quinta-feira, 30 de julho de 2015

No mundo da Luna [Resenha]

onde comprar: Submarino//Amazon//Saraiva


A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo naoficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu draticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo de Luna. embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral, e não acredite em nenhum tipo de magia, ela aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém, irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito - não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor."

Quando li Perdida me encantei com a escrita de Carina Rissi, e com esse não foi diferente: No mundo da Luna é um livro encantador! Com um misto de magia e realidade, a autora consegue conquistar o leitor já nas primeiras páginas.

Quem nunca sentiu como se sua vida estivesse toda errada e nunca mais fosse dar certo? É assim que conhecemos Luna, uma jornalista recém-formada que procura seu lugar ao sol, e sonha ser uma profissional respeitada no meio. Mas infelizmente, ela está longe de conquistar isso, já que está trabalhando como recepcionista na revista Fatos&Furos, sem nenhuma perspectiva de melhora, já que seu chefe não sabe nem seu nome, e vive chamando-a de Clara.

Aliás, o redator chefe da revista, Dante, é um saco: pedante, mal humorado, grosso, e não tem um pingo de tato com seus repórteres. Talvez por isso ele os esteja perdendo para a concorrente. E é exatamente depois de mais uma funcionária pedir demissão, que Dante entrega a Luna a coluna semanal do horóscopo. Apesar dela não acreditar nem entender nada sobre o assunto, assume bravamente a tarefa.

Assim, ela procura numa loja de produtos místicos algo que possa ajudá-la a escrever as dicas, e acaba comprando um baralho, que a venderora diz ser mágico, por onde ela começa a ler o futuro de cada signo. Luna é descendente de ciganos, mas nunca aprendeu nada sobre a cultura deles, e quer sempre ficar longe de todo aquele universo.

Então sua coluna começa a ser publica, e coisas estranhas passam a acontecer: centenas de e-mails chegam à redação agradecendo as dicas do horóscopo, dizendo que aquilo mudara suas vidas. Além desses leitores, a amiga de Luna também passa a seguir a risca as previsões para seu signo, e se apaixona loucamente por um homem misterioso. Tudo passa a dar certo, com base no que Luna escreve. Apesar de ela viver repetindo que é apenas uma charlatã e que Sabrina não deve confiar em tudo o que lê.

As coisas parecem estar melhorando na vida de Luna: ela está atraída por um fotógrafo gatíssimo, que também mostra interesse por ela, mas, por algumas circunstâncias do destino, os dois acabam se desencontrando. E é nesse desencontro que ela acaba se envolvendo com a última pessoa no mundo que ela imaginaria chamar sua atenção um dia.

Esse relacionamento é bem conturbado; há uma atração muito forte entre os dois, mas por outro lado eles não param de brigar e se desentender a todo momento. Enquanto isso, a avó de Luna lê sua sorte e diz que o homem que vai fazê-la feliz já apareceu. Para Luna, só pode ser Viny, o fotógrafo, apesar de tudo apontar o contrário.

A estória é cheia de momentos divertidos, e outros bem tensos. Mas a autora tem talento suficiente para mesclar essas situações e tranformá-las numa leitura bem agradável. Muitos elementos compõem a narrativa, e a certa altura me questionei se tudo aquilo seria realmente necessário para contar a estória, ou se ela teria um final decente, sem deixar nada para trás. Felizmente, tudo foi resolvido, sem assuntos pendentes no final, e cada um dos conflitos e personagens secundários tem sua importância sim, sendo peças importantes para a resolução dos conflitos.

Luna pode ser inocente, e às vezes se tornar um pouco irritante, mas no geral, é uma personagem muito interessante, que não tem nada de sonsa ou submissa. E o mais legal em acompanhar sua jornada é ver seu crescimento como pessoa, sua abertura para um mundo ao qual ela pertence, mas não conhece, e a percepção de que, acima de qualquer coisa, é o amor que sempre vale a pena.

Mais uma vez, Carina Rissi nos presenteia com uma estória gostosa de ler, com personagens muito bem construídos, e que conquista a cada página. Quando acabou, fiquei com saudade de Luna, Dante, Sabrina, e até da cadelinha Madona, que é parte importante da estória. Mas apesar do vazio, ficou a satisfação por ter concluído uma leitura tão leve e envolvente. Super recomendado para quem gosta de um romance inteligente, sem ser meloso ou apelativo. No mundo da Luna já entrou para os meus favoritos, com certeza.


No mundo da Luna
Carina Rissi
editora Verus
476 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 5

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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Um pouquinho de...

"- Paciência  - sussurra. Ele fecha os olhos e se inclina, beijando-me suavemente na bochecha. Fecho os olhos e inspiro, tentando acalmar o impulso que tomava conta de mim, o impulso de querer jogar meus braços ao redor dele e de retribuir o beijo. Não sei como ele tem tanto autocontrole. Ele encosta a testa na minha e desliza as mãos pelos meus braços. Nossos olhos se encontram quando os abrimos. É nesse momento que finalmente compreendo por que minha mãe aceitou deu destino com apenas 18 anos.
- Caramba -, digo, soltando um suspiro.
- Pois é - concorda ele. - Caramba."



(Páginas 57/58)





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domingo, 26 de julho de 2015

Dia Nacional do Escritor, segunda parte



Continuando as homenagens aos escritores nacionais, hoje compartilho com vocês mais dois autores que moram no meu coração:


Tony Bellotto é guitarrista do Titãs, e casado com a atriz Mallu Mader. Mas ele também é escritor, com 9 livros publicados, sendo quatro deles no gênero policial, da série que narra as aventuras do detetive Bellini, e os demais romances retratando acontecimentos cotidianos sob uma ótica mais crítica. Meus preferidos são Bellini e a esfinge, primeiro volume da série, e Os insones, que já foi resenhado aqui.


Capas dos livros da série Bellini

O Tony escrevia uma coluna no blog da Cia. das Letras, contando diversas estórias de sua carreira musical, e também fazendo algumas crônicas muito interesantes. Visitem clicando aqui e conheçam um pouco mais sobre o estilo de escrita do Tony.


E por último mas não menos importante, Raphael Draccon: essa pessoa fofa, simpática, paciente e carismática, que nos presenteou com uma das melhores séries de livros de fantansia nacional. A trilogia Dragões de éter foi a porta de entrada de Draccon para o universo literário, mas meus preferidos são, com certeza, Espíritos de gelo e Cemitérios de dragões, que, se você já leu a resenha (aqui), sabe que eu gostaria que ele fosse adaptado para os quadrinhos. 

O Draccon é casado com a também escritora Carolina Munhóz, queridinha das redes sociais. Para saber um pouco mais sobre a carreira do autor, acessem esse site aqui, com fotos, agenda e biografia dessa fofura chamada Raphael Draccon.


Box da trilogia Dragões de éter, o 11º livro mais vendido do ano no Submarino, e única série nacional no TOP 10 do site 

Para quem curte fantasia e ficou curioso para conhecer um pouco mais sobre a saga Dragões de éter, indico o site da trilogia, que vocês podem acessar clicando aqui, onde tem vários detalhes sobre a estória, com um layout digno de nota 10.



É isso leitores. Espero que curtam as dicas de leitura, e deixem nos comentários suas opiniões sobre os autores. Até a próxima!


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sábado, 25 de julho de 2015

Dia Nacional do Escritor, primeira parte


Muitas pessoas lindas estão lembrando nas redes sociais que hoje é o Dia Nacional do Escritor. Aqui no blog, as comemorações a essa data tão importante será em duas partes. Hoje e amanhã, vou falar um pouquinho sobre quatro dos meus autores nacionais preferidos e indicar livros deles para vocês.

Estão vendo esse sorriso simpático? É com ele que Pedro Bandeira recebe todos os seus leitores, sempre. Tive a honra de conhecê-lo ano passado, e ele foi muito amor! Autografou meus livros, ouviu minhas histórias, tirou muitas fotos e carimbou minha mão com o K dos Karas. Se vocês não sabem do que estou falando, precisam urgente ler a série Os Karas, escrita por Pedro, que tem como primeiro volume A droga da obediência (com resenha aqui). Outro livro super indicado, mas de um gênero um pouco diferente, é A marca de uma lágrima, que qualquer menina que está sofrendo por causa do primeiro amor tem que ler (conheça mais lendo a resenha aqui). Além disso, Pedro também escreve para o público infantil, e um dos seus livros de maior sucesso é O fantástico mistério do feiurinha.


A mais nova edição da série Os Karas, com capas lindas de viver!

Para saber mais detalhes sobre a vida e a obra desse escritor/avô querido, acessem seu site clicando aqui. Lá tem muita notícia, fotos, textos inéditos e dicas de leitura, cinema e teatro.


E quanta beleza pode se esconder atrás dessa barba? Marcelo Rubens Paiva é um dos meus escritores favoritos na vida, e seu livro Blecaute é o que mais indico para todo mundo que conheço (leiam a resenha aqui). Além dele, Marcelo também escreveu Feliz ano velho, contando em detalhes como foi o acidente que o deixou paraplégico, e como sua vida mudou depois disso. Se vocês acham que nunca ouviram falar desse cara, lembrem-se do filme E ai, comeu? (2012), que foi baseado numa peça escrita por ele. A segunda vez que te conheci (resenha aqui) e Bala na agulha são outros livros necessários do autor. Seu mais novo trabalho é o livro Ainda estou aqui, que está sendo lançado em agosto, pela editora Alfaguara, falando sobre o desaparecimento misterioso de seu pai na época da ditadura e das das dificuldades atuais da mãe, que enfrenta o Alzheimer.


Capa da nova edição de Feliz ano velho e o lançamento Ainda estou aqui

Tem muito mais para ler sobre o Marcelo na sua coluna no blog do Estadão, chamada Pequenas neuroses contemporâneas. Conheça clicando aqui.

Se interessaram pelos livros indicados? Para comprá-los pelos menores preços usem os links abaixo:

- A droga da obediência - Saraiva;
- A marca de uma lágrima - Saraiva;
- O fantástico mistério de feiurinha - Submarino
- Blecaute - Submarino
- Feliz ano velho - Submarino
- A segunda vez que te conheci - Submarino
- Ainda estou aqui - Saraiva

E voltem amanhã para conhecer mais dois escritores nacionais lindos de bonitos!


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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sexta de música #98 - Dois garotos se beijando






















Olá leitores! Semana passada postei a resenha de Dois garotos se beijando, e espero que vocês já tenham lido, Ainda não? Então clica aqui e lê agora =)

Hoje vou postar a playlist que imaginei para embalar esse recorde de beijo mais longo que os meninos queriam quebrar. No livro, há uma trilha sonora de 32 horas ininterruptas, para ajudá-los a manter o ritmo e não desistir do beijo.

Alguns cantores são citados no livro, e eu tomei a liberdade de mesclar esses artistas com outros que imaginei cairem bem para o acontecimento.

Então, ouçam a playlist, leiam a resenha, leiam o livro, e conheçam as razões desses meninos para entrar numa aventura tão desafiadora quanto essa:





1. Dream a little dream of me - Ella Fitzgerald
2. Express yourself/Born this way - Madonna
3. Try! - Pink
4. Love on top - Beyoncé
5. In my arms - Kylie Minogue
6. The boy with the thorn in his side - The Smiths
7. I wanna dance with somebody - Whitney Houston
8. Who owns my heart - Miley Cyrus
9. The best thing about me is you - Ricky Martin
10. Soul Parsifal - Legião Urbana


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quinta-feira, 23 de julho de 2015

A playlist de Hayden [Resenha]


"Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente. Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava."

Imaginem chegar a casa de seu melhor amigo, depois de uma noite confusa em que vocês se desentederam, pronto para pedir desculpas, e encontrá-lo morto. Pois é assim que começa a estória de Sam: ele é a primeira pessoa a ver o corpo sem vida de Hayden, seu único amigo, e entra em pânico.

Sam não entende porque o amigo decidiu tirar a própria vida, e se sente totalmente culpado por isso, lembrando da discussão que tiveram na noite anterior à sua morte. Ele também não entende bem o motivo por terem brigado, já que Hayden demonstrou um comportamento estranho aquela noite, mas não deu nenhum sinal de que estava prestes a se suicidar.

Para piorar a situação de Sam, Hayden deixou para ele um pendrive com uma playlist e um bilhete que dizia "Ouça, você vai entender", mas que no fundo não explicava nada. Sam passa a ouvir incessantemente as músicas separadas pelo amigo, mas não consegue encontrar nenhuma resposta ali, e isso o deixa muito frustrado.

Com a confusão do funeral e a falta que sentia do amigo, Sam fica vários dias sem dormir, e começa a ver coisas, como um mago, que era o personagem de Hayden no game que eles jogavam online, que falou com ele pelo chat e depois se materializou em seu quarto. Sam acredita que está ficando louco pela falta de sono.

Do nada surge uma garota que diz ter sido amiga de Hayden, e que agora quer se aproximar de Sam. Ela é bonita e inteligente, divertida e diferente das outras meninas do colégio, e, mesmo sem querer, Sam acaba se interessando por ela. Além disso, ele acredita que ela poderá ajudá-lo a descobrir porque Hayden se matou.

Muitos motivos podem ter levado a essa decisão de Hayden, e um deles é o bullying que sofria pela turma do próprio irmão mais velho. E isso também é uma das razões que fazem Sam ficar ainda mais culpado pela perda do amigo, já que, reanalisando os fatos, ele percebe que nunca defendeu Hayden contra os ataques do irmão e seus amigos.

A trama do livro é bem interessante, com vários detalhes na personalidade dos personagens que fazem com que o leitor faça conexões, tentando ele mesmo descobrir o que realmente aconteceu na festa que levou Hayden a se suicidar. Além do relacionamento de Sam com sua família, também é possível acompanhar a interação dele com uma nova turma de amigos, direcionado por Astrid. É uma situação estranha para ela, que até então teve apenas um amigo, mas ele vai se adaptando aos poucos.

O que mais gostei no livro foi o crescimento e o desenvolvimento emocional de Sam perante às dificuldades. Ele vai juntando as peças e decifrando o que aconteceu na festa em que brigou com Hayden, e entendendo que nem tudo foi culpa sua, e que, na verdade, ele não conhecia realmente o amigo como achava que conhecia. E no fim das contas, será que ele também não guardava nenhum segredo de Hayden?

Apesar de o livro focar na playlist desde o título até a divisão dos capítulos em uma música temática para cada um, eu não consegui fazer relação entre as músicas da playlist e os acontecimentos que levaram ao suicídio de Hayden. Gostei muito da playlist, mas, infelizmente, o objetivo da autora não foi totalmente atingido aqui. Se alguém já tiver lido o livro e entendido qual é a realação, por favor, deixe nos comentários.

E se vocês ainda não leram A playlist de Hayden, comecem agora mesmo, vale a pena entender um pouco mais o bullying praticado pelos adolescentes, e discutir o assunto para que ele não se torne comum em nossas vidas.

A editora Novo Conceito disponibilizou um site com todas as músicas citadas no livro. Ouçam, e tentem entender clicando aqui.


A playlist de Hayden
Michelle Falkoff
editora Novo Conceito
288 páginas
nota do Skoob: 4.1
nota do blog: 4.0


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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cheiro de livro novo #24

Minha pobre estante não está aguentando mais o peso de tantos livros! Acho que ando comprando demais (e ainda nem fiquei rica!). Hoje vou compartilhar com vocês todas as minhas novidades:



Alguém ai falou romance???? Eu adoro, e o gênero não para de aumentar nas minhas prateleiras (preciso de mais tempo para ler! rsrs):

Obsessão, Delírio e Fogo, de Maya Banks, Dois garotos se beijando, de David Levithan e Algemas de seda, de Frank Baldwin 
Também tem mais livros de vampiros, que, como vocês sabem, estão entre as minhas criaturas preferidas:

O turno da noite III, de André Vianco, Drácula, edição bilingue perfeita da editora Landmark e O convidado de Drácula, de Bram Stoker
Ainda falando sobre vampiros (ou não), chegaram mais dois livros para aumentar a coleção Anne Rice:

Memnoch e Tempo dos anjos
E o que falar dessa coleção que mal comecei e já curto pakas??? Li vários livros da rainha do mistério quando emprestava na biblioteca municipal, mas ainda não tinha nenhum. Essa nova edição da Nova Fronteira está linda, com capa dura, e esses exemplares estavam muito baratos no Submarino, alguns saíram por R$ 4,90, e a coleção começou, rsrs:

A mansão Hollow, Morte no nilo, Assassinato no expresso oriente, Os elefantes não esquecem, Um corpo na biblioteca
Ainda na seção de estórias sombrias, chegou o filhote do Stepehn King e o primeiro volume do Death Note:

A estrada da noite e Amaldiçoado, de Joe Hill, Death Note, de Takeshi Obata
E continuando as coleções, comprei mais 2 do Saramago:

O ano da morte de Ricardo Reis e Objecto quase
Da série: os livros que comprei e nunca vou ler, rsrsrs:

Cidade de vidro, Cidade dos anjos caídos, de Cassandra Clare e O ladrão de raios, versão HQ, de Rick Riordan 
Alguns livros super elogiados por colegas blogueiros também entraram para minha lista de leitura:

A menina mais fria de Coldtown, de Holly Black, Como falar com um viúvo, de Jonathan Tropper e O torreão, de Jennifer Egan
Eu não sou muito de ler biografias, mas quando vi essa do Nick Carter, não sosseguei enquanto não comprei. E a do Sting estava por R$ 4,90 na Cultura, preço imperdível.




Finalizando a lista, vêm o autografado da Carina Rissi, o poético Ligue os Pontos do Gregório Duvivier e a coletânea de contos de Edgar Alan Poe:



Por enquanto é isso leitores. Mas já tem outros livros novos chegando, que serão mostrados para vocês logo, logo. Deixem comentários dizendo o que vocês acharam das minhas novidades e me contando o que vocês andam lendo, ok?

XXOO

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dois garotos se beijando [Resenha]

onde comprar: Submarino//Americanas//Extra 


"Os dois meninos se beijando são Craig e Harry. E esse não é um beijo qualquer: eles estão tentando quebrar o recorde mundial do beijo mais longo. É preciso muita coragem, pois estão do lado de fora da escola, ao ar livre, rodeados por câmeras e por uma multidão, que em part apoia e em parte repudia o que estão fazendo. Craig e Harry não são um casal, mas já foram um dia. Além deles, outros meninos têm suas histórias narradas nesse livro de David Levithan, que tem como tema central, acima de qualquer coisa, o amor. E, através dele, a coragem para lutar por um mundo onde esse sentimento nunca seja sinônimo de tabu."

E David Levithan conseguiu mais uma vez: me fisgou com sua estória delicada e cheia de significados. A princípio achei a narrativa muito confusa, e muito séria, com algumas frases que pareciam fazer parte de um manifesto. Mas aos poucos foi ficando mais leve e próxima do estilo do autor nos outros livros.

A base da estória é o ex-casal Harry e Craig, que decidem se beijar por 32 horas, 12 minutos e 10 segundos, para quebrar o recorde anterior de dois garotos se beijando, a fim de mostrar ao mundo que não há nada demais em dois meninos se beijarem, ou duas meninas, um menino e uma menina. E esse beijo vai sendo contado aos poucos, com todas as implicações que ele exige, ao longo de todo o livro.

Em paralelo, e acredito que mais importante que o próprio beijo, correm as estórias de outros garotos gays, e as diversas maneiras como encaram sua sexualidade, e como são aceitos pelas outras pessoas. E com essa estórias que o autor consegue conquistar a atenção do leitor, mostrando alguns que têm sorte por conseguir assumir quem realmente são, enquanto outros meninos precisam se esconder da própria família para continuar vivendo bem.

Neil e Peter são namorados há algum tempo, e apesar de serem assumidos, sofrem com a rejeição de algumas pessoas; Cooper nunca disse a ninguém que é gay, e prefere se esconder atrás de perfis falsos na internet para bater papo com outros caras e ver ponografia; Tariq foi brutalmente agredido por um grupo de pessoas preconceituosas e intolerantes, e desde então, vive com medo; Ryan, o menino de cabelos azuis e Avery com cabelos pintados de rosa se conhecem e encontram um ao outro, sentindo-se bem e se aceitando como são.


"- Eu sou gay. Sempre fui gay. Sempre serei gay. Vocês precisam entender isso, e precisam entender que não somos uma família de verdade até vocês entenderem isso." (página 148)


Há vários momentos emocionantes ao longo do livro, e com sutileza eles nos fazem pensar em como seria se fossemos um desses meninos, ou seus pais, ou seus amigos e professores. Como agiríamos? Será que somos capazes de aceitar e conviver uma pessoa do jeito que ela realmente é? Sem julgar e sem descriminar? Essa é a mensagem principal que o autor quis passar, e consegue fazê-lo com competência.

Essa é uma leitura indicada para todos: pessoas que querem conhecer um pouco mais dos dramas e conflitos enfrentados pelos homossexuais, ou que simplesmente querem conhecer a história do recorde do beijo. Mas atenção, abram suas mentes antes de ler, encarem a estória com carinho, despidos de preconceitos e desapegados de religião. Assim, a experiência será completa, e com certeza vocês vão se emocionar e aprender com a narrativa de Levithan.


Dois garotos se beijando
David Levithan
editora Galera Record
224 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 4.0



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quarta-feira, 15 de julho de 2015

O Corvo: livro colaborativo

Olá leitores! Talvez a maioria de vocês já tenha ouvido falar do poema O Corvo, escrito por Edgar Alan Poe, certo? E vocês sabem que esse ano o texto mais conhecido de Poe está completando 170 anos? Pois é, aquela voz sinistra que fica repetindo never more já existe há quase 2 séculos, e para marcar essa data tão importante, a editora Empíreo está fazendo uma grande homenagem.














O livro colaborativo O Corvo, será uma compilação de diversos textos, de autores diferenciados, e imagens, que foram enviados para o site da editora. Infelizmente, o prazo para envio de textos e ilustrações já terminou =(

Mas o mais importante é saber que a Empíreo conta com a colaboração de todos, ainda que não seja por meio de textos. Através do site Kickante, todo mundo pode contribuir financeiramente para a produção dessa obra. É muito simples: acessem o site da Kikcante clicando aqui, e escolham qual o valor que querem doar. Para cada doação há uma recompensa, que vai desde ter o seu nome nos agradecimentos do livro até poster, camiseta, ecobag, e entradas para a noite de lançamento. Os valores vão de R$ 10,00 a R$ 1.600,00, e você pode contribuir com quanto quiser.




Até esse momento, eles já conseguiram arrecadar R$ 15.070,00, que correspondem a 60% da meta. E as doações podem ser feitas até o dia 8 de agosto.



Assistam ao vídeo explicativo, conheçam um pouquinho mais do projeto, e entrem no site para apoiar essa iniciativa:





Eu estou ajudando, e espero que mais pessoas possam participar. O livro vai ficar incrível! E se por acaso vocês ainda não conhecem o poema O Corvo, assistam ao vídeo abaixo e se encantem por essa obra clássica da literatura mundial, interpretada aqui pelo ator americando Vincent Price, com legendas da tradução feita por Fernando Pessoa:





Never more!!!!


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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Um pouquinho de...

"Fiquei ali, suando, tentando misturar um tom de amarelo muito particular, que eu podia ver claramente na minha cabeça, mas que continuou fugindo. Eu tentei trabalhar, tentei não pensar sobre o meu suor na tinta, tentei não pensar sobre vodu e magia e como uma artista poderia ficar ligada a algo que fez. Como poderia perder sua alma ali dentro."


(página 122)


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