segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um pouquinho de...

"- Claro - respondeu nosso garçom. - Nós engarrafamos todas as estrelas esta noite, jovens amigos. Ai, esse confete! - ele falou e deu uma espanada de leve numa semente que havia pousado no meu ombro nu. - Há tempos não caíam tantos assim, Estão em todo lugar. Isso é muito irritante.
O garçom desapareceu. Ficamos olhando o confete caindo do céu, rolando pelo chão com a brisa e terminando no canal.
- É meio difícil de acreditar que alguém possa achar isso irritante - o Augustus disse depois de um tempo.
- As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza.
- Eu ainda não fiquei insensível a você - ele retrucou, sorrindo. Fiquei vermelha. - Obrigado por vir a Amsterdã.
- Obrigada por me deixar sequestrar seu desejo - falei.
- Obrigado por usar esse vestido que é, tipo. "uau".
Balancei a cabeça, tentando não sorrir. Eu não queria ser uma granada. Mas, para falar a verdade, ele sabia o que estava fazendo, não sabia? Era uma questão de escolha para ele também."

(página 150, capítulo 11)

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