quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Cidades de dragões [Resenha]


"Após lutarem grandes batalhas em Cemitérios de Dragões, Derek, Daniel, Romain, Amber e Ashanti estão de volta à realidade em Cidades de Dragões, segundo livro da série Legado Ranger. Depois de terem sido enviados para outra dimensão, os cinco agora tentam seguir com suas vidas na Terra, mas quando dragões começam a aparecer em diferentes pontos do planeta, deixando um rastro de destruição e morte, eles se veem obrigados a assumir sua responsabilidade e iniciam uma nova batalha que já ultrapassa a barreira entre as dimensões e que pode significar o fim da humanidade ou a sua salvação. Repleto de ação e referências a séries japonesas que marcaram toda uma geração, essa é a sequência perfeita para uma saga de fantasia épica."

E os dragões chegaram à nossa dimensão. Assim começa a continuação de Cemitérios de dragões (resenha aqui), que já tinha sido incrível, mas essa sequência consegue tirar o fôlego do leitor logo no início.

Já nas primeiras páginas temos dragões atacando e matando pessoas, em cenas de ação que não nos permitem parar de ler (ou respirar), tudo muito bem ambientado na Copa do Mundo no Brasil. Esse foi um toque de classe dado por Draccon, que, particularmente, gostei bastante.

Cada capítulo se passa em uma região diferente, onde estão cada um dos Rangers, e aos poucos é possível se ambientar e entender o que eles estão fazendo agora que voltaram para suas vidas normais. Enquanto alguns buscam entender e usar seus poderes para fazer o bem, outros tentam ao máximo evitá-los, sem muito êxito.

Ashanti, minha personagem preferida (e do autor também), está colocando ordem em Uganda, sua terra natal, e tentando por fim a todo o sofrimento que aquele povo viveu durante tanto tempo; Derek foi pego pelo exército americano e está preso enquanto tenta explicar a seus superiores como conseguiu seus poderes e porque os está usando indiscriminadamente, com vídeos sendo postados a todo momento na internet, que mostram o Ranger em ação. Já Daniel, o nipo-brasileiro, como todo bom hacker, passou a maior parte de seu tempo na Terra estudando e desvendando o mistério por trás de seu bracelete, e consegue usá-lo para quase tudo o que imaginar. Romain voltou para a França, continua seu trabalho de dublê, mas agora é pai e não quer saber dessa história de Ranger. E Amber ainda sofre com seus problemas familiares e quer apenas ser uma pessoa comum.

Antes de se reunirem para enfrentar a Vespa Mandarina, uma criatura maligna que está causando no Japão, Derek decide usar um portal criado por Ashanti e retornar ao Cemitério para resgatar algumas pessoas que ficaram lá, e os outros quatro Rangers ficam para defender a Terra.

Quando os dragões invadem nossa dimensão, eles não podem se furtar às obrigações de Ranger, e vão tentar detê-los. Até porque, parece que a culpa por essa invasão é deles, que conseguiram atravessar o portal de volta para a Terra e podem ter trazido essas feras em seu encalço.

Há muita luta, gritaria, correria e sangue desde as primeiras páginas, e Draccon não teve pena de ninguém: pessoas morrem sim, afinal, como fugir de dragões que aparecem do nada cuspindo fogo? O ritmo é intenso e, como a escrita é muito fluída, tudo vai acontecendo rapidamente, sem cansar o leitor ou deixar a narrativa confusa.

Novamente o autor caprichou nas referências às séries japonesas, além de fazer menção a outras mais contemporâneas, como Game of Thrones e Como treinar seu dragão, mantendo aquele toque de humor que, em alguns momentos, alivia a tensão da leitura. Em alguns momentos pude visualizar perfeitamente uma luta entre dois dragões enormes em meio a cidade de Tokyo, destruindo edifícios e pontes, exatamente como acontecia no Jaspion. Isso é muito empolgante, e quem já assistiu a alguma série tokusatsu, principalmente as dos anos 80.

O final... ah! que final destruidor! Depois de duelar com uma criatura quase invencível como a Vespa e domar os imensos dragões, usando-os em seu benefício, quando tudo parecia caminhar para uma trégua e começar novamente no próximo livro, Raphael Draccon deixa um epílogo que fez meu coração parar por alguns segundos. Novamente, a inspiração na bruxa do Jaspion está presente, mas a situação fica bem pior que no primeiro livro. Certamente, o leitor vai ficar sem fôlego nessas últimas páginas, ansiando pelo terceiro livro, assim como eu.

Leiam esse livro hoje! Com certeza ele ficará entre os seus favoritos.

Cidades de dragões
Raphael Draccon
editora Fantástica Rocco
320 páginas
nota do Skoob: 4.4
nota do blog: 4.5

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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen



2 comentários:

  1. Joana, curti bastante a resenha de Cemitérios de dragões. Então, não podia deixar de conferir Cidades de dragões. Confesso que gostei muito mais deste livro do que o outro, não desmerecendo o primeiro lançamento. Curti toda a história que é envolvida com muito mais ação, aventura e pavor contra os dragões. Um fato bem curioso é a presença ou ambientação da Copa no Mundo como cenário. Gostei bastante do livro!

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    1. Ycaro, eu tbm gostei mais desse que do primeiro, aqui não tem muita explicação sobre um universo desconhecido, e desde as primeiras páginas já temos muita ação. Agora temos que torcer pro último fechar bem a trilogia.

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