terça-feira, 3 de março de 2015

O que eu achei de: A mais pura verdade

A editora Novo Conceito enviou uma amostra do primeiro livro de Dan Gemeinhart, A mais pura verdade, e eu venho contar para vocês o quão promissor ele parece ser.

O enredo gira em torno de Mark, um garoto debilitado por uma doença e que sonha em escalar o Monte Rainier. Para alcançar seu objetivo, ele foge de casa levando apenas algum dinheiro, seus remédios, uma máquina fotográfica analógica e seu cachorro, Beau.

Ao longo dos primeiros capítulos, ele começa a sua jornada a caminho da montanha, mas atravessa algumas situações inesperadas, que podem prejudicar seus planos. Apesar dos percalços, Mark vai fazendo uma viagem que o leva a refletir sobre as coisas que realmente importam em sua vida e ao autoconhecimento.

Deixando tudo para trás, inclusive os pais e a melhor amiga, Jesse, ele pretende poupá-los do desgaste e do sofrimento que é conviver com uma criança doente, mas aos poucos ele acaba percebendo que talvez não tenha sido totalmente justo fazer isso com aqueles que amava. Ainda assim, ele segue adiante.

A amizade de Mark com Beau é simplesmente encantadora, e o cachorro conhece seu dono como ninguém, sendo capaz de sentir tudo o que o menino sente e de consolá-lo nos momentos mais difíceis da viagem.

O que eu mais gostei no livro foi o fato de os capítulos serem separados por meio capítulos, assim: entre o capítulo 1 e o 2, temos o 1 1/2, onde o cenário da narrativa muda do momento atual de Mark para a sua família e sua amiga em casa, desesperados por notícias dele. Achei muito  inteligente a ideia dessa divisão dos capítulos, intercalando a adrenalina de saber se a viagem de Mark dará certo, ou o que ele encontrará na próxima esquina, com a dor da ausência sentida pelos seus pais. Esse paralelo deixa tudo mais interessante e prende a atenção do leitor, pois é quase como se pudéssemos ver os dois lados da história acontecendo ao mesmo tempo.

Na capa também há um detalhe importante: a representação de uma enorme rachadura no solo, separando Beau e Mark, como uma metáfora para uma possível separação real entre os dois no decorrer da narrativa, como se o cachorro representasse o tudo aquilo que está ficando para trás de um lado e Mark estivesse sozinho do outro.


O que deu para perceber nessas quase 100 páginas é que o livro será todo emocionante. E não poderia ser diferente: não há como ficar imune a decisão de uma criança doente de fugir de casa para poupar os pais do sofrimento de perder um filho tão jovem. É bom preparar as lágrimas e não ficar fazendo comparações com outros sick-lits famosos, pois o livro de Dan tem tudo para proporcionar uma experiência única ao leitor. Não vejo a hora de saber como vai terminar a aventura de Mark e Beau. E essa é a mais pura verdade, como diria nosso protagonista.




Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

5 comentários:

  1. Oi Jo,
    A história parece ser triste e encantadora ao mesmo tempo. Lembrei de "Como viver eternamente". Espero poder ler esse livro, amo metáforas.
    Beijocas ^^

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  2. Eu ameeeeeei totalmente essas quase 100 pages!!!
    Não vejo a hora dele ser lançado logo, para poder terminar essa leitura deliciosa, porém, acho que o fim será bem triste =(
    Queroooooo mtooo ler!!
    bjoos

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    Respostas
    1. Terminei de ler ontem e ameeeei!!! O final foi surpreendente!! <3
      e CHOREI LITROS!!!
      Fiquei com o heart apertado depois da leitura! kkkk mas valeu mto a pena!

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  3. Oi Jô,
    A editora mandou um e-mail dizendo que enviaram os lançamentos de março e dentre eles o que estou mais curioso para ler é esse, confesso que não tenho grandes expectativas, mas espero que ele seja ao menos bom, com certeza me fará chorar, afinal, tem câncer, e a simples menção a essa doença já me aperta o coração...
    Assim como a Ana (↑↑↑) acho que o final será de partir o coração...

    Grande abraço!!

    Leitor Antissocial

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  4. Também recebi a amostra e gostei bastante, estou bem curiosa para saber de Mark vai conseguir atingir o objetivo. Simpatizei muito com ele e com Beau, um cãozinho bem fiel.
    Tudo que Motiva

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