terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

5 grandes escritores e suas leituras preferidas

Olá leitores! No Carnaval também se lê! E se bloga, rs.

Sabemos que um bom escritor deve ser primeiro um leitor assíduo, certo? Não dá para desenvolver a escrita se não tiver uma boa base de leitura e conhecimento literário. E isso é válido para todo mundo, desde um aspirante a escritor até um autor já consagrado por grandes obras.




Alguns desses autores famosos, em algum momento de suas vidas, deram entrevistas e comentaram sobre suas leituras preferidas, e hoje vamos falar sobre cinco deles. Esse post tem como fonte de informação a publicação do site Livros e Pessoas, que pode ser lida na íntegra clicando aqui

Ernest Hemingway, autor dos clássicos Por quem os sinos dobram e O velho e o mar, fez, em 1935, uma lista com seus livros prediletos, onde estavam A rainha Margot, As aventuras de Huckleberry Finn, Guerra e Paz e O morro dos ventos uivantes. Hemingway dizia que não existe amigo mais leal do que um livro, e eu acho que ele estava certíssimo.

F. Scott Fitzgerald não era apenas um boêmio que gostava de curtir a noite com sua esposa Zelda, como aparece no filme Meia-noite em Paris, mas sim, um grande escritor que teve pelo menos duas histórias marcantes publicadas: o conto O curioso caso de Benjamin Button e o romance O grande Gatsby. Pouco antes de sua morte, em dezembro de 1940, ele fez uma lista com 22 livros que achava indispensáveis, entre eles A revolta dos anjos, de Anatole France e Guerra e Paz, de Liev Tosltói.

George R. R. Martin, aquele senhor com cara de bonzinho e que não termina nunca de escrever Game of Thrones também tem seus livros preferidos. Como já declarou diversas vezes, ele é fã de O senhor dos anéis, que leu pela primeira vez na escola, e que lhe despertou a vontade de escrever. Outro livro que ele não dispensa é Estação onze, de Emily St. John Mendel, que ele define como 'um romance melancólico, mas lindamente escrito'.

Jane Austen é mundialmente conhecida por seus romances, dentre eles o clássico Orgulho e preconceito, e também era grande leitora de poesia e peças de teatro. Ela era fã do conto The corsair, escrito por Lord Byron, e do livro A história de Sir Charles Grandison, de Samuel Richardson.

J. K. Rowling, a deusa master da literatura contemporânea, revelou que seu favorito é Emma, de Jane Austen, e justificou a escolha dizendo que 'você é levado pela história, atraído até o final e sabe que acompanhou algo magnífico em ação'.




Talvez a própria Jane escolhesse hoje um dos livros da saga Harry Potter como seu favorito, o que você acham? 

A verdade é que todo leitor tem seu autor queridinho e pelo menos um livro que levará para a vida toda. Eu nunca consigo escolher um só, mas tenho entre meus favoritos Ian McEwan, Colleen Hoover, Carina Rissi e Marcelo Rubens Paiva. Além dos livros desses autores, posso incluir como meus favoritos da vida A mulher só, de Harold Robbins e Mais leve que o ar, de Felipe Sali. Mas a lista é muito maior que isso e pode mudar a qualquer momento, rs.

Contem-me nos comentários o que vocês acharam das escolhas dos autores e quais são as suas obras preferidas de todos os tempos.



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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Vida e morte - Crepúsculo reimaginado [Resenha]

onde comprar: Submarino//Americanas//Amazon

"O clássico de Stephanie Meyer revisitado 10 anos depois. Novamente, os leitores vão se apaixonar pela arrebatadora história de amor de Bella e Edward... ou, quem sabe, será uma primeira vez. A edição especial de aniversário inclui um conteúdo extra e exclusivo: Vida e morte, nova versão em que a autora inverte o gênero dos principais personagens. Os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor agora pelos olhos de uma adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo vira-vira, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de uma lado e Vida e Morte de outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papeis."

Em comemoração ao aniversário de uma década da primeira edição de Crepúsculo, a autora decidiu reescrever a mesma história, invertendo os gêneros dos personagens: quem era homem agora é mulher, e vice-versa - com exceção dos pais de Bella, que continuam como antes.

A princípio essa nova versão pode causar estranheza, e confesso que passei boa parte do livro pensando nos personagens como Bella e Edward, repetindo as falas com suas vozes originais, e até consultando o primeiro livro para conferir se alguns trechos estavam diferentes. Isso dificultou demais a leitura para mim, e a coisa demorou a engrenar: fiquei quase 3 semanas com ele, e não sentia vontade de continuar lendo. Várias vezes pensei em desistir, afinal, já conhecia muito bem a história, mas por uma razão inexplicável, continuei. Valeu a pena.

Fica tudo confuso com os gêneros invertidos, em diversos momentos parece que determinada fala não combina com o personagem que a diz, ou algumas atitudes não são características de um homem ou uma mulher. Por exemplo: quando Bella visita os Cullen pela primeira vez, Alice desce as escadas saltitando para encontrá-la na sala, e aqui, essa mesma cena foi utilizada para Archie (versão masculina de Alice) e isso não me parece uma atitude que um homem adulto teria, demonstrar a alegria de conhecer alguém saltitando pela escada.

E não foi só isso, algumas falas da própria Edythe (Edward) não soam bem quando ditas por uma mulher, ainda que ela seja uma vampira forte e poderosa. A relação entre ela e Beau (Bella) parece meio forçada, estranha, mesmo com o cuidado que a autora teve ao transferir para Beau algumas responsabilidades que seriam masculinas, como abrir as portas para a namorada. Ainda assim, para quem leu Crepúsculo e é fã da história, isso não cai bem, já que sabemos que vampiros são muito rápidos e até possessivos, portanto, Edythe não esperaria Beau se movimentar lentamente como humano para realizar esses pequenos gestos.

"Passei por ela e corri para abrir a porta, ignorando o que ela tinha dito sobre papéis antiquados. Eu sabia que ela era mais rápida do que eu podia imaginar, mas a sala com um monte de gente dentro olhando a obrigou a agir como se fosse uma semelhante. Ela me lançou um olhar estranho quando segurei a porta, como se estivesse tocada pelo gesto, mas irritada ao mesmo tempo. Decidi ignorar a parte irritada e passei correndo por ela para também segurar a porta do carro." (página 143)

Acredito que a autora teve bastante trabalho para fazer essa inversão de gêneros, e não fez apenas a substituição dos nomes, como vi algumas resenhas insinuarem, mas acho que ela poderia ter dedicado esse tempo a escrever uma história nova, no mesmo universo, para deixar os fãs ainda mais satisfeitos.

Não sei se a intenção era mesmo presentear os fãs, me parece mais uma oportunidade de explorar um livro de sucesso, mas ela disse no prefácio que queria o desafio de reescrever a história sob outra perspectiva. Deu certo? Em partes. Eu achei muito lenta e cansativa, mas o final faz valer as quase trezentas páginas de repetição.

Quando eu já tinha certeza que não teria nenhuma coisa boa a falar desse livro, os dois capítulos finais vieram para surpreender e mudar totalmente minha opinião. A autora ousou em alterar bastante a versão original, e acertou. O destino de Beau e Edythe é bem diferente do casal da trama original, e ainda consegue deixar o leitor pensando no que poderia ter acontecido se a autora continuasse escrevendo mais cem páginas a partir dali.

Se você gosta da história e quer conhecer esses novos personagens, vá em frente, se dedique, atravesse as centenas de páginas de lentidão para chegar ao último capítulo com uma novas possibilidades para um final feliz. E não se preocupe, a tendência é que ela não tente fazer isso com todos os quatro livros da série.

Não posso deixar de comentar que nessa primeira edição existem muitos erros, talvez de revisão, que mantêm o artigo masculino ao mencionar Edythe. Marquei vários deles, mas um erro me chamou muito a atenção: há uma frase no final em que usam a palavra vilãos, quando o correto seria vilões, e isso certamente não é uma confusão da tradução. A editora poderia ter prestado mais atenção à revisão final antes de publicar.


Vida e morte
Stephanie Meyer
editora Intrínseca
391 páginas
nota no Skoob: 3.9
nota do blog: 3.5


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Fala Rafa: Festa Inesquecível



Estou na passarela e acabo de esbarrar em alguém, alguém que samba como a globeleza; no doce embalo, sambei também. Taquei confetes ao vento e, sem querer, uma pedra na folia. Puts, era fantasia, para todos os lados purpurina pintava, no meio de todo o alvoroço só escutei baixinho no meu ouvido:
- Tudo bem ter acertado uma pedra em mim, mas e agora, você quer dançar comigo?
Gritei bem alto "Quero" só para ter certeza de que nem a batida da bateria iria atrapalhá-lo em me ouvir.
Num doce embalo a noite se tornou inesquecível, porque era só eu e você, nós éramos a folia.
Fevereiro me trouxe alegria, a poeira do carnaval. Tive seus olhos costurados nos meus, dois botões escuros faziam a sua face, como nos meus sonhos. Pulei marchinhas no mesmo compasse que seus pés mexidos ao lado dos meus.
No sábado foi folia.
No domingo foi folia.
Na segunda foi folia.
Na terça você foi.
E foi para um bloco diferente dos meus, para onde eu não posso ir dançar, mas em meu pensamento te trouxe para cá, para o meu lado, esquecendo sua ausência e lembrando só do calor que sua presença tinha, busquei você e te coloquei na minha sensação, no melhor bloco de todos, o que não vai acabar nunca. Agora você está no meu bloco de notas.
Quem me considera apegada fale agora ou cale-se para sempre.
Mas antes... Existe mesmo alguém que consegue esquecer de todos os carnavais da sua vida?
Se sim, atire agora a primeira pedra na folia.




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Rafa Peres, crônista e futura jornalista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde publica todos os seus textos.
Twitter: @Raafaperes

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Novidades Editora Draco parte 2

E voltamos com a divulgação das novidades da nossa parceira linda, Draco. Nesse post vamos conhecer as HQs da editora, que são tudo de bom:


Tools Challenge - Max Andrade
Em um mundo parecido com o nosso, cada pessoa nasce com uma ferramente. Algumas vêm com ferramentas diferentes, chamadas série ouro, e não podem viver mais de 15 anos longe delas, ou morrerão. Raion é uma dessas pessoas especiais, mas o seu objeto valioso lhe foi roubado. Prestes a chegar à idade fatal, o rapaz descobre por acaso que a sua ferramenta de nascença está com o campeão de um torneio ilegal chamado Tools Challenge, onde os competidores lutam usando as ferramentas como armas por um grande prêmio em dinheiro. Mas para se inscrever e ter alguma chance de vencer, é preciso ter uma série ouro. Não importa a condição, Raion sabe que agora deverá lutar para reconquistar a sua vida. Tools Challenge é uma ventura que traz toda a magia dos mangás shonen, mas com muita personalidade. Com um trabalho dedicado, o roteirista e desenhista Max Andrade despertou até o interesse dos japoneses, quando foi um dos vencedores do Silent Manga Audition. Prepare-se que o desafio das ferramentas vai começar!


Tools Challenge, v.2  - Max Andrade
Em um mundo parecido com o nosso, cada pessoa nasce com uma ferramente. Algumas vêm com ferramentas diferentes, chamadas série ouro, e não podem viver mais de 15 anos longe delas, ou morrerão. Raion é uma dessas pessoas especiais, mas o seu objeto valioso lhe foi roubado. No meio do caminho para se inscrever no Tools Challenge e poder desafiar o campeão que tem a sua ferramenta de nascença, Raion encontra dois jovens que também querem entrar no torneio ilegal. Eles se chamam Kao e Hitai e logo formam uma aliança. Juntos eles vão até uma das "bases" secretas da organização para tentar se inscrever. O que não esperavam é que um teste de força vai obrigá-los a tomar decisões difíceis que desafiarão a sua união. Tools Challenge é uma ventura que traz toda a magia dos mangás shonen, mas com muita personalidade. Com um trabalho dedicado, o roteirista e desenhista Max Andrade despertou até o interesse dos japoneses, quando foi um dos vencedores do Silent Manga Audition. Prepare-se que o desafio das ferramentas vai começar!


Tools Challenge, v.3  - Max Andrade
Em um mundo parecido com o nosso, cada pessoa nasce com uma ferramente. Algumas vêm com ferramentas diferentes, chamadas série ouro, e não podem viver mais de 15 anos longe delas, ou morrerão. Raion é uma dessas pessoas especiais, mas o seu objeto valioso lhe foi roubado. Com o espírito de uma verdadeira equipe, Raion, Kao e Hitai se inscrevem no torneio que pode salvar as suas vidas. Mas mesmo os mais determinados precisarão de preparo para o corpo e a alma. Enquanto relembram o que os levou até ali, os três amigos vão se unir ainda mais para enfrentarem juntos as provações que virão. Tools Challenge é uma ventura que traz toda a magia dos mangás shonen, mas com muita personalidade. Com um trabalho dedicado, o roteirista e desenhista Max Andrade despertou até o interesse dos japoneses, quando foi um dos vencedores do Silent Manga Audition. Prepare-se que o desafio das ferramentas vai começar!



Quack - v.3 - Kaji Pato
É hora de abandonar o navio, a luta está comendo solta a bordo do Porconês Voador! Enquanto Baltazar e as meninas lutam para conseguir escapar do navio avariado, Toscana enfrenta o malvado Capitão Resmo em uma partida de Truco Pirata. Mas onde é que está o pato Colombo quando mais precisamos de suas grosserias e conselhos? Esse é o clímax da aventura e as batalhas não serão decididas apenas pela força bruta, mas pela esperteza inusitada de nossos desajeitados heróis. Só que o poder de mágica Bússola de Prata está do lado dos vilões, então Baltazar Drumont precisará de mais uma sessão de autoajuda antes de enfrentar um poderoso inimigo! Quack é um mangá com roteiro e desenhos de Kaji Pato. Prepare-se para loucuras, risadas e diversão, mas acima de tudo uma história de aventura e amizade, que mostra a força do espírito livre e da imaginação.



Ryotiras - um pouco de cada - Ryot
Após 10 anos publicando quadrinhos diariamente, Ryot nem imaginava que havia produzido mais de 3 mil tirinhas. Misturando diversos estilos de humor, sempre preservou uma veia critica social vinda desde os tempos dos zines punk. O resultado é um turbilhão de exageros surreais com ótimas cutucadas à moral e aos bons costumes. Se você gosta de games, filmes, séries, piadas com situações que vivemos todos os dias e um monte de maluquices, Ryotiras - um pouco de cada é perfeito para rachar o bico!





Esses quadrinhos são demais! Quero todos! E vocês podem adquiri-los com preços tão acessíveis que vocês também vão querer todos. Cliquem aqui e corram para a loja virtual da Draco, comprem sem dor na consciência, rsrs.


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Novidades Editora Draco parte 1

Olá leitores! Mais uma vez somos parceiros da Editora Draco, a maior editora de fantasia que você respeita! E parte do sucesso da nossa parceria vem graças a vocês, que acompanham o blog e curtem as histórias publicadas pela Draco.




Nosso trabalho já começa com a divulgação de muita coisa boa que tá chegando e vocês precisam conhecer. O post vai ser dividido em duas partes, sendo esse com os lançamentos de livros e contos e o de amanhã com os quadrinhos. Não percam!


Ruínas na Alvorada - Eduardo Kasse
Quinto e último romance da série Tempos de Sangue. Harold Stonecross caminha pelas trevas desde que foi transformado há meio milênio em um imortal, quando trocou a sua alma para salvar quem amava. Nessa trajetória, seus olhos já viram belezas esplêndidas e horrores indizíveis. E, como toda criatura das sombras, seu corpo se fortalece a cada noite. Contudo, seu espírito cama pela novidade. Sua mente está envolta em brumas que não se dissipam, ao contrário, só se adensam. Sangues de nobres e plebeus, de cristãos e de pagãos, dos justos e os ímpios aplacaram a sua sede. Mas, nos últimos tempos, perderam um pouco do sabor. Assim como beijos e corpos já não o satisfazem como outrora, não saciam o seu desejo. Depois de tantos séculos, Harold apenas anseia por se sentir vivo novamente. E na promessa da descoberta do Novo Mundo, surge a derradeira esperança para a sua busca. Quando todo despertar não passa de uma repetição, encontrar um rumo torna-se cada vez mais difícil para aquele que anda pelas Eras.


Todos os contos a seguir podem ser adquiridos pelo site da Draco, clicando aqui:


A caverna de Zakybthos (Tempos de sangue) - Eduardo Kasse e Ana Lúcia Merege

Cansado dos prazeres vazios, o imortal Diodoros de Atenas está em busca de novas emoções. É quando se depara com o capitão fenício Balthazar de Tiro e seu fiel escravo Lísias. Onde esse encontro pode levar? Este conto reúne um personagem da série Tempos de Sangue, de Eduardo Kasse, e a dupla de viajantes do tempo criada por Ana Lúcia Merege, autora da série Athelgard, que agora se aventura pelas águas do Mediterrâneo - com muito humor, ação e aventura.








 O último dragão de Athelgard - Ana Lúcia Merege

Da mesma autora da série de fantasia que iniciou o romance O castelo das Águias, este é o primeiro conto a revelar o que existe na misteriosa Ilha Interior de Athelgard e o fato de que os dragões talvez não sejam apenas uma lembrança do passado.













O elfo das terras além - Cristiano Konno

Novela baseada no universo Athelgard, criado por Ana Lúcia Merege. Um elfo misterioso, diferente de todos quantos já se viram em Athelgard, perturba de um modo inquietante a rotina da pequena e pacata Ilha Verde. A solução é buscar ajuda junto aos magos do Castelo das Águias e a alguns de seus mais criativos aprendizes - mas, com isso, alguns segredos do passado acabam por vir à tona.










Erótica Fantástica - Encaixotando Jimmy - Priscilla Matsumoto

Após entrevistar um dos maiores astros do cinema, uma jovem jornalista acaba vivendo uma experiência insólita e quente com o entrevistado e seu célebre amante secreto.
Da mesma autora do romance Jointed Ball Alice (que tem resenha aqui).













Space Opera - Caminho para o purgatório - Marcelo A. Galvão

Alastair Taichi não gosta de alteranimais, criaturas que tiveram sua inteligência elevada geneticamente e passaram a viver como humanos. Mas quando um deles lhe oferece dinheiro em troca de ser protegido, o detetive particular aceita a oferta. O que seria um serviço simples, porém, resulta em um massacre, fazendo com que Taichi tente descobrir quem foi o responsável pelas mortes.












Space Opera  - Encruzilhada do paraíso - Marcelo A. Galvão

Cyriaq da Trindad tem apenas 72 horas para pagar o que deve ao gângster mais perigoso de Golan Septimus. Tentando fugir da enrascada, ele e a sua tripulação de exploradores espaciais se deparam com um objeto misterioso no espaço que pode ajudá-los - ou destruí-los.












O dia em que a merda virou ouro - Eduardo Kasse

Archie sempre foi um contador de histórias falastrão. Sua língua grande e solta o fez prometer algo que nunca poderia cumprir. E o pior: apostou com um dos homens mais poderosos da Escócia seus bens mais preciosos. Os bagos!












O ouro de Tartessos - Ana Lúcia Merege

Acompanhado por Lísias, seu fiel escravo heleno, o Capitão Balthazar vai parar na mítica Tartessos, onde sempre ouviu dizer que existam montanhas de ouro. Mas será que ele é o único a querer se apossar dessa incrível fortuna?













Todos esses contos podem ser adquiridos direto no site da Draco, com precinhos inacreditáveis, clicando aqui. Todos eles podem ser lidos em diversas plataformas e dispositivos, como Kindle, Kobo ou celular, então, ninguém tem desculpa para não ler!  

Os próximos contos são gratuitos, e vocês poderão baixá-los nos links que vou deixar logo abaixo de cada sinopse, ok? Aproveitem para conhecer o trabalho dos autores e da editora.


Despertar de um sonho (Metrópole) - Melissa de Sá

Conto fantástico de Melissa de Sá, autora de O Silêncio do Mundo. Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet.

baixe gratuitamente clicando aqui











O presente (Espelho) - Karen Alvares

Conto de Karen Alvares da série Espelho, de Inverso e Reverso. É o aniversário de sua melhor amiga, e Daniel, pela primeira vez, não consegue escolher um presente. A sugestão de sua mãe (tempos desesperados requerem medidas desesperadas!) é diferente e meio embaraçosa, e agora ele precisa enfrentar o medo, um pai desconfiado e uma irmãzinha linguaruda antes de entregar o presente. Será que Megan vai gostar?

baixe gratuitamente clicando aqui








Música em suas tranças (Athelgard) - Ana Lúcia Merege

Conto de Ana Lúcia Merege para a série Athelgard. Em O Castelo das Águias, o que acontece entre Anna e Kieran parece ser amor à prieira vista. No entanto, fazia tempo que o mago ansiaa pela chegada da mulher dos seus sonhos. Esta narrativa revela aos leitores o momento em que ele ouviu falar dela pela primeira vez.


baixe gratuitamente clicando aqui








Não percam amanhã as indicações de HQ da Draco. Enquanto isso, baixem os contos gratuitos e mergulhem no universo fantástico da editora.


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Reverso [Resenha]


"Megan gostaria de ter deixado todos os seus medos do outro lado do espelho, presos com Megami e sua perigosa obsessão. Mas ela sabe que nada é tão fácil e, rápido demais, o espelho cobra seu preço também deste lado. Megan se vê dentro do seu maior pesadelo, um que conhece muito bem. E agora, além de lutar contra Megami, precisa fazer uma terrível escolha que definirá o seu futuro e o das pessoas ao seu redor. Em meio a tantos segredos e dúvidas, Megan deve descobrir a verdade sobre Megami e, acima de tudo, sobre si mesma. Reverso é a conclusão da história em Inverso, a jornada de uma garota em busca de sua própria identidade. Para proteger quem mais ama, Megan enfrentará seus maiores temores e irá compreender seus sentimentos mais profundos. Mas será que ela é assim tão diferente da garota que a encara do outro lado do espelho?"

Na continuação de Inverso (leia resenha aqui), reencontramos Megan e seu conflito com o mundo que existe do outro lado do espelho. Depois de perder a mãe para um câncer e passar a viver apenas com o pai e a irmã mais nova, ela descobre que pode ter uma vida totalmente diferente se atravessar o espelho do antigo quarto da mãe. Lá, do outro lado, tem uma família igual a sua, onde a mãe ainda vive, e uma menina que é totalmente o oposto de Megan, Megami, que parece ser má e cheia de problemas.

O conflito está na decisão que Megan tem que tomar: se atravessar novamente o espelho, poderá ter tudo o que sempre quis: a mãe presente, o pai e a irmã, como uma família feliz. Apesar daquela família estar em conflito, Megan acredita que eles podem voltar a viver em harmonia. Porém, para isso, ela terá que deixar o pai e a irmã de verdade aqui, desse lado do espelho, e seu melhor amigo da vida toda, Daniel.

Para reforçar suas dúvidas, Megan descobre que tem um câncer exatamente igual o da mãe, no cérebro, inoperável. Ela e o pai passam a viver na expectativa de que ela se cure, e não acabe morrendo como aconteceu com sua mãe. Mas enquanto Megan tenta lutar contra a doença, Megami continua a chamá-la pelo espelho, oferecendo uma vida sem a doença, enquanto ela assumiria o lugar de Megan  e passaria a viver em paz com a família que restou.

"- É câncer, certo? Eu tenho a porcaria de um tumor na droga da minha cabeça.
Ela sentiu os olhos do pai sobre si, mas fingiu não ver. Não naquele momento. Megan não poderia encarar aqueles olhos desesperados; começaria a chorar ali mesmo e a última coisa que desejava naquele momento era chorar. Precisava ser prática e objetiva, coisa que sabia que sua mãe nunca tinha sido." (página 36)

Enquanto o tumor cresce e faz Megan desejar atravessar o espelho para se livrar dele, ela começa a ler o antigo diário da mãe, onde ela conta em detalhes algumas das passagens que fez para o outro lado, da vontade que tinha de também viver lá, onde era saudável, mas que a troca teria um preço muito alto, que ela não estava disposta a pagar.

A realidade atinge Megan em cheio, e ela tenta a todo custo encontrar uma solução tanto para sua doença e morte eminente, quanto para os problemas de Megami, para que ela a deixe em paz aqui desse lado. Megan descobre que também teria que abrir mão de alguém que ama muito para colocar as coisas em seu lugar e voltar a viver com saúde, mas ela tem medo. É lindo ver o crescimento da personagem, reconhecer sua superação e a vontade que ela tem de continuar vivendo, a qualquer preço.

"Assim que Megan atravessasse o espelho, jamais veria novamente o rosto de sua mãe daquele jeito. Tão próximo. Jamais sentiria seu toque novamente. Jamais ouviria sua voz.
Megan perderia sua mãe, para sempre." (página 137)

O problema é que qualquer decisão que ela tome irá afetar as pessoas ao seu redor, e também a sua versão que mora dentro do espelho. O leitor sofre junto com a protagonista enquanto ela tem que decidir que direção tomar, e também pode sentir o drama que cerca Megami, do outro lado do espelho.

A superação e o autoconhecimento dão o tom à narrativa, e o leitor torce para que Megan consiga tomar a melhor decisão possível, apesar das perdas que poderá ter. Reverso é uma história complexa, cheia de sentimentos, drama e amor, mas que se torna simples e próxima de alguns sentimentos que temos no nosso dia a dia. A escrita da autora é bem fluida, o que torna a leitura tão agradável que, quando o leitor percebe, já está no fim do livro. Recomendo a leitura para todos que gostam de uma boa trama, cheia de sofrimento e com final feliz.


Reverso
Karen Alvares
editora Draco
148 páginas
nota no Skoob: 4.8
nota do blog: 4.8


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Um pouquinho de...

"- Isso não foi muito legal.
Ela olhou para mim com surpresa.
- O que você quer dizer?
- Essa coisa que você faz, com as covinhas e a hipnose, sei lá. Aquele cara podia ter se machucado ao tentar voltar até a porta.
Ela deu um meio sorriso.
- Eu faço uma coisa?
- Como se você não soubesse o efeito que tem nas pessoas.
- Acho que consigo pensar em alguns efeitos... - A expressão dela ficou sombria por um segundo, mas se abriu, e ela sorriu. - Mas ninguém nunca tinha me acusado de hipnose por covinhas.
- Você acha que as outras pessoas conseguem o que querem com tanta facilidade?
Ela inclinou a cabeça para o lado e ignorou minha pergunta.
- Funciona em você, essa coisa que você acha que eu faço?
Eu suspirei.
- Sempre."

(página 133)



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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Li até a página 100 e... #27



*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto





Primeira frase da página 100:

"Depois de meia hora de bate-papo, algumas meninas queriam, algumas meninas queriam andar até as piscinas de maré baixa próximas, mas a maioria dos garotos queria ir até a única loja do vilarejo para comprar comida." 

Do que se trata o livro?

É uma nova versão de Crepúsculo, exatamente igual a primeira, só que com os gêneros invertidos, ou seja, Edward é mulher e Bella é homem. Todos os outros personagens também sofreram a mesma mudança, com exceção dos pais de Bella (ou Beau, no caso).

O que você está achando até agora?

Muito lento. Não sei se é porque já li várias vezes Crepúsculo, e acabei cansando da história, ou se é por que fico o tempo todo imaginando que está errado ler Edythe no lugar onde deveria estar Edward. A verdade é que já faz uma semana que comecei a leitura e ainda estou na página 110. Alguns trechos que foram criados para Bella e agora são de Beau soam um pouco estranhos, pois continuam totalmente femininos, apesar de serem narrados por um homem.

Melhor quote até aqui:

"- Francamente, Edythe. - Senti um arrepio subir pelo corpo ao dizer o nome dela em voz alta, e odiei isso. - Eu não consigo entender você. Pensei que não quisesse ser minha amiga.
- Eu disse que seria melhor se não fôssemos amigos, e não que eu não queria ser." 

Algum personagem merece destaque?

Não consigo destacar nenhum, já que todos eles já foram vividos anteriormente, ainda que com gênero diferente.

Vai continuar lendo?

Sim, mas lentamente.

Última frase dessa página:

"Fiquei com alguns arranhões leves nas palmas das mãos, mas não saiu muito sangue."


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Sexta de música #115 - Amor que não se pede

Olá leitores! Como eu já tinha comentado algumas vezes por aqui, eu escrevi um romance, que já está em fase de revisão, e, se tudo der certo, em breve será publicado! Apresento-lhes Amor que não se pede:


Essa é a carinha dele, por enquanto. Digo isso por que ele ainda está sendo publicado, capítulo por capítulo, no Wattpad, quase como uma forma experimental, então, pode ser que, quando ele vier a ser publicado, a capa sofra alterações. Mas ela é fofa assim, não é?

Como algumas pessoas ainda não sabem nada sobre o livro, vou fazer uma sinopse para vocês: "Clarissa acredita ter encontrado sua alma gêmea até que, na noite de sua despedida de solteira, conhece aquele que vai virar sua vida de cabeça para baixo. Um amor novo, obsessivo, surpreendente, que ela não esperava sentir, nem nunca pediu para viver."


Além desse post ter a função de apresentar meu livro oficialmente para todos meu queridos leitores, também foi feito para compartilhar com vocês a playlist com algumas músicas que são citadas ao longo da história e outras que me inspiraram a escrevê-la. Elas também estão disponíveis para ouvir no Spotify, clicando aqui.

E não deixem de ler o meu livro galera, pelo menos deem uma passadinha pelo Wattpad, votem no livro, isso ajuda muito! Cliquem aqui e sigam direto para lá, ouvindo a playlist abaixo:





Espero que curtam as músicas, a história, o romance, e que voltem para me contar o que acharam.


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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Mais leve que o ar [Resenha]

onde comprar: Loja da Lote 42

"Há algo fascinante, romântico e trágico no Reino de Amberlin. A jovem druida Melissa se apaixona por Pablo, um talentoso inventor que ousou fazer o homem voar, proeza que nem mesmo o mais poderoso feitiço poderia conceber. Magia, amor e mistério amarram a aventura de Mais leve que o ar" de Felipe Sali, autor prodígio da internet que agora expande seu horizonte no universo do papel."

Esse é um livro romântico, no sentido mais amplo da palavra. Uma narrativa leve, doce, terna, que envolve o leitor desde a primeira linha.

No Reino de Amberlin, as mulheres são proibidas de praticar sua magia em público, por isso, vão a um mosteiro para estudar e praticar. A protagonista, Melissa, tem o dom de conjurar flores, e a parte das jovens que frequentam o mosteiro. Fora isso, e o fato de ter sete irmãs, sua vida é bem pacata e normal, até o dia em que ele conhece Pablo, um garoto misterioso e intrigante, que aparece do nada e chama a sua atenção imediatamente.

O que ela não sabe - e, aparentemente, só ela - é que Pablo é da realeza de Amberlin. Filho do rei, ele assumiu o papel do pai na administração quando esse ficou muito doente e debilitado. Mas quando ele está com Melissa, nada disso parece importar, pois ele é tão simples e atencioso que nem parece viver num mundo totalmente diferente do dela. Melissa não fica deslumbrada pela riqueza do garoto, nem pelo poder que ele exerce sobre todas as pessoas, e isso torna a relação deles muito especial.

Melissa e Pablo passam a se encontrar todos os dias, e ele revela para ela seus maiores segredos: está construindo uma máquina voadora, que é o projeto de sua vida, e tem um dragão anão chamado Magrelo, que vive escondido num canto escondido da propriedade real. Assim, eles passam a compartilhar as situações mais fofas e românticas já imaginadas, e vão construindo uma relação de confiança, amizade e amor.

"- Eu tenho. A meu ver, você deve fechar os olhos para escrever bem.
- Escrever de olhos fechados?
- Sim.
- Como?
- Vou provar isso com uma experiência."
(página 70)

Pablo é uma pessoa especial, que só quer ser feliz, ver as pessoas bem, e realizar seu sonho de voar. Ele praticamente não dá a minima para toda a pompa real, e os momentos que passa com Melissa são aqueles em que ele pode ser ele mesmo, sem medo de que tenha alguém olhando ou que esteja quebrando algum tipo de protocolo.

Por outro lado, Melissa se apaixona cada dia mais pela personalidade de Pablo, e entende totalmente seu amor pela máquina que está construindo. Mas a certa altura, ela conhece a única mulher que pode abalar seu namoro com Pablo: a princesa Isabel, mulher linda e perfeita, que foi criada com ele e que ainda nutre algum sentimento pelo príncipe.

Há esse conflito amoroso movendo o enredo e uma outra trama paralela, que envolve a briga pela máquina voadora de Pablo. Alguns outros reinos querem usá-la numa guerra, e essa é a única coisa que ele proíbe veementemente. Esses dois conflitos serão decisivos para o fechamento da história, logo depois que uma grande tragédia atinge os personagens.

Esse é um livro que faz chorar, então, se preparem. O namoro de Melissa e Pablo é lindo, e cada minuto que eles passam juntos parece poético e perfeito. Mas há um mundo ao redor deles, e nele as pessoas são ambiciosas e más. O amor pode ser suficiente para manter a paz? A máquina voadora poderá trazer apenas alegria, como sonha seu idealizador?

"Existe uma coisa da qual esses bastardos podem ter certeza: a minha máquina voadora nunca servirá à guerra. Nunca colocarão as mãos nela." (página 65)

A cada página o leitor entre num universo totalmente diferente, mas que tem pequenos toques da nossa realidade, com algumas críticas leves à fatos e costumes arraigados na nossa cultura, como por exemplo, a crença de que a mulher é frágil e precisa ser totalmente submissa ao homem. Mas isso é apenas uma alfinetada básica, não sendo o foco principal na trama. O importante na obra de Felipe Sali é como o amor vence barreiras, e como ele pode ajudar uma pessoa a se conhecer realmente. O amor constrói o que há de mais belo no mundo, mas precisa ser vivido.

Essa foi a segunda vez que li Mais leve que o ar; conheci a obra quando ela ainda estava apenas no Wattpad, e me apaixonei imediatamente. A história tem um ar poético que eu adoro, e cheia de ternura em cada parágrafo. Cada encontro entre Pablo e Melissa é uma viagem, e dá vontade de viver um amor como o deles.

"Eu contei qual era a minha cor preferida - violeta.
Ele contou que construiu esse balão sozinho.
Eu contei que pretendo me tornar professora.
Ele me contou uma piada.
Eu ri.
Ele falou que gostava dos meus olhos.
Eu agradeci.
Ele falou que estava com vontade de me beijar.
Eu beijei."
(página 18)

A escrita de Sali é exatamente como eu imagino que ele seja, doce, cheia de amor. Mas além de carregar a narrativa de beleza, ele consegue usar muito bem o método show, don't tell (mostre, não conte), principalmente no final, quando não é preciso ser dito o que está para acontecer, pois está descrito nas entrelinhas e nas atitudes das personagens.

O trabalho da Lote 42 está fascinante: desde a arte da capa, que é cheia de detalhes da máquina voadora, até o interior, com a diagramação das páginas, as divisões entre os capítulos e a transição da primeira para a segunda parte. Além disso, a capa é dobrável, e dentro dela há uma imagem linda de todo reino de Amberlin.

Vale a pena a leitura de cada página, lentamente, para que se possa absorver todo o amor e a poesia dessa história única e atemporal, que eu tenho certeza que vai conquistar todos os leitores. 


Mais leve que o ar
Felipe Sali
editora Lote 42
160 páginas
nota no Skoob: 4.8
nota do blog: 5.0


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Novembro, 9 [Resenha]


"Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos - a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história  de amor mesmo se terminar em corações partidos?"

Toda vez que pego um livro da Colleen, começo a ler com a expectativa muito alta, e ela nunca me decepciona. Mais uma vez, com Novembro, 9, passei uma madrugada inteira enfeitiçada pelas palavras dela, pela história triste e encantadora que ela criou, e novamente pensei que tudo o que eu quero é também conseguir criar um romance assim.

A protagonista foi vítima de um incêndio, que queimou boa parte de seu corpo, inclusive um lado do rosto, deixando-a com cicatrizes que ela tenta a todo custo esconder. Por isso, sua autoestima não existe mais, e ela se acha feia e quase inútil para qualquer outra coisa, até para continuar seu antigo trabalho de atriz.

O acidente ocorreu no dia 9 de novembro, quando ela tinha dezesseis anos, e agora, com dezoito, Fallon ainda culpa o pai pela tragédia que a desfigurou. No dia do segundo aniversário do incêndio, ela conhece aquele que ia mudar totalmente sua vida, da forma mais inusitada possível: Ben, o jovem escritor que tem a sua idade, e que a faz começar a ver sua própria condição de forma diferente.

Ben é um fofo, como costumam ser os homens nos romances da Colleen, e é impossível não se apaixonar por ele: seguro, diz a coisa certa na hora certa, valoriza a beleza interior de Fallon e não liga para suas cicatrizes. Além disso, ele beija muito bem, e a trata como se ela fosse a mulher mais linda do universo.

"Ele me beija como se quisesse que este beijo fosse lembrado. Por qual de nós dois, não sei, mas deixo que ele receba o máximo que pode deste beijo e dou o máximo que tenho. E é perfeito. Ótimo. Ótimo de verdade." (página 83)

Mesmo estando ainda insegura com sua aparência, Fallon, começa a ouvir os incentivos de Ben, e as palavras dele a ajudam a quebrar o muro que ela mesma construiu a sua volta, isolando-a do mundo. Mas, como nada é perfeito, eles se encontram exatamente na véspera da mudança dela para o outro lado do país, e eles sabem que a despedida será inevitável. Mas a energia entre eles é tão boa que acabam fazendo um trato: voltar a se encontrar no mesmo dia, hora e local pelos próximos cinco anos, sem manter nenhum tipo de contato até lá. Enquanto isso, Ben promete que vai escrever a história deles e pede que Fallon viva a vida normalmente, se valorize e nunca deixe ninguém menosprezar sua aparência.

É estranho, mas nos dois primeiros anos, o reencontro dá certo, e eles vão se apaixonando cada vez mas, ainda que lutem bastante contra isso. Como cinco anos é muito tempo, coisas inesperadas acontecem, e acabam atrapalhando os planos do casal. Ainda assim, eles vão mantendo uma relação que envolve paixão e algumas perguntas que nunca têm respostas. Aos poucos, conforme vão amadurecendo, começam a enxergar tanto a beleza quanto a loucura do namoro estranho que vivem, mas não querem desistir de levar o combinado até o fim, quando terão vinte e três anos.

Como o livro é narrado em primeira pessoa, intercalando um capítulo na visão de cada personagem, a dinâmica de leitura fica ainda mais interessante, pois é possível conhecer os dois lados da história, e entender os sentimentos de Fallon e Ben, assim como suas reações às dificuldades pelas quais passam o tempo todo.

Ao longo da leitura, uma mistura de sentimentos toma o leitor: a paixão dos personagens, a dor de Fallon por causa de sua aparência e do acidente que impediu que ela voltasse a atuar, a ansiedade pelo reencontro e a torcida para que o final seja feliz. Mas além de tudo isso, há trechos que dão um chacoalhão na gente. A essência da história é que devemos agradecer a vida a cada dia, e aproveitar o milagre que nos foi concedido.

O final é uma agonia só. Enquanto Fallon descobre todos os segredos de Ben e se decepciona ao imaginar que foi usada o tempo todo, podemos conhecer a versão dele dos fatos, e tudo é muito bem explicado e aceitável, tornando impossível que o leitor não deseje um felizes para sempre.

"Rio, aliviado, porque ela... simplesmente existe. E porque temos sorte suficiente de existir na mesma época, na mesma região do mundo, no mesmo estado. E depois de todos esses anos, surpreendentemente eu não mudaria nada do que, no fim das contas, nos uniu." (página 254)

Eu amei o toque de poesia que a narrativa tem, e também as referências ao livro Um dia, que também conta a história de um casal que se reencontra sempre na mesma data. A escrita da Colleen é muito fluida e envolvente, e não dá mesmo para largar o livro antes do final. A verdade é que sou apaixonada pelos romances da autora, e sempre recomendo para todos que querem ler uma boa história de amor, sofrimento, drama e final feliz. Cinco estrelas merecidíssimas.


Novembro, 9
Colleen Hoover
editora Galera Record
352 páginas
nota no Skoob:
nota do blog: 5.0


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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