quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Reformed vampire [Resenha]

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"Reformed Vampire - grupo de apoio ao vampiro é uma história diferente de tudo o que você já leu sobre vampiros. Na verdade, você vai conhecer o lado real de ser um vampiro, aquele que ninguém conta! Eles estão quase sempre doentes ou com dor, e se reúnem em uma espécie de terapia de grupo para discutirem seus problemas e como controlar seus instintos, ou seja, o desejo de sair mordendo pessoas. Nina se tornou uma vampira quando tinha apenas quinze anos, e não envelheceu um dia desde então. Mas também não teve um dia sequer de diversão, já que sua rotina isolada dentro de casa é incrivelmente chata, sem poder fazer o que realmente tem vontade. No entanto, tudo vai mudar na vida dela e de seus amigos vampiros, quando um membro do grupo é morto de forma misteriosa. Tendo sua identidade ameaçada, terão que sair à caça do assassino, e logo se descobrirão em uma disputa com lobisomens. Será que vampiros tão frágeis poderão vencer uma batalha como esta? Sangue, desejo e instinto vêm à tona com uma bala de prata no peito, estopim de um batalha em busca de identidade."

Lá fui eu ler mais um livro de vampiros, e fui totalmente surpreendida. Reformed Vampire não era nada do que eu esperava, e a estória diferentona conseguiu me conquistar.

Os vampiros estão aqui, mas são totalmente o oposto daqueles que conhecemos na literatura anterior: eles sofrem com sua condição, não são glamorosos, nem super fortes, tampouco saem mordendo por aí apenas para saciar sua sede de sangue. Nesse livro, Nina e seus amigos vampiros estão sempre doentes, com dores pelo corpo, só podem se alimentar de porquinhos da índia criados por eles mesmos, e têm que viver escondidos, para não chamar a atenção das pessoas, ou poderão ser perseguidos e mortos.

O vampirismo é uma infecção, que é transmitida, claro, pela mordida, mas esses vampiros não mordem ninguém há muito tempo, estão em processo de reabilitação, e fazem parte de um grupo de apoio onde podem falar sobre suas vidas e suas dificuldades, além de darem força uns para os outros, para que não caiam em tentação e mordam um humano.

Além de todo esse drama, acompanhamos a vida de Nina, a última do grupo a ser infectada, com 15 anos, e que agora não sai de casa, a não ser para ir ao grupo. Para tentar se aproximar um pouco da vida que queria ter, Nina escreve livros sobre uma super vampira, linda e forte, que não tem medo de nada, e que passa por aventuras emocionantes em suas estórias. Tudo o que Nina gostaria de ser, mas não pode.

Tudo ia bem até que um dos membros do grupo, Casimir, é encontrado morto em sua casa, atingido por uma bala de prata. Ele foi atacado enquanto dormia - aliás esses vampiros não se deitam em caixões para descansar, eles simplesmente apagam quando os primeiros raios de sol despontam, e por isso, precisam estar bem protegidos nesse momento, e só despertam quando anoitece, sem saber de nada que aconteceu durante o dia. Nina descreve isso muito bem, dizendo que é como se eles realmente morressem e ressuscitassem a cada noite.

Em busca do assassino de Casimir, a fim de proteger o restante do grupo, que poderia ser atacado a qualquer momento se ele não fosse pego, Nina sai numa viagem incerta junto com o padre responsável pelo grupo de apoio e seu colega vampiro, Dave. Apesar de toda dificuldade que uma coisa assim acarreta, eles se saem bem: levam os porquinhos da índia para se alimentarem, sacos de dormir para se esconderem durante o dia, e seus inseparáveis óculos escuros, que usa a noite para proteger os olhos das luzes mais fortes.

Em seu caminho eles se deparam com um lobisomem que é mantido refém há alguns anos, e, além de tentar descobrir quem matou Casimir, eles ainda se sentem na obrigação de ajudar mais essa criatura. Isso traz inúmeros problemas para eles, até que todo o grupo se vê ameaçado pelos antigos donos do lobisomem.

Durante toda essa trajetória, conhecemos um pouco sobre cada um dos vampiros, com todas as suas particularidades, e passamos a ver sua condição de uma forma bem diferente. Além disso, a problemática na narrativa está na descoberta pelos vampiros de seus próprios sentimentos, conhecimento de seus limites, e uma mudança grande na forma de se relacionar uns com os outros.

Há um pequeno romance, que fecha com chave de ouro a estória. Nesse livro é possível encontrar um pouco de tudo: drama, medo, terror, morte, sangue, sofrimento, alegria, ciúmes, plenitude, mas tudo está tão bem trabalhado que a narrativa só poderia se tornar interessante. A leitura não é pesada, apesar dos assuntos densos, e em alguns momentos da até para se divertir com as trapalhadas de Nina e as rabugices de alguns membros do grupo de apoio.

Gostei do livro como um todo, mas o final ficou excelente. Eu realmente não esperava que terminasse dessa forma, e tive mais uma grata surpresa. Recomendo o livro para quem gosta do gênero, e para aqueles leitores que estão um pouco saturados de estórias de vampiro. Acreditem, vocês vão gostar e se surpreender também.


Reformed vampire - grupo de apoio ao vampiro
Catherine Jinks
392 páginas
Editora Farol Literário (Facebook: FarolLiterario)
nota no Skoob: 3.7
nota do blog: 4.0
(livro cedido pela editora em parceria)


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

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