quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tarde de autógrafos com Marcelo Rubens Paiva

Sim caros leitores, meu desejo se realizou! Desde a primeira vez que li Feliz ano velho, eu tinha essa vontade de conhecer o Marcelo Rubens, e depois que conheci Blecaute então, nem se fala. Aliás, vocês que acompanham o blog, sabem da verdadeira paixão que tenho por esse livro, não é mesmo?

Minha coleção de livros do Marcelo Rubens Paiva, ainda faltam alguns

Então vocês vão entender a alegria que senti quando soube que o autor estaria autografando seu novo livro, Ainda estou aqui, na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Pois bem, lá fomos nós tentar chegar perto dele e conseguir o tão sonhado autógrafo. Pena que não foi exatamente como imaginei.

Explico: a fila estava enorme, mas, felizmente, eu estava entre os 20 primeiros, e isso dava certa esperança. Poderia vê-lo chegar, observá-lo enquanto conversava com as pessoas que estavam na minha frente, e o melhor, ele ainda estaria de bom humor quando chegasse minha vez, e eu poderia, pelo menos, dizer o quanto adoro seus livros e agradecer pela viagem proporcionada por Blecaute. Mas, para decepção dessa que vos escreve, quase não consegui tirar uma foto ao lado dele.

Os dois liros autografados
Tudo estava sendo feito na maior correria, e uma moça, acredito que agente da editora, estava coordenando a fila e organizando a entrada e a saída de cada pessoa na área dos autógrafos. Ela pegava os livros da mão das pessoas, colocava na frente do Marcelo, junto com o papel onde já estava anotado nosso nome, e ele só assinava e devolvia. Assim, meio que em série, sem um sorriso, sem uma palavra. A foto também tinha que ser rápida, já que a mocinha continuava nos apressando.

Apesar dessa correria, ele fez uma piada com o meu exemplar de Blecaute, que é bem velhinho, e, como eu comprei no sebo, tem o nome da antiga dona na primeira página, e ele perguntou se eu tinha pegado o livro da Cláudia. Ademais, entreguei para ele um marcador de páginas do blog, pedi para ele acessar e ler a resenha, e tirei poucas fotos.

Marcelo brincando com o nome na primeira página de Blecaute, e posando para a foto depois de autografar
Acredito que o Marcelo não era o responsável pela rapidez do contato com os leitores, e por um lado até entendo que tudo tenha sido corrido, já que tinha mais 200 pessoas na fila, e se cada um demorasse o tempo que quisesse com ele, aquilo não terminaria nunca. Enfim, essa foi a sessão de autógrafos mais sem graça a que já fui, e sai um pouco decepcionada. Só espero que o livro seja tão bom que compense o fato de mal ter trocado duas palavras com o autor.

Pelo pouco que pude ler até agora, já percebi que será uma leitura bem emocionante. Leiam  sinopse abaixo e vocês vão entender:


Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família pela verdade. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas: casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.





Mesmo depois desse post-desabafo, não deixei de gostar nem um pouquinho do Marcelo, e nem do seu trabalho, e continuo indicando para todo mundo sua obra-prima, Blecaute. Ainda não leram? Prefiro nem comentar, rs.


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

7 comentários:

  1. Oi, Joana. Tudo bem? Fico feliz por você ter conseguido o autografo de um autor que gosta tanto. Eu li apenas um livro dele na época da escola ainda e lembro que gostei bastante, mas não sei porque não procurei por mais. :\
    Enfim, sobre os autógrafos deve ser muito chato quando fica alguém apressando. Acho que cada leitor deve saber que aquilo ali não é uma grande confraternização e ficar enrolando com o cara na mesa, mas também não deve ser aquela coisa mecanica. Ainda bem que deu para rolar uma brincadeirinha e tal. Beijos.
    Blog Estilhaçando Livros

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  2. Heiii Jo!! Te entendo totalmente com o seu post desabafo, a gente cria mtas expectativas em relação ao grande momento de conhecer o autor que tanto admiramos ne?!
    Tb acho que a culpa nao foi do Marcelo, mas ele podia ter falado que nao era pra ter tanta pressa com a agente da editora...
    Pelo menos ele fez uma piadinha com vc, hehehe...e o livro parece ser lindo mesmo, eu quero ler tb.
    Bjao.

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  3. Joana!
    Tem situações que nos deixam tristes de verdade e essa deve ter sido uma delas.
    Vamos tão cheias de expectativas e ansiedade por conhecer um ídolo ao qual admiramos e por causa de uma assessoria mal feita, acabamos nos decepcionando.
    O bom é que ainda conseguiu seus autógrafos e conseguiu as fotos, caso contrário, seria ainda pior.
    “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”(Antoine de Saint-Exupéry)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista, serão 3 ganhadores!

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  4. É realmente triste quando isso acontece. Você fica um tempão na fila e não consegue nem falar algumas palavras para o autor. Imagina o último da fila que ficou esperando mais que todos para algo tão vazio assim. É decepcionante, mas nem sempre a culpa é do autor...

    Beijos, Jessica
    http://ohamoramia.blogspot.com.br/

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  5. Oi!
    Muito chato essa situação, chega a ser decepcionante sei como é você esperar tanto para conhecer o autor e no final nada sai como deveria, mas pelo menos conseguiu o autografo, ainda não conheço o Marcelo mas goste da sinopse de seu livro !!

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  6. Joana, infelizmente quanto mais a pessoa é famosa e mais ela possui credibilidade sobre o trabalho que faz, fica difícil de ter contato com ela, e nas poucas vezes que você tem a oportunidade de conhecê-la, a mesma está rodeada de fãs e com pessoas que trabalham para ela (geralmente são ríspidas) como você mencionou. Lembro que neste final de semana quando foi lá em sp pegar autógrafo dele, foi no mesmo que pude conhecer um dos meus cantores favoritos (você adora ele tbm), e vivenciamos algo parecido. Como você mesmo me disse, ás vezes é melhor manter a imagem que temos de pessoas que admiramos em nossa mente sem conhecer ela.
    Bjs !

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  7. Eu quero muito ler os livros desse cara, todos os meus professores recomendaram ler Feliz ano velho, mas infelizmente ainda não li, quero muito ter a oportunidade de ler em breve. Marcelo é o cara!!!

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