domingo, 31 de agosto de 2014

A psicologia de Cersei Lannister

Tem fãs de Game of Thrones ai? \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

Tenho certeza que todos vocês, assim, como eu, já estão contando os dias para que chegue logo a 5ª temporada da série e torcendo para que o Sr. Martin termine o 6º livro antes de bater as botas.

Também sei que todo fã tem seu personagem preferido, aquele para quem torce, vibra com suas conquistas e chora por seus fracassos, assim como possui aquele que lhe causa revolta pelo simples fato de existir. No meu caso, esse ser odiado era o rei Joffrey.


Para mim, o único ser vivente capaz de despertar quase tanto ódio quanto Joffrey é sua mãe, a rainha Cersei Lannister. Mas a ela não desejo a morte, e sim, um sofrimento infinito (risada maligna aqui).

O site Game of Thrones BR traduziu um artigo publicado pelo Couch Potato Psicology, outro site que faz análises divertidas de diversos personagens de cinema TV e literatura, e que traçou o perfil psicológico da rainha má de Westeros, que talvez explique um pouco suas atitudes e nos faça mudar minimamente de opinião sobre ela. Eu acho difícil, mas o perfil dela ficou bastante interessante.

Abaixo, transcrevo o post do Game of Thrones BR, na íntegra, e com spoilers da estória, então, se você não leu, assistiu, e não quer saber nada que possa revelar segredos importantes da trama, aconselho que pare de ler por aqui ;)


"Cersei tem temperamento instável - muitas vezes balançando entre ser relativamente calma e sem aviso se tornar ameaçadora, vingativa e intimidante. Ela é uma grande jogadora do jogo dos tronos, e gerencia as relações ao seu redor com uma enorme quantidade de tempo e energia. Ela está disposta a acuar seu próprio irmão pela morte de Joffrey, sem qualquer evidência real de que ele fez alguma coisa, porque, potencialmente, a culpa de Tyrion significa que ela não tem que lidar com seus próprios sentimentos. 

Ela também se envolve com o que poderia ser chamado de comprometimento sexual de risco, ou incesto, para deixar mais claro. Potencialmente, esse relacionamento sexual com Jaime (em que ela parece mais interessado do que ela), é uma forma de gerir mais um relacionamento em sua vida.

Então, o que será que está por trás desses comportamentos? Freud diria histeria, embora Freud dissesse isso sobre qualquer mulher com problemas emocionais. Além disso, Freu está morto, e os homens mortos não contam histórias, nem fazem diagnósticos. Os mais psicologicamente esclarecidos entre vocês  já devem ter sacado - os comportamentos que Cersei exibe são, provavelmente, melhor correspondentes ao diagnóstico de transtorno de personalidade limítrofe (Borderline Personality Disorder).


As pessoas com este transtorno entendem o conceito de emoções fortes, muito difíceis de lidar, e, como resultado, utilizam outros métodos para distraí-lo desses sentimentos. Pessoas que foram diagnosticadas tendem a mostrar uma história de auto-punição, compulsão alimentar e comportamentos sexuais de ricos, os quais ajudam os doentes a gerir as suas emoções com esses comportamentos alternativos, ao invés de ter que lidar imediatamente com estados de sentimentos intensos. Pessoas com BPD, em geral, têm dificuldade em lidar com os altos e baixos da vida diária como se fossem intensos demais para lidar, problematicamente, isso os leva muitas vezes a ter problemas ainda maiores na vida. Esses problemas tendem a se agravar, o que significa que, no longo prazo, as pessoas com BPD enfrentam um alto risco de suicídio e auto-mutilação, devido ao seu desejo desesperado para evitar a emoção desconfortável.

Cersei tende a manter as pessoas à distância, para que ela possa gerenciar melhor e manipulá-los. No entanto, quando as pessoas percebem a manipulação, eles logo começam a se distanciar e excluir a pessoa que sofre de BPD. Como resultado disso, pessoas com BPD tendem a tornar-se isoladas, o que aumenta o seu sentimento de perda de controle, que por sua vez, leva a mais comportamentos extremos para tentar obter este controle de volta. Isso muitas vezes significa comportamentos para-suicidas e outros que tendem a tirar o foco do sentimento real. Pessoas com BPD não estão chamando a a tenção, embora pareça de certa forma, mas estão procurando uma maneira de mitigar os sentimentos que as emoções fortes levantam neles. Infelizmente, os comportamentos que eles desenvolvem, podem parecer uma tentativa de chamar a atenção, o que, por sua vez, aumenta o julgamento dos outros em relação a eles, levando a um novo conflito interpessoal. Assim, o ciclo vicioso de dificuldade de relacionamento é sempre perpetuado para a pessoa com BPD. Um bom exemplo, no da caso da Cersei, é que ela usa a acusação de Tyrion como uma forma de gerir as emoções que ela está sentindo em relação à morte.


Tratamento?

A (pouca) boa notícia é que BPD tende a entrar em recuperação espontânea na quarta década de vida, e Cersei deve estar em algum lugar perto dessa fase. No entanto, essa recuperação é normalmente acompanhada por um ambiente familiar estável e favorável, algo que Cersei não conhece muito bem...

No episódio 6, "First of his name", Cersei conversa com Magaery, Oberyn e com Twyin, de maneira calma e controlada, aparentemente mais ciente de suas responsabilidades. As pessoas com BPD, muitas vezes, têm momentos em que percebem que suas ações estão tendo um efeito sério sobre a sua capacidade de se envolver com os outros e, na prática clínica, estes breves períodos de insight são muitas vezes os melhores períodos para se trabalhar. Infelizmente, com a falta de um bom terapeuta em Westeros (talvez apenas alguns meistres velhos com segundas intenções) a capacidade de obter qualquer recuperação é muito difícil, e eu tenho aquela sensação de que a Cersei real vai estar de volta ao nosso divã muito em breve."

O site Couch Potato Psicology deixa bem claro que esse perfil psicológico se trata apenas de uma brincadeira, e que nenhum diagnóstico sério para qualquer tipo de doença ou transtorno mental deve ser feita com base nesse post, e sim, por um médico de verdade.

Para quem ainda não conhece o Game of Thrones BR, basta clicar aqui e conhecer todo o seu conteúdo, com matérias muito interessantes sobre a série de TV e os livros de Martin. 

E se vocês chegaram até aqui, que tal deixar suas opiniões nos comentários antes de ir embora? Gostaria muito de saber quais seus personagens favoritos em GoT e quais os mais odiados também.

sábado, 30 de agosto de 2014

Momento HQ: Nova Marvel, Ponto de Partida

Os fãs hardcore de quadrinhos não se sentem bem com essa popularização das grandes sagas pela indústria do cinema, porém, à medida que filmes fazem sucesso, a venda de revistas aumenta proporcionalmente.


Desde que acabou a "Crise Infinita", a DC buscou alternativas para refazer os universos, literalmente destruídos. Foi então que, em 2011, "Os novos 52" surgiram: um reboot das 52 tiragens do Universo DC. A ideia não agradou a todos os fãs, e a atitude foi vista mais como comercial do que criativa. Falaremos sobre "Os novos 52" nas próximas semanas.

Ocupada com o excelente trabalho que vem fazendo em Hollywood, a Marvel assistiu a DC lançar a reedição dos quadrinhos e fazer sucesso. Inclusive, todos nós vimos o Aquaman chutando bundas em sua edição de "Os novos 52", e é claro que o primeiro pensamento da Marvel foi: palhaçada tem limites.

Na edição de lançamento, os roteiristas deixam claro que a Nova Marvel não é um reboot, e sim, um grande relançamento de novas histórias, novos personagens, novas sagas e parcerias, mas tudo de acordo com a cronologia atual. Nada foi apagado, apenas redirecionado.

Em "Ponto de partida", Nick Fury protagoniza um interrogatório de um especulador da bolsa de valores e viajante do tempo. Durante a conversa, o desconhecido não diz exatamente o que quer, apenas fala sobre um aviso que ninguém ouvirá, e começa a contar algumas histórias sobre novos heróis, e o que está acontecendo nesse exato momento em suas vidas. Loki pede ajuda à Miss América para recrutar jovens vingadores; Nova dá uma surra em Diamante e recebe o chamado de Thor; e o Homem Formiga tem o passado  martelando suma mente por culpa do Dr. Destino. Entre as histórias a melhor é, sem dúvida, a vida do índio Forge, que, aparentemente, se encontra longe de sua sanidade mental, e encontra Cable para uma suposta reconstrução.

Ao final, uma simples palavra sai da boca do desconhecido e muita coisa acontece. E não estamos falando de "Rosebud", e sim, "Kobik". Ainda assim, Orson Welles ficaria orgulhoso.

Para os velhos leitores, o recomeço pode ser bem vindo: novos artistas, novos autores, novas histórias. Mente aberta e paciência com a "Nova Marvel", gafanhotos.

Para os novos leitores é realmente um ponto de partida: o início de uma nova era para a Marvel.

Para os alienados: retomem o seu "Fantastic Four #1" (1961) e se tranquem na torre mais alta!

O futuro começa agora!
Junte-se à revolução!


João Oliveira, escreve aqui sobre quadrinhos, e mantém o blog NBA Time, onde fala sobre sua paixão pelo basquete.
@oliveira_jh

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sexta de música #74 - Misery

Sim, a música está de volta por aqui!


E depois de tanto sofrer com Paul Sheldon sendo torturado por Annie Wilkes em "Misery", achei bacana criar uma playlist que ilustrasse bem tudo o que o escritor passou nas mãos da maluca-psicopata-maníaco-possessiva. Na montagem da lista tive a ajuda da minha amiga Sandra, que sugeriu a música da Pink, além de me incentivar a ler o livro também ;)

Nesse suspense, capaz de acabar com os nervos de qualquer leitor, Stephen King zomba um pouco da idolatria que algumas pessoas tem por seus ídolos, e o quanto tudo isso pode se tornar perigoso.



Para ler a resenha e entender melhor do que estou falando, cliquem aqui.

Vamos às músicas? Preparem-se para sentir toda a angústia de Paul Sheldon através dessa playlist, e cuidado para não ter pesadelos com a megera Annie Wilkies depois de ouvi-la:



1. Mama - Genesis
2. Lullaby - The Cure
3. Africa - Toto
4. Socorro - Arnaldo Antunes
5. Não fuja da dor - Titãs
6. Please dont leave me - Pink
7. Missing - Evanescence
8. Hurt - Johnny Cash
9. Give me novacaine - Green Day
10. King of pain - Alanis Morissette

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O azarão [Resenha]


"O jovem Cameron Wolfe, aos 15 anos, está perdido na vida e vive em conflito com sua família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos, na pequena casa onde todos moram juntos. Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda filha, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar as lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Esse é um livro que fala sobre a vida e as lições que podem ser tiradas dela."

Esse é o primeiro volume da trilogia que fala sobre os irmãos Wolfe, e "O azarão" nos introduz na vida da família, apresentando os personagens e traçando o perfil de cada um deles. Com pais que prezam muito a disciplina e fazem de tudo para manter as contas em dia, cada um dos irmãos tem seu próprio jeito de encarar a vida: enquanto o mais velho, Steve, já trabalha e é muito bem sucedido no futebol, a irmã Sarah só quer saber de namorar e se divertir. Os dois mais novos, Rube e Cam são meninos que estão se descobrindo, achando seu lugar no mundo.

Os irmãos mais novos são muito unidos, e estão sempre juntos, seja para criticar a irmã, que vive agarrada ao namorado, ou para planejar pequenos golpes, que eles acreditam que lhe darão algum status, mas que, infelizmente, eles nunca dão certo.

Há um diferencial nesse livro: o autor intercala os capítulos com a narrativa de sonhos que Cam tem. Nesses sonhos ele, geralmente, reflete as coisas que viveu, e algumas metáforas usadas nesses sonhos servem para aproximar o leitor da real personalidade de Cameron, ajudando a entender alguns de seus pensamentos mais complexos. 

O autor escreve de maneira muito delicada, ressaltando as qualidades e os defeitos de seus personagens de maneira quase poética. Eu já tinha usado esse adjetivo para definir a escrita de Markus Zusak em "A menina que roubava livros", mas "O azarão" foi escrito antes dele, e já é possível identificar o mesmo estilo que o fez famoso. A forma como ele constrói as frases é muito peculiar e, apesar de ser um livro que se enquadra no gênero young adult, se o leitor não tiver um pouquinho de experiência, alguns trechos podem se tornar difíceis de compreender.

"Sim. Ele acertou. Ah, estava tudo bem. Era como um machado abrindo as minhas juntas, e depois minha cabeça foi atingida pela mão esquerda dele. Ela se lançou para a frente e parou no meu queixo.
Com força.
Aconteceu.
O céu desabou.
Fiquei sem ar.
O chão oscilou.
O chão.
O chão.
Balancei.
Errei.
Rube riu, sob a barba que estava nascendo."

Todas as dúvidas que afligem um menino de 15 anos estão presentes na narrativa: o medo de não ser aceito, as mudanças em seu corpo, a vontade de ser bonito, a descoberta do primeiro amor, e o desejo de conquistar seu espaço, criar sua identidade. Cameron tem momentos de reflexão muito interessantes, onde ele fala sobre seu amor pela família, o respeito que tem pelo pai, a admiração pelo irmão mais velho, e a vontade de encontrar uma menina com quem compartilhar seus anseios de felicidade.

Os meninos são bastante inocentes e é possível perceber em suas atitudes do dia a dia a falta de malícia que eles têm. Quando brincam de luta, cada um usando apenas uma luva, já que só têm um par delas, fica claro a proximidade que eles ainda mantêm da infância. E depois, quando percebem que o cachorro do vizinho está precisando da ajuda deles, notamos a percepção quase romântica que eles têm da realidade. O sinal mais evidente de que estão passando pela fase de transição entre infância e adolescência é a barba de Ruben, que está crescendo e ele insiste em não fazê-la, apesar dos protestos de seu pai.

O livro fala bastante sobre amizade: Cam tem em Rube seu amigo mais próximo, pois estão sempre juntos, são cúmplices um do outro, e trocam confidências à noite, antes de dormir, dividindo o mesmo quarto. Apesar dessa cumplicidade, Cameron tem medo de compartilhar seus medos mais profundos, e algumas dúvidas acabam ficando para o volume dois da série.

O destaque da estória fica para a bondade presente nos personagens. Mesmo quando Rube e Cameron planejam assaltar o consultório dentário que fica perto da casa deles, é possível identificar esse sentimento nos meninos. O autor deixa claro que as peripécias da dupla de irmãos não passa de  confusão adolescente e, mesmo não concordando com algumas atitudes deles, é totalmente possível entendê-los.

Com mais uma narrativa singela e cheia de emoção, Zusak nos contagia com o turbilhão se sensações vividas por Cameron Wolfe, e, a cada capítulo, nos afeiçoamos mais com esse jovem comum, que poderia ser qualquer um de nós.

O azarão
Markus Zusak
editora Bertrand Brasil
176 páginas
nota do blog: 4
nota do Skoob: 3.4

Elenco feminino de "Friends" faz rápida aparição em talk show

Olá leitores! Se vocês, assim, como eu, são fãs da saudosa série de TV "Friends", certamente recebeu com um sorriso no rosto a notícia de que uma réplica do famoso café Central Perk vai ser aberta em New York.


O café ficará no Soho, durante os dias 17 de setembro e 18 de outubro, para comemorar o aniversário de 20 anos do início da série. Durante esse período, as pessoas poderão entrar no universo de "Friends", além de receberem grátis copos de café, como os que os personagens consumiam.

Mas, se o sorriso de vocês, assim como o meu, logo virou frustração por não poder ir até os EUA conhecer o lugar, não fiquem tristes! Dá pra matar um pouquinho da saudade de "Friends" agora mesmo.

As três mulheres da série, Jennifer Aniston, Lisa Kudrow e Courtney Cox, fizeram uma pequena aparição no talk show de  Jimmy Kimmel, e representaram mais uma vez as personagens Monica, Phoebe e Rachel, numa cena escrita pelo próprio apresentador do programa.


Jimmy, que entrevistava Jennifer, disse que era muito fã do programa e que, na época, chegou a a escrever algumas fanfics de "Friends", e pediu que a atriz interpretasse com ele uma dessas cenas que ele criou. Então, numa réplica da cozinha de Monica, os dois desenvolvem um diálogo que sugere que Rachel faça amor com Ross, interpretado por Jimmy. No decorrer da cena, entram Monica e Phoebe, para delírio da plateia e do público em geral.

A certa altura, as meninas perguntam onde estão Chandler e Joey, e o apresentador diz que eles morreram depois de contrair uma doença do macaco Marcel, que era o bichinho de estimação de Ross nas primeiras temporadas da série.

Assistam o vídeo e riam novamente com essas personagens tão queridas: 




Elenco de Friends se reúne em programa de Jimmy... por danteoliveira7

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Um pouquinho de...

"- Estou falando sério - diz baixinho, e tem algo no olhar que me faz pensar em 'O velho e o mar' e em como a vela remendada do velho parece a bandeira da derrota eterna. É como estão os olhos de Sarah. A cor da derrota esmaga as pupilas dela, mesmo que o gesto de cabeça, o sorriso e o movimento desajeitado com que se senta no sofá mostrem que ela ainda não se deu por vencida. Apenas vai continuar, como todos nós.
Sorria com teimosia.
Sorria com instinto, depois lamba as próprias feridas no mais escuro dos cantos escuros. Volte a abrir as cicatrizes nos dedos e se recorde delas."

(página 27, capítulo 2)

sábado, 23 de agosto de 2014

Obras de arte futebolísticas

Teve Copa sim, e agora, o futebol parece ter ficado em segundo plano. Acabou aquela euforia em torno dos grandes nomes desse esporte, mas eles não serão esquecidos!

Um pintor inglês chamado John Myatt, que ficou conhecido por vender pinturas falsas entre os anos 80 e 90, criou imagens interessantes misturando cinco craques do futebol atual com pinturas famosas do país de cada um deles.



O italiano Pirlo, que joga na Juventus, se transformou na Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.

Já Gerrard, depois de sair na primeira fase da Copa do Mundo com a Inglaterra, foi retratado como General John Burgoyne, de Joshua Reynolds.
O craque espanhol Andrés Iniesta, jogador do Barcelona, virou Dora Maar, de Picasso.


O melhor jogador do mundo não foi a melhor pintura de Myatt: Cristiano Ronaldo se transformou em Antero de Quental, do pintor português Columbano Bordalo Pinheiro.


E Arjen Robben, aquele carequinha que eliminou a seleção brasileira na Copa de 2010 ganhou um auto-retrato ao estilo Vincent Van Gogh.

Bacana, não? E pensar que John Myatt vivia da venda de quadros falsificados! Ele até foi preso por isso, mas pagou sua pena corretamente, saiu da prisão e voltou a exercer sua arte, só que agora, de maneira totalmente legal. No mínimo ele é talentoso, rs.

Não gostou? Gostou? Então fale, apareça, comente e deixe sua opinião sobre o post ;)

fonte: Trivela 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

23ª Bienal do Livro SP - Vamos?

Queridos leitores, a Bienal do Livro começa hoje!!!!!!! Essa 23ª edição será a minha primeira participação como blogueira, e eu quero conhecer muitos de vocês lá!



Essa é a terceira vez que vou à na Bienal, e acho que vai ser a mais divertida! Na primeira, em 2010, fui apenas para conhecer, e como o tema era Monteiro Lobato e eu precisa fazer uma trabalho sobre ele para a faculdade, uni o útil ao agradável. Já em 2012, fui um pouco mais preparada para comprar alguns livros, mas, como ainda não tinha o blog, não participei de nenhum evento legal, por não saber da existência deles.

Agora, já envolvida na blogosfera, quero conhecer minhas colegas blogueiras, meus leitores, participar de eventos bacanas e, claro, fazer algumas comprinhas.


Mas mesmo estando em cima da hora, quero deixar algumas dicas para quem está pensando em visitar o evento. Já li muitos posts interessantes em diversos blogs que visito sempre, como o Literata, Meu mundo dos livros, Meu mundinho fictício, Garota it, Drafts da Nica e Leitora viciada.

Em geral, as dicas são parecidas, e se vocês seguirem algumas delas sua visita à Bienal será bem mais prazerosa, com certeza:

- Sapatos e roupas confortáveis: Peloamordedeus!!!!! O pavilhão onde acontece a feira é enorme, a gente anda feito um camelo no deserto, então, não vamos inventar de usar saltos altos ou roupas de gala. Quanto mais confortável, melhor, e esse conforto vem do uso de tênis e roupas leves, que permitam caminhar, sentar no chão e, para os mais corajosos, correr para pegar autógrafo de seus escritores preferidos.

- Mochilas, malas, ecobags e afins: vale de tudo para carregar suas compras. Alguns vídeos que assisti por ai aconselhavam a levar malas de rodinhas ao invés da mochila, para não precisar carregar peso nos ombros, mas isso é bem relativo, depende muito do quanto cada um pretende gastar lá. No meu caso, uma boa mochila e uma ecobag serão suficientes.

- Dinheiro, cartão de crédito e débito: Mesmo que vocês não estejam planejando gastar horrores na Bienal, é ideal levar algum dinheiro, e não só os cartões de crédito e débito (que são aceitos na maioria dos stands). Isso é apenas uma precaução para o caso do sistema cair e ficar impossível utilizar seus cartões. Não fique impedido de comprar, leve uma reserva em dinheiro.

- Autores, autógrafos e palestras: muita gente está indo no primeiro final de semana para ver, principalmente, Cassandra Clare e Kiera Cass, que vão bater papo com os leitores e depois autografar livros. Para isso, vale a pena dar uma olhada na programação da Bienal e no site das editoras, para conferir horários de distribuição de senhas e sessões de autógrafos.

- Encontros de blogueiros: para nós, blogueiros literários, esses encontros são muito importantes e enriquecedores. É a oportunidade de conhecermos pessoalmente aquelas pessoas com quem falamos virtualmente todos os dias. Vamos trocar ideias e reforçar os laços que devem nos unir, e não nos tornar inimigos.

- Organização e planejamento não fazem mal à ninguém: Procurem fazer listas com as principais coisas que pretendem fazer na Bienal. Por exemplo: aqueles livros desejados há tempos, que estão difíceis de serem encontrados, talvez estejam lá, então, é interessante listar as compras que pretende fazer. Eu fiz a minha listinha, mas sei que vou acabar não seguindo, com tanta coisa interessante e tentadora por lá, vou acabar comprando o que vir pela frente, rs. Também é muito bom verificar quais serão os eventos do dia da sua visita e fazer um pequeno roteiro com todos os que quiser participar, para não haver conflito de horários e, principalmente, para conseguir as tão desejas senhas para pegar autógrafos com os autores internacionais. E para se localizarem no espaço, o site da Bienal disponibiliza um mapa do local, com a identificação dos stands de cada editora.

- Comida é água, bebida é pasto: Eu sempre levo um bom lanchinho na mochila, já que na área de alimentação da Bienal é complicado de se achar um lugar para sentar, e os preços são bem salgados. Até onde eu sei, nada é proibido, mas não exagerem: é legal levar coisas leves e que deem energia para andar o dia inteiro pelos corredores, e pelo menos uma garrafinha d'água, assim, é possível enchê-la nos bebedouros da feira. Mas se sentirem necessidade de comer algo com mais sustância, é bom preparar o bolso.

- Preço de banana? Nem sempre: É bom pesquisar bastante antes de sair comprando loucamente. Na Bienal algumas editoras fazem promoções bacanas, mas a maioria dos livros continua com o preço praticado normalmente. Já comprei bons livros lá por R$ 5 e R$ 9, mas sempre olho tudo antes de comprar. 

- Paciência e educação: Gente, sempre é bom lembrar, tenham muita paciência durante sua visita, pois em alguns dias o pavilhão fica bem cheio, e é até difícil caminhar em alguns corredores. Mas como todo mundo é bem educado, não preciso dizer para tratarem todos com respeito, como se fôssemos todos de uma mesma família.

Para quem ainda não comprou o ingresso, dá tempo de pedir no site da Bienal, mas acho que não dá mais para solicitar a entrega pelo Correio. Então, entrem lá, comprem e imprimam o voucher para trocá-lo na bilheteria do Anhembi. Vai ter fila? Provavelmente sim, mas vale a pena!


É isso amigos. Espero encontrar alguns de vocês por lá amanhã. Se alguém me vir, pode me chamar, falar comigo sem problemas, porque quando estou na Bienal posso ficar meio distraída, rs. Qualquer coisa, me chamem no Twitter, vou ficar on line (se o sinal não cair), e quero distribuir marcadores do blog que fiz especialmente para a Bienal =)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Momento HQ: Tartarugas Mutantes Adolescentes Ninjas

Olá leitores! É uma alegria enorme apresentar hoje para vocês uma nova coluna e o novo colaborador do blog, João Oliveira, que vai aparecer sempre por aqui para falar um pouquinho sobre os quadrinhos que ele anda lendo. Eu espero sinceramente que nossa parceria seja muito longa, e que vocês curtam os comentários dele.

Seja bem vindo João e DFTBA!


Quase 30 anos depois das primeiras edições, o retorno das Tartarugas Ninjas às bancas causou um certo frisson entre o público saudosista que acompanhou os quadrinhos na década de 80, e naqueles que gastaram horas jogando "TMNT - Turtles in Time" no Super Nintendo, as novas HQs vêm conquistando a nova geração de leitores. Afinal de contas, ler quadrinhos não é infantil, é um estilo de vida.

As novas edições foram lançadas pela Panini no Brasil em setembro de 2012, com periodicidade mensal. Sem muito sucesso, as publicações chegaram perto de um cancelamento, mas a editora retomou as máquinas à todo vapor e, com a estreia do filme se aproximando, mais amantes de quadrinhos estão embarcando com os quatro répteis renascentistas e o velho mestre Splinter em suas aventuras.

Destaque para o criador Kevin Eastman, criador dos personagens e que continua como roteirista principal da nova saga.

Falando sobre o conteúdo, as quatro primeiras edições se referem aos quatro tartarugas, cada um em uma diferente situação e desacompanhados dos irmãos: a tiragem de lançamento mostra Raphael com seu amigo Casey Jones nas ruas de New York perseguindo perigosos assaltantes, que se revelam muito mais que isso; no segundo volume é a vez da apresentação de Michelangelo, que entra de penetra numa festa e passa a fazer parte de um roubo.

Donatelo figura a terceira edição como o mesmo nerd viciado em tecnologia de sempre. Em uma feira de ciências ele reencontrará um velo inimigo de internet, enquanto Leonardo, na quarta HQ, passa por maus momentos enfrentando milhões de inimigos, correndo atrás de Splinter e relembrando histórias de sua infância.

Ao chegar na quinta edição, a estória mostra duas linhas temporais: o passado, quando as tartarugas ainda viviam dentro de um aquário num laboratório, e o presente.

Kevin Eastman não mudou a fórmula das originais tartarugas ninjas: a personalidade marcante de cada um ainda é bem forte e o humor está presente em praticamente todas as páginas. Kevin ainda faz piadas com fatos que marcaram os personagens no passado, como o famoso 'cawabunga'.

Apesar das semelhanças, não se esqueçam de se trata de um reboot, então, tudo o que era sabido sobre a estória pode ser mudado. Aliás, uma das primeiras surpresas é em relação a jornalista e fiel amiga April. Os cenários também sofreram algumas mudanças para manter atual os aspectos de New York.

O que mais gostei foi o ritmo da estória. Por serem revistas curtas (apenas 24 páginas por edição), a trama prende o leitor como poucos quadrinhos conseguem. Tudo acontece depressa, então não há tempo para enrolação. As Tartarugas Ninjas não abrem espaço para multiversos, e isso deixa a estória bem direta.

O ponto negativo dos quadrinhos é a carte em cada revista. Nas primeiras cinco edições são cinco artistas diferentes que fizeram a arte, e isso deixou as sequências estranhas. A partir do quinto volume, Dan Duncan assume a arte e segue até o fim. Antes disso, Franco Urru, Ross Campbell e Valerio Schiti (para mim, o melhor), dividiram as edições individuais. Fato que pode ser relevado sem problemas, meus caros.

Renda-se às Tartarugas Mutantes Adolescentes Ninjas e sinta a ação e o humor se misturando em doses radioativas!

Recomendado para velhos e novos leitores.


João Oliveira, escreve aqui sobre quadrinhos, e mantém o blog NBA Time, onde fala sobre sua paixão pelo basquete.
@oliveira_jh

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Mais um conto de J. K. Rowling faz a alegria dos fãs de Harry Potter

É, parece que a tia Jo anda bastante inspirada - e os fãs agradecem!


Mais uma vez J. K. Rowling usou a rede Pottermore para publicar um conto ambientado no universo Harry Potter, mas surpreendentemente, esse spin-off não é sobre nenhum dos personagens principais da saga, e sim, um pequeno perfil de uma bruxinha cantora chamada Celestina Warbeck.

Segundo Rowling, Celestina é uma de suas personagens preferidas 'fora de cena' de toda a série. Em suas próprias palavras: "ela tem sido parte do universo Potter desde a sua concepção, fazendo uma rápida aparição na curta série 'Profeta Diário', que produzi para os membros de um igualmente curto fã clube dirigido pela minha editora britânica, a Bloomsbury. Apesar de nunca colocarmos os olhos em Celestina durante todos os sete volumes de Harry Potter, eu sempre a imaginei parecida com a cantora Shirley Bassey, tanto no visual como no estilo."

O nome da bruxa foi realmente mencionado diversas vezes nos livros de Potter, mas ela nunca apareceu de fato nas estórias. Nesse texto de 500 palavras, Rowling nos conta um pouquinho da vida dessa bruxinha artista, que é considerada uma sensação internacional da música no universo bruxo.

Leiam, na íntegra, o texto que J. K. postou no Pottermore, traduzido pelo pessoal do site Sobre Sagas, que foi a fonte para esse post. Aliás, vocês já conhecem o Sobre Sagas? Se não, tratem de passar por lá e descobrir conteúdos imperdíveis sobre livros e filmes queridinhos de todos nós, é clicar aqui, rápido e indolor ;)


"Nascimento: 18 de agosto
Varinha: Feita de madeira de Larch e penas de Fênix, 10 pés e meio de comprimento, flexível
Casa de Hogwarts: Grifinória
Habilidades especiais: Abafar um coro de Banshees, cozinhar extravagantemente e sapateado
Parentesco: Pai bruxo, mãe trouxa
Família: Se casou três vezes, tem um filho
Hobbies: Viajar com estilo fabuloso, cultivar rough-croated Crups, relaxar em qualquer uma de suas oito casas.
A sensação musical internacionalmente aclamada, Celestinha Warbeck (também conhecida como "A cantora feiticeira") vem de Gales. Seu pai, um funcionário menor do Gabinete de Contato dos Trouxas, conheceu sua mãe trouxa (uma atriz falida) quando esta foi atacada por um Lethifold (mortalha-viva) disfarçado como uma cortina de palco.
A extraordinária voz de Celestina era evidente desde cedo. Decepcionada ao saber que não havia nada como um palco para apresentações na escola de magia, a senhora Warbeck, relutantemente, consentiu com a inscrição de sua filha em Hogwarts, mas, posteriormente, bombardeou a escola com cartas que incitavam a criação de um coral, um clube de teatro e aulas de dança para poder mostrar os talentos da filha.
Aparecendo com frequência em um coro de apoio a Banshees, os concertos de Celestina se tornaram justamente famosos. Três fãs devotados estiveram envolvidos em um desagradável acidente em que três vassouras engavetaram sobre Liverpool enquanto estes tentavam chegar à última noite em sua turnê, 'Flighty Aphrodite'. Seus ingressos aparecem frequentemente no mercado negro a preços muito inflacionados (uma das razões pelas quais Molly Weasley nunca viu sua cantora favorita ao vivo).
Celestina tem, por vezes, emprestado seu nome e talento para boas causas, como a angariação de fundos para o Hospital St. Mungo's para Doenças e Acidentes Mágicos, com a gravação do hino do Puddlemee United, 'Beat Black Thoses Bludgers, Boys and Chuck That Quaffle Here'. Mais controversamente, Celestina também usou sua voz em prol de sua discordância contra o Ministério da Magia, quando este tentou impor restrições sobre a forma como a comunidade bruxa foi autorizada a comemorar o Halloween.
Algumas das músicas mais conhecidas de Celestina incluem 'Heart Right Out of Me' e 'A Cauldron Full of Hot, Strong Love'. Seus fãs são pessoas geralmente mais velhas, que gostam de seu estilo arrogante e de sua voz poderosa. O álbum 'You Stole my Cauldron but You Can't Have mu Heart', lançado no final do século 20, foi um enorme sucesso mundial.
A vida pessoa de Celestina tem fornecido muito assunto para colunas de fofocas do Profeta Diário. Um casamento precoce com um dançarino de apoio durou apenas um ano; depois, Celestina se casou com seu empresário, com quem teve um filho, e então o deixou, e entrou num relacionamento com o compositor Irving Warble, dez anos depois."

Rowling ainda comentou que o nome Celestina foi 'roubado' de uma amiga com quem trabalhou há muito tempo, na Anistia Internacional de Londres: "Celestina estava simplesmente implorando para ser pego e unido à uma bruxa glamurosa".

Para finalizar a postagem, Jo incluiu o áudio de uma música da cantora, "You stole my cauldron but you can't have my heart" (Você roubou meu caldeirão, mas não pode ter meu coração), gravada por Celestina Warbeck and the Banshees, banda que se apresenta ao vivo, diariamente, no Beco Diagonal, atração do parque temático "The Wizarding World of Harry Potter", em Orlando.





Legal, não? Eu, particularmente, acho muito interessante a escritora falar um pouco sobre personagens que ficaram em segundo ou terceiro plano durante as estórias. Como fã de Harry Potter, quanto mais J. K. criar sobre o universo, melhor para mim =)

Não deixem de comentar no final desse post, com suas opiniões, e depois visitem o site Sobre Sagas para prestigiar o brilhante trabalho que eles fazem por lá, ok?

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Campinas Anime Fest - eu fui!

Olá leitores! Pela primeira vez estive numa festa dedicada ao tema Anime, e adorei!


A Campinas Anime Fest aconteceu no último domingo, 17, e eu só fiquei sabendo do evento por intermédio da Ana, do blog Garota de Gravata, que, aliás, não consegui encontrar por lá, uma pena.

Esse universo dos animes sempre me despertou bastante curiosidade, mas nunca me dediquei realmente a conhecê-lo ou estudá-lo, então, quando cheguei e vi aquelas pessoas todas fazendo cosplay de diversos personagens que eu gostava, fiquei encantada.

Além do pessoal que curte anime, também estavam presentes lá os gamers (incluindo meu filho, que só ficou jogando o tempo tempo), e os rockeiros, que aproveitaram vários shows bacanas, entre eles, da banda Carapuça, que levantou a galera com músicas autorais e alguns clássicos do rock como "In the end", do Linkin Park, "Sugar" do System of a down e "Killing in the name" do Rage Agains the Machine *___*

O que me levou realmente a participar da festa foi a presença do dublador Guilherme Briggs, que faria um bate-papo com a galera. Como sempre, ele foi muito gentil e solícito, respondeu a todas as perguntas do pessoal, fez as vozes preferidas dos fãs, como Cosmo, Rei Julien, Bruce, Superman e Buzz Lightyear.


Abaixo, algumas fotos, minhas e do meu marido, com o pessoal do cosplay:












Uma coisa muito legal de participar da Anime Fest é estar cercada por tanta gente bacana, que se reúne ali com o único objetivo de se divertir, sendo todos muito educados e gentis uns com os outros. Não vi nenhum sinal de discussão ou de confusão em lugar nenhum, e tinha mesmo muita gente lá. Esse clima de tranquilidade contagia quem participa, e todos ficam muito à vontade para conversar, conhecer pessoas novas, trocar experiências e, principalmente, fotografar, rs.

É isso. Espero ir na próxima Anime Fest também, e conhecer um pouco mais desse universo e dessas pessoas tão legais que fazem desse encontro uma verdadeira festa.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um pouquinho de...

"A única coisa que parecia nunca mudar era a cidade na hora da transição entre a tarde e a noite. Sempre ficava sombria, distante, ignorando o que se passava. Eram milhares de lares em toda a cidade, e alguma coisa estava acontecendo em todos eles. Havia um tipo de história em cada uma, mas independente. Ninguém mais sabia. Ninguém mais se importava, Ninguém mais sabia sobre Sarah Wolfe e Bruce Patterson, nem ligava para o tornozelo de Steven Wolfe. Ninguém mais, lá fora, rezava por eles ou rezava repetidas vezes por Rebecca Conlon. Ninguém.
Então percebi que havia apenas um eu. Havia apenas um eu que  podia se preocupar com o que estava acontecendo aqui, no interior das paredes da minha vida. Outras pessoas tinham os próprios mundos com os quais se preocupar e, no fim, tinham que cuidar delas mesmas, assim como nós."

(páginas 74/75, capítulo 6)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Misery [Resenha]


"Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. A simpática senhora é também uma leitora voraz e se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegarão ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em Misery - Louca Obsessão, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo."

Depois que li a biografia de Stephen King, fiquei louca para ler todos os livros dele, e comecei logo por "Misery", que estava sendo relançado pela Suma de Letras, com essa capa linda. E que livro incrível!

Desde o primeiro parágrafo, o autor nos introduz num clima de agonia terrível, que perdura durante toda a leitura, e só vai crescendo a cada capítulo.

Uma mulher maluca, que se diz fã número um do escritor Paul Sheldon o encontra desmaiado dentro de seu carro após sofrer um acidente. Uma pessoa normal chamara a emergência, mas não uma louca como Annie Wilkes; ela pega Paul e leva para sua própria casa, onde, sob o pretexto de cuidar dele, o mantém refém, fazendo uso de remédios fortes e muita loucura.

Paul machucou muito as pernas no acidente e não consegue andar, então se vê obrigado a viver na mesma casa que Annie. Ela é uma ex-enfermeira misteriosa, que sofre de uma doença mental que a afasta de tudo e faz com que ela não se relacione com pessoas. Annie tem surtos que a deixam fora do ar em alguns momentos.

Essa doença não a impede de perpetrar as maiores maldades contra Paul, o que, aliás, conduz toda a trama: enquanto Annie prende Paul em sua casa, sob o pretexto de cuidar de seus ferimentos, ela exige que ele escreva um livro novo, só para ela. Paul tem uma série de livros muito famosa, cuja protagonista se chama Misery, que, no último volume, acabou morrendo no parto. Annie, como uma fã ardorosa, não aceitou a morte da personagem, e agora exige que Paul continue a estória, de forma bem convincente, fazendo com que Misery retorne.

De início, Paul não quer escrever, pois ele quer sair desse universo de Misery e criar novas estórias. Mas aos poucos ele acaba tendo ideias para um novo romance e acaba escrevendo novamente sobre Misery.

Mas claro que Paul não quer ficar prisioneiro de Annie, e tenta algumas coisas para sair da casa, mas a enfermeira é mais maluca do que qualquer um pode imaginar, e faz todo o tipo de coisa que possa humilhar Paul e mantê-lo sob sua custódia. Ela começa fazendo com que ele tome uma água suja e vai até mutilar o corpo do escritor, a fim de que ele termine o romance que está escrevendo para ela.

Só dizendo isso talvez eu não consiga transmitir para vocês o clima apavorante que ronda todo o livro: King desenvolve um drama psicológico que vai aumentando a cada página e nos mostrando o que de pior um ser humano pode passar nas mãos de outro, obcecado e sem escrúpulo nenhum. A certa altura do livro, o próprio Sheldon se cansa das ameaças de Annie, e acaba se entregando e vivendo cada minuto apenas para esperar sua morte. Ele até pede para que ela o mate logo, terminando de vez com seu sofrimento. E assim, o leitor também vai sofrendo com ele, e se vê desesperado para que o sofrimento de Paul termine, de um jeito ou de outro.

É impossível não odiar Annie Wilkes: depois de conhecer seu lado psicopata, o leitor não consegue sentir pena por sua deficiência, e a raiva toma conta. A agonia se dá a cada capítulo, pois ela vai ficando cada vez mais cruel e fria, aumentando o grau de maldade e torturando ainda mais o pobre escritor, que já não consegue ao menos saber se está são ou se está ficando louco também.

O ponto forte do livro é a combinação sutil entre todo o sofrimento e alguns momentos de alívio cômico, que vêm apenas para dar ao leitor um segundo para respirar, e, sem que ele perceba, vem mais maldade. King criou uma trama tão inteligente que mesmo que o leitor tente imaginar o próximo passo de Annie, ele vai se surpreender com o quanto ela pode ser má.

Em alguns momentos eu acreditei que Paul ia conseguir se vingar de Annie, mas a cada vez que parecia que ele ia conseguir, vinha outra ação intempestiva da enfermeira que derrubava qualquer teoria que eu pudesse ter imaginado.

Todo o clima de sofrimento e agonia torna o livro impossível de ser deixado de lado, e eu só queria ler sem parar, até conhecer o desfecho da estória. E quando cheguei ao final, me surpreendi novamente, e tive que deixar o livro de lado por alguns minutos antes de ler o último capítulo. Fiquei tão chocada com o que aconteceu quando faltavam umas 3 páginas para acabar, que achei que seria melhor refletir um pouco sobre antes de chegar ao final de verdade. Essa é uma reação a um final espetacular, que fecha toda a estória de forma brilhante, como poucos escritores conseguem fazer. A única vez que isso tinha acontecido comigo foi com "Blecaute", onde o próprio autor deixa o recado no final, pedindo para o leitor fechar o livro e esperar uma hora antes de ler as derradeiras páginas.

Se todos esse elementos não tornam "Misery" um livro perfeito, acho que preciso rever meus conceitos quanto a uma boa leitura. Sei que tem muita gente que torce o nariz para a escrita de King, mas eu não consegui ficar imune a todo o suspense que ele transferiu para essas páginas. Além disso, no decorrer da estória é possível viajar nas reflexões que Paul Sheldon faz sobre o sentido da vida e todas as suas atitudes antes do acidente, quando era apenas um escritor metido e que não dava valor a pequenas coisas, como por exemplo, sair para tomar um café.


Misery
Stephen King
editora Suma
326 páginas
nota do blog: 4,5
nota do Skoob: 4,6

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Robin Williams e suas adaptações literárias

Olá queridos leitores! Nessa singela homenagem ao ator Robin Williams, que foi para o céu no último dia 11, minha intenção era falar apenas sobre "Sociedade dos Poetas Mortos", filme sobre o qual fiz uma linda apresentação na faculdade, depois de estudá-lo minuciosamente. Eu queria transcrever aqui para vocês uma parte desse estudo, mas alguns contratempos me impediram de fazê-lo. 


Então, só para não deixar de falar um pouco sobre esse ator incrível, vamos conhecer alguns de seus filmes que são adaptações de livros, e que talvez vocês (assim como eu) ainda não sabiam:

1. O Homem Bicentenário: baseado no conto "The Bicentennial Man an Other Stories", de Isaac Asimov e Robert Silverberg, esse filme mostra a busca pela liberdade do robô protagonizado por Williams, e sua imensa vontade de se tornar humano.


2. Hook - A Volta do Capitão Gancho: Peter Banning, que já foi Peter Pan, está com quarenta anos e deixou sua família em segundo plano, dedicando-se totalmente ao trabalho, até que Capitão Gancho, interpretado por Dustin Hoffman, sequestra seus filhos e o obriga a voltar para Neverland.


3. Jumanji: baseado no livro homônimo, publicado em 1982, o filme mostra Robin e duas crianças que acabam ficando presas dentro de um jogo de tabuleiro. Esse jogo tem temática selvagem, e os personagens precisam enfrentar animais ferozes e elementos da natureza que aparecem a cada vez que alguém joga os dados.


4. Uma Babá Quase Perfeita: sim, esse filme também foi baseado em um livro, escrito por Anne Fine. Um homem separado e desesperado para ficar perto de seus filhos se disfarça de mulher e vai trabalhar como babá na casa da ex-esposa, usando o nome de Sra. Doubtfire.


5. Tempo de Despertar: no livro escrito por Oliver Sacks, o Dr. Malcolm Sayer (Williams) vai trabalhar num hospital psiquiátrico onde todos os pacientes estão adormecidos, e ele acredita que pode reanimá-los.


Esses e outros filmes de Williams são baseados em livros, como "A gaiola das loucas", e o próprio "Sociedade dos poetas mortos", que é o meu preferido. Ele também fez parte do elenco do "Hamlet", onde representou Orisco, no filme de 1996.


Não se esqueçam, antes de ir embora, comentem, compartilhem, e façam essa blogueira feliz ;)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Destruir esse livro ou terminar esse diário? A vez dos livros interativos.

Olá leitores! Vocês viram que "Destrua este diário" está fazendo escola? Pois é. Semana passada vi no Submarino um livro chamado "Uma página de cada vez", onde o autor Adam J. Kurtz, que é artista gráfico, propõe ao leitor/usuário que teste sua criatividade e reflita sobre a própria vida através das páginas de sua criação, através de brincadeiras e provocações divertidas.


Claro que fiquei curiosa para ver quais seriam as sugestões do autor para leitor fazer essa reflexão, mas também me lembrei da máxima usada por aquele apresentador de TV, "nada se cria, tudo se copia". "Uma página de cada vez" lembra muito o diário de Keri Smith, com a única diferença que aqui nada será destruído.

Como a sinopse do livro no Skoob diz, a brincadeira pode ser "uma pergunta, uma sugestão de desenho ou um pedido para que você crie uma lista de músicas para seu amor verdadeiro ou das melhores fatias de pizza que comeu na vida", ou "cole objetos inusitados nas páginas do livro e compartilhe nas redes sociais algumas das anotações feitas nele".

Gostaram? Ficaram curiosos? Se quiserem comprar aproveitem esse link aqui.

Outro livro que me chamou a atenção e que segue a mesma linha autoajuda/passatempo foi "Termine este livro", da mesma criadora de "Destrua este diário":


Dessa vez, Keri pede ao leitor que ele se torne o próprio autor do livro, ao fornecer informações e caçar pistas para desvendar um mistério. Aqui o objetivo também é a reflexão, além da "interação entre o leitor e a obra", segundo a editora Intrínseca, responsável pelo lançamento aqui no Brasil.

O livro está em pré-venda e vocês podem comprá-lo clicando aqui. Leiam a sinopse abaixo:

"Um livro de conteúdo profundamente misterioso foi abandonado em um parque. As páginas, soltas, foram embaralhadas pelo vento, e a capa, quase ilegível, exibia as palavras Manual de Instruções. Keri Smith, autora de 'Destrua este diário', oferece ao leitor um novo desafio - decifrar o que há por trás dessa história e completar o conteúdo desconhecido da obra. E é claro que Smith não deixaria o leitor desamparado: a fim de realizar a missão, ele passará por um treinamento intensivo nas artes da espionagem e aprenderá a desvendar códigos secretos, reconhecer padrões ocultos no ambiente e usar a criatividade para dar a objetos comuns, utilidades extraordinárias."

Vejam alguns trechos do livro:

Interessante, não? No mínimo dá vontade de saber como será esse treinamento, rs.

E para quem é muito fã de "Destrua este diário" e gosta de ter todas as versões de um mesmo livro, a Intrínseca lançou mais essas duas capas diferentes, que ficaram bem bacanas:


Curtiram? Então não deixem de comentar no final do post, ok?

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um pouquinho de...

"Por que isso não podia ter acontecido com ele?
Porque escritores se lembram de tudo, Paul. Especialmente o que dói. Tire toda a roupa de um escritor, aponte para as cicatrizes e ele vai contar a história de todas, até as menores. As maiores rendem romances, não amnésia. É bom ter algum talento se você quer ser escritor, mas o único requerimento real é a habilidade de lembrar da história de cada cicatriz.
Arte é a persistência da memória."

(página 229, capítulo III)

domingo, 10 de agosto de 2014

2 x Frozen

E parece mesmo que eu fui a única pessoa no mundo que não gostou de "Frozen" :(


O  grupo editorial Random House vai publicar quatro livros derivados do longa da Disney, destinado ao público infantil.

Os dois primeiros serão sobre as princesas Anna e Elsa, e estão previstos para serem lançados em janeiro de 2015: "All hail the queen" (Todos saudem a rainha) e "Memory and magic" (Memória e mágica). Os demais ainda não têm nome nem nada programados.

Além dos livros, Anna e Elsa também vão aparecer, na versão carne e osso, na série "Once upon a time", da ABC.


"Frozen" arrecadou mais de 1,2 bilhão em bilheterias apenas nos EUA, e também vendeu mais de três milhões de cópias de sua trilha sonora. Acho que também fui só eu que detestei aquela musica!

Embalados pelo sucesso do filme congelante da Disney, muita gente fez vídeos, desenhos, fanfics e outros tantos tipos de arte baseados nos personagens do longa, e rolou até uma paródia do trailer de "Cinquenta tons de cinza", com Anna e Hans vivendo Anastasia e Christian. Assistam, ficou muito legal:


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