domingo, 12 de junho de 2016

Dia dos namorados: Kvothe e Denna



"No entanto, ali estava ela, e eu me encontrava totalmente despreparado. Será que sequer se lembraria de mim, do garoto desajeitado que conhecera por alguns dias já fazia tanto tempo? 
Denna estava a menos de 4 metros de distância quando ergueu os olhos e me viu. Sua expressão se iluminou, como se alguém tivesse acendido uma vela em seu interior, fazendo-a brilhar com a luz. Correu na minha direção, cruzando a distância entre nós com meia dúzia de passos empolgados, saltitante."



"Deu-me então um sorriso. Um sorriso caloroso, meigo e tímido, como uma flor desabrochando. Ele foi também amável, franco e levemente embaraçado. Quando Denna me sorriu, senti...
Para ser franco, não sei como poderia descrever a sensação. Mentir seria mais fácil. Eu poderia roubar material de uma centena de histórias e lhe contar uma mentira tão familiar que você a engoliria inteira. Poderia dizer que meus joelhos viraram borracha. Que minha respiração ficou arfante. Mas não seria verdade. Meu coração não disparou, não perdeu o compassou nem parou. Esse é o tipo de coisa que dizem acontecer nas histórias. Tolice. Hipérbole. Conversa fiada. No entanto..."




"Denna fitou-me cnos olhos e disse, com ar sério:
- Kvothe, roube-me.
Curvei-me numa mesura e fiz um gesto largo para o mundo.
- Às suas ordens - assenti. Continuamos a caminhar sob a lua cheia, que fazia as casas e lojas ao redor parecerem úmidas e pálidas."




"Você me disse as tais palavras quando nos encontramos pela primeira vez. Disse: Estava pensando no que você faz aqui - comentou, fazendo um gesto irreverente. - Desde aquele momento tornei-me sua."

"Pareceu-me que ela talvez estivesse fazendo o mesmo, porém, não pude ter certeza. Foi como se executássemos uma daquelas complexas danças da corte modegana, nas quais os parceiros ficam a meros centímetros de distância, mas, quando são habilidosos, nunca se tocam.
Assim foi nossa conversa. Mas não nos faltou apenas o tato para nos guiar: foi como se também fôssemos estranhamente surdos. E por isso dançamos com muito cuidado, sem saber ao certo que música o outro ouvia, sem ter certeza, talvez, de que o outro sequer estava dançando."




Não entendeu nada? Esses são momentos românticos e fofos entre os personagens Kvothe e Denna, do livro O nome do vento, de Patrick Rothfuss. Se você ainda não o conhece, deve parar tudo agora e procurar conhecer, pois é o melhor livro de fantasia de todos os tempos!




Eu estou relendo-o, mas já teve resenha dele aqui no blog (clique aqui para ler).


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

2 comentários:

  1. Não estava entendendo nada ate você explicar mas achei as ilustrações lindinhas. Já ouvi falar muito bem desse livro mas livros de fantasia assim não fazem muito o meu estilo.
    Beijos

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  2. Oi Jo,
    Achei lindos esses quotes <333, mas realmente não estava entendendo nada kkkk. Não vou parar tudo, mas "O nome do vento" acabou de entrar pra minha meta de leituras desse ano.
    Beijocas ^^

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