segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Um pouquinho de...

"O sentimento que me envolvia - não sei se ela sentia aquilo - chegava a queimar minha pele. Era muito. Era tanto. Grande. Demais para ser suportado sozinho. O meu maior desejo, naquele instante, foi poder compartilha-lo. Precisava dizer. Tinha que falar o quanto a amava.
Amor?
A tal palavra me causava medo.
Abri a minha boca, disposto a confessar com todas as letras o que jamais havia dito a uma mulher."



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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Agora aqui ninguém precisa de si [Resenha]


"Recuerde, diz a placa imperativa em espanhol, enquanto o retrovisor do automóvel mostra o que já ficou no passado. 'Eu tenho uma coleção de esquecimentos/e apenas duas mãos para ver o mundo', lamenta o 'super-homem submisso' que não alcança o ritmo dos acontecimentos. Resta observar coisas mínimas como uma formiga ou imensas como o universo e seus astros. O tempo e o espaço, a insignificância e a morte são os principais temas deste volume de inéditos de Arnaldo Antunes, que oscilam entre o humor e a desilusão. Alternando poemas em verso e visuais, fotografias e 'prosinhas', a obra é marcada pela pluralidade, pelo registro pop e pela sonoridade, tão próprios ao artista, que assina também o projeto gráfico. Um diálogo sensível e desafiante com o homem contemporâneo."


Arnaldo Antunes é um grande poeta, no sentido mais amplo da palavra: ele transita entre música, poesia e arte, e faz tudo com perfeição. Suas  construções são excêntricas e contemporâneas, e podem agradar até mesmo aqueles que ainda não são acostumados a ler poesia.

"não sei
se não
sei ou
se não
sei que
sei
mas
esque
cerei"
(Não sei - página 121)

Sua visão do mundo está registrada nesse livro, tanto com palavras quanto com imagens, que ele usa para complementar suas construções poéticas, com uma habilidade que poucos artistas têm. E esse seu trabalho com poesia não é apenas um flerte: Arnaldo já ganhou um Prêmio Jabuti em 1992, por seu livro Iluminuras.

Dentre as diversas poesias inovadoras de Arnaldo também é possível encontrar algumas ao estilo clássico, com métrica e ritmo próprios, que demonstram sentimentos profundos e muita sensibilidade.

"Se ando cheio me dilua
se estou no meio conclua
se perco o freio me obstrua
se me arruinei reconstrua"
(Você que me continua - página 75)

Esse conjunto de rimas e imagens de Arnaldo retratam uma poesia urbana moderna, carregada de reflexões sobre o ser, o viver, que captou a essência do dia a dia que vivemos hoje. Fica claro que um poeta não é feito apenas de versos e rimas; ele também é feito de emoções e observação do comportamento humano e do universo ao seu redor. Enxergamos todas essas qualidades em Arnaldo Antunes e isso se reflete em seus poemas.
Para reparar - página 111


Como o próprio autor é o responsável pelo projeto gráfico do livro, tudo tem a cara dele, meio confuso, e ao mesmo tempo artístico. Vale a pena a leitura e a viagem visual proporcionada pelo livro.


Agora aqui ninguém precisa de si
Arnaldo Antunes
editora Companhia das Letras
152 páginas
nota do Skoob: 4.0
nota do blog: 4.2

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Momento HQ - O coração delator

Olá leitores! Com a ausência temporária do nosso colaborador responsável pelas resenhas de quadrinhos, vou aparecer por aqui de vez em quando, com minhas impressões sobre HQs.

onde comprar: Farol Literário 

O Coração Delator é um monólogo dramático sobre o que é real ou imaginário. Sobre a sanidade a loucura. Loucura que parece acionada pela superstição do mau-olhado. A narrativa vai pontuando a trama até o despertar da maldade no personagem. O conto, publicado originalmente em 1843, foi baseado em um crime ocorrido em Massachusetts (EUA) em 1830 e em uma estória de Charles Dickens, de 1841.

Então Poe juntou essas duas referências e criou um dos contos mais impressionantes da história, onde o personagem principal, narrador da estória, vai entrando aos poucos numa paranoia impressionante, que o domina e o faz comenter um assassinato.

O protagonista inicia a narrativa explicando que não é louco, apenas tem os sentidos apurados, principalmente a audição, por ser uma pessoa muito nervosa, e que, se fosse realmente louco, jamais conseguiria cometer o crime perfeito.

Ele trabalha para um senhor muito rico, mas que tem um horrível olho azul pálido com uma película branca leitosa que o deixava incomodado. O olho parecia segui-lo e observá-lo onde quer que fosse, e ficar tão nervoso com o olho, ele decidiu matar o velho.




Como parte de seu plano, ele ia todas as noites até o quarto do velho, abria a porta lentamente, apenas o suficiente para que um feixe de luz de seu lampião alcancasse o olho maldito. Mesmo assim, ele não conseguia visualizar o olho, já que o velho estava dormindo, e por isso ele estava fechado. O homem acreditava que só conseguiria  matar seu patrão se visse o olho.

Na oitava noite, quando estava no quarto, o lampião fez um barulho muito alto, e o velho acordou sobressaltado, não conseguindo saber, em meio à escuridão, se tinha alguém ali. Assim, seu coração disparado começou a incomodar o homem, que o sufoca com o colchão e realiza seu sonho: matou o velho e acabou com o olho que o atormentava.




Porém, como nenhum crime é perfeito, sua consciência o traiu: assim como no momento do assassinato, ele passa a ouvir o coração do velho batendo forte, em seu corpo morto escondido sob o assoalho. E as batidas o incomodam tanto, que ele sente como se elas ficassem cada vez mais altas, a marcar o compasso do relógio. E é isso que acaba com seu plano infalível.

Além de ser uma das melhores estórias de Poe, com todo o clima sinistro que a envolve e a dicotomia entre a sanidade e a loucura, essa edição em quadrinhos está incrível. A adaptação feita por Benjamin Harper ficou muiton fiel ao original e as ilustrações de Dennis Calero não deixam a desejar. A arte está impressionante, e consegue transmitir ao leitor exatamente as sensações que Poe quis passar quando escreveu a estória.

Mais uma vez fiquei impressionada com o bom trabalho feito pela Farol Literário nessa HQ, assim como já tinha acontecido com Hamlet: a qualidade da publicação é excelente, com a capa que já destaca o olho do personagem, a lombada quadrada, e um acabamento de deixar qualquer colecionador de quadrinhos de boca aberta.




Se vocês ainda não conhecem os textos de Poe, essa é uma boa oportunidade para inicar nesse universo de terror que vem encantando leitores há muitos anos. E por se tratar de uma HQ, a leitura é facilitada, abrindo ainda mais as portas para o leitor de primeira viagem.

E para saber mais sobre essa e outras HQs da Farol, basta clicar aqui.


O coração delator
Edgar Alan Poe
editora Farol Literário (Facebook: FarolLiterario)
72 páginas
nota do Skoob: 4.7
nota do blog: 5
(livro cedido pela editora em parceria)


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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Morra por mim [Resenha]


"Depois que seus pais morrem em um acidente de carro, Kate e sua irmã, Georgia, vão morar com os avós em Paris. Enquanto Georgia encontra na balada a cura para sua tristeza, Kate é mais introspectiva e se recusa a sair e se divertir, até resolver ir para um café com seus livros para tomar um pouco de sol. Ela conhece Vincent, um belo e misterioso garoto parisiense. Ao se relacionar com o menino e descobrir sua história, Kate tem que escolher entre deixar sua paixão de lado e seguir a vida em segurança, e assumir seus sentimentos e toda a compilação que seria namorar alguém imortal e com inimigos, e mudar para sempre sua vida."

Peguei esse livro sem saber nada sobre a estória, e logo de cara ele já me agradou: é ambientado em Paris! E fica claro que a autora realmente conhece bem a cidade, já que durante a narrativa ela descreve vários lugares e pontos turísticos em detalhes, que praticamente nos transportam para lá.

A protagonista é Kate, uma jovem de 17 anos que acaba de perder os pais e se muda dos EUA para Paris para viver com seus avós, junto com sua irmã Georgia. As duas não poderiam estar reagindo a morte dos pais de maneira mais diferente: enquanto a mais velha cai na noite e não perde uma balada ou uma oportunidade de conhecer gente nova, Kate prefere ficar em casa, na companhia de seus livros e evita qualquer contato com as pessoas.

Isso começa a mudar quando Kate começa a frequentar um típico café parisiense, onde acaba encontrando um cara muito lindo. Ela não entende porque, mas aquele menino não sai da sua cabeça. Eles se encontram casualmente mais de uma vez, e começam a conversar. Algo em Vincent atrai Kate, e ela decide ver onde tudo aquilo vai dar.

Então Kate acaba gostando de Vincent, e ele corresponde esse sentimento, mas ela descobre que ele não é uma pessoa normal, e que a relação dos dois pode não dar certo. A princípio eu acreditava que Vincent seria um vampiro, já que ele apresenta algumas características desse ser, mas, para minha surpresa, ele é uma criatura diferente, que eu nunca tinha visto em nenhuma outra estória, e isso foi muito bom.

Para completar a trama, Vincent e sua família têm alguns inimigos perigosos, que podem colocar em risco a vida de Kate. Tudo isso faz a menina refletir sobre o namoro, pensando se vale mesmo a pena investir num relacionamento tão complicado. Vincent, por sua vez, tenta mudar alguns de seus costumes para convencer Kate a ficar com ele.

O livro tem uma pitada de romance, uma boa dose de ação, cenas de luta muito bem escritas e uma pegada sobrenatural que é o diferencial da estória. Li algumas resenhas muito positivas e algumas que criticaram a inocência do enredo e a falta de romance. Confesso que sou uma admiradora dos romances mais melosos, mas em Morra por mim tudo está na medida certa. Kate é uma menina sonhadora, mas bem ciente de sua realidade, e Vincent procura atender às suas necessidades e desejos.

O destaque do livro fica para os seres sobrenaturais, que são bem peculiares, e a autora usou uma mitologia própria para eles, explicando sua existência e dando a eles uma importância dentro do enredo que faz bastante sentido. A escrita é leve e desembaraçada, e apesar de alguns momentos serem bem sombrios, falando bastante de morte, no geral a leitura é bem agradável.

Gostei bastante de Morra por mim e já estou ansiosa pela continuação, para descobrir o rumo que leva o namoro de Vincent e Kate, e, principalmente, quais serão os obstáculos que eles encontrarão à frente. Super indico essa leitura para todos que gostam dessa temática sobrenatural.


Morra por mim
Amy Plum
editora Farol Literário (Facebook: FarolLiterario)
424 páginas
nota do Skoob: 4.2
nota do blog: 4.5
livro cedido pela editora em parceria


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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Um pouquinho de... Poesia!

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.



Ao contrário das outras segundas-feiras, hoje não teremos quote, e sim, um poema inteiro, lembrando que hoje seria o aniversário de 102 anos do grande poeta Vinicius de Moraes.

Esse Soneto de Separação foi escrito por ele em 1938, na Inglaterra. Quer conhecer mais sobre a vida e a obra do poeta? Clique aqui e conheça o site oficial de Vinicius de Moraes.


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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sexta de música #104: Ir ou não ir ao show do Muse? Eis a questão!

O Muse vem ao Brasil com a turnê de seu novo álbum, Drones, no próximo dia 24 e, aparentemente, ainda existem inúmeros ingressos disponíveis, visto que a empresa responsável pela venda está fazendo algumas promoções nas redes sociais, tipo leve 3 e pague 2.




Me tornei fã da banda em meados de 2008, quando vi uma entrevista da Pitty na MTV, falando sobre suas influências, inspirações e bandas preferidas, e entre elas a cantora citou o Muse. Eu, que nunca tinha ouvido nada deles, fui procurar para saber se era mesmo bom, e gostei. A primeira música que ouvi deles foi Starlight, e tudo nela me conquistou: desde a letra melancólica e apaixonada até o vídeo, com aquelas imagens meio embaçadas e os fogos de artifício fazendo contraponto com o clima sombrio das imagens, tudo deixa a música ainda marcante.




Logo depois, para minha surpresa, descobri que o Muse teria uma música na trilha sonora do filme Twilight, chamada Supermassive Black Hole, que foi a responsável por torná-los mais conhecidos aqui no Brasil. Essa nem de longe é a minha preferida deles, mas tem muita fã de Crepúsculo que adora, ainda mais depois que a autora Stephenie Meyer declarou no final de um de seus livros que a banda era uma de suas inspirações na hora de escrever.


Supermassive Black Hole está nessa cena de Crepúsculo

O Muse é uma banda que talvez não agrade as grandes massas, por ter um som mais alternativo, com canções que beiram a depressão, mas ela tem lá suas qualidades. O sotaque britânico fofo do vocalista Matt Bellamy soa bem aos meus ouvidos, e a guitarra meio estridente de alguns de seus solos podem te manter acordado enquanto realiza uma tarefa chata.




Por tudo, isso que vocês podem dar uma chance à banda, e quem sabe, o Muse acaba conquistando vocês também. Infelizmente, não vou ao show (a crise tá braba!), mas espero que todos se divirtam muito por lá, e quem sabe numa próxima visita deles a gente se encontre. Confiram o trailer da turnê e sintam um pouquinho do que vai ser o show por aqui:




Para conhecer mais sobre os caras e o trabalho deles, visitem seu site clicando aqui, e sigam o perfil da banda no Twitter, onde eles constantemente interagem com os fãs. Agora é só curtir a playlist e torcer para que eles voltem logo:




1. Starlight
2. Muse
3. Undisclosed desires
4. Neutron star collision
5. Feeling good
6. Bliss
7. New born
8. Plug in baby
9. Psycho
10. Time is running out
11. Hysteria
12. Dead inside
13. Unintended
14. Dead star
15. Butterflies and hurricanes

Como bônus, deixo o vídeo do cover que o Muse fez do clássico Can't take my eyes of you. Ficou show!






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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Cidades de dragões [Resenha]


"Após lutarem grandes batalhas em Cemitérios de Dragões, Derek, Daniel, Romain, Amber e Ashanti estão de volta à realidade em Cidades de Dragões, segundo livro da série Legado Ranger. Depois de terem sido enviados para outra dimensão, os cinco agora tentam seguir com suas vidas na Terra, mas quando dragões começam a aparecer em diferentes pontos do planeta, deixando um rastro de destruição e morte, eles se veem obrigados a assumir sua responsabilidade e iniciam uma nova batalha que já ultrapassa a barreira entre as dimensões e que pode significar o fim da humanidade ou a sua salvação. Repleto de ação e referências a séries japonesas que marcaram toda uma geração, essa é a sequência perfeita para uma saga de fantasia épica."

E os dragões chegaram à nossa dimensão. Assim começa a continuação de Cemitérios de dragões (resenha aqui), que já tinha sido incrível, mas essa sequência consegue tirar o fôlego do leitor logo no início.

Já nas primeiras páginas temos dragões atacando e matando pessoas, em cenas de ação que não nos permitem parar de ler (ou respirar), tudo muito bem ambientado na Copa do Mundo no Brasil. Esse foi um toque de classe dado por Draccon, que, particularmente, gostei bastante.

Cada capítulo se passa em uma região diferente, onde estão cada um dos Rangers, e aos poucos é possível se ambientar e entender o que eles estão fazendo agora que voltaram para suas vidas normais. Enquanto alguns buscam entender e usar seus poderes para fazer o bem, outros tentam ao máximo evitá-los, sem muito êxito.

Ashanti, minha personagem preferida (e do autor também), está colocando ordem em Uganda, sua terra natal, e tentando por fim a todo o sofrimento que aquele povo viveu durante tanto tempo; Derek foi pego pelo exército americano e está preso enquanto tenta explicar a seus superiores como conseguiu seus poderes e porque os está usando indiscriminadamente, com vídeos sendo postados a todo momento na internet, que mostram o Ranger em ação. Já Daniel, o nipo-brasileiro, como todo bom hacker, passou a maior parte de seu tempo na Terra estudando e desvendando o mistério por trás de seu bracelete, e consegue usá-lo para quase tudo o que imaginar. Romain voltou para a França, continua seu trabalho de dublê, mas agora é pai e não quer saber dessa história de Ranger. E Amber ainda sofre com seus problemas familiares e quer apenas ser uma pessoa comum.

Antes de se reunirem para enfrentar a Vespa Mandarina, uma criatura maligna que está causando no Japão, Derek decide usar um portal criado por Ashanti e retornar ao Cemitério para resgatar algumas pessoas que ficaram lá, e os outros quatro Rangers ficam para defender a Terra.

Quando os dragões invadem nossa dimensão, eles não podem se furtar às obrigações de Ranger, e vão tentar detê-los. Até porque, parece que a culpa por essa invasão é deles, que conseguiram atravessar o portal de volta para a Terra e podem ter trazido essas feras em seu encalço.

Há muita luta, gritaria, correria e sangue desde as primeiras páginas, e Draccon não teve pena de ninguém: pessoas morrem sim, afinal, como fugir de dragões que aparecem do nada cuspindo fogo? O ritmo é intenso e, como a escrita é muito fluída, tudo vai acontecendo rapidamente, sem cansar o leitor ou deixar a narrativa confusa.

Novamente o autor caprichou nas referências às séries japonesas, além de fazer menção a outras mais contemporâneas, como Game of Thrones e Como treinar seu dragão, mantendo aquele toque de humor que, em alguns momentos, alivia a tensão da leitura. Em alguns momentos pude visualizar perfeitamente uma luta entre dois dragões enormes em meio a cidade de Tokyo, destruindo edifícios e pontes, exatamente como acontecia no Jaspion. Isso é muito empolgante, e quem já assistiu a alguma série tokusatsu, principalmente as dos anos 80.

O final... ah! que final destruidor! Depois de duelar com uma criatura quase invencível como a Vespa e domar os imensos dragões, usando-os em seu benefício, quando tudo parecia caminhar para uma trégua e começar novamente no próximo livro, Raphael Draccon deixa um epílogo que fez meu coração parar por alguns segundos. Novamente, a inspiração na bruxa do Jaspion está presente, mas a situação fica bem pior que no primeiro livro. Certamente, o leitor vai ficar sem fôlego nessas últimas páginas, ansiando pelo terceiro livro, assim como eu.

Leiam esse livro hoje! Com certeza ele ficará entre os seus favoritos.

Cidades de dragões
Raphael Draccon
editora Fantástica Rocco
320 páginas
nota do Skoob: 4.4
nota do blog: 4.5

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Editora Draco [Parceria]

Olá leitores! Agora também somos parceiros da Editora Draco!!!!!




Como bem ilustra o selo da parceria acima, a Draco é uma editora especializada em literatura brasileira, de todos os gêneros, desde romance até quadrinhos. Eles só publicam autores nacionais, e isso foi o que mais me motivou para essa parceria.

Aqui no blog sempre que possível falamos sobre livros de autores brasileiros, apoiamos e divulgamos a literatura nacional, pois acreditamos que existe muita coisa boa nesse universo de autores brasileiros, e que eles precisam ser lidos.

Conforme forem acontecendo as ações junto a Editora Draco, vou trazendo novidades e resenhas de livros nacionais aqui para vocês. Então, acompanhem sempre nossos posts, ok?

Enquanto isso, que tal conhecer os últimos lançamentos da Draco? Todos os livros podem ser adquiridos através do site da editora (clicando aqui) ou nas diversas lojas indicadas no próprio site.



Raquel faz o maior sucesso na internet. Seu blog Super Desapegada motiva mulheres a se valorizarem e prega a autoestima sem a presença constante e essencial de um companheiro. Mas fora da web, Raquel não é tão descolada assim, e carrega há muito tempo um amor platônico por Alan, seu melhor amigo de infância. Em seu aniversário de trinta anos, Raquel descobre que ele está noivo de Bianca, a irmã caçula de Eric, seu rival nos tempos de escola. Para conseguir acabar com o casamento e conquistar de vez seu grande amor, a blogueira precisa se aliar aos sarcástico Eric. Porém, logo ela começa a perceber que essa parceria pode render muito mais do que imaginava. Super Desapegada é um divertido romance de Jaqueline de Marco. Entre momentos inesquecíveis e outros hilários que seria melhor esquecer, essa é a hora de Raquel aprender que, para praticar o tão estimado desapego, é preciso abrir seu coração para novas experiências... e quem sabe um novo amor.


Boy's love ou yaoi são apenas formas de descrever o fenômeno que surgiu no Japão e conquistou o mundo. Histórias cheias de sensibilidade e afeto, protagonizadas por rapazes em relações homoafetivas, uma maneira de ver a vida que abre as portas da fantasia e se aprofunda no questionamento sobre o que é certo ou errado. Viaje para o mundo dos mortos ou descubra lindos seres que só poderiam sair dos tomos da mitologia. Nessas páginas o terror e a ternura serão apenas preliminares para o que não pode mais esperar. Em Boy's Love - sem preconceito, sem limites, a paixão fala mais alto e é a tônica nesses encontros. Quando as primeiras peças de roupa caírem no chão, beijos e carícias guiarão a existência dos amantes. Não haverão mais barreiras para esse amor. Isso já ficou para trás.





Nunca é fácil recomeçar. Especialmente para garotos tímidos e solitários como Naoki Fujimoto. Ao mudar-se para a tranquila e bela cidade de Kushiyama, no interior do Japão, o rapaz depara-se com um conturbado começo de ano letivo na nova escola. O bullying, porém, está longe de ser o pior que poderia acontecer. Quando conhece Takuma e seus amigos, parece que há uma chance de ter uma boa convivência nessa nova fase de sua vida. Até que eles o desafiam a um teste de coragem. Naoki é forçado a participar do Kokkuri-san, um jogo macabro para conversar com os mortos. Mas essa brincadeira desperta uma tragédia real, que manchou para sempre as paredes da escola, e passa a persegui-los para além de seus limites. Boy’s Love – Flor de Ameixeira é uma sensível história de amor de Dana Guedes com desenhos de Nyao (Kuloh). Entre mistério e medo, os laços de Naoki e de Takuma se estreitam e seus sentimentos desabrocham como a linda ume, a flor de ameixeira, que colore as ruas. Una-se a eles nessa paixão que pode ser assustadora como os espíritos amargurados, ou aconchegante como o sol que brilha na fria primavera japonesa.


Os samurais são a tradição, a busca pela perfeição e o caminho da honra. Os ninjas são a astúcia, donos dos segredos e mistérios das sombras. Em mundos orientais verdadeiros e imaginários, os seus embates sempre serão lendários. Cada um de um lado, a batalha vai começar. Desde o passado longínquo cheio de seres místicos até um futuro terrível dominado pela tecnocracia e suas organizações implacáveis, esses guerreiros podem estar em lados opostos ou unidos em missões inusitadas. Coloridas como belas gravuras em seda ou brilhantes telas de games, ágeis como os mangás de luta ou harmoniosas como uma música de koto, a magia e as artes marciais são o tema dessas histórias banhadas pela luz do sol nascente. Samurais x Ninjas é a coletânea da Editora Draco que reverencia a tradição japonesa. Desde a história milenar à cultura pop que dominou o mundo, elegemos esses poderosos símbolos para ilustrar essa paixão. É chegada a hora, as cerejeiras derramam as suas pétalas sobre um campo iluminado pelo rubro pôr do sol. Saque a sua lâmina e prepare-se para a vitória!


Você pode senti-lo se aproximando. A cada passada, um terremoto. A cada sombra lançada, pânico e terror. Seu urro estilhaça vidraças e mentes. Seus golpes não deixarão pedra sobre pedra. Será a cidade devastada por sua passagem mais uma vez? Das mais antigas eras até o futuro incerto, esses terríveis colossos assolam a Humanidade, nós que para eles não somos mais que insetos, parasitas a serem devorados ou esmagados. Depois de sua chegada, sobreviver se tornará a nossa única razão de existir. Monstros Gigantes – Kaiju é uma antologia sobre esses arautos da destruição em massa onde 18 criaturas trazem suas versões de como tudo acaba — ou o que fazer para que tudo continue. Enfrente a avassaladora presença ou vivencie a angústia de pessoas marcadas pela vinda desses invencíveis nêmeses. E se houver o dia seguinte à sua marcha apocalíptica, o mundo com certeza não será mais o mesmo.




Este é o relato da primeira missão tripulada a outro sistema estelar. Comandada por Sylvia Chang, a nave Pioneira conduzirá seis pessoas brilhantes a efetuar o primeiro contato com os pavonianos, alienígenas residentes no sistema Delta Pavonis. O plano é permanecer por lá uma década para estudar suas duas biosferas planetárias e depois partir para avaliar de perto Molton, uma singularidade gravitacional a três anos-luz do Sol. Só que os pavonianos armaram uma surpresa tremenda para os visitantes humanos, que além de todos os percalços não imaginam que esse é apenas o começo de uma viagem sem volta através do tempo e do espaço. Estranhos no Paraíso é um romance de Gerson Lodi-Ribeiro (de A Guardiã da Memória, A Ética da Traição, Xochiquetzal: uma princesa asteca entre os incas e Aventuras do Vampiro de Palmares), um dos maiores escritores brasileiros de ficção especulativa da atualidade. A narrativa começa como ficção científica e termina como história alternativa, com um ponto de divergência inusitado. Uma linha histórica instigante, que se reformula de maneira original, uma mistura de gêneros realizada com maestria. Abra mão de tudo o que vivenciou, de tudo o que entendia e aventure-se sem medo rumo ao conhecimento.


E se o mundo tivesse sido criado há apenas 15 minutos? Livros proibidos e uma máquina do tempo revelam o segredo chocante da origem do homem. Detetive viaja a estação espacial em órbita de Vênus para investigar morte misteriosa. Soldados enfrentam uma aterrorizante revolta da própria força fundamental do universo. Essas são pequenas amostras desta reunião de cenários e temas que têm em comum o compromisso com a boa literatura de entretenimento. Tempos de Fúria: contos de ficção científica é mais uma coletânea de Carlos Orsi, autor de Guerra Justa (2010), As Dez Torres de Sangue (2012) e Campo Total e outros contos de ficção científica (2013). Ao explorar sem medo tanto conceitos vigentes como teorias já ultrapassadas em suas histórias, o trabalho de Orsi une aventura e terror, sempre tendo a ciência como pano de fundo. Saiba por que sua escrita envolvente e questionadora já é referência na literatura especulativa brasileira.


Conheça Hieron de Zenária, sábio errante que vaga pelo continente mítico de Darach. Ao oferecer seus serviços como engenheiro para as tropas que sitiam uma cidade condenada por heresia, acaba transformado em espião. Ao lado do mercenário Maabal, Hieron mergulha sem querer na teologia por trás da guerra. Com um misto de curiosidade e cinismo, descobre-se uma simples peça na disputa mais profunda que envolve o segredo da criação da vida. Flores do Jardim de Balaur, novela do autor de ficção fantástica Carlos Orsi (Guerra Justa (2010), As Dez Torres de Sangue (2012) e Campo Total e outros contos de ficção científica (2013)), apresenta os perigos e as ambições ocultas pela fé cega. A sabedoria de Hieron será suficiente para salvá-lo de maquinações que envolvem os próprios deuses?





Anna sempre foi feliz entre os elfos da Floresta dos Teixos, mas, ao completar doze anos, começa a se dar conta de que é muito diferente de todos. Nem sua avó, uma caçadora experiente, e nem o xamã da tribo têm respostas para suas dúvidas. Quando uma misteriosa coruja rouba sua bolsa de talismãs, a menina se aventura em uma jornada no coração da floresta, atravessando os territórios dos espíritos-guardiões da tribo. E é através das armadilhas e perigos da Trilha Secreta que tudo o que aprendeu até hoje será posto à prova. Anna e a Trilha Secreta, escrito por Ana Lúcia Merege e ilustrado por Ericksama, é o primeiro livro a mostrar um outro lado do fantástico universo de Athelgard. Agora pelo olhar dos mais jovens, visite a magia e a imaginação que encantaram os leitores de O Castelo das Águias, A Ilha dos Ossos e O Tesouro dos Mares Gelados. Mas cuidado para não se perder. Siga o seu coração e nos diga o que há no final dessa trilha.



Em um mundo dominado pela violência de foras da lei com próteses mecânicas, nenhum homem era páreo para eles. Até que duas mulheres movidas a vingança e a vapor resolvem desafiar esses bandidos metade homens, metade máquinas. Como saquear um locomotiva blindada considerada indestrutível? O que um dos maiores inventores do país tem a ver com isso? Tudo isso é parte do plano diabólico para o maior roubo de trem da história, orquestrado por Lady Delillah! Mas em seu caminho estão Sue e Rabiosa, mulheres que têm em comum destinos trágicos pela mão da criminosa. Para elas, mais difícil do que evitar este assalto é provar que duas damas podem ser as protagonistas de sua própria história no ambiente hostil do velho oeste. Steampunk Ladies: Vingança a Vapor é uma aventura em quadrinhos cheia de invenções e visual que homenageiam o gênero steampunk, com roteiro de Zé Wellington, desenhos de Di Amorim e Wilton Santos, cores de Ellis Carlos e letras e grafismos de Deyvison Manes. Ao decidir não cumprir seu papel esperado pela sociedade, essas garotas se tornarão lendas do faroeste.


Max é apenas um matador profissional em vias de se aposentar. Mas ao recusar o que deveria ser seu último trabalho, acaba se transformando em alvo. Fugindo de seus perseguidores, refugiase numa casa aparentemente abandonada, onde se depara com acontecimentos misteriosos e estranhos fenômenos. Portas que levam a cômodos que levam a novas portas e cômodos que não parecem interligados. Talvez a casa seja uma encruzilhada entre diferentes planos de realidade. Ou talvez tudo não passe de uma alucinação e Max tenha simplesmente enlouquecido. Mas alucinações não andam armadas e ele precisa lutar por sua própria vida enquanto tenta desvendar o mistério da casa. Encruzilhada é um romance de suspense de Lúcio Manfredi, autor roteirista da TV Globo. Em uma mistura de ficção científica e horror, de mecânica quântica com umbanda, a trama se desenrola entre reflexões filosóficas e a busca da identidade. Quando devemos percorrer o labirinto de nossas próprias mentes, só resta o temor de ficarmos presos para sempre fora da realidade.


Conheça o Império de Diamante: um reino eterno que conquistou e suprimiu várias culturas de Myambe, o continente original da Humanidade. Protegido por um exército com poderes incríveis, o Imperador governa com sabedoria e há quem diga que possa conceder talentos sobrenaturais a quem desejar. Mas agora sua decadência parece inevitável. Vinte anos após a última conquista, ninguém sabe do Imperador. O governo lentamente abandona as províncias mais distantes à mercê de uma seca avassaladora. O povo implora por socorro, mas não há ajuda. Em meio à crise, quatro indivíduos com objetivos diferentes acabam envolvidos na trama que pode revelar os segredos deste homem tão poderoso. Neste mundo fantástico baseado nas culturas africanas, o autor J. M. Beraldo explora a construção da História e da crença religiosa através da trajetória desse quarteto. Forçados a depender uns dos outros para alcançar seus propósitos, qual será o papel desse inusitado grupo na história do Império de Diamante?


Agora a história de Jéssica complicou de vez! Como se já não bastasse ser uma caçadora de vampiros incompetente – mas que se veste muito bem –, o mestre do Conselho de caçadores se mete entre ela e o seu namorado, o vampiro Zack. E ele não é o único: Eric, o bebedor de sangue que ela devia ter caçado antes resolve dar as caras. E o pior é que ele não é bem um vampiro, mas alguma coisa sobrenatural que não quer se revelar. Quando Jessi comete um crime para poder ajudar seu querido Zack, envolve mais um monte de gente na história e ainda corre o risco de revelar sua identidade de caça-vampiros e morrer de vergonha. Ou passar por doida varrida. A Caçadora – Sussurro das Sombras é o segundo romance da trilogia A Caçadora, de Vivianne Fair, autora que conquistou fãs pelas suas divertidas comédias românticas cheias de referências à cultura pop




Meu nome é Kat, não sei se já nos falamos. Bom, pareço uma jovem universitária normal, exceto por um detalhe: tenho o poder de matar com um simples toque. No passado, isso fez com que eu tentasse me manter isolada de todos, mas também atraiu pessoas que desejavam controlar esse dom – e aí as coisas ficaram perigosas para o meu lado. Muito perigosas. Eu meio que iniciei uma guerra. Só sei que agora estou não apenas envolvida, mas jogada bem no meio de tudo, parte de algo que ainda nem entendo, não sei em quem confiar ou qual é o meu papel. Sei também que há pessoas que se importam comigo e querem me ajudar a superar meus problemas. Mais ainda, me ajudar a acabar com um plano que pode levar a humanidade a mergulhar no caos. E entre eles está aquele que me faz ter medo de poder matar alguém com um toque. Ou um beijo… Um Beijo de Morte é um romance fantástico de Luiza Salazar, a conclusão da elogiada aventura pelas sombras iniciada em Um Toque de Morte. Kat precisa tomar o controle, entender esses segredos do passado e aprender a dominar seus poderes de uma vez por todas, antes que seja tarde demais.


Frank é um homem sem esperança nenhuma. Um punk com um passado insano que, numa manhã de ressaca, acorda com uma boneca lhe desejando bom dia. Ele sabe bem quem é essa boneca e como ela se chama. Alice é uma ball jointed doll criada por Frank em seu projeto mais ambicioso: recuperar as memórias e os sentimentos por uma louquinha de mesmo nome. Mas ao tentar puxar a linha da lembrança do embolado novelo que é o passado, Frank acaba puxando a linha da tragédia. Acompanhado por seus antigos companheiros de hospício: a gothic lolita Tay, o estudante de direito Shin e a sociopata Emi, ele se envolve em um plano de vingança contra o hospital que os massacrou a alma e levou Alice à morte. Ball Jointed Alice – Uma história de amor e morte é um sensível romance de Priscilla Matsumoto. Flutuando entre a melancolia e o erotismo, esse é um relato cru de uma juventude cínica que parece perdida, mas que sabe demais sobre a natureza do mundo para não desistir dele.



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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

domingo, 11 de outubro de 2015

Fala, Rafa! - Pensador Cativante



Transformo a dor em pitangas de conforto.
Coloco vida nos sentimentos esquecidos.
Faço do caminho estreito uma estrada macia com pérolas brilhantes espalhadas.

Flutuo entre os continentes sem ao menos sair do lugar.
Mastigo desgosto e cuspo bondade.
Bato asas em uma constante altura usando apenas a literatura.

Faço o alfabeto interessante através das minhas palavras esdrúxulas e leves.
O que é pequeno enxergo recheado, e o grande simplesmente, vazio.
Em minha cartola retiro jujubas falantes e escritoras.

-Você é mágico ?

-Não, sou um poeta.



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Rafa Peres, resenhista e crônista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde publica todos os seus textos.
Twitter: @Raafaperes