quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sei Que Eu Sei News #22














Olá leitores! Está re-aberta a temporada de reclamações/adoração a Crepúsculo. Sim, a autora Stephenie Meyer (que nunca mais escreveu nada), anunciou que vai relançar sua obra prima, com alguns trechos inéditos, em comemoração aos 10 anos da publicação do primeiro livro. Isso mesmo, 10 anos!

Nem parece que se passou tanto tempo desde que conheci Edward e a Bella-sem-sal! Depois de Harry Potter, essa foi um das sagas responsáveis por conquistar inúmeros leitores ao redor do mundo, quer vocês gostem ou não. Claro que depois dos filmes (ruins), a série ficou ainda mais famosa, mas com certeza os livros abriram as portas da leitura para muita gente. É sim uma data para se lembrar e comemorar. Olhem o que disse a autora:

"Fico maravilhada que já se tenham passado 10 anos da primeira edição de Crepúsculo. Para mim, esse aniversário é uma comemoração dos fãs, que sempre foram inacreditavelmente dedicados e apaixonados".

Capa provisória divulgada pela imprensa


Aqui no Brasil a editora que publica Crepúsculo é a Intrínseca, que disse em seu site que vai publicar essa nova edição em 1º de novembro. Portanto queridas leitoras, preparem seus cofrinhos e segurem a ansiedade!

Como fã, eu gostaria muito que essa comemoração fosse com um livro inédito, da estória sendo contada pelo vampiro Edward, mas pelo visto isso não vai acontecer tão cedo. 



Outra novidade vampiresca dessa semana foi a divulgação dos posteres oficiais da sétima temporada de Vampire Diaries e da terceira de The Originals. Os novos episódios começam a ser exibidos nos EUA no próximo dia 8 de outubro e aqui no Brasil... ainda não soube de nenhuma data.



O que mais chamou a atenção nessas imagens foram as frases que revelam um pouco do rumo que cada uma vai tomar nas novas temporadas: em TVD o foco parece ser o futuro ao dizer 'coração partido é eterno', numa referência ao sofrimento de Damon com a perda de Elena e tudo o que essa frustração pode lhe causar (a premissa da temporada é que ela volte a ser mais sombria, como na primeira), enquanto em Originals existe uma volta ao passado com a frase 'pecados do passado irão caçá-los'.



Para os fãs resta apenas aguardar os novos episódios e descobrir se TVD ainda tem fôlego para se manter por mais tempo, e se Klaus vai continuar despertando amor e ódio nos espectadores. Deem uma espiadinha nas cenas que estão por vir, no teaser oficial:




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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

J. K. Rowling escreve sobre a origem da família de Harry Potter

Vocês viram que o portal Pottemore está de cara nova? O site agora nos trará notícias sobre o universo HP, e alguns textos inéditos da própria Rowling. 

E foi no Potterish que li esse texto super bacana da Rowling, onde ela fala sobre a origem da família Potter: desde os antepassados mais distantes até como eles conseguiram ter tanto dinheiro. O texto marcou a divulgação do novo Pottermore, e vocês precisam visitar o site, está incrível! (acessem aqui).

Algumas das páginas inciais do novo Pottermore e a página de busca


Abaixo, transcrevo a tradução feita pela equipe do Potterish, que vocês também devem conhecer clicando aqui. Esse é o único site sobre HP brasileiro legitimado pela própria Jo, e eles vêm trabalhando bastante para nos trazer todos os textos traduzidos para o português. Então não deixem de visitar, ok?











"A família Potter

A família Potter é muito antiga, porém nunca esteve (até o nascimento de Harry Tiago Potter) nas linhas principais da historia bruxa, contentado-se com uma sólida e confortável existência nos bastidores.
Potter não é um sobrenome Trouxa incomum e, por esta razão, a família não fazia parte da lista dos 'Sagrados Vinte e Oito'; o autor anônimo desta lista supostamente definitiva de sangues-puros suspeitou que eles teriam surgido do que ele considerava ser sangue contaminado. Porém, a mágica família Potter teve nobres inícios, e alguns deles ficaram implícitos em 'Relíquias da morte'.
No mundo trouxa, Potter pe um sobrenome ocupacional, significa um homem que cria cerâmicas. A família bruxa dos Potters descende de um bruxo do século XII, Linfred de Stinchcombe, um homem local, excêntrico e bem-amado, cujo apelido, 'o potterer', foi simplificado com o tempo para 'Potter'. Linfred era um camarada vado e distraído, cujos vizinhos trouxas frequentemente o procuravam em busca de seus serviços medicinais. Nenhum deles percebeu que os poderes maravilhosos de Linfred para a cura da catapora e malária eram mágicos; todos o viam como um velho colega inofensivo e amável, cuidando de seu jardim com todas suas plantas engraçadas. A reputação de um excêntrico bem-intencionado coube bem a Linfred, porque atrás das portas ele podia continuar a série de experimentos que começou a base da fortuna da família Potter. Historiadores dão crédito à Linfred pela criação de vários remédios que evoluíram em poções ainda utilizadas hoje em dia, incluindo a Esquelesce e a Poção Apimentada. As vendas de suas curas para bruxos e bruxas possibilitou-lhe deixar uma significante pilha de ouro para cada um de seus sete filhos após sua morte.
O filho mais velho de Linfred, Hardwin, casou0se com uma linda jovem bruxa chamada Iolanthe Peverell, que veio da vila de Godric's Hollow. Ela era a neta de Ignoto Peverell. Na falta de herdeiros homens, ela, a mais velha de sua geração, herdou a capa da invisibilidade de seu avô. Iolanthe explicou para Hardwin que era uma tradição em sua família manter a posse da capa em segredo, e seu  novo marido respeito seus desejos. A partir de então, a capa foi passada para o mais velho de cada nova geração.
Os Potters continuaram casando com os seus vizinhos, de vem em quando trouxas, e vivendo no oeste da Inglaterra por várias gerações, cada um acrescentando aos cofres da família com o seu duro trabalho e, isso deve ser dito, pela marca tranquila de ingenuidade que caracterizou seu antecessor, Linfred.
Ocasionalmente, os Potters chegaram até Londres, e dois membros da família se sentaram na Suprema Corte dos Bruxos: Ralston Potter, que foi membro de 1612 até 1652, e que era um grande apoiador do Estatuto do Sigilo (oposição em declarar guerra aos trouxas, como muitos membros militantes desejavam) e Henry Potter (Harry para os íntimos), que era um descendente direto de Harswin e Iolanthe, e serviu na Suprema Corte de 1913 até 1921. Henry causou uma pequena desordem quando publicamente condenou o então Ministro da Magia, Archer Evermode, que havia proibido a comunidade mágica de ajudar os trouxas na Primeira Guerra Mundia. Seu posicionamento a favor da comunidade trouxa foi outro forte fator contribuinte na exclusão da família dos 'Sagrados Vinte e Oito'.
O filho de Henry chamava-se Fleamont Potter. Ele era chamado assim por causa do desejo incessável da mãe de Henry para que perpetuasse seu sobrenome de solteira, que de outra forma sumiria. Ele carregou este peso extraordinariamente bem; de fato, ele sempre atribuiu sua destreza em duelos ao número de vezes que ele teve que litar com as pessoas de Hogwarts depois de fazerem brincadeiras com seu nome. Foi Fleamont quem quadriplicou o ouro da família, criando a Poção Capilar Alisante ('duas gotas domam o mais rebelde dos cabelos'). Ele vendeu a companhia e lucrou muito quando se aposentou, mas nenhuma riqueza compensaria ele ou sua esposa Euphemia pela falta de filhos. Eles tinham acabado de perder a esperança de ter um filho ou filha quando, para seu choque e surpresa, Euphemia descobriu que estava grávida e seu amado menino, Tiago, nasceu.
Fleamont e Euphemia viveram o suficiente para ver Tiago se casar com uma nascida-trouxa chamada lílian Evans, mas não para conhecer seu neto, Harry. A Varíola de Dragão levou-os em poucos dias devido à idade avançada, e então Tiago Potter herdou a capa da invisibilidade de Ignoto Peverell."


A apresentação do texto, no site Pottermore



Gostaram? Eu achei muito inteligente a Rowling fazer essas ligações entre os antepassados de Harry e outros que a gente já conhecia dos livros, a fim de que a capa vir parar em suas mãos fizesse sentido. E também toda a fortuna de Harry, que até então era de origem desconhecida.

No portal Pottermore já tem outros tantos textos parecidos com esse, falando um pouco sobre personagens e situações do universo Harry Potter, para deleite dos fãs, tanto escritos pela própria autora quanto pela equipe que cuida do site. Mas, novamente, se vocês não leem em inglês, é só entrar no Potterish que tá tudo traduzido. Aliás, Potterish, a equipe está de parabéns! Obrigada!


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domingo, 27 de setembro de 2015

Fala, Rafa! - O espelho sem reflexo



''Escrevi um conto gótico para a aula de literatura e resolvi compartilhar com vocês essa minha nova experiência. Aproveitando a ocasião, peço desculpas pela minha ausência, estudar em período integral é deixar os escritos apenas no bloco de notas na maioria das vezes.
Contudo, espero que gostem, deixem seus comentários por favor.
Beijo grande amados!''



Escritório escuro, com barulho de goteira e um vento apressado do lado de fora, são as características do lugar em que o senhor Benjamim passava a maior parte do seu tempo. Sua atividade preferida era investigar, claramente, não foi a toa que escolheu como profissão ser Detetive.
Em meio a tantos envelopes prestes a serem arquivados, sua próxima missão era a de achar três homens, de semelhanças opacas para finalmente cessar a constante inquietação rotineira, pois quem encomendou a busca foi um anônimo. 
O primeiro caso tinha personalidade forte e seu apelido era conhecido como verme, porque assim como eles, tinha como alimento preferido o sangue. 
Se tratando do segundo o que se destaca na ficha é a identidade do tal, que se dominava dupla.
Já o terceiro se comovia falsamente, e essa era sua maior qualidade.
Certo dia Benjamim saiu as ruas, e decidiu cercar três homens suspeitos mas os mesmos se assustaram com aquele ato ligeiramente estranho, o cenário da correria foi um estacionamento com paredes cinzas, o que era pra ser apenas observado virou uma verdadeira fuga. 
Enquanto corria Benjamim sentiu seus pés formigarem, enxergou sangue saindo de suas narinas e se via fora de si por intensos segundos. Para apartar os nervos, policiais que rodeavam o local dispararam contra Benjamim e o amarraram pois sua agitação era bastante. 
-Me prenda, mas leve os rapazes também! Gritava o especialista.
Mais tarde e ainda cercado o levaram para uma sala repleta de espelhos.
-Olha ai senhor, não tem gente com você não, três moços onde, só se for contando você, eu e meu colega de trabalho. indagou irônico o xerife.
-Eles estão aqui rindo me solta. Rebateu o detetive
-Esse homem está de palhaçada. -disse um dos policiais. 
No dia seguinte os policiais foram encontrados mortos, ambos do avesso com as cabeças coladas e pouco sangue os restavam. 
Benjamim não foi encontrado na sua respectiva cela, no lugar da sua presença constava um envelope com o seguinte texto: "O suspeito nem sempre é o estranho só pelo estranho ser desconhecido, geralmente o suspeito é irrefletido no espelho por isso se torna anônimo, portanto eu faço parte do anonimato e você também faz"
Quem encontrou a carta também correu, e virou prisioneiro de si mesmo, esse infelizmente ainda vai demorar a descobrir que quem tanto procura a fora esquece que a realidade está do lado de dentro.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sexta de música #102 - Precisamos falar sobre Adam Lambert

Calma, não me crucifiquem (ainda)! Sei que muita gente torceu o nariz para a apresentação do Queen com o Adam Lambert no Rock in Rio, mas eu faço parte da parcela de pessoas que gostou (e muito) do show deles.

Queen & Adam Lambert no Rock in Rio 2015

Não me considero uma grande fã da banda, aliás, nunca fui. Mas sabia cantar todas as músicas do show de sexta-feira, e acho que isso me dá um certo direito de expor minha opinião.

Claro que ninguém, jamais, irá substituir Freddie Mercury, ou qualquer outro músico aclamado que parta dessa para a melhor. Mas, diferentemente do que aconteceu com o Legião Urbana, quando teve a estúpida ideia de convidar Wagner Moura para os vocais, achei que a escolha dos caras do Queen foi acertada ao convidar Adam. No caso do Legião, eu sou super fã, e não gostei de ver um cara que mal sabe cantar no lugar do Renato Russo. E acho que os fãs do Queen não sofrem desse mal, já que o Adam Lambert canta muito bem e representou Fred à altura.

Confesso que até o dia do show, eu sabia muito pouco a respeito do Adam: sabia que ele tinha ganhado o American Idol, e que tinha belos olhos. Também já tinha visto uma pequena entrevista de Brian May e Roger Taylor falando sobre o convite que fizeram ao Adam, e lembro que na época, sem nem ao menos ouvir o menino cantar, fiquei preocupada por tentarem colocar outro cara no lugar de uma lenda como Freddie Mercury. Mas, felizmente, o mundo dá voltas, e hoje estou encantada com o show apresentado por ele aqui no Brasil.

Adam durante sua audição para o American Idol em 2009, e comemorando sua entrada no programa

Apesar de a maioria das meninas da minha timeline do Twitter só comentarem a respeito da beleza do rapaz, acho que vale a pena falar sobre o talento que ele tem como showman. No início ele exagerou um pouco, concordo, ficou meio caricato, mas depois ele acertou a mão. Mais contido na performance, ele mostrou toda a sua extensão vocal, e deixou muita gente por aí, inclusive eu, de boca aberta com a potência de sua voz. O menino canta muito!

Além de ótimo cantor, ele é lindo. Com um visual diferente, foi capa da revista Fiasco em 2012

Todas as músicas que ele interpretou ficaram perfeitas na sua voz. Não deixou nada a desejar em comparação com o próprio Freddie, mas imprimiu seu estilo nas canções. E dá para perceber que os outros integrantes do Queen têm respeito pelo trabalho dele. Para começar, acho que eles não iriam colocar qualquer um lá para cantar seus clássicos, então o Adam tem o seu valor.

Por tudo isso, queridos leitores, parem de torcer o nariz para o Adam, e deem uma chance para o garoto. Ele tem talento sim, só não podemos ficar fazendo comparações com Freddie Mercury, pois sabemos que ninguém se iguala a ele.

Brian May e Roger Taylor anunciando a participação de Adam na banda

E o show foi tão legal e respeitoso que em alguns momentos apareceu a imagem do Freddie no telão, para interpretar algumas músicas. O Adam talvez esteja empolgado demais com sua posição (e quem não estaria?), mas desde o anúncio do show fica claro que ele é um convidado, já que eles se apresentam como Queen & Adam Lambert. Acho que os fãs mais radicais jamais aceitarão a presença de outro vocalista na banda, mas a maioria das pessoas pode sim aceitar a presença de Adam e curtir um grande show.

Empolgadíssimo no início do show, Adam não se conteve e virou meme imediatamente

Liberem-se de seus pré-conceitos e confiram algumas músicas que eles tocaram no Rock in Rio. No meu ponto de vista, foi um dos melhores shows até agora:




1. I want to break free
2. Somebody to love
3. Radio gaga
4. Another one bites the dust
5. Under pressure
6. I want it all
7. The show must go on
8. Don't stop me now
9. Fat bottomed girl
10. Bohemian Rhapsody


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O lado feio do amor [Resenha]

onde comprar: Saraiva//Extra//Ponto Frio 

"Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo."

Tate e Miles, mais um casal memorável criado por Colleen Hoover. Vocês sabem que eu sou apaixonada pelos livros dela, e não tenho mais adjetivos para elogiá-la. Então, o que eu posso dizer é: leiam!

Nesse livro, Colleen caprichou no sofrimento, mas como sempre, temos um caso de amor forte e que desafia o psicológico do leitor. Tate é uma jovem decidida, bem esclarecida, que vai morar com o irmão para terminar seu mestrado em enfermagem. Corbin, o irmão, é piloto de avião, e fica muito tempo fora de casa. Apesar disso, eles são muito amigos e sempre se deram bem.

Assim que chega à porta do apartamento de Corbin, Tate encontra um cara bêbado, caído no chão e obstruindo sua passagem. Falando ao telefone com o irmão, ela descobre que o cara é amigo de Corbin, e pior, mora no apartamento em frente. Tate sente pena do bêbado e o coloca para dentro do apartamento, deixando que ele fique na sala. Mas, antes de ir para seu quarto, ele o ouve dizer o nome Rachel. Tate vê naquele cara estranho uma beleza interessante, e fica curiosa para saber o que o deixou assim, tão bêbado e chorando por uma mulher.

Conforme os dias vão passando, Tate vai prestando mais atenção em Miles, e ele é um enigma: quase não sorri, não tem namorada e está sempre trabalhando. Mas apesar desso mal humor quase diário dele, ela começa a se interessar. Tudo muda quando os três vão passar o dia de ação de graças na casa dos pais de Tate e Corbin. Quando Miles se machuca, ela faz um curativo e se vê num momento intimo e inesperado com ele, e tudo se confunde em sua cabeça.

Então Miles lhe propõe um acordo: ele quer muito ficar com ela, mas precisa que ela aceite suas condições de nunca perguntar sobre seu passado e nunca esperar nada do futuro. Ansiando por poder finalmente ficar com Miles, Tate aceita. Mais tarde, ela acaba percebendo que isso não daria certo.

A cada encontro clandestino, a cada transa, ela vai ficando mais e mais ligada a ele, e sente que está se apaixonando por Miles. Por outro lado, durante o sexo ela percebe que ele também sente algo por ela, mas assim que tudo acaba, ele volta a ficar distante. Uma verdadeira confusão de sentimentos.

A certa altura dessa relação maluca, Tate tenta descobrir o que o deixou assim tão frio, e isso é um problema, já que ele havia deixado claro que nunca falaria sobre o passado. O mais legal é que o leitor vai descobrindo os traumas de Miles a cada capítulo, já que um deles é narrado no presente, enquanto Miles e Tate estão juntos, e o outro conta sobre o passado dele e tudo o que ele sofreu quando se apaixonou por Rachel. Foi mesmo um momento difícil na vida dele, capaz de deixar muitos traumas.

Gostei demais dessa estória, e achei muito legal a Colleen focar a narrativa no personagem masculino. Miles é um caso perfeito para Freud, e em alguns momentos dá uma raiva enorme dele. Mas, quando descobrimos tudo por quê ele teve que passar, e como ele sofreu para superar tanta dor, acabamos nos afeiçoando e tentado encontrar uma maneira de ajudá-lo a ver as coisas por outra perspectiva. Acho que é exatamente assim que Tate se sentia em relação a ele.

E a autora tem aquele jeito incrível de escrever que conquista, todo delicado e amoroso. Para quem curte romance, os livros dela são perfeitos, e esse não é diferente: tem muitos momentos legais, que com certeza vão arrancar sorrisos e suspiros das leitores mais sensíveis. Miles é um personagem cativante: se não bastasse ser lindo e enigmático, ele também é romântico, e enquanto ele conta a visão dele do passado, em alguns momentos, a autora utilizou uma forma mais poética para escrever, o que, na minha opinião deixa tudo mais interessante.

Sei que a resenha está imensa, mas eu gostei tanto desse livro que preciso espalhar pelo mundo o quanto ele é bom, e preciso convencer a todos que O lado feio do amor deve ser lido, imediatamente. Esse livro entrou para os meus preferidos da vida, e torço para que vocês possam sentir o mesmo.


O lado feio do amor
Colleen Hoover
editora Galera Record
336 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 5.0


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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sorteio Primavera Poética

Olá leitores! A primavera chegou, e com ela a chance de vocês ganharem mais um super livro aqui no blog!


















Sim meninos e meninas, o ator Rafael Vitti, aquele fofinho que já fez Malhação, também escreve poesia! E não é só isso: os poemas dele não são tradicionais, daqueles cheios de rimas e tal, ele faz uma poesia visual, artística, que mistura palavras com imagens e transforma esse livro numa viagem única. Vocês não vão querer perder esse sorteio, certo?



Então para participar é só preencher o formulário abaixo. A única entrada obrigatória é seguir a fanpage do blog. As demais são opcionais, mas aumentam as suas chances de ganhar.

Mãos a obra queridos leitores, quero ver todo mundo participando! Boa sorte!


a Rafflecopter giveaway

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Affonso Solano e Raphael Draccon autografam seus novos livros

Foi um final de semana movimentado! E foi uma grande alegria estar novamente na presença de escritores tão incríveis!



















Na sexta-feira, estive mais uma vez com Raphael Draccon - sempre um fofo - que estava autografando seu novo livro, Cidades de Dragões, Legado Ranger II.

Estou ansiosa para começar a ler esse livro, porque adorei o primeiro e quero saber como os Rangers vão se virar agora, num ambiente bem diferente do anterior (leia a resenha de Cemitérios de dragões aqui).



No bate-papo antes da sessão de autógrafos, um leitor perguntou ao Draccon se ele tinha um personagem preferido nessa estória, e ele disse que tem uma afeição especial pela Ashanti, por toda a sua história de vida e o peso que o sofrimento dela no passado tem em suas ações no presente. Ela também é a minha preferida! Acho a Ashanti demais, e quero que ela lute muito nesse segundo livro.

A Carolina Munhóz também estava na Livraria Leitura, autografando O mundo das vozes silenciadas, mas, como não li o primeiro livro e nem tenho a intenção de ler esse segundo, não tive nenhum contato com ela nesse dia. Fica pra próxima.



Depois, no domingo, voltei à livraria para finalmente conhecer Affonso Solano, autor de O espadacim de carvão (resenha aqui). Ele está lançando o segundo volume da série, intitulado O espadachim de carvão - as pontes de Puzur.

O Affonso é muito legal, e eu adorei conhece-lo. Além de autografar os livros, ele desenhou as três espadas de Adapak, e me explicou a origem do nome delas.

Entreguei um marcador de páginas do blog para ele, que acabou personalizando o autógrafo com uma brincadeira com o nome do blog, vejam:



Foi muito legal passar um tempinho com o Solano, e ver de perto aquele bigode maneiro que ele vem cultivando, rsrsrs. Tiramos uma foto bacana, invocando a magia dos Círculos, e claro que a cara dele ficou mais divertida que a minha.



Apesar do calor e da imensa fila, na qual fiquei por quase uma hora e meia, valeu a pena. Essa já era a quarta vez em que eu tentava conseguir um autógrafo dele, e deu certo. Acho que Os Quatro Que São Um me ajudaram dessa vez.



E como nem só com escritores se faz um grande evento, também pude reencontrar alguns amigos de fila, rsrs, aqueles que estão sempre nas sessões de autógrafos e lançamentos de livros, e também fazer novas amizades com blogueiras da região. Adoro esses encontros para confraternizar com vocês!

Então queridos leitores, não percam tempo: se ainda não conhecem nenhum dos livros citados aqui, acessem os links abaixo e adquiram já seus exemplares, e conheçam essas duas estórias fantásticas, que não devem nada para as de autores internacionais. Temos que valorizar mais nossos autores =)

Cidades de Dragões - onde comprar:
Livraria Pergaminho, Extra, Livraria Cultura

O espadachim de carvão, as pontes de Puzur - onde comprar:
Americanas, Livraria da Folha, Amazon



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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

E. L. James escreveu conto em homenagem ao aniversário de Ana Steele

Ao que parece, E. L. James vai seguir os passos de J. K. Rowling e nunca mais vai parar de escrever sobre o universo do Sr. Grey. E por que ela faria isso? Está dando dinheiro? Tem alguém reclamando? Eu não! rsrsrs

Na última quinta-feira, 10 de setembro, a personagem da trilogia 50 tons de cinza, Anastasia Steele completou 26 anos, e a autora E. L. James postou em seu Facebook um conto, como um presente para os fãs, mostrando o que a Srta. Steele estaria fazendo para comemorar seu aniversário.




O conto foi originalmente publicado em inglês (claro!), e foi traduzido pela equipe do Portal 50 tons (obrigada queridos!), versão que transcrevo para vocês agora:

"Ana olhou para o seu relógio; ela tinha meia hora antes que Christian a esperasse em casa. Talvez ela devesse voltar mais cedo. Não... Faça com que ele espere. Ela sorriu, puxou um manuscrito qualquer da pilha bagunçada e começou a ler:

Foi a língua dela que chamou a atenção dele primeiro. Era pequena e rosa, e lambia desesperadamente o sorvete derretido que escorria em gostas pela casquinha de wafer. Ela tentou lambidas curtas e delicadas, levando sua língua entre e por cima dos dedos, mas ela lutava uma batalha perdida. Então, em um longo movimento ela passou a língua pelo cone e por cima dos dedos.

Caralho. Uma tensão passou por seu corpo inesperadamente. Ele franziu o cenho e se mexeu no banco desconfortavelmente. Ele tentou desviar o olhar, fixando-o em se café morno. Mas a alegria inocente no rosto dela, seus olhos escuros e brilhantes, e a maneira como a brisa de verão perturbava seus longos cabelos castanhos instantaneamente atraíram ele novamente, encarando-a através da janela do café.

Os olhos dela dançaram furtivamente pelo pier checando se ninguém a estava assistindo. Era uma agradável tarde de setembro; uma sexta, e não havia muitas pessoas em volta. Ela mordeu o final do cone, envolveu seus lábios em torno da ponta e sugou. E chupou com força, e a baunilha desapareceu através do pequeno vórtice que ela criou.

O mundo dele congelou. Os poucos turistas passeando desapareceram, e como o sorvete, ele foi sugado pelo vórtice, sob o feitiço dela. Seu corpo tremeu novamente.

Ela olhou para cima, repentinamente consciente que alguém a assistia, e seus olhos se encontraram através do vidro, verdes para castanhos. Ela inclinou a cabeça para o lado e o encarou explicitamente. Ele queria desviar o olhar, mas estava preso - pego a admirando, como um adolescente faminto. Sim. Era isso que ele estava fazendo. Admirando essa garota.

'Gostando do show?' - ela gritou. Ele não sabia dizer o que a reação dela significava. Ele queria gritas de volta, 'Tanto quanto você está gostando desse sorvete', mas não o fez. Havia um casal de idosos ao lado dele, apreciando um sossegado chá da tarde, e ele não queria incomodá-los. E, claro, ele estava tímido.

Ela inclinou a cabeça para o outro lado. 'E então?', ela chamou.

Ele deu de ombros, envergonhado. Ela não tinha vergonha - gritando com um completo estranho onde outros podiam ouvi-la?

Ela caminhou alguns passos na direção dele, longas pernas e uma saia de verão curta, e o contemplou pode debaixo de longos cílios. Ela lambeu o interior do cone com aquela pequena, rosada língua e depois sugou a ponta novamente. Ele estava enfeitiçado. Vestindo uma camiseta branca colada no corpo, uma saia jeans e sapatilhas, ela era magra mas bem torneada - muito bem torneada. Ele se mexeu novamente em seu assento. Ela acabou com o resto do cone, mas uma última gota de sorvete escapou, escorrendo de sua mão para seu pulso. Sem desviar seu olhar do dele, ela lambeu os resquícios, beijando a ponta de cada dedo ao que terminava. Ele reprimiu um gemido. Usando a mesma mão ela deu um pequeno abano.

Inconscientemente ele abanou de volta, depois franziu o cenho e abaixou o braço. Ela jogou a cabeça para trás e riu. Riu dele? Ou com ele? Ele não sabia dizer, mas sua risada era contagiante, e ele sorriu. Ela sorriu de volta, e por alguma razão bateu palmas, e fez seu caminho para a porta do café.

'Merda. Ela está vindo aqui.' No momento seguinte ela estava parada na frente dele, suas bochechas coradas - de vergonha? Excitação? Ele não sabia. Ela era mais bonita e mais velha do ele havia pensado previamente.

'Olá', ela disse, estendendo o que ele sabia ser uma palma melada. Ele sentiu um aperto ao pensar em seu filho pequeno.

'Oi', ele respondeu. Tomando a mão oferecida, ele a balançou gentilmente.

'Você é um yank?'

'Sou americano, sim.'

'Eu por acaso ganho em café pelo meu pequeno espetáculo?'

Ele estava zonzo. Sentado e zonzo.

'Claro.'

Ele ergueu a mão e a garçonete entendiada reapareceu.

'Dois cafés, por favor', ele disse.

'Um cappuccino, um americano', a Senhorita Sorvete interveio, sorrindo cheia de si para ele. A garçonete a lançou  um olhar de leve desgosto e voltou para o balcão.

'Então, o que um americano bonito está fazendo no píer de Southwold no meio da tarde?'

'Negócio, principalmente'.

'Você parece que estava pescando', seu tom era divertido.

'Hoje, pescando. Por favor, sente-se.' Ele achou estranho, como ela foi tão confiante em se apresentar e insistir num café, mas agora hesitava ao lado dele esperando por um convite para se sentar.

Ela sentou no bando adjacente e ele pôde examinar seu adorável rosto. Ela estava nos seus vinte e poucos anos, nas a adolescente que ele tinha pensado inicialmente. Sua consciência e libido respiraram com mais facilidade, mas ela ainda era nova demais. 'Nova demais para o quê?'

'O que você faz quando não está pescando?', ela perguntou, seus olhos escuros brilhando com curiosidade ao que ela mexia com a corrente em seu pescoço.

'Eu assisto jovens mulheres comerem sorvete.'

Ela arqueou uma sobrancelha.

'Você faz isso soar obsceno.'

O rosto dele esquentou. O que o possuiu para dizer uma coisa daquelas? Talvez o jeito com que a ponta da língua dela espreitava de sua boca ao que ela umedecia seu lábio superior. Isso mexeu com ele novamente. Ele corou mais uma vez, envergonhado com a reação de seu corpo. 'Quantos anos tenho? Catorze?'

'Eu faço?', ele disse, e sua voz era áspera.

'Você faz. Foi a minha técnica, por um acaso?'

Ele piscou a ela várias vezes. Ela estava flertando com ele. Flertando!

'Eu gosto de chupar', ele respondeu, surpreendido com a facilidade com que retornava a provocação dela.

'Todo mundo gosta de chupar". Ele sorriu maliciosamente.

'Como poderiam pensar o contrário?'. Como foi possível essa conversa ter entrado tão rápido nessa caminho indecente? O sorriso dela aumentou, e ele não podia evitar copiar sua  expressão.

'Você parece estar sem ninguém.'

Era tão óbvio assim?

'Eu viajo sozinho', ele disse.

Ela se inclinou para frente e espiou em volta sorrateiramente antes de olhar nos olhos dele. A respiração dele ficou presa na garganta com a proximidade dela.

'Ótimo. Porque você também parece estar precisando de uma boa foda.'

O tempo foi interrompido... Será que ele a ouviu direito? Ela acabou de dizer 'foda'?

'Desculpa, o quê?'

'Você ouviu.'. Ela sorriu.

Ele olhou para ela boquiaberto, sem palavras. Todas as noções preconcebidas que ele teve da inocência e ingenuidade dela eram uma pilha amassada aos pés dele.

'Vamos lá, esqueça o café', ela sussurrou. 'Foder é melhor do que pescar, e você parece estar precisando tanto quanto eu. Hoje é o seu dia de sorte.'

O celular de Ana vibrou na sua mesa do escritório, interrompendo a sua leitura. Era uma mensagem de Christian.

Venha para casa. Agora.
Eu tenho o seu presente de aniversário pronto.
Isso não é um pedido.

Ana sorriu, um delicioso arrepio correndo por sua espinha, e ela respondeu de volta:

Estou a caminho, Sr. Grey."



Well, well, well, parece que a Srta. Steele continua a mesma, não? E o que vocês acharam do conto? Me contem tudo!


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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domingo, 13 de setembro de 2015

Conheça o autor das tirinhas do "Garoto solitário"

O desenhista Naldo Junio está lançando pela Farol Literário um livro com uma compilação de suas tirinhas, publicadas em sua página no Facebook. Hoje vocês conhecem um pouquinho mais sobre esse autor, na entrevista que ele deu para a Farol.

O autor esteve autografando seu livro nesse final de
semana, na Bienal do Rio
Naldo nasceu em Goiânia em 1995. Sempre gostou de desenhar, mas foi só em 2012, quando começou a postar alguns desenhos no DeviantArt, que percebeu que as pessoas achavam legais as coisas que ele fazia. A partir daí começou a se dedicar mais a fazer quase um desenho por dia.

Em 2013, criou sua própria página no Facebook. Ele ainda não tinha desenvolvido bem o seu personagem, era só um bonequinho pequeno, careca e cabeçudo, que foi tomando forma ao longo das tiras, até se tornar o que vocês conhecem hoje.

Nessa entrevista exclusiva para a Farol Literário, ele fala um pouquinho do seu processo de criação e de sua relação com os fãs:

Farol: Quando você começou a desenhar? Alguém te incentivou?
Naldo: Foi há alguns anos, quando eu morava em Minas com minha mãe, e lá eu conheci alguns meninos que desenhavam. Eles eram bem melhores que eu, quer dizer, eu nem desenhava nada, então a partir daí eu comecei a tomar gosto pela coisa e sempre que podia desenhava algo. O que me incentivou a continuar foi meu espírito competitivo de ser melhor que os guris de lá da minha rua, e também me superar sempre. Mas eu sou bem preguiçoso e antes de criar a page eu bem desenhava com tanta frequência.

Farol: Por que 'Desenhos de um garoto solitário'?
Naldo: Algo meio Tumblr, meio garoto adolescente deprê, mas bem simples. Antes de criar essa page eu tinha outra com um amigo, só que ele não tinha tanta dedicação quanto eu, e então resolvi criar outra e fazer os desenhos sozinho mesmo. Foi aí que sirgui o garoto solitário, porque eu faço os desenhos sozinho.

Farol: Quais são as suas inspirações para os desenhos?
Naldo: Antes eu fazia tiras com as músicas e tudo mais. Mas agora eu escrevo algo ou pego citações na internet com as quais me identifico e que acho que seria bacana de ilustrar, aí vou criando em cima delas.

Farol: Você tem coisas em comum com o personagem?
Naldo: Bastante, mas muitas vezes eu me coloco no lugar de outras pessoas para fazer as tiras.

Farol: Muita gente sugere temas e frases? Se sim, já usou alguma dessas sugestões?
Naldo: Eu recebo milhares de temas e frases. Já usei alguns, sim, mas como tem muitas, eu evito um pouco, porque seria injusto com os outros que eu não conseguiria atender.

Farol: A sua página tem hoje mais de 900 mil seguidores. Como é a sua relação com os fãs?
Naldo: Eu tento manter a mesma relação de quando eu tinha 1000 curtidores, falar com cada um individualmente e tentar responder a todos. Mas agora me falta tempo, porque tenho meus afazeres e recebo cerca de 30 a 40 mensagens por dia. Manter um diálogo com todos às vezes dura horas, mas eu tento.

Farol: Por que acha que tanta gente se identifica com os seus desenhos?
Naldo: Bem, na verdade eu não sei, talvez sejam meio loucos como eu, ou se identifiquem com o que penso. Mas é bacana isso, saber que eu não estou tão sozinho.




Farol: Você tem ídolos? Quem são?
Naldo: Sim, tenho. Primeiramente eu copiava as tiras do Flávio Wetten, de quem ainda sou fã - hoje em dia ele também é meu fã kkkk. Também tem o Kerby Rosanes, que é um jovem filipino que faz Doodles incríveis, o Pedro Gabriel (Eu me chamo Antônio), entre outros.

Farol: Qual foi a sensação de ver os seus desenhos publicados?
Naldo: Na verdade ainda não caiu a ficha. Eu olho pro livro e me pergunto 'Hã? De quem é esse livro? Quem fez isso?'.

Farol: Como é a sua rotina?
Naldo: Minha rotina é bem imprevisível, mas eu tento mantê-la. Eu acordo e tomo café e de manhã faço algumas tiras. Almoço, depois mais tiras, e tento tirar um pouco de tempo pro free style e ver se sai algo bacana. A noite tiro tempo pra responder aos fãs e colocar ideias no papel pra fazer as tiras do dia seguinte.

Farol: Você tem algum horário certo para desenhar? Como é o processo de criação dos desenhos?
Naldo: Bem, hora pra desenhar acho que não tem. Acho que o horário que der vontade tu vai lá e faz. Eu costumo fazer pela manhã e logo depois já posto. Mas desenhar à noite é simplesmente ótimo. A criação eu não sei bem como ocorre, eu leio e vão surgindo as ideias. Vou colocando no papel, adicionando cores, formas e paisagens. É uma coisa que acontece no momento, surge uma ideia e outras vêm com ela.

Farol: Quando você não está desenhando, o que está fazendo? Quais são seus outros interesses/hobbies/passatempos?
Naldo: Quando não estou desenhando geralmente estou ouvindo música, descansando, respondendo aos fãs, endo algumas séries ou filmes, escrevendo, lendo livros, ou saindo com amigos de vem em quando pra espairecer.

Farol: Tem planos para fazer outros livros?
Naldo: Se tudo der certo nesse, pretendo me dedicar a fazer outro, sim.




Quer conhecer um pouco mais do trabalho do Naldo Junio? Então acesse sua página no Facebook (aqui), e veja alguns de seus desenhos no DeviantArt clicando aqui.

E para adquirir o seu exemplar de Desenhos de um garoto solitário, basta acessar o site da Farol Literário e aproveitar o preço especial de lançamento. Clique aqui e vá para o site.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Joyland [Resenha]


"O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado - e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer - e sobre aqueles que sequer tiveram a chande de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais."

Essa é uma estória bem simples, mas muito bem construída e cheia de sentimentos. Senti medo em diversos momentos, mas fiquei esperando pelo susto, que não veio. King fala bastante sobre um fantasma, mas o foco da narrativa, com certeza, está nos vivos.

O jovem Devin Jones aproveita as férias de verão para trabalhar no parque de diversões Joyland e juntar algum dinheiro, além de tentar ocupar sua cabeça para não pensar nem sofrer pela namorada que o abandonou. Logo de cara ele se dá muito bem no trabalho, e os funcionários mais antigos do parque gostam bastante dele.  Tudo parecia normal até Devin descobrir que, há alguns anos, uma garota foi assassinada dentro do trem fantasma, e que seu espírito está por lá até hoje. Então, ver esse fantasma e descobrir a verdade sobre a morte de Linda Gray passa a ser um dos objetivos de Devin, junto com seus amigos Tom e Erin.

Ao caminhar de casa para o trabalho, diariamente, Devin vê um garoto numa cadeira de rodas, ao lado de sua mãe e um cachorro. Aos poucos, eles vão construindo uma amizade, e a história de vida de Mike e sua mãe transforma Devin numa pessoa melhor. O que ele não imagina é que Mike o ajudará a decifrar o mistério da morte de Linda Gray.

Quando eu disse que o foco da estória é nos vivos, estava me referindo a essa relação entre Devin e Mike. O menino tem um tipo de clarividência, e é portador de uma doença degenerativa, por isso, sabe que vai morrer em breve, mas quer aproveitar a vida ao máximo, e estar perto de Devin, compartilhar com ele seus desejos, ajuda a estreitar os laços com a própria mãe e amenizar um pouquinho a dor que ela sente por ver o filho naquela situação. Parece triste, e na verdade é um pouco, mas se o leitor souber interpretar o sofrimento de Mike como um mal necessário para ensinar a algumas pessoas o valor da vida, tudo ficará mais ameno. Essa foi, provavelmente, a intenção do autor.

O mistério da menina do trem fantasma é solucionado com a ajuda de Erin, e acaba colocando Devin em risco. O assassino de Linda finalmente aparece, mas quer matar Dev, e esse é o momento mais tenso do livro. A cada capítulo eu esperava que o espírito de Linda Gray iria aparecer para Devin ou assustar alguém de uma forma tão sinistra que eu nem conseguiria dormir, mas acontece algo pior que isso: a expectativa de ver o fantasma dá mais medo do que a aparição em si.

Nem tudo são flores nesse final, mas achei muito bem construído e bastante satisfatório. O livro não é tão macabro quanto outros de King, mas o terror psicológico deixa a marca do autor na estória. A ansiedade e a apreensão dominam a leitura e a falta de sustos de tirar o fôlego podem ter decepcionado alguns fãs do autor, mas eu gostei bastante da sensação de medo que o livro me deu.

Com um enredo bem elaborado e personagens marcantes, Joyland pode agradar a quem ainda não conhece o estilo de Stephen King, e ser a porta de entrada para outros livros mais pesados. O suspense está presente durante toda a narrativa, e não dá para saber que rumo a estória vai tomar, nem tampouco imaginar quem foi o responsável pela morte da menina no trem fantasma. Prova de que King é capaz de criar uma estória leve e pesada ao mesmo tempo, carregada de mistério e repleta de humanidade.


Joyland
Stephen King
editora Suma de Letras
240 páginas
nota do Skoob: 4.3
nota do blog: 4.0



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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tarde de autógrafos com Marcelo Rubens Paiva

Sim caros leitores, meu desejo se realizou! Desde a primeira vez que li Feliz ano velho, eu tinha essa vontade de conhecer o Marcelo Rubens, e depois que conheci Blecaute então, nem se fala. Aliás, vocês que acompanham o blog, sabem da verdadeira paixão que tenho por esse livro, não é mesmo?

Minha coleção de livros do Marcelo Rubens Paiva, ainda faltam alguns

Então vocês vão entender a alegria que senti quando soube que o autor estaria autografando seu novo livro, Ainda estou aqui, na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Pois bem, lá fomos nós tentar chegar perto dele e conseguir o tão sonhado autógrafo. Pena que não foi exatamente como imaginei.

Explico: a fila estava enorme, mas, felizmente, eu estava entre os 20 primeiros, e isso dava certa esperança. Poderia vê-lo chegar, observá-lo enquanto conversava com as pessoas que estavam na minha frente, e o melhor, ele ainda estaria de bom humor quando chegasse minha vez, e eu poderia, pelo menos, dizer o quanto adoro seus livros e agradecer pela viagem proporcionada por Blecaute. Mas, para decepção dessa que vos escreve, quase não consegui tirar uma foto ao lado dele.

Os dois liros autografados
Tudo estava sendo feito na maior correria, e uma moça, acredito que agente da editora, estava coordenando a fila e organizando a entrada e a saída de cada pessoa na área dos autógrafos. Ela pegava os livros da mão das pessoas, colocava na frente do Marcelo, junto com o papel onde já estava anotado nosso nome, e ele só assinava e devolvia. Assim, meio que em série, sem um sorriso, sem uma palavra. A foto também tinha que ser rápida, já que a mocinha continuava nos apressando.

Apesar dessa correria, ele fez uma piada com o meu exemplar de Blecaute, que é bem velhinho, e, como eu comprei no sebo, tem o nome da antiga dona na primeira página, e ele perguntou se eu tinha pegado o livro da Cláudia. Ademais, entreguei para ele um marcador de páginas do blog, pedi para ele acessar e ler a resenha, e tirei poucas fotos.

Marcelo brincando com o nome na primeira página de Blecaute, e posando para a foto depois de autografar
Acredito que o Marcelo não era o responsável pela rapidez do contato com os leitores, e por um lado até entendo que tudo tenha sido corrido, já que tinha mais 200 pessoas na fila, e se cada um demorasse o tempo que quisesse com ele, aquilo não terminaria nunca. Enfim, essa foi a sessão de autógrafos mais sem graça a que já fui, e sai um pouco decepcionada. Só espero que o livro seja tão bom que compense o fato de mal ter trocado duas palavras com o autor.

Pelo pouco que pude ler até agora, já percebi que será uma leitura bem emocionante. Leiam  sinopse abaixo e vocês vão entender:


Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família pela verdade. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas: casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.





Mesmo depois desse post-desabafo, não deixei de gostar nem um pouquinho do Marcelo, e nem do seu trabalho, e continuo indicando para todo mundo sua obra-prima, Blecaute. Ainda não leram? Prefiro nem comentar, rs.


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