paypal), como mostrado abaixo:



O legal desse site é que, além de reunir todos os livros num único lugar e facilitar a busca, os leitores que não têm sebos em suas cidades podem comprar aqueles livros mais antigos, fora de catálogo, que a gente nunca encontra nas livrarias. Na minha cidade tem muitos sebos, mas eu ainda prefiro comprar por aqui ;)

E para quem já está no mundo dos e-books, indico um programa muito útil para organizar a biblioteca. O Calibre armazena os arquivos e também converte aquele PDF que vocês baixaram na internet para o formato próprio do seu leitor, no meu caso epub, para ler no Kobo.



O programa é gratuito e de fácil instalação, e vai deixar todos os seus livros digitais bem arrumados e todos reunidos num mesmo lugar.

Espero que tenham curtido essas breves explicações sobre as redes sociais e que possam usufruir de todos os benefícios que elas proporcionam. Até!

sábado, 7 de setembro de 2013

Li até a página 100 e... #17



*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto



Primeira frase da página 100 (a página 100 está em branco, então considerarei a página 101):

"Eles passam a noite na sala do gerente, cercada de vidro, bem acima do andar principal do armazém da Georgia Pacific."

Do que se trata o livro?

O livro conta a luta pela sobrevivência de um grupo de pessoas que está tentando fugir dos zumbis, que vão surgindo de todas as partes e mais e mais a cada dia. O motivo pelo qual as pessoas estão se transformando em mortos-vivos não é dado, mas o caos de um possível apocalipse é contado em detalhes.

O que você está achando até agora?

Muito bom. Apesar de já ter assistido à série de TV, estou gostando bastante, pois o livro mostra algumas situações que não foram retratadas na adaptação, que, aparentemente, aconteceram antes daquelas que iniciam a série

Melhor quote até aqui:

"Não é bonito. Não é gracioso, legal, heroico, másculo ou sequer bem executado. Mas a sensação é boa.
- Deixa comigo - sopra Philip baixinho para si mesmo, ao partir para cima do zumbi mais próximo, um grandalhão com roupa de fazendeiro.
A machadinha corta o lobo do gordão, do tamanho de uma lima, e manda um jato de fluido cor-de-rosa pelo ar daquela noite. O zumbi cai. Mas Philip não para por aí. Antes que o segundo o alcance, ele se põe a trabalhar no imenso corpo flácido caído no chão, manejando o aço frio de cada mão em cima daquela carne morta." (páginas 86/87)

Algum personagem merece destaque?

Só posso destacar Philip, irmão de Brian, que lidera o grupo de sobreviventes e toma todas as decisões por eles.

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página (101):

"Mais tarde, Brian dorme ao lado dela, enquanto Philip cochila na cadeira giratória ao lado da janela engordurada com tela de arame..."