sábado, 24 de janeiro de 2015

Sexta de música #82 - Foo Fighters

Não leitores, não estamos todos malucos, hoje é sábado! Mas por problemas técnicos (leia-se conexão ruim), não consegui postar a coluna musical ontem. Mas não poderia deixar de aproveitar a passagem do Foo Fighters pelo Brasil para falar um pouquinho sobre a banda e contar para vocês quais são minhas músicas preferidas deles.


Num longínquo 1995, após a morte de Kurt Cobain, um baterista metido a cantor formou uma banda, e em seu primeiro disco alcançou grande sucesso, alavancado pelo o clipe de Big me. Esse foi apenas o primeiro passo para o Foo Fighters mostrar quem eles realmente eram: uma banda de rock, totalmente diferente do Nirvana, que fazia vídeos divertidos e tinha letras inteligentes. O disco todo era muito bom, mas essa música com certeza foi o destaque, e mostrou os caras para o mundo.


Apesar disso, algumas pessoas ainda poderiam pensar que se tratava apenas de mais um artista inconformado com o fim de sua banda e que reuniu uns malucos para tocar, mas não. Ao lançar seu segundo álbum, The colour and the shape, eles confirmaram que vieram para ficar com o single Monkey wrench, até hoje um dos preferidos dos fãs. O vídeo também é uma obra de arte, com a banda tocando num quarto totalmente vermelho e sendo observada pela própria banda através do olho mágico da porta. Inception style! 


E depois veio Everlong. A música é perfeita, e com certeza foi a que colocou o Foo Fighters entre as bandas preferidas de muita gente, incluindo eu. Os riffs são únicos, e você pode ouví-los em qualquer lugar que irá reconhecer a música. Mais uma vez eles fizeram um clipe que se tornaria um clássico: num cenário totalmente surrealista, Dave Ghrol mostra que também é ator, e tem a incrível habilidade de fazer piada com si mesmo, seguindo um roteiro totalmente louco e que não tem nada a ver com a letra da música. É impossível assisti-lo apenas uma vez!

O álbum There is nothing left to lose é um dos mais bem sucedidos da banda e tem os clássicos Breakout, Generator e Learn to fly, que deu vida a um dos vídeos mais engraçados da história: sendo o oposto de Everlong, esse clipe é bem realista e literal, mostra o interior de um avião, com os passageiros mais estranhos, comissários de bordo instruindo como agir em caso de emergência e pilotos em situações hilárias, comprovando mais uma vez que Dave tem uma tendência a ser comediante. Ele representa vários personagens ao longo do vídeo e ainda contracenou com Jack Black.


Já em 2002 os caras vieram com o CD One by one, que deu vida nova à banda. O single Times like these rapidamente caiu nas graças dos fãs, e o disco ganhou o Grammy de melhor álbum de rock em 2003. É nele que está a invrível All my life, e, como já é costume da banda, o vídeo dessa música é outro clássico.


Depois lançaram In your honor em 2004, e a canção Best of you, que se tornaria o single mais bem sucedido da banda até hoje. A interpretação de Ghrol nessa música é apaixonante: não só a letra é profunda e cheia de sentimento, como sua voz, carregada nos gritos, é envolvente e dá o clima certo à música. Ele nos cativa com convicção e paixão, a música tem alma própria.

Os próximos dois álbuns de estúdio da banda fizeram com que eu me distanciasse um pouco do trabalho deles. Os hits não me conquistaram, e eu não me lembro de ter ficado com uma música desses discos na cabeça por muito tempo. Apesar dessa minha atitude negativa, tanto Echoes, silence, patience & grace (2007) quanto Wasting lights (2011) têm músicas incríveis.


No primeiro, The pretender mostra um lado mais maduro do Foo Fighters, com uma letra cheia de crítica social e um vídeo que mostra a banda tocando num galpão vazio enfrentando uma tropa de políciais, quase como num  faroste, e banda os ataca com rock. Já no segundo podemos ouvir Rope e These days, que é uma das minhas preferidas. Ghrol disse que Wasting lights "fala sobre aproveitar as coisas e o tempo, fazer agora, já que não se sabe quanto tempo vai durar". As letras das músicas passam essa sensação.


E finalmente chegamos a Sonic highways, último álbum de estúdio lançado pelo Foo Fighters, que deu origem a turnê que está no Brasil. São oito canções no total, e cada uma delas foi gravada numa cidade diferente: eles saíram em peregrinação pelos EUA buscando pequenos estúdios que fossem a cara das cidades e chegaram a esse resultado peculiar. As cidades escolhidas foram Austin, Chicago, Los Angeles, New Orleans, New York, Seattle e Washington DC.

Desse CD a minha preferida é The feast and the famine. Sonic Highways tem recebido elogios dos críticos musicais, mas pelo que eu já li sobre o show de ontem em São Paulo, algumas canções não empolgaram ao vivo. Resta aos fãs esperar que a banda não se canse de nos surpreender e que continue por muito tempo na estrada.


1. Big me
2. Walking after you
3. Times like these
4. My hero
5. Everlong
6. Monkey wrench
7. Learn to fly
8. Breakout
9. Generator
10. Stacked actors
11. All my life
12. DOA
13. Best of you
14. Rope
15. The pretender
16. Walk
17. These days

Eu sei que o post ficou imenso, e talvez algumas pessoas tenham abandonado a leitura a essa altura, e, apesar de a playlist também ter ficado muito grande, não consegui me conter e vou deixar mais dois vídeos bônus para vocês que chegaram até aqui ;) São versões ao vivo, o primeiro, de uma apresentação que o Foo Fighters fez no programa do David Letterman, e o segundo, do memorável show em Wembley. Se vocês quiserem curtir o show no Letterman, basta clicar aqui e para ver a performance deles no estádio britânico, cliquem aqui. Vale muito a pena!





Todo esse espaço ainda é pouco para falar de uma banda tão boa!


7 comentários:

  1. Oi, Jo.
    Ainda não pude acompanhar um álbum completo deles. Na verdade, escuto músicas intercaladas e nem sei de quais álbuns são.
    Fiquei bem interessada em tê-los.
    Sem contar que adorei quando você disse sobre se juntarem para formar uma banda e não simplesmente com malucos inconformados e afins.
    Nirvada é muito bom e devo admitir que as letras são realmente boas.
    Adorei essa postagem e entendo perfeitamente essa coisa chamada internet. Por isso é bom deixar programada a postagem, depender de internet é sempre o fim. Tipo a minha agora, está péssima só porque está chovendo. Ninguém aguenta rsrs.
    Adorei, Jo.

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  2. Que legal essa coluna! Amo música e tipo, as músicas deles são demais, fala sério né?! :3
    Bjs

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  3. Hey, Joana!
    Que máximo saber um pouquinho dessa banda. Já havia ouvido falar um pouco do Kurt e sempre o achei lindo. Fica tranquila que, quando a gente começa falar de algo que a gente gosta, não consegue parar.

    Abs

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  4. um dos melhores shows que eu fui na minha vida <3
    uma das minhas músicas favoritas é Arlandria e você não colocou na playlist :/ mas ok, vc selecionou músicas ótimas... faltou This is a Call tbm ein Joe? ahahaha tá, parei!
    um beeijo!
    Visite o Mais um Trecho ;)

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  5. \o/ Adoro Foo Fighters!
    Everlong *---* Show perfeito.
    Adorei essa coluna.
    Beijos!!!

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  6. Foo Figthters é minha nova banda queridinha do momento.
    Sabe aquelas músicas que você já ouviu um monte vezes, mas simplesmente não sabe quem toca? Fui eu com as músicas do Foo Figthers.
    Acabou essa "época das trevas", agora posso ouvir Everlong e Best of you sabendo quem toca *-* !
    Adorei, adorei, vou ouvir o playlist inteiro. Rock <3 !!

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  7. Oi Jo,
    Nós um dia superaremos o problema chamado internet rsrs.
    Acho que não tenho nenhum álbum completo do Foo Fighters O.o
    Mas tenho Best of You, Everlong e All my life. Amei a coluna.
    Beijocas ^^

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