quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O presente de Natal de J. K. Rowling para os fãs de Harry Potter #3

Continuando a saga de novos textos de J. K. Rowling, neste post vou reproduzir um conto em que ela fala sobre Snape e vampiros, e outro sobre os Inferi, onde cita ninguém menos que o rei do pop, Michael Jackson. Os textos foram traduzidos pela equipe do Armada Escrita:


- Sobre Snape e os vampiros:

"Embora vampiros existam no mundo de Harry Potter, como mostrados pela literatura que Harry e seus amigos estudam em Defesa Contra as Artes das Trevas, eles não representam parte significativa na história. O mito vampiresco é tão rico, e tem sido explorado tanta vezes na literatura e no cinema, que senti que teria pouco a acrescentar a essa tradição. De todo modo, vampiros são a tradição na Europa Oriental, e no geral, ao criar adversários para Harry Potter, eu tentei extraí-los da mitologia e do folclore britânico. Além de passagens mencionadas, portanto, o único vampiro que Harry encontra nos livros é Sanguini em Enigma do Príncipe, que faz uma fraca aparição cômica na festa.
Olhando recentemente nos meus blocos de notas, no entanto, descobri que na minha mais recente lista de personagens, houve um professor vampiro zé-ninguém que eu esqueci, chamado 'Trocar'. Um 'Trocar' é um penetrante dardo pontiagudo inserido nas artérias e nas cavidades para extração de fluídos do corpo, então achei um nome bastante apropriado para um vampiro. Evidentemente eu não pensei muito nele como um personagem, pois ele desapareceu completamente das minhas anotações.
Por muito tempo houve um rumor persistente de que Snape era um vampiro. Enquanto era verdade de que ele tinha uma palidez nada saudável, e ás vezes é descrito olhando como um morcego em sua longa capa preta, ele nunca realmente transformpu-se em um morcego, nós o encontramos fora do castelo durante a luz do dia, e nenhum cadáver com marcas de perfurações no pescoço jamais apareceu em Hogwarts. Em resumo, Snape não é outro vampiro como 'Trocar'."



- Os Inferi:

"Inferi são cadáveres; corpos mortos que foram encantados para cumprirem a ordem de um Bruxo das Trevas. Inferi podem ser homens, mulheres ou crianças, e tem olhos sugados e cegos e pele gelada.
Um Inferius (Inferi, no plural) é um cadáver que foi reanimado por uma maldição de um bruxo das trevas. Eles se tornam um fantoche macabro, e pode ser usado como um servo imprescindível pelo bruxo em questão. O sinal mais óbvio de que alguém está encarando um Inferius a um ser humano são os claros e nebulosos olhos. Os feitiços usados para reanimar um corpo são bem mais complexos que aqueles usados, por exemplo, para fazer objetos inanimos voarem. O Inferius deve ser amaldiçoado para responder letalmente caso perturbado, matar indiscriminadamente, e comprometer-se a tarefas perigosas pelos seus mestres. Suas limitações são, no entanto, óbvias; não tem vontades e juízo por conta própria, e não serão capazes de pensar sozinhos uma maneira de livrar-se de um problema imprevisto. Como um guerreiro ou guardião sem qualquer consideração para com sua segurança, no entanto, tem vários atributos. Os Inferi que Harry e Dumbledore encontram no abismo do lago em 'Harry Potter e o Enigma do Príncipe' eram, quando vivos, na maioria mendigos, trouxas sem teto que Voldemort assassinou para o propósito durante sua primeira ascensão ao poder, embora alguns fossem o restante dos bruxos ou bruxas mundanos que 'desapareceram' sem explicação. Preservados indefinidamente por Magio Negra, um Inferius apenas pode ser destruído por fogo, por nenhum feitiço ter sido encontrado que pudesse dar cabo de carne morta a não ser queimá-la. Inferi são, portanto, encantados para evitarem chamas por seus mestres."

- Reflexões  de J. K. Rowling:

"Inferi tem muito em comum com zumbis, que são mencionados como criaturas separadas dentro do mundo de Harry. Eu tenho diversas boas razões para não desejar chamar os guardiões do esconderijo da 'Horcrux' de zumbis. Primeiro, zumbis não fazem parte do folclore britânico, e sim, associados com mitos do Haiti e partes da África. Enquanto os estudantes de Hogwarts aprenderiam sobre eles, não esperariam encontrá-los andando pelas ruas de Hogsmead. Em segundo lugar, enquanto os zumbis da tradição Vodoo podem não ser nada além de cadáveres reanimados, uma tradição separada mas relacionada diz que os feiticeiros usam sua alma, ou parte de suas almas, para sustentar a si próprio. Isso colidiu com a minha história da Horcrux, e eu não gostaria de sugerir que Voldemort tivesse dado aos seus guardiões qualquer serventia além de guardiões da sua Horcrux. Por último, zumbis têm sido representados e reapresentados com tantao frequência nesses últimos cinquenta anos, com tantas associações que não teve utilidade para mim. Faço parte da geração Thriller; para mim, zumbis significarão para sempre Michael Jackson numa brilhante jaqueta vermelha de bombeiro.
O nome Inferius foi uma peça em 'Inferus', o latim de 'abaixo', mas com uma óbvia conotação de ser 'menos' que um ser humano. 'Inferi' significa o mundo dos mortos."

É isso leitores, a tia Jo parece ter muitas explicações para dar sobre a sua própria obra, não é mesmo? Para os fãs de HP, quanto mais melhor, sempre. Mas, na minha singela opinião, concordo com o que disse meu colega Kaio, do blog Os Dragões de Fogo; essas novas publicações parecem mais pequenos textos explicativos do que contos propriamente ditos.

Amanhã trago mais traduções para vocês, ok? Feliz Natal a todos vocês!


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