sábado, 30 de julho de 2016

Momento HQ no cinema: A Piada Mortal - A Animação

Bom dia, boa tarde e boa noite a todos. Sei que o assunto aqui é HQs, mas não podemos deixar passar em branco a estreia da animação de A Piada Mortal nos cinemas. Portanto espere pelo inesperado e pense no que nos separa dos maníacos.

Sam Liu, diretor da animação, mostrou que um roteiro originado de um quadrinho, não precisa de adaptação – pelo menos não quando se trata de um clássico.

A Piada Mortal foi lançada durante a Comic Con San Diego e teve um único dia de apresentação nos cinemas do mundo. Aqui no Brasil, o dia 25 de julho teve o filme transmitido em apenas alguns cinemas das principais metrópoles. O lado positivo é que em algumas semanas o blu-ray chegará às lojas e ao alcance de quem perdeu a oportunidade.

Não é a primeira vez que Sam Liu tem a missão de dar vida às páginas de um clássico da DC Comics. Em 2011, Grandes Astros foi para a TV e foi muito bem aceito. Crise nas Duas Terras, Batman: Ano Um, A Morte do Superman... animações que foram muito bem adaptadas para a televisão. Porém, falar sobre A Piada Mortal é como tabu entre os religiosos DCnautas. A incrível obra de Allan Moore sobre o homem morcego e sua versão sobre a origem do Coringa.




Pois bem, queridos conservadores, temos pontos ambíguos sobre a animação. Sam Liu precisava de uma introdução, que serviu mais para prolongar o filme. O foco inicial cai todo sobre Barbara Gordon e um amor platônico para com o Batman. Ambos estão juntos em um caso, quando Barbara deixa a emoção tomar conta, e a linha que dividia a razão dos heróis é quebrada.


Em minha singela opinião, o objetivo do primeiro ato, que é nos conectar com a protagonista não é bem elaborado. Na verdade é bem simplista e destoa absurdamente das próximas partes. Essa introdução deveria entregar a motivação do Coringa e dar sequência ao plano do vilão, mas a impressão é que a edição foi mal feita. Falta ali uma única cena, um pequeno nó para amarrar perfeitamente este estímulo.

Passado o primeiro ato, a cena seguinte mostra o Batman em frente ao Asilo Arkhan, como se a imagem fosse tirada das páginas da HQ. E então o filme realmente começa.

A primeira fala dos quadrinhos é o que nos engaja em continuar a ler aquela história. E a constante dos diálogos é o esplendor de toda a narrativa. Bom, meus amigos, quando o Batman começa a discursar dentro da cela onde o Coringa deveria estar, o cinema todo foi inflamado. Sam Liu não saiu do script por nenhum segundo. A adaptação de roteiro aconteceu sim, mas apenas adicionando cenas. Tudo o que está nas páginas é possível ver na tela.




A partir desse ponto é impossível não se emocionar. Se deixar levar pela loucura e sofrer junto com os fatos. Entender o ponto que o Coringa quer chegar e ter a mais absoluta certeza de que os heróis precisam agir dentro da lei, ou não seriam diferentes dos lunáticos vilões.

Apesar de sentir falta das páginas em preto e branco, é bem visível a mudança do tom de cores quando o passado é retratado.

Quando chega ao momento da piada mortal, já não é possível se lembrar da fraca introdução. Talvez seja bom, pois não houve impacto na sequência, porém depois que a adrenalina foge de suas veias, o sentimento é de que poderia ter sido melhor, afinal temos que esperar 40 minutos para ver o Coringa.

Entre um fraco primeiro ato e uma genial solução, a animação merece uma nota 8,0 e precisa ser vista por todos. Aguarde o lançamento em vídeo e tenha sua própria experiência entre a loucura e a sanidade. Pense bem: qual dos dois loucos te define?

Enquanto o filme não chega às mãos de todos os fãs, assistam o trailer e sintam um pouco do que foi essa adaptação para o cinema:





Lembrem-se: a HQ também já foi resenhada no blog, e vocês podem conferir esse review clicando aqui.


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João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Lançamentos de julho e agosto - Editora Arwen

A Arwen está cheia de novidades esse mês, e eu estou encantada pela capa de alguns desses livros. Vamos a eles?

Monalisa desenhando a morte - Danny Belo
Após viver em vários lugares do mundo e fixar raízes em Chicago, nos Estados Unidos, a jovem Monalisa, funcionária de uma galeria de artes e aspirantes à artista, pretende ingressar na Universidade da Califórnia para se livrar de sua mãe, com quem tem um relacionamento bastante conturbado. Porém, nem tudo acontece como ela planeja. Na noite tempestuosa de seu décimo oitavo aniversário, o destino resolve testar todos os seus limites, direcionando-a para um caminho completamente aterrorizante, que coloca sua vida, e a de quem ela ama, em perigo. Para conseguir sobreviver. Monalisa terá que desenhar a morte e, sem tempo a perder, ela vai trilhar inúmeros caminhos que a levarão a conhecer melhor a si mesma e as pessoas ao seu redor. pânico, vingança e morte, o que você faria se sua única saída fosse um lápis? Descubra em Monalisa desenhando a morte e, cuidado! Seu próximo passo pode desencadear uma tragédia.



A saga de Orum - Lara Orlow
A pedra sagrada do príncipe Oxaguiã está desaparecida e isso está abalando os pilares de sustentação de todo o cosmos, o que pode acarretar a aniquilação não apenas de Orum, mas também da Terra. A única esperança dos dois mundos é uma antiga profecia que diz que a raça quase extinta de Guerreiros Sagrados da Terra - descendentes de Orixás - poderá trazer a paz de volta. Rick, Verônica e Duda são três jovens comuns, completamente despreparados que, do dia para a noite, veem-se com a responsabilidade de salvar o mundo. Mas serão eles capazes de superar tantos desafio?  Conseguirão aprender rápido o suficiente para salvar não apenas a vida dos Orixás, mas também as suas? A Saga de Orum é uma história da literatura fantástica, repleta de aventura, e que traz para o leitor uma temática imersa em lendas e mitos africanos.





Prospecto - Tatiane Rodrigues
O impossível é só o começo. Daiane Campbell é uma garota apaixonada por livros e sonha com o dia em que possa encantar pessoas com suas histórias. O que não esperava era que fosse viver sua própria aventura irreal. Em meio à monotonia da cidade, descobre pertencer ao mundo dos Guardiões, pessoas que têm a missão de proteger o Tempo e abençoadas com dons excepcionais. Quando Michael Jones, um antigo Guardião, ameaça a estrutura desse mundo, Daiane terá que decidir a qual lugar pertence: aos Guardiões ou à vida real. Em meio à guerra, amores e contradições virão à tona e o impossível se torna a única chance de salvar a todos. A palavra Prospecto pode ser tudo o que precisam para vencer, mas também pode levá-los à morte.






A máscara do Rei - Francine Cândido
Um país talhado à espada, chega ao ápice de uma guerra dinástica: dois reinos disputam o controle da cidade sagrada, mas sua sede pode poder levará todos a descobrir que o caminho é mais obscuro do que se imaginava. Da guerra se construiu um império, das cinzas e do sangue se forjou um rei. Na teia da imortalidade, jogar é a única forma de sobreviver, pois nem todas as peças permanecem inteiras no fim. Um rei que não quer guerra, mas tem de ir para ele. Um rei que quer destruir todos os seus inimigos, por pura glória e rancor. Um príncipe que precisa lutar pela sobrevivência.








Noite sombria - Daniele Oliveira
Laura Cruz acabou de perder o emprego e o sonho de independência parece longe mais uma vez. Com a autoestima abalada, ela decide fazer uma tatuagem e sair para curtir uma noite com sua melhor amiga a fim de espairecer e pensar melhor em quais serão os seus próximos passos. O que não imaginava é que essas duas simples decisões poderiam mudar toda a sua vida. Um encontro inusitado a leva a descobrir que sua tatuagem não é um simples desenho, como ela acreditava, e sim, o símbolo de uma raça antiga e extremamente poderosa. Marcada pela magia dos Vantaecs, Laura vê o mundo mudar diante de seus olhos, e acaba ingressando numa aventura sobrenatural inimaginável. Sem saber exatamente qual o seu papel diante da sociedade da magia, ela se depara com uma série de assassinatos ritualísticos envolvendo disputa por poder, traições e muitos perigos. Não podendo confiar em ninguém, e com a difícil responsabilidade de ser a última Vantaec, Laura terá que lutar com todas as suas forças para deter o mal: ela descobrirá, em uma noite sombria, o quão poderosa pode ser.


Submersão: O lago negro II - Juliana Daglio
Para Verônica Cattani, os monstros que tanto tememos e desconhecemos não vivem embaixo da cama, ou atrás dos armários, muito menos em filmes de terror - eles vivem dentro de sua própria mente. Depois de mudar pra Lagoana e descobrir que sua memória esconde enigmas ainda mais profundos, ela se vê frente a frente com pessoas que nem imaginava e que fazem parte do seu passado. Em seus textos, estão todas as respostas, e a família Caprini parece temer tantos seus significados quanto ela os teme. Liam não tem mais segredos. O garoto da capa vermelha saiu de seus sonhos, retornou para seu presente, e enfrenta os Caprni com costas retas e um cinismo único. Ele é a única coisa que a impede de mergulhar agora. Seu pedaço de sanidade numa mente caótica. Porém, o Anjo de Asas Douradas está prestes a se revelar, trazendo em seu poder algo que será difícil recusar: a oportunidade de saber o que existe nas profundezas do Lago Negro. Há muito mais a se descobrir em Lagoana e dentro das lembranças reprimidas de Verônica. Mistérios serão revelados, mas será que você fez as perguntas certas?


Do silêncio à condenação: o círculo dos imortais II - Ananda V.
Melissa tinha sobrevivido. Após a descoberta de ser o alvo de uma busca feroz que já atravessava gerações, ela se vê submersa num ruidoso silêncio, que não cessará sua luta por sobrevivência. As Criaturas que pertencem à noite assistiram ao majestoso despertar, e agora a desejavam com ainda mais paixão. Além do perigo iminente, a jornada de Melissa se tornaria cada vez mais obscura, sendo seu maior inimigo ela mesma. A prova empírica da existência do Mal havia transformado seu mundo e a si mesma da maneira mais cruel e irreparável. Entre o ódio e o amor, Melissa tem uma escolha a fazer: mergulhar em si mesma pode ser perigoso, mas há certo charme em pertencer aos juramentos da noite, não?






Coração de escamas: ninho de fogo II - Camila Deus Dará
O mundo que Melane conhecia não existe mais. Fadas, serreias e dragões fazem parte de sua realidade agora. A mestiça conseguiu libertar seu povo da maldição e da fome, mas o perigo ainda não acabou. Pedrus continua solto e somente ela poderá descobrir onde encontrá-lo. Esta parte da jornada não será fácil e Melane nem imagina todas as dificuldades e desafios que terá que enfrentar. Laços fortes de amizade, amor, traição, corações partidos, batalhas, sangue e morte, é isso que te espera nesta nova etapa de Ninho de Fogo. 









Antologia Demontale - os contos do submundo - Antologia
Era uma vez... uma rainha muito má, que queria controlar todos os reinos dos contos de fadas. Cansada dos finais felizes - principalmente das bruxas e madrastas incompetentes - resolve fazer um pacto com o bom senhor das trevas, Mefisto, para conquistar o poder de Taleland. Porém, o dissimulado demônio começa a agir sozinho, possuindo o corpo dos príncipes e transformando-os em Generais das trevas a fim de trazer o submundo aos domínios. Bestas, espíritos e criaturas infernais começaram a aterrorizar os contos de fadas e cabe às princesas derrotar as trevas e expulsar Mefisto do corpo de seus amados, para assim salvar o reino. O que será que vai acontecer nesta batalha épica, onde as mocinhas terão que se tornar verdadeiras guerreiras? Conte-nos vocês! Convocamos todas as princesas dos contos de fadas para embarcar nesta aventura! Peguem suas winchesters e seus kits contra as trevas, a caçada começa agora!


O selo Regeneração, um dos braços da Arwen, também vai publicar em agosto um dos seus carros chefes:

Lágrimas de outono - Amanda Bonatti
Isabel tinha uma infância feliz, cercada pelo carinho da família e era especialmente apegada à sua mãe, que a ensinou a amar as flores e o belo jardim da casa onde ambas nasceram. O encanto presente naquele lugar era a representação do amor que unia mãe e filha. No entanto, Bel precisou aprender a lidar com as primeiras perdas ainda muito nova, vivendo momentos difíceis. Depois de perder a mãe, ela passou a questionar e se revoltar contra Deus: por que ele permitia que ela sofresse tanto? O tempo passou, a menina cresceu, mas a dor e a saudade ainda a perturbavam e, em seu coração, permaneceram os mesmos medos e dúvidas de quando era criança. Ela conhece Joaquim e juntos constroem uma história de amor e superação, com mais perdas e recomeços. O amor lhes mostrará que a vida é feita de etapas e devemos compreender e acreditar na única força que nos faz continuar. Assim, o sofrimento aos poucos se transforma em aceitação e é quando ela receberá de presente aquilo que acreditava nunca mais conseguir.


To morta com essa capa de A máscara do rei e super curiosa para ler Demontale. Todos os lançamentos podem ser adquiridos na loja virtual da Arwen, que pode ser acessada clicando aqui. Não percam esses super livros, e aguardem as próximas novidades da nossa parceira Arwen.

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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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terça-feira, 26 de julho de 2016

TAG: Book Sacrifice















Vi essa TAG no LiteRata, e adorei as respostas da Ju, então resolvi fazer também. A brincadeira é simples: responder quatro perguntas com livros que você gostaria de sacrificar, das mais diversas formas e por vários motivos. Mas calma gente, é só brincadeira, nenhum livro foi ferido durante a montagem desse post.

- Estamos vivendo um apocalipse zumbi e a cura são os livros superestimados. Qual livro você sacrificaria para matar um zumbi?




Esse livro é tão desnecessário para a humanidade, que acho que seria uma ótima arma contra um zumbi. Contos de fadas transformados em contos eróticos, de muito mal gosto, e sem pé nem cabeça. Se querem ler para entender do que estou falando, é por sua conta e risco.

- Você sai do salão com o cabelo lindo, mas está caindo o maior temporal, e você, obviamente, está sem seu guarda-chuva. Qual série você usa para proteger o penteado?




Não funcionou pra mim essa série da Sylvia Day. Não consigo gostar da dinâmica do relacionamento entre Eva e Cross, e também não me empolguei com as cenas mais quentes do casal. Apesar da narrativa da autora ser bem simples e os livros não serem muito extensos, demoro semanas para terminar a leitura, e até hoje não consigo entender porque insisti tanto com a quadrilogia, já que desde o primeiro volume eu percebi que não gostaria da estória.

- Você está numa palestra em que o professor cisma de defender um clássico que você detesta e não consegue entender qual a relevância dele para o mundo. Qual clássico você tacaria na cabeça do palestrante?




Pra falar a verdade, acho que eu não chegaria ao extremo de jogar esse livro na cabeça do pobre palestrante, mas continuo considerando-o um obstáculo impossível de transpor. Já tentei ler Sagarana, juro que foi com toda boa vontade que tentei decifrar suas indecifráveis frases iniciais, mas foi em vão.

- Vivemos uma nova era glacial e você precisa fazer uma fogueira para sobreviver. Qual livro, dentre todos os que já leu, será o escolhido para alimentar o fogo?




Li recentemente, como parte da #MLI2016, mas foi uma tortura! E, novamente, não sei que curiosidade mórbida me levou a terminá-lo. Ele era tão fininho, com uma capa e um título tão legais, e a sinopse apresentava uma estória tão interessante que me convenceu, mas a realidade foi totalmente diferente: o enredo não se parece em nada com o prometido pela sinopse, e a linguagem é mil vezes mais rebuscada que a usada por Machado de Assis.

Dentre as minhas escolhas, vocês salvariam algum livro? E qual seria a resposta de vocês para alguma dessas perguntas? Deixem nos comentários suas respostas, vou adorar saber. E se vocês quiserem reproduzir a TAG, fiquem a vontade, mas não se esqueçam de citar a fonte (juro que tentei achar quem foi a primeira pessoa a respondê-la, mas não consegui, então, citem o Coisas que eu sei que eu sei e o LiteRata, ok?).

Beijos de luz!

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

San Diego Comic Con 2016 - Melhores Momentos



Olá leitores! Vocês viram quanta coisa boa foi anunciada na Comic Con? Esse post vai trazer um resuminho com as melhores estreias de séries (e o fim de algumas), trailers de filmes, fotos e fatos curiosos que rolaram por San Diego nesse último final de semana.

Se por um lado os fãs de The Vampire Diaries ficaram tristes com o anúncio de que a oitava temporada será a última da série, por outro sobrou alegria ao saber que The Originals continua e que a quarta temporada promete ser muito boa. Confiram o trailer de TO e, logo depois, o adeus emocionado dos atores e roteiristas de TVD:








Como esperado, a Netflix veio cheia de novidades e conquistou ainda mais os fãs de quadrinhos e super heróis, com a confirmação de uma terceira temporada de Demolidor (<3) e a revelação dos trailers de Punho de Ferro, Luke Cage (assista abaixo) e Os Defensores:




Para felicidade dos amantes da DC Comics, pudemos conhecer um pouco mais dos filmes Mulher Maravilha e A Liga da Justiça:





Os atores de Guardiões da Galáxia 2 marcaram presença e revelaram que o filme ganhará uma atração na Disney. O diretor Zack Snyder recebeu uma pequena vaia e Ben Affleck confirmou que, além de continuar vivendo Batman nas telonas, também vaio dirigir o próximo filme da franquia.



E como não poderia deixar de ser, a Comic Con reuniu grandes estrelas do cinema, que puderam interagir com seus fãs e também tietar um pouco outros astros, como curiosamente fez o astro de Superman, Henry Cavill, que usou uma máscara para passar despercebido entre o público da feira e chegar até o painel de Esquadrão Suicida e pegar autógrafos do elenco do filme:




Aliás, essa é uma das estreias mais aguardadas do ano: o longa que reúne os piores anti-heróis da DC chega aos cinemas no próximo dia 4, e promete ser um grande sucesso de bilheteria. Mais algumas cenas foram mostradas na Comic Con, mas o mais legal foi uma sala que representava uma das celas do Squad, onde as pessoas podiam, através de um óculos de realidade aumentada, se sentir dentro de uma das cenas do filme.






Outro filme super esperado por seu fandom é Animais Fantásticos e Onde Habitam, ambientado no universo de Harry Potter, e baseado no livro homônimo de J. K. Rowling, que também foi a responsável pelo roteiro. Eddie Redmayne, que interpreta Newt Scamander distribuiu 6 mil varinhas ao público presente (que pessoas de sorte!), que foram entregues por figurantes caracterizados com figurinos do filme. Ao final do painel, Eddie pediu que todos levantassem as varinhas.




Também teve Game of Thrones, e a novidade ficou por conta da divulgação de um vídeo com pequenos erros de gravação e cenas curiosas que não vão ao ar:




E finalizando nosso resumo, o super cenário montado pela AMC, canal que transmite The Walking Dead nos EUA, reproduzindo a última cena da temporada 6, com todos os principais personagens feitos em cera, ajoelhados em frente ao insano Negan e sua Lucile, o taco de baseball mais comentado dos últimos tempos. Inclusive, o ator Jeffrey  Dean Morgan, que interpreta Negan, entrou no Hall H empunhando o inseparável instrumento de tortura que tem enlouquecido os fãs da série desde o final da sexta temporada:





Outras surpresas super comentadas foras os trailers de A Bruxa de Blair 3 (com lançamento previsto para setembro nos EUA) e Kong: Skull Island, que estreia em 2017.

Qual a notícia que vocês mais gostaram? Qual a série que mais querem assistir? E o filme mais esperado? Me contém tudo e não me escondam nada!


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domingo, 24 de julho de 2016

Arquivo Serial: Stranger Things

Olá, caríssimos. Mais um Arquivo Serial no ar com nuances dos anos 80. Hoje é dia de misturar as aventura de E.T. com a ciência de De volta para o Futuro dentro de um livro de Stephen King. Vamos relembrar os estranhos cabelos, as roupas mais descoladas, os costumes que marcaram a época e, é claro, reviver o cinema dessa década que deixou tantas saudades. Esqueça seu precioso DeLorean, voltaremos a sentir como crianças novamente com a companhia de Stranger Things.

A mais nova produção da Netflix entrou no ar há poucos dias e já fez um enorme sucesso. A série se passa em 1984 e conta a história de quatro crianças, ligadas pelo laço da amizade e pelo comum interesse em ciências, RPG e quadrinhos. Até que um desaparecimento acontece na pequena cidade onde moram, ao mesmo tempo que uma misteriosa menina surge de lugar algum.

Sinceramente, não se apeguem ao plot da série, é difícil comentar algo sem nenhum spoiler, portanto vou dar outras razões para você terminar de ler esse texto e correr, se trancar em um quarto totalmente equipado com iguarias culinárias e embarcar nessa viagem de apenas oito episódios.

Stranger Things, acima de tudo é uma ode ao cinema dos anos 80. O cenário, as roupas, todas as características estão presentes aqui, com um ar nostálgico que poucos filmes podem oferecer. Porém, em minha opinião, a trilha sonora é o ponto alto da produção. Desde a abertura – que lembra o filme Tron, de 1982 – até as cenas mais dramáticas, a trilha equilibra a experiência muito bem e te coloca exatamente onde você quer estar. Em muitas cenas as músicas parecem ter sido tiradas de um jogo de Atari, e esse tom é perfeito.

Diferente de outros seriados, os personagens não evoluem, apenas mantém a mesma essência desde o primeiro episódio. E o resultado é extremamente positivo. Desde o início o papel de cada um já está estabelecido e, como telespectador, é muito fácil se encantar pelos protagonistas e comprar todas as motivações que o roteiro te entrega. Impossível não se lembrar de Os Goonies.

Wynona Rider está de volta em um grande papel como Joyce Byers, uma mãe prestes a perder o controle de sua sanidade após o desaparecimento do filho. Méritos para a atriz, que está muito bem, e vale a pena vê-la, mas também méritos para a edição e roteiros que não exploraram esse drama familiar tão clichê.






















A primeira temporada tem apenas oito episódios, isso significa que tudo acontece muito rápido e de maneira clara, sem rodeios ou mistérios desnecessários. Stranger Things entrega exatamente o que te propõe: uma nova experiência de rever uma aventura ao estilo dos anos 80. Tudo gira em perfeita sincronia para presentear com essa obra prima os maiores saudosistas de Ghostbusters ou Gremilins.




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João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh

sábado, 23 de julho de 2016

Momento HQ: Maus

Olá, ávidos leitores. Deixaremos de lado por um instante os heróis que nos inspiram por décadas, e vamos falar sobre uma HQ diferente. A realidade do mundo também pode ser contada em quadrinhos, aliás, é muito mais divertida e interessante quando contada em quadrinhos. Hoje nós voltaremos 80 anos para contar a história de um homem sobrevivente ao holocausto. Hoje vamos fala de Maus.

A mistura entre não-ficção e HQ sempre nos proporciona histórias fantásticas, falaremos de muitas aqui em nosso momento, mas hoje quero chamar a atenção para o relato sobre Vladek, polonês, judeu e sobrevivente da segunda guerra mundial. Seu filho, Art Spigelman, cartunista norte americano, descreveu a vida de seus pais em uma emocionante história em quadrinhos.

Existem milhões de relatos de sobreviventes do holocausto, portanto, essa ideia pode não ter sido a mais original dos últimos anos. Porém a maneira como Art descreve cada capítulo e os diálogos são tão inspiradores que esse trabalho lhe rendeu o mais importante prêmio do jornalismo: Maus é a primeira graphic novel a ganhar um prêmio Pulitzer.





O relato começa com nosso protagonista, Vladek Spiegelman morando de New York com sua segunda esposa, Mala. Vladek recebe a visita de seu filho, Art, que diz estar escrevendo um relato sobre a história de sua família a partir do início dos anos 30, quando moravam ainda na Polônia. É então que Vladek passa a contar, com detalhes, como foram os anos até a guerra chegar e passar por eles, por meio de um surpreendente depoimento.


A arte é toda monocromática, dando um aspecto arcaico às páginas, e criando um efeito de um documentário gravado em preto e branco. Como o roteiro gira em torno de uma entrevista entre pai e filho, duas linhas temporais são apresentadas e estão bem estabelecidas. Porém, a veracidade do conto se encontra nos detalhes que Spiegelman teve o esmero de trazer. Primeiro, a representação de animais no lugar dos humanos é um toque sutil e de muita audácia. Os judeus são ratos – daí vem o nome, "maus" significa ratos em alemão –, os alemães são representados por gatos, e os outros poloneses em geral são porcos.

Além disso, Art mostra o diálogo como um não-nativo americano deveria falar. Existem erros no vocabulário de Vladek que passam uma veracidade inacreditável àquela conversa. Juntamente com episódios que vão além da entrevista em si. O relato humaniza os personagens mostrando também um pouco da vida pessoal de cada um naquele momento.

Para aqueles que são apaixonados por história, Maus é um prato cheio para enxergar a segunda guerra sob um outro prisma. O avanço das tropas alemãs, a polícia nazista e como os poloneses viam o terceiro Reich é uma experiência incrível. Os diálogos são bem simples e detalhados, portanto a leitura é prazerosa e contínua, quase que ininterrupta. Definitivamente, esse livro está entre os mais interessantes sobre a segunda guerra mundial e deve fazer parte da coleção de todos que apreciam uma boa aula de história.




































Portanto, procurem um anexo escondido em seus vizinhos, nunca confiem num homem usando casaco Hugo Boss e reveja quais marcas o seu próprio passado guarda em segredo.


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João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.

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domingo, 17 de julho de 2016

Arquivo Serial: Bates Motel






































Trazer a história de um dos maiores filmes de todos os tempos para uma série não é tarefa fácil, porém, com a mistura de muito suspense e ótimas atuações, Bates Motel conseguiu não apenas atrair os fãs da original história dos anos 60, mas também fez uma legião de novos adoradores da família Bates.

A boys best friend is his mother.


O seriado conta a história de Norma Bates que, depois da trágica morte de seu marido, compra um motel na beira da estrada de uma pequena cidade do interior e decide recomeçar a vida junto com seu filho, Norman Bates. Ali, em White Pine Bay foi onde o assassino em série de Psicose (1960, dirigido por Alfred Hitchcock), cresce e se torna um dos mais adorados criminosos do cinema.

Bates Motel começa estremecendo os mais céticos do cinema. A primeira temporada vem com suspenses de tirar o fôlego e revelações que te fazem passar horas e horas a fim de esfaquear a curiosidade. A atuação de Freddie Highmore (A Fantástica Fábrica de Chocolates) como Norman Bates e Vera Farmiga (Invocação do Mal) como Sra. Bates são um show a parte. É possível ver características marcantes que remetem diretamente ao filme dirigido por Hitchcock.

Why do crazy people keeps gravitating towards me


Destaque para o sensacional cenário, que está muito parecido com o original. Em cenas durante a noite, ou mesmo quando uma tomada mostra o motel com a casa de fundo, a fotografia usa uma paleta de sombras que te carrega para o original em preto e branco.

Porém, depois da primeira temporada, o seriado passa por um momento onde o roteiro e a montagem não conseguem dar uma sequência lógica. Personagens são introduzidos de qualquer maneira e passam a ter importante participação sem nenhuma menção anterior. Os diretores conseguem amarrar todas as pontas do plot, mas a impressão é que surgem problemas sem sentido que não fazem diferença além de estender a produção.

No one's ever going to help us, Norman. No one's ever helped us.


Mesmo assim é difícil de deixar de assistir e ver o progresso dos protagonistas, cada um com sua mentalidade doentia. O elenco carrega uma carga dramática e ao mesmo tempo cativante. Cada um com seu incompreensivo passado e segredos que são revelados com o passar dos episódios.

Entre altos e baixos, a série entrega um ótimo nível de entretenimento e mistério. Ver a evolução de Norman Bates é uma experiência e tanto, não só para os antigos fãs, mas para os jovens que não têm qualquer ligação emocional com Psicose. Inclusive, atrair novos olhares foi o que fez a série escolher os dias atuais para evolução e não a década de 60. Um grande erro na opinião dos radicais fãs, que não conseguem assimilar a história de um vilão antigo contada na atualidade.

Norman, you know what you have to do.

Bates Motel está em sua quarta temporada com contrato assinado para a quinta em 2017, e há boatos de que poderá ser a última fase do seriado. Confira o trailer de Bates Motel e não espere um dia comum em White Pine Bay.





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