sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sexta de música #2

Olá leitores! Mais uma sexta de música por aqui.
Hoje a trilha é baseada no livro "A culpa é das estrelas", de John Green (você pode ler a resenha aqui). 
Só listei 3 músicas que acredito representarem bem o misto de sentimentos  que esse livro provoca durante a leitura.
Juro que tentei pensar em uma trilha mais alegre, ou pelo menos uma música mais animada, mas foi difícil.
A última música foi uma sugestão do meu colega João Oliveira, do blog futebolístico Mesa Quadrada. 
Espero que vocês curtam as músicas, e depois deem suas opiniões.
Bjos!

Cássia Eller - No recreio 

Quer saber quando te olhei na piscina
Se apoiando com as mãos na borda
Fervendo a água que não era tão fria
E um azulejo se partiu porque a porta
Do nosso amor estava se abrindo
E os pés que irão por esse caminho
Vão terminar no altar
Eu só queria me casar
Com alguém igual a você
E alguém igual não há de ter
Então quero mudar de lugar
Eu quero estar no lugar
Da sala pra te receber
Na cor do esmalte que você vai escolher
Só para as unhas pintar
Quando é que você vai sacar
Que o vão que fazem suas mãos
É só porque você não está comigo
Só é possível te amar...
Seus pés se espalham em fivelas e sandália
E o chão se abre por dois sorrisos
Virão guiando o seu corpo que é praia
De um escândalo, charme macio
Que o cor terá se derreter?
Que som os lábios vão morder?
Vem me ensinar a falar
Vem me ensinar ter você
Na minha boca agora mora o teu nome
É a vista que os meus olhos querem ter
Sem precisar procurar
Nem descansar e adormecer
Não quero acreditar que vou gastar desse modo a vida
Olhar pro céu só ver janela e cortina
No meu coração fiz um lar
O meu coração é o teu lar
E de que que adianta tanta mobília
Se você não está comigo
Só é possível te amar
Ouve os sinos, amor
Só é possível te amar
Escorre aos litros, o amor


Marcelo Camelo - Janta 


Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I am sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them forever
'Cause I can forget about myself
Trying to be everybody else
I feel alright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself
Trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I'll let you stay with me if you surrender)

Gabriel, o Pensador - Pra onde vai


Mais uma vida jogada fora
Um coração que já não bate mais, descanse em paz
Sonhos que vão embora, antes da hora
Sonhos que ficam pra trás
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol quando a noite cai?
E agora?
A dor é do tamanho de um prédio
A casa sem ele vai ser um tédio
Não tem remédio, não tem explicação, não tem volta
Os amigos não aceitam, o irmão se revolta
A família não acredita no que aconteceu
Ninguém consegue entender porque o garoto morreu
Tiraram da gente um jovem tão inocente
E a sua avó que era crente hoje tem raiva de Deus
O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste
E a mãe simplesmente não resiste
Além do filho, perdeu o seu amor pela vida
E a nora agora tem tendências suicidas
E a namoradinha com quem sonhava se casar
Todo mundo toda hora tem vontade de chorar
Quando se lembra dos planos que o garoto fazia...
Ele dizia: "Eu quero ser alguém um dia"
Sonhava com o futuro desde menino
Ninguém podia imaginar o seu destino
Mais uma vítima de um mundo violento...
Se Deus é justo, então quem fez o julgamento?
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol?
Quando a noite cai?
Por quê um jovem que vivia sorridente perde a sua vida assim tão de repente?
Logo um cara que adorava viver
Realmente é impossível entender
Nenhuma resposta vai ser capaz de trazer de novo a paz à família do rapaz
Nunca mais suas vidas serão como antes
E eles olham o seu retrato na estante
Aquele brilho no olhar e o jeitão de criança
Agora não passam de uma lembrança
E a esperança de que ele esteja bem, seja onde for,
Não diminui o vazio que ele deixou
É insuportável quando chega o seu aniversário
E as suas roupas no armário parecem esperar que ele volte de surpresa
Pra ocupar o seu lugar vazio à mesa
A tristeza às vezes é tão forte
A tristeza às vezes é tão forte que é mais fácil fingir que não houve morte
Porque sempre que ele chega pra matar as saudades
Ele vem com aquela cara de felicidade
Alegrando os sonhos e querendo dizer que a sua alma nunca vai envelhecer
E que sofrer não é a solução
É melhor manter acesa uma chama no coração
E a certeza na mente de que um dia se encontrarão novamente.
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol quando a noite cai?
Pra onde vai você ?
Pra onde vai o Sol...
Pra onde vai...
Quando a Noite cai ?
Quando tudo vira cinzas,
Pra onde vai o Sol ...
Quando a noite quando a noite cai ?
Quando o Sol se vai ?
Quando tudo passa ?
Quando a gente chora ?
Pra onde vai ?

A culpa é das estrelas - resenha





"Dois adolescentes se conhecem - e se apaixonam - em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu parte da perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - e essa é a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, esse livro é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar." 

Hazel Grace tem apenas 16 anos e é impedida de levar uma vida normal de adolescente por causa do câncer no pulmão, que não deixa que ela faça muita coisa sem sentir falta de ar e cansaço, então, ela pouco vai à faculdade ou sai com os amigos. Sua mãe praticamente a obriga a frequentar o grupo de apoio, para que lá ela possa socializar com outras pessoas que passam pelo mesmo drama que a menina e troquem experiências, além impedir que a garota entre em depressão. É numa dessas reuniões que ela conhece Augustus, lindo de morrer, e que teve a perna amputada do joelho para baixo em decorrência de um câncer chamado osteosarcoma. Isso o impede de jogar basquete como ele fazia antes, já que, agora, ele usa uma prótese na perna. Logo de cara os dois já se dão bem, e Gus convida Hazel para assistir em sua casa o filme "V de vingança", pois acha que ela é muito parecida com a atriz Natalie Portman, e ela discorda. Depois de verem o filme, Hazel vê alguns livros de Gus e eles acabam compartilhando seu gosto pela literatura. É ai que ela fala sobre seu livro preferido, "Uma aflição imperial", que já releu centenas de vezes, apesar de não se conformar pela estória não ter um final. Ela empresta o livro a Gus, que também fica tentando achar uma explicação para o desfecho que não termina nada. A partir dai, eles passam a buscar um nexo para aquele livro sem final, e assim sua amizade se fortalece.

Depois de muitos questionamentos, eles conseguem um contato com a secretária do autor do livro, e com a ajuda de algumas pessoas, viajam até a Holanda, onde ele mora atualmente, para tentar conversar diretamente com ele e esclarecer suas dúvidas cruciais. Sim, cruciais, já que Hazel usa sua interpretação do livro como apoio nos momentos mais difíceis da sua doença. Gus, apaixonado por ela, também quer a qualquer custo descobrir por que o autor deixou o livro inacabado. O encontro entre eles é frustrante, pois o escritor não revela nada e ainda os trata extremamente mal, tentando convencê-los de que a vida não faz sentido e que eles não devem mais se iludir sobre a existência de um significado oculto naquele 'não final'.

Apesar disso, a viagem deles é mágica, mesmo Hazel tentando manter a relação dos dois apenas como amizade, já que ela sabe que vai morrer a qualquer momento e não quer fazê-lo sofrer. Como a própria gosta de lembrar, ela é uma granada que pode explodir a qualquer momento. Mas, não há como resistir ao charme de Gus, e ela cede. O amor dos dois floresce plenamente na Holanda, em meio à primavera e aos confetes que caem das árvores, como a coroar a entrega dos dois. É muito romântico!

Em paralelo com esse romance adolescente, o autor mostra um lado mais real de Hazel, que, apesar da pouca idade, tem uma visão muito adulta do mundo e plena consciência de que sua vida é limitada por causa da doença. Por isso, em alguns momentos ela se rebela, grita com os pais, trata tudo com uma frieza impressionante, mostrando que, mesmo parecendo adulta, ela não tem a maturidade suficiente para encarar a dura realidade em que vive e que acaba se estendendo à sua família. Do outro lado está Gus, que sempre tenta ver o lado bom da vida, não se tornando escravo da doença nem do tratamento, desafiando seus limites e usando metáforas para deixar situações mais leves ou mais irônicas.

Não posso deixar de comentar sobre o melhor amigo de Gus, Isaac, um garoto que ama vídeo game e que perdeu um olho pro câncer. Ele é muito apaixonado pela namorada, mas, após descobrir que ele está prestes a ficar sem o outro olho, pois a doença se alastrou, a menina simplesmente some, deixando o pobre Isaac numa tristeza sem fim, cumulada com a depressão por saber que vai ficar cego. 

A contracapa do livro traz uma citação do "The New York Times" sobre a estória que diz: 'Um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão. Green nos mostra um amor verdadeiro... muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia'. E é isso mesmo: o livro é sobre amor, um amor incondicional, não apenas amor entre homem e mulher, mas amor entre pessoas. O amor entre Augustus e Hazel é romântico, lindo e fofo, daqueles que todo mundo deveria ter pelo menos uma vez na vida. Dá vontade de juntar os dois para que eles fiquem assim para sempre. Além do câncer, das dores e das dificuldades que tudo isso acarreta em seu dia a dia, eles conseguem viver o sentimento que têm um pelo outro, do jeito que sabem e até onde podem, mas sem deixar de se divertir.

Depois de ler esse livro, passamos a refletir sobre várias coisas em nossas vidas, principalmente aquelas bem pequenas, que parecem não ter importância. E por causa dele, alguns gestos e algumas frases passam a ter um sentido diferente, como por exemplo o "OK" que eles usam sempre e é muito significativo. Não posso dizer mais nada sobre isso, mas quem ler o livro vai entender do que estou falando.


A estória é muito fofa, e não dá pra parar de ler. O enredo é carregado de sentimento, do início ao fim, e me levou às lágrimas em alguns momentos. É impossível não se comover com a história de Gus e Hazel, tão bem escrita por John Green. Se ele queria emocionar os leitores, conseguiu. Espero que ele também tenha conseguido passar aos leitores a mensagem maior dessa estória: que o amor está acima de todas as coisas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sexta de música #1

Toda sexta é dia de música aqui no blog, e para começar, montei minha própria trilha sonora para "Cinquenta tons de cinza", bem diferente da criada pela autora, e baseada nas sensações que a história me trouxe durante a leitura:

Los Hermanos - Garota de Ipanema
Green Day - She's a rebel
Rolling Stones - Sympathy for the Devil
Muse - Madness
Foo Fighters - Walking after you
Slipknot - Vermilion pt2
Korn - Freak on a leash
The Doors - Love me two times
John Legend - P.D.A.
Van Halen - Can't stop loving you
Legião Urbana - La nuova gioventú
Ben E. King - Stand by me
Coldplay - Warning sign


Espero que tenham gostado, e, se tiverem outras sugestões, serão sempre bem-vindas!

sábado, 6 de outubro de 2012

Cinquenta tons de cinza




Anastasia é uma moça simples, ingênua e apaixonada Literatura Inglesa. Ela quer terminar sua faculdade para trabalhar em alguma editora e manter seu contato com a literatura, mas, quando sua colega de quarto fica doente no dia em que tem uma entrevista com o benemérito da faculdade e convence Ana a ir em seu lugar, suas perspectivas mudam totalmente. O entrevistado é  o multimilionário Christian Grey, a quem Ana não conhece e não faz a menor ideia de quem seja. Durante a entrevista, Anastasia sente algo estranho vindo de Christian, mas, apesar dos olhares incisivos que ele lhe dá, ela termina o trabalho e vai embora. A partir daí, ela não consegue tirá-lo da cabeça, e ele, cada vez mais, vai se aproximando de Ana, que acaba cedendo aos seus encantos. Ele é lindo, gentil, e tem belos olhos cinzentos, que a conquistam imediatamente. Apesar de seus sentimentos puros, ela não imagina qual a verdadeira intenção de Grey, e mesmo com seus avisos para ficar longe dele, ela acaba entrando de cabeça em seu mundo diferente e viciante. Suas práticas sexuais, suas exigências absurdas, suas mudanças repentinas de humor e sua mania por controle deixam Anastasia confusa, com medo, mas tão apaixonada por esse homem misterioso que ela está disposta a correr todos os riscos e mudar toda sua vida para não perdê-lo.


Demorei muito para escrever essa resenha, e explico o motivo: quando terminei de ler “Cinquenta Tons de Cinza” eu estava totalmente envolvida com a história e afetada por Christian Grey, por ele ser tão intenso (assim como seus olhos cinzentos) e controlador, mas também por ele ter um lado carinhoso e romântico, que aflora de repente, transformando o monstro dominador em príncipe encantado. Eu, que adoro romances, tive que reler o livro imediatamente após terminar a última página, e assim ficar mais perto conhecer melhor cada detalhe dos personagens: Christian é lindo, maravilhoso, rico, misterioso, e com um coração grande o suficiente para tentar acabar com a fome no mundo. Já Anastasia, para mim, não passa de um placebo. Isso mesmo, um placebo, aquele remédio sem princípio ativo que distribuem nos grupos de pesquisas de novos medicamentos, e que as pessoas tomam, mas não serve pra nada: ela é sem graça, confusa e insegura. Mesmo depois de Grey ter dado todos os sinais de que estava totalmente apaixonado, ela ainda coloca em dúvida esse sentimento, por causa de seus costumes sexuais “diferentes” e sua busca do prazer através da dor. Apesar disso, e de toda a inexperiência de Anastasia em relacionamentos, ela decide se jogar de cabeça nessa relação e tentar conhecer o mundo novo que Christian lhe apresenta, totalmente avesso a tudo o que já tinha vivido (que era quase nada).

Depois de começar minha leitura, soube que a autora era fã da série “Crepúsculo” e que se inspirou um pouco nela para criar sua trilogia. Na verdade, ela nem precisava afirmar isso, já que fica visível nos primeiros capítulos de “Cinquenta tons...” que seus personagens são bem parecidos com Bella e Edward. Muita coisa aqui remete a alguma coisa do outro, não consegui começar a lê-lo sem fazer algumas comparações com a saga de Meyer. Ainda bem que, com o passar da história, fui deixando essas comparações de lado e mantendo o foco na narrativa de James, que conseguiu “libertar”, por assim dizer, a Anastasia das piores características de Bella Swan, que são, na minha opinião, a apatia e sua mania de pensar que tudo no mundo gira em torno de suas vontades. Anastasia é esperta, inteligente e tem opinião própria, além de um senso de humor contagiante, tanto que ela consegue reverter algumas situações complicadas apenas com suas frases de efeito, e não cede imediatamente a todos os desejos de Christian, mesmo estando caidinha por ele.

Agora entendo por que essa série foi batizada de "pornô para mamães": por causa do alarde feito em torno do tema BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), e que o livro tem cenas de sexo tórridas que nos deixam envergonhadas até se estivermos lendo sozinhas. Na verdade, ele não é tudo isso; os detalhes de cada relação sexual “normal” dos personagens são explícitos, sim, mas qualquer pessoa no mundo sabe como isso acontece, uns de um jeito, outros de outro, mas não é segredo para ninguém que já tenha praticado. Eu, que cresci na época em que Madonna escandalizou a sociedade com suas atitudes revolucionárias e com o livro Sex, cheio de fotos provocantes e audaciosas, inclusive com práticas de lesbianismo e BDSM, esperava muito mais escândalo nesse livro. Na verdade, a propaganda feita é um tanto quanto exagerada, pois o sadomasoquismo aqui é mais um pano de fundo para uma história de amor do que o assunto principal do enredo, e a maioria das cenas de sexo acaba sendo "baunilha", como bem define o próprio Christian. Claro, eles transam em todos os lugares possíveis e imagináveis, mas não é nada demais. Não quero dizer aqui o que dizem da história é mentira, muito pelo contrário, a autora realmente descreve os instrumentos, alguns procedimentos e regras usados pelos adeptos da prática dominação-submissão, mas fica longe de deixar os leitores de cabelo em pé (pelo menos os meus não ficaram). Até quando os personagens estão no chamado “quarto vermelho da dor”, onde Christian é o dominador, existe um pequeno traço de romance, salvo algumas exceções em que ele exerce certa violência, necessária para o desenvolvimento da trama, e as práticas não são tão abusivas, nem tão escandalosas como pintam, ou, como eu imagino, sejam na realidade. E. L. James foi muito esperta ao desenvolver uma história de amor impossível, entre um homem poderoso e uma garota confusa e inocente, utilizando como chamariz o BDSM, logo após o furor causado por outra série que também tinha um romance impossível, entre vampiro e humana, mas de uma castidade imaculada.

Quando Christian e Anastasia fazem amor, e essas cenas são narradas em detalhes, criam nas leitoras a curiosidade, a vontade de conhecer melhor a arte do dom/sub, e buscar novas experiências sexuais, haja vista o aumento das vendas nas Sex shop pelo mundo afora. Mas para mim, acima de tudo, o que valeu a pena na leitura foi o romance, que me lembrou aqueles de banca de jornal que eu lia quando era criança/adolescente, com um up grade de recursos modernos, como a troca de e-mail entre o casal, que rende momentos engraçados, e que me fez pensar se hoje é realmente assim que acontece a paquera...

A narrativa é bem simples, o que proporciona rapidez à leitura, com uma linguagem atual, a diagramação é boa, e o melhor é que a impressão é em papel pólen, um costume da Editora Intrínseca, deixando tudo mais agradável aos olhos. Apesar de ter me apegado aos personagens e estar muito curiosa com o desfecho dessa história, tenho minhas críticas a fazer: achei que a autora repete muitas vezes as mesmas coisas, cansando um pouco às vezes, além de criar a tal da deusa interior que aparece do nada e tem personalidade própria. Também acho que ela vai precisar encontrar uma boa razão para a fobia ao toque que Christian tem, ou isso não vai fazer sentido no final de tudo.


Cinquenta tons de cinza
E. L. James
455 páginas
Editora Intrínseca

Promoção (divulgação)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Promoção (divulgação)




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