quinta-feira, 28 de maio de 2015

Colin Fischer [Resenha]

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"Resolvendo o crime. Uma expressão facial por vez. O ano letivo de Colin Fischer acabou de começar. Ele tem cartões de memorização com expressões faciais legendadas, um desconcertante conhecimento sobre genética e cinema clássico e um caderno surrado e cheio de orelhas, que usa para registrar suas experiências com a muito interessante população loca. Quando um revolver dispara na cantina, interrompendo a festinha de aniversário de uma das garotas, Colin é o único que pode investigar o caso. Está em suas mãos provar que não foi Wayne Connelly, justamente aquele que mais o atormenta, que trouxe a arma para a escola. Afinal de contas, a arma está suja de glacê, e Wayne não estava com os dedos sujos de glacê..."

Difícil começar a falar sobre esse livro, porque ele me despertou sentimentos ambíguos: gostei do protagonista, Colin, e achei que ele é bem carismático, mas não consegui me encantar pelo enredo. Tanto que demorei para terminar a leitura, pois não me sentia motivada a continuar.

Quando li a sinopse, achei que se trataria de uma investigação, claro que ao estilo adolescente, acompanhada pela diretora da escola, onde Colin usasse todas as suas anotações para chegar ao culpado. O menino escrevia tudo em seu inseparável Caderno, desde seus sentimentos até cada uma das características das pessoas ao seu redor. Ele também desenhava as diferentes expressões faciais e seus significados. Então seu Caderno era um arquivo completo sobre os alunos da escola, e com certeza teria uma informação que poderia ajudar a encontrar a pessoa que atirou no refeitório.

Mas não é exatamente assim que a coisa se desenrola: Colin realmente usa suas anotações para chegar ao culpado, mas faz isso sozinho e à revelia, já que a diretora pede para que ele se afaste e deixei os policiais fazerem seu trabalho. Achei a narrativa meio confusa, não consegui me ligar ao personagem, participar da procura com ele, nem tampouco me empolgar com suas descobertas. Achei o mistério mal desenvolvido.

A parte legal do livro é a explicação sobre o que é a Síndrome de Asperger, e de como devemos tratar o portador da doença. Ele não é aberração, só uma pessoa sistemática, detalhista e muito inteligente, que gosta de suas coisas sempre do seu jeito. No caso de Colin, ele odeia ser tocado - não deixa nem a mãe encostar nele sem autorização -, mantém tudo sempre no mesmo lugar em seu quarto, não se separa do Caderno e é bastante metódico com tudo, inclusive com relação às poucas pessoas com quem consegue conversar.

Colin está entrando no ensino médio, e para os americanos essa é uma fase bastante traumática para os jovens, onde sofrem os mais diversos tipo de bullying e têm que se adaptar a nova realidade, saindo do ensino fundamental, onde são crianças, e indo para outro nível, onde já são tratados como quase adultos. Para Colin isso é amplificado, já que a Síndrome de Asperger faz com que ele se isole das outras pessoas e sofra ainda mais com isso.

Já nas primeiras páginas os autores conseguem nos dar um panorama do seu sofrimento, quando, ao chegar na escola, ele é recebido por Wayne Connelly, o garoto que todos temem, e que coloca sua cabeça dentro da privada do banheiro. É impossível ficar imune à personalidade de Colin, e o leitor torce para que ele consiga decifrar o mistério e parar de ser tachado como maluco pelo restante da escola.

A relação de Colin com sua família é bastante interessante: seus pais são compreensivos e já criaram todo um sistema para compreendê-lo e suprir suas necessidades, sem lhe causar traumas. Quanto a seu irmão, a convivência é um pouco mais complicada, já que ele acredita que os pais sempre estão a favor de Colin em detrimento daquilo que ele quer. Mas esse sentimento é unilateral, pois Colin gosta do irmão, à sua maneira, e acredita ter uma boa amizade com ele.

O destaque da narrativa é certamente a maneira que os autores encontraram para convencer o leitor de que o portador dessa Síndrome não é um idiota, e que basta conhecê-lo para entender seu jeito de agir.

Pesando aquilo que considerei pontos negativos e pontos positivos, achei o livro médio, infelizmente. Eu tinha uma grande expectativa com ele, principalmente pela imagem da capa, tão dinâmica e diferente, mas não foi atendida.

Colin Fischer
Ashley Edward Miller e Zack Stentz
176 páginas
editora Novo Conceito
nota do Skoob: 3.9
nota do blog: 3.0

10 comentários:

  1. Oi Jo,
    É uma pena que você não tenha gostado tanto, apesar de não saber muito sobre a Síndrome de Asperger, espero gostar do livro.
    Beijocas ^^

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    1. Ai Lari, foi uma pena mesmo, esperava tanta coisa dele... mas enfim, valeu a pena a leitura só por conhecer uma coisa nova. Leia e depois me conte tbm o q achou.
      Bjos!

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  2. Nooossa meu Deus!! Que história!!
    AMooo muito ler livro sobre pré-adolescentes e os já formados na fase adulta.
    Porque tem muitas dúvidas e medos que eu passei e ainda passo, rsrs o bullying por exemplo, sofri muitoooo com ele, até que comecei a enfrentar (parei de chorar e comecei a querer bater me todo mundo que vinha com graça kkkkkkkkkkkkkk).
    Não apoio violências, mas temos que a prender nos defender, física e emocionalmente. Eu sempre fui tímida e considero a timidez uma doença terrível. Imagine quem tem asperger, autismo e tal, deve ser mais difícil porque eles sofrem preconceito com isso, já timidez o povo não critica tanto.
    Quero muito ler!!
    bjãooo
    p.s. saudades de entrar aqui!!! <3

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    1. Oi Ana, que bom q voltou!
      O bullying infelizmente é uma mal do nosso tempo, e acho tbm q as pessoas têm q aprender a se defender. Tbm sou contra a violência, mas não é justo vc ficar sempre apanhando e nunca revidar, né?
      O livro tem uma premissa interessante, só achei q não souberam trabalhar o tema. Mas enfim, leia.
      Bjos!

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  3. Não sinto tanta vontade como antes de ler livros que envolvam pré-adolescentes, são poucos que gosto ainda. Porém este livro me desperto um pequeno interesse.

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    1. um pequeno interesse??? kkkkkkkk
      o livro é legal, curtinho, dá pra ler rápido, e, no mínimo, vai te apresentar um tema q vc ainda não conhece, a deficiência do personagem. Acho um conhecimento válido.

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  4. Também tinha grandes expectativas, vou baixar um pouco o interesse, mas vou mantê-lo.
    Já li muita coisa sobre Asperger, vi alguns documentários e conheci uma garota que tem Asperger, mas não me recordo de ter lido um livro cujo o protagonista o tinha.
    Fiquei um pouco chateada do mistério ser não muito bem resolvido, mas talvez eu seja menos exigente ou deixe o carisma do personagem anular essa falha, veremos...

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    1. Joicy, mantenha sim seu interesse, pq o q não foi bom pra mim pode ser pra vc. Eu nunca tinha lido nada sobre a doença, então gostei de conhecer alguns aspectos dela, mas foi só isso que o livro me acrescentou. Depois de ler, me conte o q achou.
      Bjos!

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  5. Oi joe!
    nossa, é tão ruim quando um livro não atende as nossas expectativas né?
    eu tinha até gostado da sinopse, mas a capa, com essa franjinha aí não me agradou não hahaha
    um beeeijo!

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    1. Carol, é uma situação triste...
      Sabe q eu gostei muito da capa, apesar da franjinha, rsrs. Achei interessante a pessoa não ter rosto e ao mesmo tempo ter todas as expressões das carinhas desenhadas ao fundo, e foi isso q me chamou a atenção de primeira. Pena q a estória não me agradou tanto.
      Bjos!

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