segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A garota do calendário - fevereiro [Resenha]

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"Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em fevereiro, Mia vai passar o mês em Seattle, com Alec Dubois, um excêntrico artista francês. No papel de musa, ela vai embarcar em uma jornada de descobertas sexuais e lições sobre o amor e a vida, que permanecerão com ela para sempre."

Esse é o segundo livro da série (claro!), e mostra Mia atendendo o seu segundo cliente. Não li o livro de janeiro, por isso, fiquei um pouquinho perdida quando a protagonista se referia ao cliente anterior, mas isso não atrapalhou em nada o entendimento dessa estória.

Como a sinopse explica, Mia tem que ganhar muito dinheiro para pagar uma dívida de jogo de seu pai. E aqui abro um parentese para comentar que achei essa situação bem parecida com a vivida por Abby em Belo Desastre, porém, resolvida de forma bastante diferente. Se precisa ganhar dinheiro rápido e fácil, por que não se tornar uma acompanhante de luxo? Essa é a saída encontrada por Mia para saldar a dívida do pai, e, por acaso, sua tia é dona da agência que encontra seus clientes, o que facilita muito sua entrada para esse universo.

Em fevereiro ela deve passar o mês num ateliê de pintura, sendo musa de Alec, artista francês cheio de talento e muito charme. Ele está finalizando um projeto, que estará em exposição até o final do mês, e precisa de uma inspiração para fechar a obra principal desse evento. Quando Mia chega, é recebida por um de seus assistentes e fica espantada com o ritmo de trabalho do estúdio e com a quantidade de pessoas que estão posando para quadros e fotos, até que encontra Alec e fica admirada com a beleza do pintor.

Se de início ele fica assustada e até um pouco arredia em posar para Alec, aos poucos ela vai cedendo, e entendendo a profundidade de seu trabalho. Dia após dia ele tenta mostrar para Mia que suas pinturas têm muito conteúdo, e que uma única imagem pode carregar inúmeros sentimentos.

A parte hot da estória fica por conta de suas tórridas noites de amor, e não sexo, conforme explica Alec para Mia. Ele acredita que a relação sexual é um ato de amor, que as duas pessoas devem se amar de verdade, mas que esse sentimento é muito mais amplo do que ela poderia imaginar. Isso não quer dizer que vão ficar para sempre juntos, fisicamente, mas que poderão estar ligados eternamente em seus corações. Na verdade, Alec é quase um poeta louco, que tem sua própria forma de enxergar o mundo: as vezes através das lentes de suas câmeras, em outras, pelos traços de seus pincéis. E isso deixa Mia encantada.

Por se tratar de um livro erótico, ele não traz nenhuma mensagem ou ensinamento, apenas serve para entretenimento. E cumpre esse papel muito bem: apesar de ser bem curtinha, a estória é envolvente, e dá para ler rapidinho, passando boas horas com Alec e Mia. Isso não quer dizer que o livro é ruim, pelo contrário, ele entrega o que promete: momentos de sensualidade extrema, e cenas quentes entre os personagens principais.

A estória é bem ambientada, e se resume praticamente ao estúdio e o apartamento de Alec. Os personagens são bastante interessantes, e o pintor poderia facilmente ser um galã de filme romântico, enquanto Mia tem personalidade forte, é determinada, mas tem o coração mole, e quase se apaixona por Alec, não estivesse tentando se guardar para Wes, que pelo que pude perceber, foi seu cliente em janeiro.

Acredito que os próximos meses ainda vão colocar Mia em situações muito mais complicadas do que ela teve até aqui, e que certamente seu coração irá balançar ainda mais com os novos clientes. Essa leitura é recomendada para quem curte livros hot, sensuais, mas não tão eróticos quanto os de Sylvia Day, por exemplo. O romance de A garota do calendário mais lembra aqueles de banca de jornal do que outros mais explícitos. Também indico para quem quer se divertir e relaxar com uma leitura rápida e fluída, sem grandes tramas e com linguagem simples, ideal para quem está começando a ler agora ou para quem quer apenas descansar a mente de estórias muito complexas.


A garota do calendário - fevereiro
Audrey Carlan
editora Verus
135 páginas
nota do Skoob: 3.5
nota do blog: 3.0





Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

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