terça-feira, 30 de junho de 2015

Fui uma boa menina? [Resenha]



"Nestas páginas de diário, uma adolescente fora do comum escreve sobre seus dramas e conflitos familiares ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, em uma narrativa envolvente, cheia de suspense e, claro, com o toque de fantasia característico de Carolina Munhóz."

O conto é curtinho, como um bom conto deve ser, e em poucas páginas consegue criar um universo interessante: no início da leitura não fica claro a verdadeira identidade de quem está escrevendo no diário, mas é possível notar sua decepção com a família e a vontade que essa pessoa tem de ser normal.

Até ai nada de estranho, todo adolescente que escreve em diários quer ser normal, quer que sua família o entenda e desabafa no papel seus mais profundos desejos e frustrações. Mas, passadas algumas páginas, a menina que escreve se revela bem diferente dos jovens 'normais', com uma família muito característica, mas que talvez não fosse a ideal para ela até então.

Após a morte da mãe numa noite que deveria ser especial para todos, a jovem se revolta e sai de casa, deixando para trás toda uma tradição familiar, da qual ela teoricamente deveria fazer parte, e tenta viver uma vida tranquila longe de tudo. Mas o passado sempre volta a atormentar seu pensamento, e a falta que ela sente da mãe a faz lembrar de tudo o que quer esquecer. 

O único detalhe que pode insinuar algo sobre a jovem e a família é sua descrição física: muito branca e com cabelos da mesma cor. Mais a frente, o ambiente em que ela vive também dá pistas sobre sua origem, descrito como um lugar muito frio e com neve, onde todos trabalham o ano inteiro para satisfazer os desejos de muitas crianças numa única noite do ano.

Como diz a sinopse do conto, ele tem o toque especial de Carolina Munhoz. Todo o texto é repleto de fantasia, e a autora inseriu no universo fantástico um pequeno drama cotidiano, desmistificando um dos seres mais amados por todos, e nos aproximando um pouco mais dele - ainda que não sejamos mais crianças para acreditar.


"Fui uma boa menina?"
Carolina Munhoz
editora Rocco
16 páginas
nota do Skoob: 3.4
nota do blog: 4


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um pouquinho de...

"- Você sabe que, se quiser, pode desencanar dele e curtir algum amigo do príncipe Harry aqui né? - arriscou Darren, entrando na conversa.
- Se eu quisesse curtir com alguém, pediria para o pessoal do clube ligar diretamente para o Harry, querido - brincou.
O comentário fez o garoto pular de felicidade, como se houvesse desvendado um grande enigma.
- Vocês dois dariam filhos ruivos lindos! Embora seja mais a sua cara terminar se atracando com um Harry Styles da vida.
Aoife riu, visualizando a cena.
- E quem não se atracaria com o Harry Styles? - zombou Emily."

(página 102)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Sexta de música #96 - Emily O'Connell

O Mês Especial Carolina Munhóz tá quase acabando, mas ainda dá tempo de falar um pouquinho mais sobre a personagem de seu último livro, Emily O'Connell, a patricinha mimada de Por um toque de ouro.


A Emily é uma jovem que gosta de aproveitar o que de melhor a fortuna da família pode lhe oferecer: roupas e sapatos de grife, joias caríssimas, os melhores restaurantes e pubs, as festas mais exclusivas e as baladas mais disputadas. Além disso, ela também é linda, com seus longos cabelos ruivos (que eu adoro) e lindos olhos verdes capazes de conquistar até o cara mais resistente.

Por tudo isso, durante a narrativa, nos deparamos com diversas citações de marcas famosas, alta costura, diamantes Swarowski, carrões, bebidas e tudo mais que envolve pura ostentação (MC Guimé ficaria no chinelo, rsrsrs). E a playlist de hoje reflete um pouco ar de celebridade que envolve Emily O'Connell.

Mas, como nem só de baladas vive uma socialite de respeito, Emily também se envolve afetivamente com um americano lindo de morrer, o Aaron, e, como no início do romance tudo é lindo e maravilhoso, também veremos esse clima fofinho em algumas músicas também. E não seria spoiler dizer que o casal enfrente dificuldades ao longo da narrativa, por isso, vai ter música para coração partido por aqui =)

Aproveitem a playlist, cantem, dancem, sintam-se como Emily. Depois, não esqueçam de participar do sorteio de um exemplar do livro Por um toque de ouro, autografado pela Carolina especialmente para um leitor do blog. Clique aqui.

Que a sorte (e a fortuna) nunca acabem!





1. Diva - Beyoncé
2. Feel so close - Calvin Harris
3. Pour it up - Rihanna
4. Burning up - Nick Carter
5. We can't stop - Miley Cyrus
6. My humps - The black eyed peas
7. Stole my heart  - One Direction
8. I hate this part - Pussy Cat Dolls
9. May it be - Enya
10. Electrical storm - U2


Antes de ir, preciso revelar para vocês um segredinho: eu vinha montando essa playlist desde segunda-feira, e ontem, por acaso, vi que a Carolina também fez a sua própria seleção, postada no site da Rocco. Pois bem, fui lá conferir se tinha alguma canção em comum com a minha, e para minha surpresa, não tinha nenhuma! Aliás, eu tinha colocado Summertime Sadness da Lana Del Rey aqui, mas achei muito deprimente e tirei. Fora essa música, nós combinamos apenas nos artistas, como por exemplo One Direction, Rihanna e U2 (que não podia faltar né).




Então, depois de ouvirem a minha playlist, deem uma passadinha lá no blog da Rocco, clicando aqui, e ouçam também a seleção da Carolina, cheia de músicas incríveis ;)


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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Por um toque de ouro [Resenha]

onde comprar: Extra//Ponto Frio//Casas Bahia 

"Depois do bem-sucedido 'O reino das vozes que não se calam', a escritora Carolina Munhóz apresenta o primeiro livro da Trindade Leprechaun, sua prmeira trilogia, inspirada nas lendas irlandesas e ambientado na Dublin contemporânea. Uma jovem ligada ao mundo fashion descobre ser a herdeira de uma rara linhagem de seres mágicos cnsiderados guardiões de potes de ouro, e com essa descoberta também vem o desafio de tentar manter seu dom, se protegendo de pessoas mal intencionadas, que desejam apenas roubar o seu poder."

Emily O'Connell é uma menina que tem tudo o que quer: a família é muito rica, ela tem liberdade total para fazer o que quiser sem dar satisfações para ninguém, e seus pais são extremamente liberais e aceitam trabquilamente todas as suas atitudes. Ela vive em baladas, bebe, fica com quem quiser e aproveita tudo o que o dinheiro pode lhe dar. Emily também ajuda os pais desenhando algumas peças para a grife de sapatos e bolsas da família, que é sucesso mundial. Além de tudo isso, ela é muito boa no poquer, e ganha milhões na mesa de jogo facilmente. Sua sorte parece não ter fim.

O que ninguém imagina, nem mesmo a própria Emily, é que todas essas coisas têm origem num poder especial que ela possui, herdado de seu pai: o toque de ouro. Tudo em que eles se envolvem dá certo, eles quase nunca ficam doentes e a fortuna da família só aumenta a cada dia. E Emily curte a vida sem se preocupar com nada, até que numa noite algo dá errado.

De repente, ela se vê num lugar escuro, beijando um cara que ela não sabe quem é, e tenta sair dali, mas ele a segura e tenta estuprá-la. Sem saber como ou porquê, Emily afasta o agressor com um grito, e o lança contra a parede, de onde ele fica olhando para ela, apavorado. A partir dessa noite, a vida dela começa a ficar estranha.

Emily conhece numa festa um rapaz muito bonito, por quem ela logo se interessa. Aaron vai aos poucos se aproximando dela, e eles acabam se envolvendo. Mas além de ser lindo, inteligente, meigo e perfeito, Aaron também sabe de coisas sobre Emily que ela nunca pensou que existissem, e começa a desvendar alguns mistérios sobre o dom que a garota possui.

A ruiva é descendente de leprechauns, criaturas místicas que, segundo a lenda, são guardiões de potes de ouro. Na verdade, ela tem o toque de ouro, ou seja, tudo o que ela faz atrai apenas coisas boas, e seu poder repele tudo de ruim que possa acontecer. Sua energia, ou seja, seu pote de ouro, fica concentrado num lugar especial, que nem ela sabe qual é. Claro que Emily não aceita tudo isso facilmente, mas, depois de refletir sobre como tudo acontece com ela, acaba acreditando.

Aaron conhece um pouco sobre o universo dos leprechauns - ele também é um -  e se oferece para ajudá-la a dominar seus poderes e Emily confia cada vez mais nele. Ela aprende a explorar seu dom, e, quando uma fatalidade exige que ela seja responsável e assuma o controle de sua vida, ela o faz sem pestanejar, dando seu toque de ouro às coisas.

Mas como nem tudo são flores para quem tem tanto poder, Emily descobre que há uma pessoa tentando roubar os poderes de Aaron e, por tabela, os seus também. Enquanto ele investiga onde está essa ameaça, ela continua cuidando de seu patrimônio, mas logo as coisas começam a complicar. Infelizmente, Emily descobre da pior maneira possível que quanto mais poder ela possui, mais ela atrai a inveja e a ganância daqueles que querem roubar seu toque. E o ataque pode vir de onde ela menos espera.

No início da leitura achei que a estória me agradaria mais que o anterior da autora que eu li, 'A fada', e que a premissa era bastante interessante. Gostei da construção dos personagens e da ideia de a estória se passar na Irlanda, país que tenho muita vontade de conhecer. Mas é exatamente por isso que me decepecionei um pouco: a autora inseriu na narrativa diversas descrições de lugares, pessoas e fatos históricos daquele país, em detalhes mínimos, que deixou o livro com um certo ar de guia turístico.

Claro que o autor conhecer bem o lugar do qual está falando é um ponto positivo para enriquecer a narrativa, mas achei que aqui ela errou a mão. Fica muito claro que ela foi passando por cada ponto turístico de Dublin e gravando os detalhes para usar na estória. Achei exagero em alguns momentos, e ela não precisava forçar tanto a barra.

Por outro lado, achei que a escrita da Carolina está mais madura, e isso me agradou bastante. Foi muito bom acompanhar seu crescimento e ver que ela realmente tem talento. O livro é bom sim. Vale a pena a leitura? Com certeza! Só acredito que eu não seja parte do público para o qual ele se destina. A escrita da autora evoluiu muito, isso é evidente, sua estória aqui é mais madura, menos bobinha e os leitores só têm a ganhar com isso.


Por um toque de ouro
Carolina Munhóz
editora Fantástica Rocco
272 páginas
nota do Skoob: 4.5
nota do blog: 3.5


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terça-feira, 23 de junho de 2015

Carolina Munhóz, a rainha das redes sociais























Como vocês vêm acompanhando aqui no blog, estamos dedicando todo o mês de junho a autora Carolina Munhóz e suas obras. Mas hoje vamos falar um pouquinho de uma das coisas preferidas dela: redes sociais.



Sim caros leitores, a fadinha tem perfis em diversas delas, e está sempre interagindo com seus fãs, além de deixá-los atualizados de todas as novidades sobre seus livros e até mostrando alguns detalhes de seus dia a dia.

A última novidade da Carolina é um perfil no Snapchat, onde ela e o Draccon mostram diversos momentos de sua vida pessoal para seus seguidores. Lá ela está bem descontraída e divertida, e postou alguns vídeos bem legais da sua tour de divulgação de Por um toque de ouro.

Perfil da Carolina e do Raphael no Snapchat

Para os fãs, cada resposta no Twitter e cada curtida no Facebook representa muito, e dá para entender porque os leitores gostam tanto da Carolina; ela é atenciosa e, sempre que pode, retribui o carinho de seus seguidores.

Se você já conhece os perfis da Carolina sabem bem do que estou falando. Mas, se você ainda não a segue e tem vontade conhecer um pouco mais do trabalho da autora, acesse agora as redes sociais através dos links abaixo:

Twitter: clique aqui


Facebook: clique aqui

































Instagram: clique aqui


















Youtube: clique aqui






















Além de estar em todas as redes sociais, a Carolina também tem um site oficial, onde é possível conhecer tudo sobre sua carreira, desde o início, até o reconhecimento que ela tem hoje. Também dá para acessar por esse site sua coluna na revista Springteen e os episódios do Rapaduracast em que ela participa.

Site oficial: clique aqui

















Agora que você já sabe onde encontrar a Carolina Munhóz, mãos à obra! Siga a escritora nas redes sociais e se divirta acompanhando seus vídeos e posts diários, enquanto lê um de seus livros ;)



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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sorteio Por um Toque de Ouro, Carolina Munhóz






















Olá leitores! O mês especial Carolina Munhóz está a todo vapor, e hoje começa o sorteio de seu mais novo livro, Por um toque de ouro, autografado + alguns mimos que vieram da noite de lançamento.

No último dia 5 a autora esteve em Campinas, onde, junto com seu marido fofo, o também autor Raphael Draccon, bateu um papo descontraído com os leitores, contando alguns detalhes de Por um toque de ouro, como por exemplo, a ideia para o livro, a construção da personagem Emilly O'Connell da sua expectativa com a receptividade do livro pelos leitores.

Capa do livro, Carolina e Raphael no bate papo com os leitores, e a mesa especialmente enfeitada para o evento.
 Carolina foi muito simpática, como sempre, e atendeu a todos os fãs com o seu sorriso habitual. Deu inúmeros autógrafos, ouviu histórias, abraçou, tirou selfies e até deu entrevista para o blog da minha colega Mayara, o Curtindo a vida lendo. Vocês podem assistir ao vídeo da entrevista aqui.

Quando eu contei para Carolina que esse seria um mês todo dedicado à ela, ela ficou super feliz, e autografou o livro para o ganhador com um carinho todo especial. Por isso, espero que todos vocês acompanhem os posts especiais de junho com resenhas, playlists e uma pequena biografia da fadinha que todos adoram.

Olha a carinha da Carolina quando eu falei sobre so mês especial aqui no blog! E a minha cara fazendo graça enquanto ela autografava o livro, e depois, com o querido Raphael Draccon
Participem do sorteio do exemplar autografado de Por um toque de ouro, que começa agora e vai até o dia 30/06, com as regrinhas de sempre:

- ter endereço de entrega no Brasil;

- cadastrar um e-mail válido no formulário, que será usado para contactar o vencedor do sorteio;

- curtir a fanpage do blog clicando aqui (não basta apenas visitar, tem que CURTIR, e eu confiro todas as entradas!).

As demais entradas são opcionais, e quanto mais vocês participarem, mais chance têm de ganhar.


  a Rafflecopter giveaway


Nos vemos no final do arco-íris! Boa sorte a todos =)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Sexta de música #95 - Melanie Aine das Fadas

Olá leitores! Como vocês devem saber, junho tem sido um mês dedicado a autora Carolina Munhoz e suas obras. Ontem saiu a resenha do seu primero livro, A fada, que vocês podem ler clicando aqui, e hoje a playlist vai ser  em homenagem a personagem principal desse livro, a fadinha Melanie Aine.




Durante a leitura comecei a formular a seleção das músicas na minha cabeça, e só conseguia pensar em canções calmas, gostosas de ouvir, quase transcedentais, mas não conseguia nomear o que estava fazendo. Eis que perguntei a própria Carolina Munhóz qual o estilo de música que Melanie gostava, e ela disse que é New Age. Bingo! Era exatamente o clima que eu estava tentando dar à minha playlist.

Parte do site oficial do livro, onde é possível ler um trecho da estória
Como o livro é ambientado em Londres, também incluí algumas músicas de artistas ingleses que eu gosto, cujar letras combinam com o enredo de A fada.

Então, ouçam a playlist, leiam a resenha, e curtam o clima de magia que paira no ar durante esse Mês Especial Carolina Munhóz.





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quinta-feira, 18 de junho de 2015

A fada [Resenha]

onde comprar: Americanas//Submarino//Amazon 

"Alguns jovens ganham presentes caros, passagens aéreas ou festas surpresas em seus aniversários de 18 anos. Melanie Aine ganhou o falecimento do pai, uma estranha tatuagem e a descoberta de que não era um ser humano. Como se tudo isso não fosse suficiente, Melanie ainda descobriu por detrás da enevoada e mística cidade de Londres um mundo fantástico que até poderia ignorar, se não descobrisse ser parte importante dele. Um legado que traz com ele diversas tragédias e problemas pessoais que ela não espera se adaptar, mas não sabe se terá opção. A única parte recompensadora parece ser seu encontro com um homem misterioso, oriundo de uma família bruxa poderosa, cuja relação caminha em uma linha bamba e tênue que separa afeto e fúria. Um afeto que pode levá-la à transcendência e à vida eterna. Uma fúria que pode conduzí-la à morte e ao esquecimento. Dentre muitos feitiços, lutas, criaturas mágicas e eventos sobrenaturais, 'A fada' é uma história de descobertas e superações, sobre como o amor pode fazer várias pessoas redescobrirem a vida e a magia nela." 

Esse foi o primeiro livro escrito por Carolina Munhóz, e ela era bastante jovem quando o fez. Isso fica bastante evidente durante a leitura; apesar de a estória ser consistente e possuir uma boa trama, ela é meio infantil, e até a linguagem usada pela autora contribui para essa condição.

No dia em que completou 18 anos, a jovem Melanie Aine ganhou uma tatuagem misteriosa, e perdeu seu pai de repente, ficando sozinha no mundo, já que sua mãe tinha ido embora. Morando em Londres, isolada de quase todos, exceto de um casal amigo dono de um pub, Mel passa seus dias lamentando suas perdas e tentando entender porque é diferente. Ela sabe que tem uma missão, mas ainda não descobriu qual.

Já no início, Melanie revela que é uma fada, e também apresenta ao leitor o mundo das fadas. A personagem visita esse universo para tentar descobrir qual a sua missão, logo depois de ter uma visão, no meio da floresta, de um par de olhos misteriosos. Mel acredita que precisa encontrar o dono daqueles olhos, e que ele está diretamente ligado à sua missão.

Assim, ela conhece Artur numa situação complicada em que ele a ajuda a ficar segura, e os dois se envolvem imediatamente. O romance é muito delicado e doce, e o casal acredita que nasceram um para o outro. Alguns acontecimentos os levam a descobrir detalhes de suas vidas que eles não se lembravam mais, e tudo só reforça a crença de que eles estão predestinados.

Claro que a conquista da felicidade não poderia ser tão simples, e, quando Mel percebe qual é a sua verdadeira missão na Terra, o relacionamento deles é colocado em segundo plano. Mas antes da fadinha tomar a decisão mais importante de sua vida, ela passa por um processo de conhecimento muito intenso, enquanto descobre o amor ao lado de Artur.

Ao mesmo tempo que abre seu coração e desfruta dos momentos que passa com Artur, Mel tenta entender as atitudes radicais tomadas por sua mãe, e percebe que seu destino é cumprir aquilo que lhe foi determinado, antes mesmo dela descobrir que era uma fada. A aceitação e a compreensão de ser quem ela é, ajudam Mel a assumir seu lugar no mundo.

O final tem dois momentos distintos: o primeiro, bastante corajoso e surpreendente, e que fecharia perfeitamente a estória, sem precisar de muitas explicações, pois é totalmente coerente com o enredo; e um segundo momento em que a autora optou por um clichê que, na minha opinião foi desnecessário. Gostei da perspectiva do futuro que ela usou, mas acho tudo poderia ter se encerrado com a decisão mais adulta que Mel tomou em toda a narrativa. Mas entendo que a autora quis manter o toque de magia na estória, e até uma pitadinha de romance, para deixar tudo mais atrativo para suas leitoras.

No final das contas, gostei do livro, apesar de não me identificar imediatamente com o estilo de narrativa, talvez por eu já não estar na faixa etária para a qual ele foi escrito. Foi um bom início de carreira para Carolina, e quero muito ler outro livro dela para acompanhar a evolução da sua escrita.


A fada
Carolina Munhóz
256 páginas
editora Fantasy Casa da Palavra
nota do Skoob: 3.4
nota do blog: 3.2


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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Lançamentos Farol Literário

Olá leitores! Nossa parceira, a editora Farol Literário, já vem anunciando seus lançamentos previstos para esse ano há algum tempo, mas ainda estavam guardando uma surpresa, que foi revelada semana passada. É a chegada do livro Better off friends ao Brasil.


Uma comédia romântica gostosa de ler e impossível de largar antes do final, Better off friends aborda uma situação bastante comum, porém, potencialmente complicada: é possível existir uma amizade sincera entre homem e mulher, sem segundas intenções? Nesse livro, os protagonistas Macallan e Levi passam muito tempo juntos, apenas como amigos, convivendo tranquilamente, mas será que isso pode durar para sempre? Descubram como termina a história dessa amizade a partir de novembro, quando o livro chega às livrarias.

Já vão colocando Better off friends em suas listas de desejados, e aguardem o lançamento. Eu estou ansiosa, e vocês?


Para quem não está se lembrando da autora, Elizabeth Eulberg também escreveu Lonely Hearts Club, publicado no Brasil e que já foi resenhado aqui, além do sucesso Revenge of the girl the great personality, que ainda não tem tradução para o português. Elizabeth nasceu e cresceu em Wisconsin, antes de fazer carreira no negócios dos livros, quando se mudou para New York, onde mora com suas três guitarras, dois teclados e uma baqueta.



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segunda-feira, 15 de junho de 2015

"A culpa é das estrelas" tem os quotes mais grifados pelos leitores

Numa pesquisa realizada pela Amazon, foi descoberto que o best-seller de John Green é o livro que tem a maior quantidade de trechos marcados pelos leitores brasileiros. Essa pesquisa foi feita a pedido do jornal O Globo, e baseada nas leituras feitas através dos dispositivo Kindle. A pesquisa apontou quais as passagens preferidas dos leitores nos 15 e-books mais vendidos no último ano.


E o quote mais grifado foi: "Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você."



No filme, essa é a cena em que Gus se declara para Hazel, uma das minhas preferidas, assim como o quote acima, que está na página 142, e, diferentemente da adaptação cinematográfica, acontece um pouco antes da cena do restaurante. É impossível ler A culpa é das estrelas e ficar imune as inúmeras passagens emocionantes. Eu marquei diversos quotes enquanto lia, e de vez em quando, pego o livro e fico relendo essas partes, para me lembrar da estória.


Na matéria do jornal que publicou a pesquisa, há uma observação de John Green a respeito desse parágrafo e da preferência dos leitores pelo quote: "Quando escrevi, esse trecho era consideravelmente maior e mais florido. Meu editor e eu cortamos muito durante a edição. Não imaginei que essa parte fosse se tornar tão popular, mas é um momento importante do livro. Sempre achei interessante a ideia de que o som não pode viajar no vácuo, e muitas vezes nossos lamentos parecem não ser escutados. Por anos, eu costumava dizer meio de piada coisas como 'Todo esforço é um grito no vácuo'. Não sei de ouvi ou li a frase em algum lugar, ou se veio de dentro de mim."

E vocês, têm algum trecho preferido em ACEDE? Contem-me quais são eles nos comentários, e mesmo que vocês não tenham lido, ou tenham visto apenas o filme, me digam o que acham da estória.

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sorteio Namorados Literários

Olá leitores!! Hoje é o dia dos namorados, e como adoramos fazer sorteios para vocês resolvemos trazer um bem lindo em homenagem a esse dia que é super legal. Se você tem namorado (a) ou não, esse sorteio é pra você, porque livro é a nossa paixão. E ter mais alguns na estante nunca é demais. 
























Regras:
  • A promoção começa hoje (12/06) e termina no dia 12/07;
  • Todos os kits tem mimos.
  • Na entrada que diz VISITAR o facebook, a regra é CURTIR A PÁGINA !! 
  • O resultado sairá em até 7 dias;
  • O ganhador terá um prazo de 48 horas para responder ao e-mail, com seu nome e endereço completos, caso contrário um novo sorteio será refeito;
  • Perfis falsos ou criados apenas para participar desta promoção serão desclassificados;
  • É necessário possuir endereço de entrega no Brasil;
  • Cada blog é responsável pelo envio do livro cedido dentro de um prazo de 45 dias úteis (se atentem a palavra útil)
  • Caso o livro volte por envio de endereço incorreto, cabe ao sorteado pagar pelo novo frete de envio;
  • O blog não se responsabiliza por extravios;

Vamos lá?!





















Boa sorte a todos !!

Sexta de música #94 - Anti Dia dos Namorados
















Aqui não tem cupido nem carinha apaixonada! rsrsrs

Que me perdoem os casais fofinhos, mas eu não sou uma pessoa que leva a sério o dia dos namorados, acho uma data totalmente comercial. Por isso, ao invés de fazer uma playlist com músicas apaixonantes como eu havia planejado, resolvi fugir do comum - já que todo mundo está fazendo algo parecido com isso hoje -, e montar uma listinha de músicas para quem não tem namorado.

Não importa se você foi chutado ou se deu um pé na bunda de alguém, se ainda não encontrou sua alma gêmea ou se está solteiro por opção, vai ter música para todos os tipos de não-namorados. Ou para quem, como eu, não acha que precisa ser nem mais nem menos romântico hoje do que nos outros dias.

Portanto, soltem a voz para cantar junto e, curtir sus solteirice atual:





1. Eu nunca te amei idiota - Ana Carolina
2. Irreplaceable - Beyoncé
3. Veja bem, meu bem - Maria Rita
4. Cry me a river - Justin Timberlake
5. Out of my mind - John Mayer
6. Judiaria - Arnaldo Antunes
7. Man! A feel like a woman - Shania Twin
8. Express yourself - Madonna
9. Não reclame mais - Detonautas
10. You oughta know - Alanis Morissette




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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Da ordem ao caos [Resenha]


"Duncan é o aluno terceranista do Colégio Irving que ficou justo no quarto do ex-aluno albino da escola, Tim - que se envolveu em um episódio obscuro para o qual  havia muitas perguntas e poucas resposta. Ao entrar em seu novo quarto, Duncan encontra uma pilha de CDs que o ex-aluno lhe deixou, com revelações do passado nebuloso e que o levará para uma jornada em seus próprios conflitos, fazendo diversas relações com o tradicional trabalho de conclusão  do ensino médio do colégio, o ensaio sobre a tragédia."

O  período escolar já rendeu muitas estórias, e a princípio, essa pode parecer apenas mais uma. Mas não se enganem, ela é muito mais intensa que a maioria das outras tramas que lemos até agora. Num primeiro momento, o que me chamou a atenção foi o protagonista albino, que não é comum na literatura. O enredo não se resume apenas a deficiência de Tim, mas envolve seus sentimentos e a forma como as pessoas reagem frente à sua condição.

No colégio Irving existem várias tradições, e uma delas é que os formandos devem deixar um tesouro em seus quartos para que o próximo morador o encontre. E é a partir do tesouro deixado por Tim para Duncan que começamos a conhecer sua história e o que parece ter sido um grave incidente no ano anterior, quando Tim era terceranista.

O presente de Tim são diversos CDs, que Duncan começa a ouvir já no primeiro dia na escola, e o que ele encontra é uma narrativa feita pelo aluno albino de tudo o que aconteceu no ano passado, desde o momento em que Tim saiu de casa, até a noite que mudou completamente sua vida.

Acompanhamos em detalhes como foi que Tim conheceu Vanessa, também aluna do Irving, e como, pela primeira vez, ele se sentiu atraído por uma garota. Depois, ao longo da narrativa, vemos como a amizade dos dois foi crescendo, se tornando uma cumplicidade natural, uma relação de confiança, apesar de Vanessa ter namorado.

Uma outra tradição muito respeitada no colégio é o jogo promovido pelos terceranistas, quase no final do ano letivo, e que era sempre uma surpresa, organizado pelo diretor da turma. Apenas alguns alunos do segundo ano participavam desse jogo, e um deles era escolhido como diretor do próximo ano. Parece meio confuso, mas no livro isso é explicado em detalhes e fica tudo muito compreensível. A questão é que o diretor do terceiro ano é justamente o namorado de Vanessa, e ele, misteriosamente, inclui Tim na organização do evento, inclusive na escolha do próximo diretor.

Quis o destino que o escolhido fosse Duncan, e é por isso que Tim deixa para ele toda a história da noite dos jogos gravada nos CDs.

Em paralelo ao mistério do que aconteceu na noite do jogo, temos o trabalho de conclusão de curso que todos os alunos devem fazer: escrever um ensaio sobre a tragédia. Para isso, eles precisam falar sobre fatos trágicos que já aconteceram, e explicar como aquilo se configura numa tragédia, além de embasar sua tese com determinados elementos fornecidos pelo professor. E isso tem tudo a ver com o que está acontecendo com Duncan, enquanto ele ouve os CDs e conhece os detalhes da tragédia do ano anterior. Isso vai mexendo com sua cabeça, e ele passa a maior parte de seu tempo dentro do quarto, ouvindo  a narrativa de Tim, deixando de lado até sua namorada Daisy.

O desenrolar da estória é eletrizante, e é impossível parar de ler até descobrir o que realmente aconteceu no passado com Tim e Vanessa. Mil coisas passaram pela minha cabeça enquando acompanhava a história dos CDs, mas eu não conseguia ter certeza sobre o que teria acontecido, ou quem teria sido vítima da tragédia, ou mesmo se houve uma tragédia naquela noite.

O mais interessante e inesperado, para mim, foi acompanhar a narrativa por uma terceira pessoa; na verdade é uma estória sendo contada dentro da estória, por um narrador onisciente que revela ao protagonista tudo o que ele viveu no passado. Tudo isso vai sendo intercalado pelo momento presente, vivido por Duncan, que precisa decidir como vai organizar o jogo do final do ano, além de conciliar seus estudos, o desenvolvimento do ensaio sobre a tragédia e a descoberta do amor. Os registros deixados por Tim nos CDs são cruciais para que Duncan organize corretamente sua própria vida, e não cometa os mesmo erros que o albino cometeu.

É impossível ficar indiferente ao sofrimento de Tim, que é tratado como uma aberração por algumas pessoas, apenas por ter a cor da pela diferente. Mesmo discretamente, a autora conseguiu falar sobre o bulliyng praticado no colégio, e mostrar que, no fundo, somos todos iguais, independente das nossas diferenças.

O final foi bastante satisfatório, apesar de um pouco triste. Depois de passar quase 300 páginas ansiosa para saber o que realmente tinha acontecido na noite dos jogos, foi bom ver que a autora não decepcionou, e conseguiu fechar a narrativa com chave de ouro, explicando tudo e amarrando todas as pontas, sem deixar nada para trás.

Essa foi uma leitura muito diferente para mim, mas extremamente interessante, tanto que devorei o livro num tempo recorde, e depois fiquei imaginando como aquelas pessoas continuariam vivendo depois de tudo o que lhes aconteceu, já que são apenas jovens, com a vida toda pela frente. Da ordem ao caos nos dá bastante coisas para pensar, e todos devem lê-lo.


Da ordem ao caos
Elizabet Laban
editora Farol Literário (Facebook: FarolLiterario)
320 páginas
nota do Skoob: 4.4
nota do blog: 5
(livro cedido pela editora em parceria)


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen