terça-feira, 28 de março de 2017

Três metros acima do céu [Resenha]


"Três metros acima do céu é um romance apaixonante e retrata uma história de amor entre dois adolescentes oriundos de contextos sociais distintos, que se conhecem na esplendorosa cidade de Roma. A intensidade da relação manifesta-se logo no primeiro encontro quando Babi, uma atraente e simpática jovem de quinze anos, conhece Step, um rapaz um pouco mais velho, com um comportamento muitas vezes agressivo e reprovável, que exerce sobre ela um invulgar fascínio. Em breve estes dois mundos (aparentemente) incompatíveis tornam-se um só, e as juras de amor eterno passam a ser a grande força motriz. Porém, Babi nunca aceitou inteiramente as atitudes violentas do namorado, nem o mundo subversivo e decadente a que Step pertence, e a relação envereda por um caminho sinuoso e inesperado."

Há tempos queria ler alguma coisa do italiano Federico Moccia, pois já tinha lido muitas resenhas positivas e assistido a alguns vídeos em que as blogueiras elogiavam bastante os livros dele, então, pesquisei qual seria a melhor leitura inicial e cheguei a Três metros acima do céu. Criei sim um pouco de expectativa, mas não exagerada, a ponto de estragar a experiência de leitura, mas, ainda assim, não achei o livro tão bom quanto esperava que fosse.

A escrita do autor é bem interessante, o que não me prendeu foi o ritmo da narrativa. Logo de cara conhecemos a jovem Babi, filha de uma família de classe média-alta, que estuda num bom colégio e é uma garota muito bem comportada. Por acaso ela conhece Step, o bad boy da história que, junto com seus amigos, costuma invadir festas e saquear as casas, dar grandes surras em qualquer pessoa que eles achem que merecem apanhar e participar de corridas clandestinas de motos. Além disso, Step não trabalha e não terminou os estudos. Mas, apesar de todas essas iniciais diferenças, Babi acaba se interessando por ele.

Vemos em diversos livros a mocinha pura e inocente que se apaixona pelo cara briguento e isso sempre traz problemas para a garota. Aqui, conforme a leitura evolui, percebemos que Step não é tão valentão quanto parece, e que ele só entrou nessa rotina destrutiva por que sofreu um trauma muito grande há alguns anos. Ele usa os músculos para resolver qualquer problema e enfrentar qualquer situação que o desagrade por que não consegue enfrentar as dificuldades de maneira civilizada, canalizando sua raiva e frustração nos socos que desfere sem pensar. 

Ao mesmo tempo em que Babi vai aceitando que sente algo por Step, e embarca com ele em algumas situações bem perigosas, ela também tenta fazê-lo ver que a vida que ele leva não vai dar em nada, e que violência não é a resposta para tudo. Ela não gosta do jeito agressivo dele, e sempre deixa isso bem claro, mas parece que Step só consegue ficar longe de confusão quando está ao lado dela.

Também há entre eles um abismo financeiro  e cultural, e isso fica logo evidente: Babi quer fazer faculdade, conquistar sua independência, enquanto Step não tem nenhum plano para o futuro. Ela já viajou para vários lugares, conhece muita coisa que ele dificilmente terá chance de conhecer, e claro que isso pesa muito. No início da relação dos dois, a paixão encobre qualquer diferença que possa existir, mas o amor não é tudo na vida, e eles vão descobrir isso.

O problema desse livro é que o inicio é lento demais e tudo demora para acontecer. Claro que o autor quis introduzir a história dos protagonistas, para ambientar bem a narrativa, mas eu achei que o começo ficou bem arrastado. A impressão que me deu foi de que Babi era muito mais patricinha do que ela realmente é, e que Step e a turma dele não passavam de um bando de desocupados que se acham mais importantes que as outras pessoas.

Quando finalmente acontece um pouco de romance, ele é delicado e me agradou bastante. O que também ficou interessante na história foi a ambientação da narrativa na cidade de Roma; o autor cita diversas ruas, praças, estabelecimentos comerciais e pontos turísticos que nos fazem viajar para a Itália através da história.

A maior virtude desse livro é mostrar que todos precisamos de um melhor amigo, aquele que topa qualquer parada e que está sempre ao nosso lado. E que toda forma de amor é válida, mesmo que não dure para sempre. Apesar de o livro não ter sido tudo o que eu esperava, no final achei que a leitura valeu a pena, e recomendo para quem gosta de romance adolescente e muitos bad boys.

Três metros acima do céu
Federico Moccia
editora Presença
352 páginas
nota no Skoob: 4.2
nota do blog: 3.8


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

4 comentários:

  1. Joana!
    A ambientação em Roma é um grande atrativo para a leitura, mas ando tão cansada desses romances adolescentes com a protagonista patricinha e o protagonista bad boy, que no momento não faria a leitura, quem sabe mais para frente?
    “Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal.” (Platão)
    cheirinhos
    Rudy

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    1. Te entendo perfeitamente Rudy, eu tbm andei meio cansada do tipo, mas arrisquei a leitura só pq queria conhecer o autor.
      Bjos!

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  2. Acho que esse livro era exatamente o que procurava, uma leitura fácil para poder ler entre um livro mais pesado e outro, achei bem legal ele se passar em Roma, ainda não tinha lido nenhum que se passasse nesse lugar.
    Beijos!

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    Respostas
    1. Isso mesmo Giulianna, ele tem essa leveza que dá pra descansar um pouco a cabeça de algo mais pesado.
      Bjos!

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