quinta-feira, 10 de abril de 2014

Protocolo Bluehand: zumbis - resenha


"Este é um guia definitivo contra os mortos e os vivos. Suas páginas têm como objetivo não apenas preparar o leitor para o iminente apocalipse zumbi, mas também ajudá-lo a sobreviver nos difíceis anos do porvir. As regras que compõem o guia foram compiladas com a ajuda de especialistas nas mais diversas disciplinas: biólogos, engenheiros, professores, escritores e cientistas, todos mestres em suas áreas de atuação, e, mais do que isso, verdadeiros representantes do que é ser um bluehand."

Organizado por Fabio Yabu, Jovem Nerd e Azaghal, esse é um guia de sobrevivência para um possível ataque zumbi. Mas o "Protocolo bluehand" não se resume apenas a instruir seus leitores a se defenderem de mortos-vivos; ele também orienta como agir com os as pessoas que sobreviverem ao apocalipse.

Com regras muito bem estabelecidas, o guia pretende diminuir o risco de ataque por zumbis, e o número de mortos por esses seres durante um ataque. É possível encontrar aqui descrições de todos os tipos de situações que poderão acontecer durante o apocalipse zumbi, e orientações para quem quer escapar de ataques, encontrar comida, água, abrigo e até um grupo de pessoas onde possa se fortalecer e sobreviver.

Logo no início os autores já esclarecem que, diante de um apocalipse zumbi, nenhuma técnica descrita no livro tem 100% de garantia, mas que ainda assim seu conteúdo deve ser incorporado ao dia a dia do maior número possível de pessoas que queiram investir em sua própria sobrevivência.

Muito bem estruturado, o guia se divide em capítulos temáticos que começam explicando o que é um zumbi, como a pessoa se transforma num deles, passando por orientações de como o leitor deve se adaptar a nova realidade do mundo dominado por zumbis e dissertando até sobre os direitos jurídicos dos mortos-vivos, mostrando que eles são bem diferentes daqueles que estamos acostumados a ver em filmes e séries de TV.

Apesar do tema assustador, o livro é cheio de momentos engraçados, que quebram um pouco o clima de fim de mundo e conseguem arrancar algumas risadas do leitor, como algumas entrevistas e depoimentos dados por 'profissionais' que na verdade são alguns dos participantes dos podcasts do site Jovem Nerd, bastante conhecidos do público.

Um exemplo claro dessas participações é quando explicam como agir com as crianças e os adolescentes durante o levante zumbi e usam como base o livro fictício "Meio termo: nem merda, nem psicopata - uma nova visão na educação dos filhos", de um psicólogo chamado Frederick K - que na verdade é o Sr. K, um dos participantes preferidos dos ouvintes do Nerdcast:

"Hoje em dia, tudo na vida dos jovens é fácil. O filho fala 'eu quero', o pai fala 'toma'.... Acontece que, se deixar ele fazer tudo e não disser 'não' para seu filho, ele vai virar um merda... E se você só disser 'não', ele vai virar um psicopata. Precisamos de um meio termo: nem merda, nem psicopata." (página 98) Até que faz sentido, não?

O guia é muito interessante e, caindo em mãos de leitores que tendem a acreditar em teorias absurdas, ele pode se tornar uma arma fatal, já que todo o seu conteúdo é baseado em fatos concretos, usados da maneira correta para convencer quem o lê de que o apocalipse zumbi já está em andamento. Os autores usam acontecimentos reais para embasar suas teorias, o que deixa tudo muito crível.

Durante a leitura é comum encontrar partes que falam sobre a Copa de 2014 que será no Brasil, ou outros fatos passados que marcaram a história do mundo, como acidentes nucleares e até o ataque de 11 de setembro. É fácil se deixar envolver pelas teorias e até acreditar que tudo pode ser verdade.


O ponto alto do livro é com certeza seu projeto gráfico: desde a capa, que vem com marca de dentes num canto, até as páginas sujas de sangue, como se ele tivesse sido espirrado de um crânio explodido, tudo contribui para envolver o leitor na atmosfera criada pelos autores. Algumas páginas vêm com anotações feitas à mão, como se alguém quisesse fazer uma observação importante depois de ter lido determinadas partes, ou ainda, trechos grifados para chamar a atenção do leitor para algo mais relevante.


Com todas as ilustrações, gráficos, pedacinhos de papel que foram colados depois da impressão, como lembretes, o livro remete a um dossiê, um conjunto de documentos secretos ou algo do tipo. É muito legal acompanhar o desdobramento das ideias no decorrer dos capítulos e esses pontos em destaque, como se tivessem sido colocados ali com urgência para não deixar passar nenhum tipo de dúvida do leitor.



Depois de 250 páginas de orientações, exemplos e conselhos de como sobreviver ao apocalipse zumbi, o epílogo vem para fechar com maestria esse guia, deixando para o último momento a parte mais divertida e que, certamente, vai surpreender a todos os leitores.

Como descrito na própria capa do livro, estar preparado é sobreviver, por isso, é necessário que todas as pessoas leiam esse Protocolo Bluehand. Só assim saberemos como agir e como nos defender dos mortos-vivos que já estão por aí e só tendem a se multiplicar com o passar do tempo.

"Protocolo bluehand: zumbis"
Abu Fobya, Alexandre Ottoni e Deive Pazos
editora Nerdbooks
262 páginas
nota do blog: 5
nota do Skoob: 4.3
compre pelo link: Nerdstore

4 comentários:

  1. amo esse universo de apocalipse zumbi!
    agora essa página com os respingos de sangue foi demais ein? adorei!

    beeijo! <3

    http://draamin.blogspot.com.br/

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    1. Zumbis são demais né?
      Acho q vc iria curtir esse livro ;)

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  2. Adoro esses universos pós-apocalíptico, seja zumbi ou invasão alienígena.
    Pelo que pude ver neste post o livro é muito bem feito. Vai entrar para minha lista!!!
    ;)

    http://osdragoesdefogo.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Se puder Kaio, leia, esse livro é o máximo, não tem como ler e não acreditar que o apocalipse zumbi está próximo.

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