segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um pouquinho de...

"Poesia.
Era para lá que eu deveria mover o meu vazio, o nada. Escrevi:
'Dorme sobre minha derme e pede à epiderme que me ame.'
Chamei de Hipoderme. Quase escrevi 'pede à epiderme que volte'. Mas a epiderme e a hipoderme nunca se encontram. Se encontrariam apenas numa aberração, como o amor entre um diurno e um notívago, onde o muro da derme os separa.
Ou no infinito.
Poesia cura?"


(página 72, capítulo 5)

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