sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Caixa de pássaros [Resenha]


"Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de Pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego, mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles, Malorie e seus dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão."

Um mundo onde não se pode abrir os olhos ou você morre. Esse é o mote do livro. Mas durante a leitura percebe-se que ele vai muito além disso: o enredo fala de sobrevivência e de como os humanos agem perante um grande perigo.

Sem nenhuma explicação, pessoas começam a morrer de forma cruel após visualizar uma coisa que não é definida, já que quem a viu não ficou vivo para descrever como era. Então não fica claro se se trata de uma criatura, um monstro, um alien ou uma situação que leva quem a vê à loucura total. Algumas pessoas que viram a coisa se auto mutilaram cruelmente até a morte, outras ficaram completamente loucas e morreram. O clima de suspense está criado, e a leitura toda vai ser embalada por ele.

Depois da morte de sua irmã, Malorie, que está grávida, sai de casa para tentar encontrar algum lugar que esteja habitado, para que ela possa conviver com mais sobreviventes. Para sair à rua, é necessário vendar os olhos, assim a coisa não vai atacá-la. Sem saber para onde vai, Malorie segue até uma vila de casas e acaba encontrando uma onde está um grupo de pessoas que se uniu para sobreviver. Ela se junta e eles e por algum tempo tudo corre bem.

Todos eles trabalham em conjunto para manter o ambiente habitável: buscam água no poço, cuidam da sujeira do banheiro improvisado e até saem em busca de mantimentos, comida e remédios, sempre com os olhos cobertos. A organização funciona em harmonia até que um homem estranho e misterioso, Gary, se junta a eles, dizendo que o grupo de pessoas com quem estava antes foi vitima da criatura.

O lider do grupo Tom, confia em Gary, mas Malorie não. Ela acredita que Gary está louco, que já viu a criatura, e que está ali apenas para conduzi-los ao caos. E a partir dessa desconfiança, cria-se um conflito, que vai mudar a forma como eles viveram na casa até então. Além do medo do que está lá fora, agora Malorie também teme o desconhecido que está debaixo do mesmo teto que ela, e isso torna a convivência insuportável.

Por todo o livro alguns personagens saem de casa, vendados, e passam por momentos de terror psicológico digno de Stephen King, e, se estivessem num filme, fariam o espectador pular da cadeira. Os personagens nunca sabem o que os cercam, já que não podem olhar, mas eles sempre podem sentir, e ouvir sons estranhos a cada passo que dão fora da casa. Viver na expectativa de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento acaba com os nervos da pessoa.

E além de todas as dificuldades de se viver preso dentro de uma casa, com estranhos, sem saber como será o dia seguinte, Malorie ainda está para ter o bebê, e sofre pensando em como vai criá-lo num mundo desconhecido, onde não se pode abrir os olhos. Para piorar a situação ainda mais, no ápice da estória acontece uma reviravolta incrível, que pode deixar a protagonista em uma dificuldade muito maior do que se imaginava.

O fio condutor da narrativa é a dúvida, o medo do que está lá fora e das consequências de se olhar para o desconhecido. Todo esse suspense mantém a leitura num ritmo frenético, é quase impossível largar o livro antes do fim. O autor conseguiu criar um cenário de terror perfeito, que faz o leitor imaginar o que faria se não pudesse usar seus olhos para sobreviver. Tudo é muito bem ambientado, os personagens têm sentimentos latentes, e são bastante intensos. Até o título do livro foi tirado de uma situação limite vivida durante a estória, e só descobrimos isso durante a leitura.

A estória toda remete a um apocalipse zumbi elevado à décima potência, onde as pessoas, privadas da visão, precisam enfrentar um terror desconhecido lá fora, ao mesmo tempo que encaram seus maiores medos dentro da casa. Além disso, a narrativa em terceira pessoa mais as diferentes linhas temporais permitiram ao autor transitar entre a consciência dos personagens e narrar alguns acontecimentos sob diferentes pontos de vista, aumentando ainda mais a sensação de terror que atinge a protagonista a cada capítulo. Enquanto em alguns momentos estamos acompanhando o que aconteceu há algum tempo, através das memórias de Malorie, em outros seguimos no presente, junto com ela e as crianças em sua viagem suicida, em busca de um lugar para viver em paz.

O objetivo de Malorie é salvar as crianças e levá-las para um abrigo que ela acredita existir, e para isso, precisam sair de casa, vendados como sempre, e seguir de canoa por um rio até o ponto onde ouvirão uma voz por um alto falante. Todo esse trajeto é permeado de horror e momentos de extrema tensão, nos quais o Garoto e a Menina (não, eles não têm nome, são chamados assim pela mãe), são obrigados a usar seus outros sentidos para tentar se salvar.

A leitura toda é uma viagem louca pelo medo e o horror, desde a primeira morte pela criatura desconhecida até os momentos em que Malorie treina os recém-nascidos para não abrir os olhos e apurar sua audição e seu tato para se defender.

Infelizmente, o final é bem simples, e não condiz com toda a emoção proporcionada pelo restante da leitura, apesar de não ser previsível. Mas, particularmente, eu tinha medo de que isso acontecesse, pois é comum um escritor criar um super drama, cheio de tensão e não conseguir dar a ele um final tão empolgante. Mas ainda assim, é um livro que precisa ser lido, precisa ser sentido.


Caixa de pássaros
Josh Malerman
editora Intrínseca
272 páginas
nota no Skoob: 4.2
nota do blog: 4.0


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Cat, meu amigo psicopata [Resenha]

onde comprar: Arwenstore

"Um estudante de psicologia, um estudante de medicina, uma garota albina e um psicopata. Ou talvez uma gangue deles. Logan Davis sabia que aquilo não ia dar certo, sempre soube, mas como ele mesmo diz: a carne é fraca. Então, quando o jovem estudante de medicina William Miller pede sua ajuda para um projeto no mínimo impossível, ele acaba aceitando, e ambos agora são responsáveis pelo psicopata mais perigoso da cidade. O propósito? Fazê-lo se apaixonar, valendo o diploma do jovem médico e uma vaga preciosa em um famoso hospital. Uma experiência que vai acabar trazendo de volta velhos inimigos, criando novos, derramando um pouquinho de sangue e virando suas vidas de cabeça para baixo."

Logan Davis, estudante de medicina, um jovem tranquilo e pouco popular na universidade, de repente se vê envolvido numa confusão que pode não só lhe custar tudo aquilo com que sonhou para seu futuro, como sua própria vida.

Depois de ter seu louco projeto de final de curso rejeitado, o melhor aluno de psiquiatria da universidade, William Miller, convida Logan para participar de uma experiência perigosa: sequestrar um psicopata famoso, que está preso, e fazê-lo se apaixonar por uma mulher.

Will tem razões fortes para acreditar que os psicopatas podem ter sentimentos, e ele quer provar sua teoria, custe o que custar. Com um pai rico e todas as facilidades que o dinheiro proporciona, ele não mede esforços para tirar o psicopata da prisão e mantê-lo sob vigilância, enquanto tenta fazer com que ele se apaixone por uma colega de faculdade.

Mas como todo projeto arriscado, esse também tem seus contratempos, e Logan acaba permitindo que uma de suas pacientes, a garota albina e totalmente insegura, Amy, passe uns dias na mesma casa em que estão observando Cat, o psicopata. Eles decidem chamá-lo por esse apelido carinhoso para não levantar suspeitas, e para que Amy não descubra quem ele realmente é.

A presença da garota na casa causa uma reviravolta incrível nos planos de Will. e dá muita dor de cabeça para Logan, que quer vê-la feliz e ao mesmo tempo protegê-la do assassino que. Por outro lado, ele não pode contar a ela quem Cat é ou o que ele faz, o que vai deixado Amy cada vez mais curiosa sobre o que está acontecendo, e pior, a aproxima muito de Cat.

Não quero dar spoilers sobre a relação entre os personagens, mas acontece muita coisa, inclusive, alguns momentos de muita tensão, em que os meninos ficam sob ameaça de uma faca, sem saber se vão conseguir sair com vida daquela experiência. O livro é muito divertido, apesar do tema pesado, e os personagens são muito bem desenvolvidos: cada um deles vive seus próprios dramas, e as dúvidas e medos de Logan, Will e Amy conduzem a estória. A autora realmente estudou sobre psicopatia para falar sobre o assunto, e soube trabalhar muito bem com ele, mostrando nuances da doença e criando a trama toda em torno dela, ao mesmo tempo que dedicou momentos individuais para cada personagem mostrar sua personalidade única.

O final é muito bem pensado, e só nas últimas páginas entendemos os motivos de Will, e também conhecemos um pouquinho mais dos psicopatas amigos de Cat, que têm personalidades interessantes, e são tão divertidos quanto perigosos. O leitor se vê imerso no clima tenso do livro, e vive junto com os personagens as situações mais estranhas e ameaçadoras, o que mostra o talento da autora em criar uma narrativa envolvente. Em alguns momentos até torcemos para os psicopatas!

Além da estória ser incrível, a arte gráfica do livro é impressionante: desde a capa, que foca no semblante impassível do jovem psicopata e tem ao fundo os lindos olhos azuis de Amy, até o interior, com as páginas ilustradas com gotas de sangue e uma tesoura ameaçadora. É uma leitura rápida e surpreendente, e eu super indico para todos os leitores. Não tenham receio do tema, nem pensem que vão ver muito sangue e morte, mas estejam sempre alertas, pois os psicopatas não têm medo de agir.


Cat, meu amigo psicopata
Malu Ghiraldeli
440 páginas
Editora Arwen
nota no Skoob: 5.0
nota do blog: 5.0
(livro cedido pela editora em parceria)


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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Um pouquinho de...

"Quase a conquistara, Klaus via isso. Se a beijasse agora, ela corresponderia. Os lábios dela estavam esperando, separados e úmidos. Mas ela se arrependera de mudar de ideia com tal rapidez, ele sabia: desconfiaria desse beijo e duvidaria da própria capacidade crítica se ele pressionasse demais. Seria mais inteligente fazê-la esperar. Deixar que ela pensasse nele, que sentisse sua falta, que o quisesse... E o comparasse com o tolo Armand sempre que aquele lobisomem estúpido abrisse a boca.
Quando a conquistasse, Klaus a conquistaria por completo.
Ele baixou o braço e trouxe sua mão submissa à boca, completando o beijo mais formal que ela lhe negara antes. Klaus sentiu um leve tremor na pele de Vivianne e riu consigo mesmo ao soltar sua mão.
— Creio que meus cinco minutos acabaram — sussurrou ele. — Não a perturbarei mais esta noite. Mas saiba, Vivianne Lescheres, se você me permitir, eu lhe darei o mundo. 
Ele se virou e partiu antes que ela pudesse responder. Sentiu-se subitamente inspirado a retomar sua pintura — sabia exatamente o que faltava na última tela."

(capítulo 7, página 44)

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sexta de música #113 - Tire seu vampiro para dançar

Ontem rolou por aqui um post especial com a lista dos meus 7 vampiros preferidos na literatura (e séries), e hoje vamos continuar na companhia dos mesmos, mas ao som de música boa.




O que vocês preferem: um vampiro cavalheiro que lhes acompanhe num baile e naquelas dancinhas chiques estilo medieval, todo cheio de charme e traje de gala, ou um mais moderno e estiloso, numa noite quente de música eletrônica?



Tem vampiro para todos os gostos nessa playlist, e tenho certeza que pelo menos um deles vai ser o seu parceiro perfeito para uma dança:

Duas da minhas cenas preferidas de The vampire diaries envolvem Damon e Elena dançando: na primeira temporada, episódio 19, acontece o concurso Miss Mystic Falls, e como Elena é uma das candidatas, ela precisa participar de uma dança com um par, que deveria ser Stefan, mas como ele está seguindo um vampiro problemático, não aparece. Eis que surge, no pé da escada, o Sr. Perfeito, Damon Salvatore, esperando por Elena para dançar. A cena é fofa, vejam:




A música é All I need, de Within Temptation, ouçam clicando aqui.

Depois, (cuidado, spoiler para quem ainda não viu a série) no episódio quatro da quarta temporada, quando Elena já foi transformada, ela resolve seguir as dicas de Damon para se tornar uma vampira de verdade, e eles vão juntos a uma festa à fantasia na faculdade, onde ela pode morder livremente, sem despertar suspeitas. Sentindo-se muito livre, ela faz a festa e bebe muito sangue. Aliás, Damon também faz o mesmo, e a certa altura da festa, quando eles se encontram, rola a dancinha sexy:



O que deixa a cena mais perfeita é a música Feel so close, de Calvin Harris. Ouçam aqui.

Agora temos prêmio em dobro, com Damon e Klaus-deuso-Mikaelson, que dançou com Caroline, quando ainda estava em TVD, na festa que sua família ofereceu ao chegar a Mystic Falls. Aqui praticamente todos os personagens aparecem, os casais vão se revezando durante a música, mas nosso foco é Klaus, ok? Estamos no episódio 14 da terceira temporada:




A trilha sonora fica por conta de Ed Sheeran, com Give me love. Vocês podem não acreditar, mas antes mesmo de ver esse episódio, eu achava que essa música combinava perfeitamente com Klaus e Caroline.



E no livro The originals - a ascensão, logo nas primeiras páginas, Niklaus faz par com a bela senhorita Viviane, uma bruxa metade lobo que será decisiva para seu futuro e de sua família em Nova Orleans. Dá pra imaginar a carinha dele enquanto eles valsam pelo salão e se provocam mutuamente:












Lá no filme Crepúsculo, a cena final em que Edward dança com a sem-sal-sem-açúcar Bella no baile de formatura, é bem curta e sem graça. Mas no livro, aquele é um momento cheio de emoção e expectativa, que deixa as fãs ainda mais apaixonadas pelo garoto brilhante.











Mesmo não tendo incluído no top 7 o vampiro Barnabas Collins, de Sombras da Noite, interpretado por Johnny Depp, vale mencionar a cena em que ele e Angelique protagonizam uma coreografia hot por todo o escritório da bruxa má. O que acabou se tornando um dos momentos mais divertidos do filme.



Ao som de You're the first, my last, my everything, de Barry White. Vale lembrar que esse filme tem uma trilha sonora incrível.

Não me lembro se Lestat dança em algum momento dos livros, mas tenho certeza que ele arrasa como vocalista de uma banda de rock super famosa, e acho que tá valendo. Quem não queria ficar pertinho do palco enquanto ele canta e sacode aquela cabeleira maravilhosa? Se tiver sorte, uma gotinha do suor dele pode cair em você, rsrsrs.


Há rumores pela internet de que uma nova adaptação de Entrevista com vampiro para os cinemas estará sendo feita em breve, e os nomes supostamente mais cotados para viver Lestat são Matt Bomer, Alexander Skarsgard (que foi citado no post de ontem) e o astro da banda 30 seconds to mars, e o mais novo Coringa das telonas, Jared Leto.



Tem potencial. O que vocês acham? Deixem suas opiniões nos comentários e digam qual a cena de dança vocês mais gostaram (ou odiaram).



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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Top 7 - Melhores vampiros da literatura

Vai ter post com vampiro sim! E se reclamar eu chamo os lobisomens! rsrsrs



Como estamos numa semana meio que temática por aqui - por causa do sorteio Deixei-me entrar -, vou fazer uma listinha com meus vampiros preferidos na literatura. Mantenham a mente aberta, ok? Lembrem-se que eu não tenho preconceitos:




7. Zack, de A caçadora (resenha aqui): pelo tom divertido da narrativa, esse vampiro poderia ser mais um adolescente que refaz a faculdade de tempos em tempos, e que não põe medo em ninguém, mas não é assim: Zack é um vampiro lindo, de olhos azuis marcantes, perspicaz, inteligente e que gosta de usar uma ironia sutil em alguns momentos. A protagonista, Jéssica, cai de amores por ele assim que o vê, e não poderia ser diferente. Imaginei o ator Bruno Gagliasso para representar o bonitão Zack, e se vocês leram o livro da Vivianne Fair, hão de concordar comigo.




6. Eric Northman, de True Blood, interpretado pelo belíssimo ator Alexander Skarsgard. Não se enganem por essa cara de bonzinho; Eric é muito mal, daquele tipo de vampiro que não tem pena de ninguém, mas fica sensível perto da mulher que ama. Quando vi suas primeiras cenas na série não acreditava que ele seria importante na trama, mas depois o personagem ganhou seu espaço, muito pela atuação do ator, e foi causando até a última temporada. Alexander por ser admirado visto agora em seu mais recente trabalho, Tarzan.




5. Edward Cullen, de Crepúsculo. Sim meus caros, Edward está aqui, mas que fique bem claro, eu gosto do vampiro dos livros, e não dos filmes. Pode parecer estranha essa afirmação, mas eles são bem diferentes. Enquanto o protagonista dos livros é perfeito, os dos filmes é Robert Pattinson - não é preciso dizer mais nada. Já li Crepúsculo umas 5 vezes, e em todas elas Edward virou meu crush.




4. Damon Salvatore, de Vampire Diaries. Como não amar esse personagem? Ele é mau, muito mau mesmo, mas é impossível assistir a série e não suspirar por ele! Admita que você já deixou a janela aberta a noite na esperança de que ele fizesse uma visitinha, rsrs. Ian Somerhalder é perfeito na interpretação do personagem, e seus lindos olhos azuis são responsáveis por conquistar inúmeras fãs para a série, com certeza.



3. Mikhail, o mestre de Fortaleza Negra: ele é muito severo, sério, centrado, sisudo, tudo como manda sua posição de Mestre da Realeza Vampírica, mas uma jovem de cabelos vermelhos consegue quebrar essa barreira de seriedade e mostra algumas nuances da personalidade do vampiro que conquistam as leitoras. Mikhail pode ser quase fofo em alguns momentos, mas isso é mero detalhe perto da sua sensualidade imortal. Desafio você a ler esse livro e não se apaixonar por Mikhail (comece pela resenha, aqui).



2. Klaus Mikaelson, The Originals. Não sei o que dizer sobre esse personagem, só sentir. Cada olhar de Niklaus é um sonho, cada maldade que ele faz para defender sua família nos faz gostar ainda mais dele. É impossível não se apaixonar por essa babyface do mal! Tanto nos livros quanto na série de TV, Klaus é um sonho de consumo, e a nossa vontade é de gritar pra ele: Me morda agora! E o ator Joseph Morgan, que dá vida ao personagem, também é um fofo. Será que posso levá-lo pra casa?




1. Lestat de Lioncour, de Entrevista com vampiro. Anne Rice criou o deus dos vampiros literários. Maior que Drácula, mais perfeito que seu BFF, Louis, mais lindo que Damon Salvatore e mais charmoso que Klaus, Lestat é a perfeição vampiresca em pessoa. Nos livros em que aparece, ele vai de assassino cruel a rockstar, e no filme, ficamos todos babando pela interpretação de Tom Cruise, que fez um vampiro daqueles que você tem vontade de levar para casa.

Me digam, o que vocês acharam dessa lista? Concordam? Acham que faltou algum morto-vivo delícia? Comentem!



E participem do sorteio de Deixe-me entrar, para conhecer outro vampiro divo, Gerard <3, basta clicar aqui.

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Deixe-me entrar [Resenha - revisada]

onde comprar: Arwenstore 

"Julianne Ipswich cresceu confinada no internato Le Rosey, afastada de sua família com o pretexto de receber uma educação de qualidade. Este fato sempre a incomodou e o maior desejo de Julianne era descobrir o real motivo para sua família tê-la afastado. Ao completar 15 anos, ela retorna para Stone Forest, a cidade de seu pais, e, aos poucos, acaba descobrindo mais detalhes sobre sua família. Cercada por muito mais perigos do que ela jamais pôde imaginar que surgiriam em sua vida, Julianne precisará desvendar os mistérios de seu passado e preparar-se rapidamente para os desafios do futuro, se quiser sobreviver. As vozes se misturam, os olhos sedentos nunca param de espreitar e o perigo está onde ela menos imagina. Será que Julianne conseguirá enfrentar tudo isso?"

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi o fato de ter vampiros na trama: são minhas criaturas sobrenaturais preferidas, e eu não tenho preconceito, gosto tanto dos clássicos quanto dos mais modernos e diferentes. Depois a capa, que é linda. E então, assim que comecei a ler, desanimei um pouquinho, pois a narrativa estava bastante lenta, focando nos conflitos adolescentes da protagonista, e nada dos vampiros aparecerem. Como não sou de desistir, segui em frente e a estória deslanchou e me agradou bastante,

Por se tratar de uma personagem que está na adolescência, Julianne tem seus momentos de indecisão e rebeldia, e no começo da trama a autora fala bastante sobre suas aventuras (e desventuras) amorosas no colégio, e isso, principalmente, foi o que pareceu desnecessário para a construção da estória, inicialmente. Passada essa fase, entramos na trama principal, quando Julianne começa a descobrir que todos que conhece são vampiros, sua família, seus vizinhos e até seus tutores do internato.

A problemática está nos objetos mágicos que a família Ipswich possui, e que dão aos vampiros o poder de sair ao sol sem serem destruídos. Toda os vampiros do mundo querem essas joias, e ninguém pode saber que elas estão com os pais de Julianne. O fato da protagonista não ser uma vampira como o resto dos familiares faz dela um alvo fácil para aqueles que querem roubar os objetos mágicos da família, por isso, todo mundo protege a humana exageradamente.

Um ponto que, inicialmente, me deixou apreensiva foi o fato de existirem muitos personagens na estória, pois alguns deles pareciam desnecessários. Mas, felizmente, todos foram se mostrando importantes ao longo da narrativa, e o que era dúvida se tornou um dos pontos mais positivos do livro, já que cada um desses personagens tem a sua finalidade dentro da estória, e não estão ali por acaso. E também acredito que eles possam ganhar ainda mais importância numa futura continuação.

Tudo faz bastante sentido quando a leitura termina. Até mesmo o fato de a narrativa ser lenta no começo, aos poucos vai se consolidando como uma base para o crescimento da protagonista, que vai amadurecendo ao longo da estória, e todas aquelas experiências que ela vive servem para fortalecer seus atos e decisões futuros.

Além da disputa pelos objetos mágicos, o cerne da estória é o envolvimento de Julianne com um vampiro misterioso, Gerard, que surge do nada, mas que parece ter uma ligação muito forte com ela. Essa ligação também é sentida pela própria Julianne, e é dessa relação que vem a explicação para o título do livro e para todo o universo criado pela autora. A mitologia que ela criou para embasar a estória dos vampiros mais antigos e de sua linhagem é fascinante, muito bem desenvolvida e convence facilmente.

No final, a autora trabalhou de forma brilhante para deixar um gancho para o próximo livro, e prender o leitor. É visível o crescimento da personagem principal, Julianne, e que ela poderá se tornar ainda mais forte no segundo volume da série, já que agora ela conhece muito mais sobre a própria família e o universo vampiresco que a rodeia. Recomendado para todos os leitores que procuram uma boa aventura sobrenatural, e um romance nacional criativo, que moderniza um assunto clássico, sem ofender suas características mais marcantes.

- Participe do sorteio, você pode ganhar um exemplar de Deixe-me entrar, clicando aqui!


Deixe-me entrar
Letícia Godoy
editora Arwen
320 páginas
nota do Skoob: 4.9
nota do blog: 4.5

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Um pouquinho de...

"Gerard esperava sentado no tronco de uma árvore caída. Esperava por algo que nem mesmo ele sabia o que era. Mas esperava. A solidão era algo que o encantara durante um século ou dois, mas aos poucos foi se tornando insuportável. As lembranças que carregava em seu peito eram piores, por isso não conseguia se decidir qual foi o seu erro maior: desejar alguém ao seu lado ou ter desgostado da solidão.
- Olá? Tem alguém aí?
Escutou aquela doce voz soar aos seus ouvidos aguçados. Eram quase seis da tarde e o crepúsculo surgia no céu, pintando-o com um tom escarlate. Ele gostava de observar o céu naquela hora do dia, era muito encantador... Talvez perdesse somente para a beleza do sorriso dela.
- Estou aqui, Julianne - respondeu quando a avistou.
Ela olhou para ele e um dos sorrisos mais bonitos que já vira em toda a sua vida surgiu de seus lábios."

                                                (página 196, capítulo 17)


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domingo, 14 de agosto de 2016

Arquivo Serial: How to Get Away with Murder



Preparem-se, caçadores da lei. Estamos entrando em um ambiente hostil e impiedoso. Um local onde a deslealdade percorre sem pudores ao encontro de quem precisa de um abraço gélido de esperança. Que as acusações sejam feitas, não importa quem está certo ou errado, somos todos inocentes, até que se prove o contrário.

How To Get Away With Murder - além de ser um título longo demais para escrever - traz uma abordagem nova ao conceito das séries. Uma visão singular de como a lei é aplicada independente da índole do réu e como usar os mais ousados artifícios legais à próprio favor. Em poucas palavras, cinco estudantes de direito são convidados para estagiar com um de seus professores, uma das maiores defensoras criminais do país.
Existe muitos aspectos que te fazem lembrar de um certo seriado médico. Um excelente profissional que nem sempre age com ética, mas sempre consegue o que precisa para o momento, ajudado por brilhantes novatos que são muito mais do que meros coadjuvantes. A partir de certo ponto, os dilemas individuais passam a ser mais interessantes do que o tema proposto.

Uma receita que rendeu oito temporadas e milhões de fãs à House, não poderia ter resultado diferente se empregada com sabedoria e na dosagem correta, o que ocorre em How To Get Away With Murder.

Nossa protagonista, Annalise Keating (Viola Davis), além de advogada criminalista de defesa, é uma professora universitária e isso dá margem para o maior atrativo da primeira temporada. Enquanto Annalise leciona sobre os métodos e processos criminais para seus estudantes, nós – enquanto espectadores - assistimos à mesma aula. Nesse momento, mesmo que indiretamente, a quarta parede é quebrada e temos a impressão de que a professora está falando conosco enquanto tomamos nossas próprias notas mentais.

Além da alta carga de suspense que a série injeta em nossas veias, a fantástica atuação de Viola Davis no papel principal traz cenas dramáticas que podem te levar às lágrimas sem o forçado e corriqueiro clichê.

Eu destacaria também o papel interpretado por Jack Falahee como Connor Walsh, um dos estudantes. Connor não deveria, mas consegue roubar a cena dentre os coadjuvantes. O que nos leva ao ponto negativo da série. Apesar dos excelentes plots e atuações, eu, particularmente, tenho problemas com algumas motivações que servem de base para a trama. O desenvolvimento dos personagens poderia ser melhor explorado, mas com apenas 15 episódios, esse trabalho ficou para a segunda temporada em diante. Enfim, nada que tire o brilho do seriado.

Criado por Peter Nowalk, How to Get Away with Murder já tem seu lugar como uma das melhores séries dos últimos anos. Para os fãs, resta aguardar até o final de setembro, quando a terceira temporada estreará nos Estados Unidos.

Chamem suas testemunhas de confiança, preparem uma apelação e sempre tenham bons álibis. A suprema corte é um local sombrio, onde vencer ou perder não depende de estar certo ou errado.

JOÃO OLIVEIRA




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João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh

sábado, 13 de agosto de 2016

Deixe-me entrar [Sorteio]


Olá leitores! Vocês sabiam que o dia 13 de agosto, recentemente, foi instituído como o Dia do Vampiro? A intenção é boa: incentivar a doação de sangue, que na época do inverno, cai drasticamente. Em 2003 o Dia do Vampiro é lei na capital paulista, e os fãs de estórias vampirescas, góticos e todo tipo de simpatizantes vão juntos até o Hemocentro para fazerem suas doações. 


Para aumentar ainda mais a participação das pessoas, tem sempre algum artista participando, ou até mesmo escritores, que fazem doações de seus livros para os participantes da campanha. É uma atitude linda, que deveria ser seguida por todos nós.




Aproveitando esse clima de presas e sangue, entra no ar hoje um super sorteio que vai presentear um leitor lindo com o livro Deixe-me entrar, da Letícia Godoy.



A estória desse livro é incrível, e não foge muito do vampiro clássico que tanto amamos. Além disso, a mitologia criada pela autora é muito competente, e tenho certeza que o ganhador vai amar conhecer o universo de Deixe-me entrar.

Para participar do sorteio é mais simples que capturar o Zubat: basta acessar o formulário Rafflecopter abaixo e escolher uma ou mais opções, sendo que nenhuma delas é obrigatória, e a frase pode ser retuítada diariamente para aumentar as chances de ganhar. O vencedor vai ser avisado pelo perfil da rede que estiver seguindo (Facebook ou Twitter). E não se esqueçam que perfis exclusivos para sorteios e promoções não serão considerados válidos, e o participante deve ter endereço de entrega no Brasil, ok?


a Rafflecopter giveaway

Não percam tempo, pois o sorteio termina dia 30 de agosto. E aproveitem para também fazer uma boa ação, e ir até o hemocentro mais próximo para doar um pouquinho do seu sangue. Não custa nada e não dói (muito).







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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sexta de música #112 - O Bang Bang do Green Day


Nem só de Anitta se faz um Bang! Desde 2012 sem lançar nada novo, a banda americana Green Day anunciou ontem que seu novo álbum sairá em outubro desse ano, e também divulgou a primeira música de trabalho, Bang Bang, que tenta levar a banda de volta às suas raízes no punk rock. A banda formada por Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool, quer reconquistar seu espaço no mundo da música, e para isso usam letras bem políticas, e que também abordam a cultura das armas nos Estados Unidos, além de alguns dos problemas que os integrantes enfrentaram nos últimos anos.



Essa primeira música de trabalho tem mesmo a cara do Green Day tradicional, aquele que estourou no mundo todo com American Idiot em 2001, tanto pela canção que dá nome ao disco quanto pelas demais músicas, que constituem uma ópera rock de muito bom gosto, e que foi praticamente um tapa na cara da sociedade da época. Imaginem chamar o povo americano de idiota e ainda fazer sucesso com isso.



Passada essa fase, a banda não conseguiu se destacar tanto com os trabalhos posteriores, 21st Century Breakdown (2009) e a tentativa de trilogia épica em 2012, ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!, dos quais eu, particularmente, só consigo gostar de Let yourself go e Oh Love (essa mais pelo vídeo do que pela própria música). 



Ouvindo Bang Bang já é possível criar expectativas por um bom trabalho do Green Day (eu ouvi um amém?), e torcer muito para que a banda consiga superar seus problemas pessoais para continuar nos brindando com um bom punk. O próximo álbum recebeu o nome de Revolution Radio, e já teve os títulos de todas as suas faixas reveladas pela banda:

1. Somewhere now
2. Bang bang
3. Revolution radio
4. Say goodbye
5. Outlaws
6. Bouncing off the wall
7. Still breathing
8. Youngblood
9. Too dumb to die
10. Troubled time
11. Forever now
12. Ordinary world

Eu, como fã, estou ansiosa por esse lançamento. Enquanto ele não chega, vamos fazer um aquecimento ouvindo uma playlist com as minhas músicas preferidas do Green Day. Espero saber pelos comentários o que vocês acham dos caras e do estilo musical deles, e se têm alguma expectativa com Revolution Radio, ok?

Show do Green Day no Rio de Janeiro, em 2010

Para saber mais detalhes sobre esse lançamento e conhecer toda a discografia da banda, acessem o site oficial do Green Day clicando aqui. Vamos a playlist porque a música não pode parar!





1. Bang bang
2. Basket case
3. American idiot
4. Minority
5. When I come around
6. Jesus of suburbia
7. Holiday
8. Boulevard of broken dreams
9. Wake me up when september ends
10. 21 guns
11. Give me novacaine
12. Good riddance (time of your life)
13. St. Jimmy
14. She's a rebel
15. She
16. Nice guys finish last
17. Welcome to paradise
18. Know your enemy
19. Hitchin' a  ride
20. Let youself go

Como bônus, assistam o vídeo de Oh love, cheio de modelos magérrimas que sambam na cara da sociedade. E se quiserem, podem ouvir essa playlist no Spotify através desse link: http://tinyurl.com/hwvadzz





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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen