terça-feira, 22 de outubro de 2013

Especial Vinícius de Moraes, 100 anos




 

Nem só de sonetos viveu esse poeta, por isso hoje vamos de "Ternura":

"Eu te peço perdão por te amar de repente
embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
das horas que passei à sombra dos teus gestos
bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
das noites que vivi acalentado
pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
e só te pede que te repouses quieta, muito quieta
e deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora."

Para embalar o poema, mais uma canção de autoria de Vinícius e Tom Jobim, que foi gravada em 1958 pela cantora Elizeth Cardoso em seu disco "Canção do amor demais", um dos mais importantes do movimento Bossa Nova. Esse álbum teve a participação de um jovem violonista, que tinha um estilo bem característico de tocar e praticamente determinou a batida que caracterizou a Bossa Nova, ajudando a torná-la famosa pelo mundo todo. Esse jovem prodígio era João Gilberto, que mais tarde viria ser referência para artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque.

É o próprio João Gilberto que faz a interpretação definitiva de "Chega de saudade":


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