quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Halloween dos Simpsons


Aqui no Brasil o Halloween não é uma data comemorativa oficial, mas muita gente gosta e tá cheio de festinha a fantasia por ai nessa época - eu mesmo não dispenso uma -,  e até a blogosfera também costuma fazer suas menções à festa americana.

Para marcar a data por aqui, vamos ver alguns episódios de Os Simpsons especiais de Halloween, que são muito aguardados pelos fãs do desenho, desde que apareceu pela primeira vez em 1990. A série é chamada de "Treehouse of Horror" e os episódios envolvem a família em situações de horror, ficção científica ou sobrenatural, algumas vezes fazendo paródias ou homenagens a filmes e outras produções desses gêneros.


Chama bastante a atenção nesses episódios especiais a abertura, que geralmente mostra a família morrendo e seu sangue forma a título do especial, ou Bart usando giz vermelho sangue para escrever repetidamente o nome do episódio no quadro negro. Há ainda alguns casos em que figuras famosas do terror e convidados especiais  fazem aparições, como uma múmia ou o Frankstein.

Há também a peculiaridade dos créditos no final: a partir do segundo episódio a equipe de produção achou que ficaria legal usar nomes assustadores para o produção e o elenco, e a brincadeira pegou. Desde um simples "Bat Groening" a um complexo "David²+S.²=Cohen", os nomes assustadores se tornaram uma marca da série Treehouse of Horror, e quando Al Jean resolveu tirá-los dos episódios 12 e 13, recebeu inúmeros pedidos dos fãs para voltar a usá-los, o que acabou fazendo.



Já foram feitas diversas referências a programas de TV, filmes, peças de teatro e até novelas nos episódios da série, como por exemplo "Além da Imaginação", "O Exorcista" e "A Mosca". O poema de Edgar Allan Poe, "O Corvo" foi lido certa vez por James Earl Jones (que fez a voz de Darth Vadder em "Star Wars") enquanto os personagens o representavam.

As paródias são muito engraçadas e eles já fizeram de "Sr. & Sra. Smith", "Transformers", "Crepúsculo", "Jumanji" e "Sweeney Todd".

Qualquer especial ou filme que envolva Os Simpsons é sucesso certo, então vamos logo aos vídeos. No primeiro, um teaser da brincadeira que fizeram com "Crepúsculo", em seguida a dramatização de "O Corvo". Depois um trechinho da paródia de "Dexter" e para finalizar a abertura do episódio de 2013, feita por Guilhermo Del Toro:










quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Machu Picchu - resenha


"O Rio de Janeiro vive o maior congestionamento de sua história. Em meio às filas intermináveis de carros, Zé Roberto e Chica, cada qual num canto da cidade, tentam voltar para casa, onde vão comemorar seus dezoito anos de casamento. É a oportunidade perfeita para ambos repassarem os últimos meses de suas vidas. Para Zé Roberto, isso significa pensar em W19, a garota que conheceu no Facebook e com quem vem praticando sexo virtual há algum tempo. Sem nunca tê-la encontrado pessoalmente, ele nutre uma saudável obsessão pela menina, com quem agora quer se encontrar. Chica não é muito afeita às redes sociais, de modo que seu caso com Helinho, colega de trabalho, se dá entre lençóis e não por uma câmera de computador. Mas ela está confortável: em casa, o marido que ama, a família e a vida que escolheu; no escritório, o amante divertido e bom de cama, que pode ou não estar apaixonado por ela. Junte a isso um filho maconheiro, uma ex-mulher psicótica, uma filha ausente e meio perdida e uma afilhada misteriosa. Essas são as peças de que Tony Bellotto precisa para armar uma comédia de costumes incomum e perfeita para os nossos tempos. Seguindo a trilha de seus últimos romances, Bellotto cria um divertido painel da nova família brasileira, desconjuntada e esquizofrênica como costumam ser as melhores famílias. Com seu tabuleiro montado, o autor transforma o jantar de aniversário de casamento num acerto de contas cômico e frenético, um grande teatro do absurdo, tão surpreendente quanto próximo de todos nós."

O romance entre Zé Roberto e Chica começou de forma inesperada e foi perfeito. O casamento também não era ruim: tinham um filho e acabaram ficando também com a primeira filha de Zé Roberto, que ele teve acidentalmente com uma linda modelo, mas totalmente maluca. Essa mesma mulher, anos mais tarde, teve outra filha com um homem misterioso, que vivia no mar, e então Anita também foi morar com a família.

Chica é bióloga, tem um ótimo emprego e uma família feliz. Até que encontra Helinho, colega de trabalho, com quem se envolve e acaba tendo um caso. Ela às vezes se sente mal com isso, mas não pensa em terminar o casamento de tanto tempo para assumir seu amante. A situação está boa assim: ela e o marido têm um bom relacionamento, a vida sexual não é ruim, e ela ainda realiza suas fantasias com Helinho, por quem pensa estar apaixonada. E acredita que essa paixão fez seu estado de espírito melhorar.

Já Zé Roberto é exatamente aquele cara que curtia bastante a vida de solteiro e sonhava em ser fotógrafo, mas se casou e acabou abrindo mão do sonho para se tornar advogado, como queria seu pai. Essa decisão nem sempre lhe causava arrependimentos, e ele também estava feliz com o casamento e a família meio torta que construiu com a esposa. Então, num dia como outro qualquer ele recebe um email de W19, uma jovem linda e que parece se interessar por ele, além de, coincidentemente, possuir os mesmos gostos musicais que Zé. A partir daí, ele, que nunca foi muito afeito a tecnologias, cria uma conta no Skype para conversar com a menina, e começam a praticar sexo virtual: ela se exibe em frente a câmera enquanto ele se masturba escondido em seu escritório.

No dia em que completariam 18 anos de casados, cada um volta para casa em seu próprio carro, a fim de chegar a tempo para o jantar de comemoração, mas pegam o pior congestionamento da história da cidade do Rio e ficam parados no meio do caminho. Essa é hora perfeita para começarem a rever seu casamento e repensar se o que estão fazendo é certo ou errado.
Ambos os personagens passam por seus  momentos de reflexão, tentando entender por que estão agindo assim, e procurando uma forma de justificar suas traições, sem que tenham que abandoná-las e sem que elas interfiram no bom andamento do casamento. Essas são as melhores partes do livro, em que o autor consegue criar um retrato das famílias atuais e fazer algumas críticas ao modelo social em que vivemos, onde, na maioria das vezes, cada um pensa apenas em si mesmo e em sua satisfação pessoal, mas tenta manter a imagem de que tem uma família perfeita e que não comete erros, além de estar sempre compartilhando sua felicidade.
Para engrossar ainda mais o caldo da estória, temos os filhos, cada qual com sua peculiaridade: Claudinha, a mais velha, filha apenas de Zé Roberto com a ex-modelo, está namorando um pagodeiro e anda meio distante da família; Rodrigo fuma maconha e acredita que ninguém sabe, até que seu pai o flagra no ato, mas, ao invés de brigar com o menino, se junta à ele e começam a fumar juntos; e a estranha Anita, que diz ter uma conexão quase espiritual com o pai, e vive entrando em contato com ele mentalmente, descrevendo com detalhes os lugares por onde ele está velejando.

O clímax da narrativa se dá quando o casal consegue chegar em casa para o esperado jantar de aniversário, e nada dá certo: a visita inesperada da mãe de Anita acaba com os planos dos protagonistas, com a desculpa de estar ajudando Zé Roberto e Chica a colocarem tudo em pratos limpos para reestruturar o casamento.

Entre drama e comédia, o autor consegue encaixar todas as peças, levando os personagens a encarar seus medos, seus defeitos e a tentar encontrar soluções para seus problemas, ainda que tenham que pagar um alto preço por isso. O final é divertido e só na última página o leitor descobre o que Machu Picchu tem a ver com o enredo do livro.

Mais um ótimo romance escrito por Tony Belloto, com linguagem simples, leitura rápida e parágrafos que intercalam os pensamentos dos personagens, dando ritmo a estória e prendendo a atenção do leitor, que mais uma vez não consegue para antes de chegar ao final. O livro é curtinho e sua mensagem é direta: estamos nos sentindo sozinhos em meio a uma multidão e precisamos voltar a viver em sociedade.

"Machu Picchu"
Tony Bellotto
editora Cia das Letras
120 páginas
nota: 4
nota no Skoob: 3.6


terça-feira, 29 de outubro de 2013

TAG Incentivo à leitura

Hoje é o Dia Nacional do Livro, e nenhuma data melhor do que essa para indicar bons livro e incentivar a leitura.



Recebi do blog Sigo Lendo a indicação para participar da TAG Incentivo à Leitura, onde preciso recomendar ao leitores um livro que eu tenha gostado. Depois disso, devo convidar outros 10 blogs para darem continuidade a brincadeira. Então vamos lá:

Indicação: Já falei por aqui que sou fã do trabalho do Marcelo Rubens Paiva, e até já comentei um pouco sobre esse livro nesse post. Blecaute é um livro incrível e que prende o leitor até o último parágrafo. Depois de sofrer junto com Rindu o livro todo, no final o autor ainda incluiu um clímax inesperado, que a maioria das pessoas não consegue esperar e quer ver imediatamente o desfecho da estória. Não vou dar nenhum spoiler, leiam para descobrir do que estou falando ;)

 Sinopse: "Três amigos - os inseparáveis Rindu e Mário, junto com a estudante de Letras , Martina - saem em uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira. A aventura desanda em desastre. Após um cochilo num dos  salões da Gruta da Rainha , os exploradores se veem presos na caverna. Um dos riachos internos enche e bloqueia a saída. Sem saber o que  fazer, Rindu, Mário e Martina aguardam as águas baixarem. Três ou quatro dias depois, eles conseguem emergir da caverna para fazer uma absurda constatação: todas as pessoas à sua volta ficaram 'duras', paralisadas como estátuas de cera ou bonecos de plástico. Um estranho fenômeno ocorreu e os amigos se tornam os únicos habitantes do planeta".








Para comprar é clicar nestes links: Americanas ou Submarino


Os blogs indicados para continuar a TAG são:

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Um pouquinho de...


"Não sei que tipo de exaustão, ou talvez de fascínio, as mulheres lhe causaram, mas o fato é que quando eu tinha uns doze anos meu pai foi se desinteressando progressivamente das mulheres, ou melhor, se interessando por elas de uma forma inusitada: raspou o cavanhaque e começou a se travestir. Naquele tempo não se falava de crossdressing, homem que se vestia de mulher fora do Carnaval era traveco mesmo. Foi assim que aconteceu, de uma hora para outra, sem mais nem menos. Não houve nenhuma explicação plausível, nenhum período de depressão, nenhum amigo bonitão frequentando nossa casa. De repente, meu pai começou a se vestir de mulher, ir ao cabeleireiro e fazer coisas que as mulheres fazem."

página 38
capítulo 23

domingo, 27 de outubro de 2013

Sei Que Eu Sei News #2


A editora Intrínseca anunciou que vai publicar no Brasil o livro "Destrua este diário", da artista canadense Keri Smith, que traz sugestões lúdicas e inusitadas que incentivam o leitor a dar asas a sua criatividade e fazer com o livro coisas que seriam impensáveis para a maioria das pessoas:


A ideia aqui é estragar o livro, de várias maneiras diferentes, desde colar chicletes mastigados a escrever infinitas vezes a mesma palavra numa página inteira.


A primeira versão do livro foi lançada nos Estados Unidos e virou mania entre os leitores, que abusaram do Tumblr e do Youtube para mostras suas criações. Algumas coisas simples como despeje, derrame, cuspa, jogue café ou use o livro como tênis parece ter incentivado inúmeros leitores a assumir seu lado mais 'artístico':


Aqui o livro será lançado em 9 de novembro.


Outra notícia interessante que saiu essa semana envolve as comemorações dos 50 anos da criação da personagem Mônica (que já foi homenageada aqui).

A personagem mais famosa de Maurício de Souza vai ganhar uma exposição onde vestirá criações de estilistas renomados como Alexandre Herchcovitch, Tufi Duek, Karl Lagerfeld e Adriana Degreas. Junto com a Mônica também estarão Cebolinha e Magali, desfilando em 10 painéis que mostram também imagens de modelos com a mesma roupa, para comparar.


A exposição termina hoje, 27/10, na Livraria da Vila, em São Paulo.

Enquanto isso, a banda brasileira P9, indicada ao EMA desse ano, faz uma participação na revista em quadrinhos Luluzinha Teen.


 Na edição 54 que vai às bancas amanhã, dia 28/10, a boyband é contratada pelo vilão da estória para fazer um show em Liberta, mas, ao chegarem lá, descobrem que outra banda, a Loki, formada pelos personagens da revista, também foi chamada para se apresentar no mesmo horário. Então os dois grupos têm que resolver quem toca, e, para isso, decidem fazer uma batalha de bandas.

As pniners não podem perder, pois, além da estória, a revista ainda traz uma entrevista exclusiva com os meninos da banda.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sexta de música #41 - A arca de Noé, de Vinícius de Moraes


Vinícius de Moraes aplicou suas habilidades de escritor e compositor para falar também às crianças. Em 1975 ele lançou o livro "A arca de Noé", apenas com poemas infantis. Esse livro foi transformado em disco no ano de 80, com vários artistas interpretando as canções. O álbum fez tanto sucesso que acabou virando um programa infantil na TV Globo.

Um dos poemas desse livro é "O peru":

"Glu, glu, glu"
Abram alas pro peru!

O peru foi ao passeio
pensando que era pavão
tico-tico riu-se tanto
que morreu de congestão

O peru dança de roda
numa roda de carvão
quando acaba fica tonto
de quase cair no chão

O peru se viu um dia
nas águas do ribeirão
foi-se olhando- foi dizendo
que beleza de pavão

Foi dormir e teve um sonho
logo que o sol se escondeu
que sua cauda tinha cores
como a desse amigo seu."



Vinícius faleceu durante o processo de criação do segundo disco, em que estava trabalhando com o amigo Toquinho. Mas agora, durante as comemorações do centenário do poeta, sua filha está relançando "A arca de Noé", em parceria com Adriana Calcanhoto, e com diversos cantores, entre eles, Chico Buarque, que é o único a participar das duas versões do álbum.

Uma curiosidade sobre essa versão moderna do disco é que a música "A casa" não foi regravada, pois, segundo Adriana, "ela é o Vinícius, e sua interpretação tem a síntese  do que ele quer dizer com todos os poemas", por isso elas decidiram por manter a música original aqui.

Então vamos curtir algumas canções desse trabalho do poetinha, que vêm embalando brincadeiras de pais e filhos há tantos anos:
1. A casa - Toquinho
2. O pato - MPB4
3. A formiga - Clara Nunes
4. Arca de Noé - Toquinho
5. O gato - Marina
6. A porta - Fábio Junior
7. O relógio - Castelo Rá-Tim-Bum

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Especial Vinícius de Moraes, 100 anos


Quem nunca cantarolou o verso "quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus resolvem se encontrar..."? Além de ser um belo trava línguas, essa é uma linda canção de Vinícius, bem romântica, como são várias de suas composições. No vídeo abaixo, ela é interpretada pelo próprio, acompanhado por Miúcha e Tom Jobim:


O poema escolhido para hoje é "O haver", que mostra uma faceta mais introspectiva do escritor, refletindo sobre a solidão (talvez a separação?), e um momento em que ele parece tentar explicar seus próprios sentimentos de poeta:

"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
essa intimidade perfeita com o silêncio
resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
essa mão que tateia antes de ter, esse medo
de ferir tocando, essa forte mão de homem
cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos 
essa inércia cada vez maior diante do Infinito
essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
do tempo, essa lenta decomposição poética
em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinícius.
Resta esse coração queimando como um círio
numa catedral em ruínas, essa tristeza
diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
essa cólera em face da justiça e o mal-entendido
essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
de pequenos absurdos, essa capacidade
de rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
e essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
de quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
e ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
de transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
de aceitá-la tal como é, e essa visão
ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
e desnecessária presciência, e essa memória anterior
de mundos inexistentes, e esse heroísmo
estático, e essa pequenina luz indecifrável
a que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
de refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
de não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
pelo momento a vir, quando, apressada
ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
esse eterno levantar-se depois de cada queda
essa busca de equilíbrio no fio da navalha
essa terrível coragem diante do grande medo, esse medo
infantil de ter pequenas coragens."

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Especial Vinícius de Moraes, 100 anos


No âmbito profissional, Vinícius era poeta, músico e diplomata. Já no pessoal, ela nada mais era que um poeta: um poeta apaixonado pelas palavras, pela boêmia e pelas mulheres. Tanto que sua composição musical de maior sucesso é, sem dúvida, "Garota de Ipanema".

Mundialmente famosa e regravada por inúmeros artistas, a canção foi composta em parceria com Tom Jobim, e sua primeira versão era assim: "vinha cansado de tudo/de tantos caminhos/tão sem poesia/tão sem passarinhos/com medo da vida/com medo do amor/quando na tarde vazia/tão linda no espaço/eu vi a menina/que vinha num passo/cheia de balanço/caminho do mar". Nem Tom nem Vinícius estavam satisfeitos com essa letra e, numa tarde qualquer, sentado na mesa do bar Veloso, o poetinha se inspirou numa moça que passava por ali e criou aquela que viria a ser a segunda música mais executada no mundo, perdendo apenas para "Yesterday", dos Beatles (para os desavisados, a garota era Helô Pinheiro).

"Garota de Ipanema" é uma música única, e seja cantada pelo próprio Vinícius ou nessa versão mais recente dos Los Hermanos, ela não perde sua essência e continua sendo a rainha da Bossa Nova:


Como poeta completo que era, Vinícius abusava da facilidade de escrever sonetos e de falar sobre o amor, mas o poema de hoje mostra sua habilidade em dizer muito em poucas palavras:

"Poética"
De manhã escureço
De dia ardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço
- Meu tempo é quando." 


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Especial Vinícius de Moraes, 100 anos




 

Nem só de sonetos viveu esse poeta, por isso hoje vamos de "Ternura":

"Eu te peço perdão por te amar de repente
embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
das horas que passei à sombra dos teus gestos
bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
das noites que vivi acalentado
pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
e só te pede que te repouses quieta, muito quieta
e deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora."

Para embalar o poema, mais uma canção de autoria de Vinícius e Tom Jobim, que foi gravada em 1958 pela cantora Elizeth Cardoso em seu disco "Canção do amor demais", um dos mais importantes do movimento Bossa Nova. Esse álbum teve a participação de um jovem violonista, que tinha um estilo bem característico de tocar e praticamente determinou a batida que caracterizou a Bossa Nova, ajudando a torná-la famosa pelo mundo todo. Esse jovem prodígio era João Gilberto, que mais tarde viria ser referência para artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque.

É o próprio João Gilberto que faz a interpretação definitiva de "Chega de saudade":


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Especial Vinícius de Moraes, 100 anos


Vinícius de Moraes além de poeta também era compositor, e muitas músicas que você conhece são de sua autoria. No último sábado, 19, seria aniversário do poetinha e, por coincidência, fui a um casamento em que a noiva escolheu a canção "Eu sei que vou te amar" como uma das trilhas para a cerimônia. Essa é uma das várias obras de Vinicius que todo mundo conhece e gosta, e que traduz em poesia aquela declaração de amar que queremos fazer, mas não sabemos como. Provavelmente, a versão mais famosa é a cantada por Tom Jobim, um dos parceiros musicais de Vinícius:

 


 Vinícius tinha grande facilidade para escrever sobre o amor, e muitos de seus sonetos o têm como tema principal, como o "Soneto do amor total":

"Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grade liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude."

domingo, 20 de outubro de 2013

Especial Vinícius de Moraes, 100 anos



Um dos sonetos mais conhecidos e admirados de Vinícius é, sem dúvida, o Soneto de Fidelidade, principalmente por seu verso final: "... que seja eterno enquanto dure.". Essa é uma frase tão marcante e tão grandiosa, que envolve não apenas o amor, assunto principal do poema, mas todos os sentimentos e situações vividos pelas pessoas. Não queremos que tudo seja eterno? E a eternidade, como pode ser medida? O certo é que tudo acaba, e a eternidade está limitada pela duração do que se vive. Parece complexo, mas não é. Até o maior dos amores um dia finda, mas sua existência será eterna no coração de quem o viveu.

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais seu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

No soneto, o autor promete fidelidade àquela pessoa com está se relacionando naquele momento, apenas e tão somente enquanto permanecerem juntos, ainda que alguém possa despertar-lhe algum interesse, ele continuará sendo fiel e vivendo seu amor. Mas, como nada é para sempre, ele não faz juras de amor para toda a vida, e sabe que, se algo acontecer e porventura o relacionamento acabar, ele poderá procurar um novo amor, e a fidelidade ao anterior não estará sendo violada.

Abaixo, o vídeo com o próprio poeta declamando o soneto, e a melodia de "Eu sei que vou te amar", composição de Vinícius e imortalizada na voz do maestro Tom Jobim, tocando ao fundo:


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

1, 2, 3... PIN! + Doodle do Google

Olá leitores! Já viram que máximo está o doodle do Google hoje?


Essa é apenas uma das muitas homenagens que veremos a partir de hoje ao centenário do poeta Vinícius de Moraes, do qual eu já falei um pouco neste post aqui.

O poetinha nasceu em 19 de outubro de 1913 e morreu em julho de 1980, mas sua obra continua viva e muito atual. Suas canções e seus poemas, principalmente os sonetos, vêm conquistando fãs fieis e apaixonados até hoje, e muitos programas de TV, internet e rádio aproveitarão essa lembrança de seus 100 anos para celebrar o trabalho de Vinícius e perpetuar toda a sua poesia.

Aqui no blog também falarei um pouco mais dele, então, não percam os posts dessa semana ;)

A imagem do Pinterest de hoje traz um pequeno trecho de um de seus poemas mais famosos, o "Soneto do amor total", que é perfeito, e foi um dos primeiros que eu conheci, fazendo com que eu me apaixonasse por seus sonetos:


Sexta de música #41 - Romances de John Green


Vocês, leitores que acompanham as sextas musicais do blog, sabem que eu gosto de relacionar os livros que leio com musicas, sempre tentando indicar para vocês coisas boas para ouvir, e que tenham a ver com a algumas estórias boas para ler. E hoje vou musicar os dois últimos romances que li de John Green.

Em "Quem é você Alasca?" (resenhado aqui) conhecemos a dor e a alegria de se encontrar o primeiro amor, e acompanhamos as dúvidas e descobertas de Miles, o jovem que se apaixona por Alasca, menina descolada e com um humor muito instável.

Para embalar as desventuras de Miles ao lado de Alasca, escolhi uma canção do Foo Fighters, que tem letra profunda e cheia de significado. Através dela é possível perceber um pouco o que Alasca sentia a respeito de sua vida, tão complicada, comparada com a de Miles, bem mais tranquila, e de como ele demorou para compreender essa diferença.

"These days" é uma música que também faz o ouvinte refletir sobre como está aproveitando seu tempo, e tenta mostrar que a vida passa mais rápido do que imaginamos, por isso, deve ser bem vivida, exatamente como Alasca acreditava:


Já no livro "Cidades de papel" - que foi resenhado ontem, e se você ainda não leu é só voltar ao post anterior - a relação entre Quentin e Margo era quase inexistente, mas ele nunca desistiu de conquistar aquela menina por quem ele sempre foi apaixonado. O romance não é o foco desse livro: ele se preocupa muito mais em estudar o comportamento dos personagens e mostrar que, ainda que não saibamos, existe uma força grande dentro de nós, que aparece na hora em que mais precisamos.

A música "Why Georgia", de John Mayer faz em seu refrão o mesmo questionamento que a personagem Margo: "Será que estou vivendo direito?".


Então curtam a playlist de hoje e, se quiserem ouvir as músicas relacionadas a outros livros de John Green, cliquem aqui e aqui:















quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cidades de Papel - resenha


"Quentin nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spielgelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola enquanto ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a casa de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o  a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude e Margo decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é um mistério, Quentin encontra pistas deixadas pela garota e começa a segui-las, numa busca que lhe proporciona tanto se descobrir quanto conhecer a verdadeira Margo, bem diferente daquele que ele idealizou a vida toda."

Quentin é um nerd típico, que tem um grupo de amigos diminuto e que prefere passar seus dias jogando video game a participar da cerimônia de formatura do colégio. Seus pais são psicólogos e, como diz o ditado, em casa de ferreiro o espeto é de pau, ou seja, eles acreditam que sabem exatamente o que se passa na cabeça do filho, mas ele não pensa assim. Enquanto os outros jovens da sua idade já têm seus carros, Quentin compartilha com sua mãe o uso de uma minivan. E ele é apaixonado, desde pequeno, por sua vizinha Margo Roth Spielgelman. Eles eram muito amigos quando crianças, mas depois de encontrarem um homem morto no meio do parque que costumavam frequentar, ela nunca mais falou com ele, apesar de ainda estudarem na mesma escola.

Numa noite como outra qualquer, Q está em seu quarto e Margo aparece na janela, toda vestida de preto, com o rosto pintado na mesma cor, dizendo que precisa da ajuda dele para executar um plano. Ela quer que ele pegue o carro da mãe e saia com ela noite afora para se vingar de algumas pessoas que se diziam suas amigas, pregando algumas peças neles.

Durante essa noite, Quentin vê sua paixão por ela aumentar, mas não consegue se declarar nem tentar nada, com medo de ser repelido. Ele sente que estão voltando a ser próximos como antes, e se enche de esperanças para o dia seguinte, acreditando que, depois de passarem a noite toda rodando de um lado para outro de carro e se divertindo com as armações de Margo, a menina vai tratá-lo como amigo quando se encontrarem na escola e que voltarão a ser como na infância. Então, para surpresa de Quentin, ela não aparece no colégio.

Ele continua esperando pelo encontro com Margo, mas ela some durante vários dias, deixando seus pais muito nervosos. Como não era a primeira vez que a menina sumia de casa repentinamente, os amigos achavam que era apenas mais uma de suas viagens malucas e que logo ela voltaria cheia de histórias para contar, como sempre fazia. Os dias vão se passando e Margo não aparece nem dá notícias. Quentin começa a ficar preocupado e, numa conversa com os pais da amiga, ele descobre que ela costuma deixar algumas pistas estranhas quando desaparece, com dicas enigmáticas do lugar onde ela está.

A partir daí Quentin começa a procurar por possíveis pistas deixadas por Margo para tentar localizar seu paradeiro e trazê-la de volta para casa, para que a vida deles seja como antes. Ele vai juntando pequenas peças e desvendando enigmas que parecem ter sido pensados especialmente para ele, como se Margo esperasse que ele a encontrasse.

Quanto mais perto a formatura vai ficando, mais seus amigos direcionam sua atenção para a festa e vão deixando Q sozinho com o desaparecimento de Margo e suas pistas misteriosas, mas ele não desiste até que um dia ele consegue entender o que Margo quis dizer quando falou, na noite em que saíram juntos, sobre as pessoas serem apenas pessoas de papel, vivendo numa cidade de papel, e assim ele consegue direcionar seus esforços para buscar o esconderijo da amiga.

A expectativa por um livro de John Green é sempre boa, e até agora ele tem correspondido. Aqui em "Cidades de Papel" ele usa o desaparecimento da personagem Margo Roth Spielgelman  (o nome dela é quase sempre dito assim por Quentin, inteiro) para expor sua verdadeira personalidade, aquela que a garota em geral não mostra para as pessoas a seu redor, talvez por medo de não ser aceita, e vai fazendo isso aos poucos, conforme Q encontra as pistas deixadas por ela, que também vão servindo para o próprio Quentin se descobrir.

O foco principal desse livro é o autoconhecimento, o entendimento que o personagem Quentin vai formando ao longo da narrativa, e as descobertas que ele faz de si mesmo. Ao mesmo tempo em que vai encontrando forças que ele nem sabia possuir, ele vence seus próprios medos apenas para tentar ver mais uma vez a garota que gosta. Ele sabe que vai precisar de muita coragem para encontrar Margo, que a certa altura ele já acredita estar morta, e isso o faz sofrer muito. Mas esse sofrimento dá combustível para que ele se esforce ainda mais na resolução dos mistérios deixados por ela.

Como nos outros livros de John, aqui os personagens são bem construídos e têm uma psique forte: Quentin e Margo mostram defeitos e qualidades típicos de pessoas da sua idade e com pensamentos próprios de adolescentes que passam por tantas mudanças. Os personagens secundários também têm participação importante na construção da narrativa, e esse é outro traço marcante nas obra do autor, que sempre cria pelo menos um amigo para o protagonista, lhe dando base para desenvolver bons diálogos e situações que refletem o cotidiano dos leitores. Não faltam momentos engraçados e situações cômicas entre os amigos enquanto tentam localizar Margo.

Eu sou fã de John Green e posso ser suspeita para falar, ainda assim, recomendo muito o livro, que, apesar de ter como pano de fundo um pequeno drama adolescente, mais uma vez ele consegue nos fazer refletir sobre como conduzimos nossa vida, sobre autoconhecimento e determinação para conquistar o que queremos. Com uma escrita bem simples, John consegue deixar quase poética a mensagem que quer passar: viva, siga seus instintos, realize seus sonhos e não perca tempo com aparências ou se preocupando com o que outras pessoas podem pensar de você. Assim como Quentin e Margo, podemos encontrar vários obstáculos na vida, mas mesmo cheia de dificuldades, ela é mais simples do que imaginamos.

Cidades de Papel
John Green
editora Intrínseca
361 páginas
Onde comprar: Submarino Saraiva Americanas Fnac acessando os links no rodapé do blog.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Cheiro de livro novo #11

Novidades na estante!



Ontem tive uma grata surpresa: ao chegar em casa recebi um pacote da Editora Arqueiro, com um livro que eu queria muito, e acredito que tenha sido sorteada nas cortesias do Skoob. "Como salvar um vampiro apaixonado" é a continuação de "Como se livrar de um vampiro apaixonado" que tem resenha aqui e estava na minha meta de leitura para esse ano:


Fiquei muito feliz com o presente ;)

Agora vamos às compras: completando a coleção John Green, "O teorema Katherine", que já li (e resenhei aqui), mas ainda não tinha, e "Cidades de Papel", que fez parte do sorteio de 1 ano do blog mas que eu não tinha também. Resenha ainda essa semana.


Olhem como o mordedor de páginas está amassadinho de tanto trabalhar, rs.


Fechando as compras da semana, mais um de coleção. Dessa vez o autor é Marcelo Rubens Paiva, e quem acompanha o blog sabe o quanto eu admiro o seu trabalho. Enfim, ainda faltam alguns títulos dele, mas esse já está na estante e será lido em breve:




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um pouquinho de...


"E eu queria dizer que para mim o prazer não estava no planejamento ou na execução ou na saída; o prazer estava em ver nossos fios se cruzarem e se separarem, e depois se tocarem de novo - mas aquilo parecia algo muito brega de se dizer, e de qualquer forma Margo já estava se levantando.
Os olhos azuis piscaram, e, bem ali, ela parecia impossivelmente bonita, a calça jeans molhada colada ao corpo, o rosto brilhando sob a luz acinzentada.
Fiquei de pé, estendi a mão e disse:
- Me concede esta dança?
Margo fez uma reverência, pegou minha mão e respondeu:
- Sim.
E então minha mão estava na curva entre a cintura e o quadril dela, e a mão dela em meu ombro. E passo-passo-lado, passo-passo-lado. Dançamos todo o caminho até o tanque das focas, e a música continuava falando sobre estrelas cadentes."

página 91

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sexta de música #40 Justin Timberlake e INXS

É muito legal quando algum artista que você curte fala sobre ou faz alguma referência em seu próprio trabalho de algum outro que você já gosta, não é? Justin Timberlake, em sua apresentação no Rock in Rio fez isso duas vezes: cantou uma música de Michael Jackson, "Shake your down" (usando, inclusive, parte da coreografia original do vídeo em seu show), e também fez sua versão para um sucesso dos anos 80 da banda INXS. 


"Need you tonight" é uma faixa do sexto disco de estúdio deles, lançado em 1987. O INXS fez muito sucesso naquela década, emplacando diversas músicas nas paradas mundiais, como por exemplo "Suicide blonde", "New sensation" e "Never tear us apart".


Os anos 80 têm muita música boa, e eu adoro grande parte delas, por isso, quando Justin começou a cantar "Need you tonight" fiquei muito feliz por já conhecer a música, diferente de grande parte das pessoas que estavam na plateia, e que não se empolgou muito. Pude comprovar isso quando, no dia seguinte ao show, conversando com uma pessoa que nasceu no final daquela década, falei sobre o INXS e ele não sabia quem era. Para tentar explicar eu disse: "eles cantam aquela música do comercial do Corolla, que o Brad Pitt dirige, lembra?". Também não conhece? Então clique aqui e assista ;)

Esse tipo de referência é, além de uma homenagem feita pelos artistas a outros que eles também admiram, uma forma de apresentar a novas gerações músicas mais antigas e que eles talvez não teriam a oportunidade de conhecer.

A letra da música é sensual e se encaixou perfeitamente dentro daquele momento do show de Justin, em que ele havia terminado de cantar "Future sex love sounds", que também faz o mesmo estilo provocante:


Então chega de falatório e vamos curtir as duas versões de "Need you tonight"; a original, gravada pelo INXS e a versão mais sensual e provocante de JT.




Depois de decidirem qual das duas versões é a melhor, ouçam essa outra playlist só com as minhas preferidas do INXS e conheçam mais músicas deles:

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sei Que Eu Sei News #1

Inicio hoje mais uma coluna aqui no blog, que eu já queria fazer há muito tempo, e agora consegui. Vou postar aqui as novidades do mundo literário e alguns outros assuntos que aparecem sempre por aqui, como música, cinema e TV, atualizando sempre que surgir alguma coisa nova por ai.



A editora Rocco anunciou que vai publicar mais um livro de John Green aqui no Brasil: "Let it snow" foi escrito em 2008, em parceria com mais dois autores - Maureen Johnson e Lauren Myracle, e reúne três contos que abordam o tema Natal. O título traduzido para o português ficou "Deixe a neve cair" e o lançamento do livro está previsto para o final desse ano, perto do Natal.




Ainda sobre John Green, também foi revelada essa semana a data de estreia do filme "A culpa é das estrelas" nos cinemas americanos: dia 6 de junho de 2014. O livro de maior sucesso do autor vem arrebatando fãs pelo mundo todo desde seu lançamento em 2012, e será seu primeiro trabalho adaptado para as telonas. As filmagens vêm sendo acompanhadas de perto pelo próprio John, que posta nas redes sociais fotos e fatos curiosos do set, para delírio dos nerdfighters de plantão.

publicação de John Green em seu Tumblr
Mais informações sobre os atores e curiosidades do filme nesse post aqui.

Outro filme comentado essa semana foi "Sem limites" (Limitless, 2011), que tem Bradley Cooper no papel principal. Ele vai virar série de TV, mas ainda não foram divulgados detalhes da produção, nem nomes de possíveis atores. O episódio piloto vai ser produzido pela Relativity Television em parceria com a Georgeville Television e será oferecido aos canais de TV para exibição. A única certeza é que Cooper não protagonizará a série.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tem na capa



Olá leitores! Vi essa lista no blog Coração de tinta achei muito bacana, por isso, vou fazer aqui tbm. A Patty usou a ideia que viu no  Leituras de Cá, para quem eu pedi autorização para postar, mas ainda não recebi a resposta... espero que a Cá não se incomode com meu post ;)

A coluna consiste em reunir livros, de qualquer gênero, que contenham uma palavra específica na capa, e eu escolhi a palavra "noite".

Alguns livros listados eu tenho, outros ainda não, então vou separar a lista por categorias: a primeira são os que estão na minha estante, e a segunda são os meus desejados. Também vou incluir uma terceira seção com os títulos interessantes contendo a palavra noite, que ficam como indicação de leitura por serem clássicos da literatura.

1. Na estante:

"O circo da noite"
Sob sus tendas listradas de preto e branco, uma experiência está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.


"Fábulas ao anoitecer" (Ok, não tem"noite" no título, mas é um derivado)
Você sabe o que acontece na escuridão da noite? Que mistérios se escondem sob a luz do luar? Fábulas ao Anoitecer é uma seleta de narrativas fantásticas que têm como cenário principal o manto da escuridão, que assume seu reinado após o pôr do sol. Terror, amor, magia, criaturas fantásticas como fadas, bruxos, dragões, elfos e até ficção científica surgem de suas páginas. Mitologia e lendas folclóricas mundiais são revisitadas e conduzem o leitor pelo maravilhoso mundo da literatura fantástica brasileira. Esse livro é pra ser lido debaixo das cobertas, com lanternas acesas, num clima de mistério e segredo. Mas tome cuidado com as janelas. Mantenha-as bem fechadas...









2. Desejados:

"Sonho de uma noite de verão"
Numa noite de verão, num bosque, quatro jovens enamorados encontram-se e desencontram-se: Lisandro ama Hérmia que ama Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é amado por Hérmia. Na manhã seguinte, tudo se resolve, e há um casamento triplo, pois casam-se também o Duque de Atenas e a Rainha das amazonas. Na festa, no  palácio do Duque, apresenta-se uma peça de teatro amador, escrita e encenada por trabalhadores locais. É hilariante de tão ruim a 'comédia trágica' que teve ensaio naquela noite de verão, naquele bosque, habitado por fadas e duendes que têm seu rei e sua rainha, que disputam a guarda de um menino indiano, e por isso esta Rainha apaixona-se, naquela noite de verão, por um mortal com cabeça de burro.





"Noite na taverna"
Numa taverna cheia de homens ébrios e devassos, Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann contam histórias macabras de morte e sexo. Apesar de o livro abordar assuntos não muito comuns para a época em que o livro foi escrito, como o incesto, a necrofilia e o canibalismo, ele não soa obsceno para o leitor de hoje, substituindo os heróis geralmente utra-românticos, sentimentais e cavalheiros, por sequestradores, adúlteros e incestuosos. Tudo isso forma uma estória bizarra o bastante para chamar a atenção até hoje.








"Estrela da noite"
Certa de que Ever é responsável pela morte de Roman, Haven está determinada a destruí-la. Seu primeiro passo é separá-la de Damen, e para isso, conta com a arma ideal: um segredo terrível sobre suas vidas passadas, que lançará uma nova luz sobre o relacionamento de Ever e Jude. Obrigada a enfrentar seus maiores medos com relação ao companheiro que escolheu para a eternidade, Ever é lançada em combate mortal contra Haven, que poderá significar a destruição de todos. É chegado o momento de se questionar: para sobreviver, ela seria mesmo capaz de condenar Haven à escuridão de Shadowland? E será que todo o seu futuro com Damen poderia mesmo depender de uma revelação do passado?




"Desejo à meia-noite"
Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos - uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos para eles.






3. Indicações interessantes:

"O turno da noite - volume 1"
O Turno da Noite surgiu para agitar o submundo. Quatro vampiros recém-trazidos para a vida noturna são atraídos por um vampiro ancião que vive em São Paulo. Ignácio oferece proteção e ensinamentos para os novatos em troca de suas habilidades para lutar contra o crime organizado. Uma mistura explosiva que vai sacudir a cidade e mergulhar o leitor em suspense, ação e mistério. Vampiros, lobisomens e anjos se misturam num conflito onde não sabemos ao certo quem é herói e quem é bandido. Compre seu bilhete, tome seu lugar, "O Turno da Noite" vai zarpar para uma viagem inesquecível.







"Sombras da noite"
Stephen King reúne aqui 20 de seus mais inquietantes contos-relatos de acontecimentos bizarros e atos impensáveis, surgindo daquela região crepuscular onde ruídos nas paredes e sombras perto da cama prenunciam algo terrível que ronda à solta. Os cenários são familiares e acima de qualquer suspeita - um colégio, uma fábrica, uma lanchonete rodoviária, uma lavanderia, um milharal. Mas no mundo de Stephen King, qualquer lugar pode servir como território sobrenatural. Só é necessária uma hora propícia da noite e a distração das vítimas. Alguns desses clássicos inspiraram filmes memoráveis: As crianças do milharal (Colheita maldita), O homem do cortador de grama (O passageiro do futuro), A máquina de passar roupa (Mangler: o grito de terror) e Às vezes eles voltam.



"A noite das bruxas"
Durante os preparativos de uma festa de Halloween, na pacata cidadezinha inglesa de Woodleigh Common, a adolescente Joyce Reynolds vangloria-se de ter, certa vez, presenciado um assassinato, sem citar nomes. Ninguém acredita na história, pois a menina era famosa por suas mentiras. Por coincidência ou não, a jovem é morta na mesma noite, durante a festa. Chocada com o terrível crime, uma das convidadas, a escritora Ariadne Oliver, pede ao famoso detetive Hercule Poirot, seu amigo, que descubra quem é o assassino.