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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Livros que serão adaptados para os cinemas

Olá leitores! Demorou, mas 2017 tá quase chegando, e deixando todas as dificuldades de 2016 para trás. Com um novo ano. sempre chegam novos livros e muitas adaptações de nossas leituras preferidas para o cinema, e para os próximos 12 meses temos muita coisa boa para ver nas telonas. Deem uma olhada em alguns filmes baseados em livros que vêm por ai:



Extraordinário, baseado no bestseller de R. Palacio, tem estreia prevista no Brasil para 11 de maio. Drama dirigido por Stephen Chbosky com Julia Roberts, Owen Wilson e Jacob Tremblay no elenco, conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.



A casa torta, uma das histórias preferidas da autora, Agatha Christie, foi escrita em 1949, e a adaptação ainda não tem data de estreia confirmada nos cinemas. As últimas notícias dão conta de que o longa será dirigido por Gilles Paquet-Brenner, o mesmo de Lugares Escuros, e terá Chrstina Hendricks, Gillian Anderson e Glenn Close no elenco. Na trama, o detetive Charles Hayward precisa descobrir quem matou o milionário Aristide Leonides, que construiu a casa torta para morar com toda a família: a atual esposa cinquenta anos mais jovem que ele, dois filhos, duas noras, três netos, e a cunhada, irmã da sua ex-esposa. O assassino pode ser qualquer um deles, mas, a principal suspeita, naturalmente, é a jovem viúva.



O famoso livro A cabana, queridinho de dez entre dez leitores, chegará aos cinemas em 16 de abril próximo, e será dirigido por Stuart Hazeldine (Presságio, 2009), com Sam Worthington e Radha Mitchell no elenco. Na história, a filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe um recado suspeito, que parece vindo de Deus, pedindo que ele volte à cabana. Ignorando que o chamado pode ser uma cilada, ele volta ao cenário de seu pior pesadelo, e o que ele encontra lá muda sua vida para sempre.



A segunda parte da trilogia erótica escrita por E. L. James chega aos cinemas em 9 de fevereiro, e promete arrebatar novamente o público feminino. Anastasia está assustada com os hábitos e as atitudes de Christian, e decide terminar o relacionamento, focando em seu desenvolvimento profissional. Porém, o desejo acaba falando mais alto e ela logo volta para os jogos sexuais e a vida conturbada do empresário bonitão. O filme foi dirigido por James Foley (que já dirigiu House of cards) e, além de Dakota Johnson e Jamie Dornan, também terá Kim Basinger no elenco.



It: a coisa, baseado na obra de Stephen King, terá seu remake dividido em dois filmes, e a primeira parte estreia em 8 de setembro no Brasil. O livro conta a história de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, que formam o auto-intitulado Losers Club. A rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do Clube dos Perdedores acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise. Essa primeira parte será focada nos protagonistas ainda crianças no anos 80, e a próxima vai mostrar a geração já adulta lidando com o retorno do ser sobrenatural. Bill Skarsgard será Pennywise e o filme será dirigido pelo argentino Andrés Muschietti, que também já dirigiu o apavorante Mama, de 2013.



A série de livros mais amada pelos fãs de Stephen King começa a ganhar vida nas telonas em 23 de fevereiro. A torre negra tem oito volumes, e o primeiro deles chega aos cinemas com grandes expectativas. Com Idris Elba interpretando o Pistoleiro que percorre o mundo em busca da famosa Torre Negra, o filme tem o desafio de agradas os fãs mais exigentes. O Pistoleiro se envolve numa intensa perseguição ao poderoso Homem de Preto (vivido por Matthew McConaughey), passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário. Na direção está Nikolaj Arcel, o mesmo de Os homens que não amavam as mulheres, de 2009.



O livro com três contos natalinos, de autores diferentes, encabeçados por John Green, que são interligados entre si, chega aos cinemas no dia 22 de novembro, com direção de Luke Snellin, porém, sem nenhum nome do elenco divulgado até agora. Uma forte nevasca atinge a cidade de Gracetown na véspera de Natal e a transforma em um inesperado refúgio romântico. Um trem retido no meio do nada, uma corrida com os amigos no frio congelante e lidar com a tristeza da perda do namorado ideal, são as histórias que se juntam para mostrar que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.


Além de todos esses livros incríveis, ainda teremos A bela e a Fera, com Emma Watson como protagonista. Esse filme tem um post todinho dedicado a ele, que vocês podem ler clicando aqui, inclusive, com o trailer oficial. Não se esqueçam que ele estreia em 16 de março!

Podem escolher seus preferidos, marcar as datas nas agendas e se prepararem para ver seus personagens preferidos ganhando vida nos cinemas. Vai ou não vai ser um ano mágico para quem ama ler? preparem os bolsos!


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sei Que Eu Sei News #25 - Guardiões da Galáxia 2













Eu  danço!

Hoje a Marvel divulgou o primeiro teaser da continuação do bem sucedido Guardiões da Galáxia, que estreia nos cinemas em abril de 2017. Em pouco mais de um minuto de vídeo já deu para sentir que a vibe do filme continua a mesma: leve, divertido e cheio de música boa.

A primeira imagem divulgada foi esse poster, estiloso em preto e branco, com os personagens fazendo poses sexys, rsrsrs. E Chris Pratt <3





Ao contrário do primeiro Guardiões, minha expectativa agora está alta. Naquela época eu nunca tinha ouvido falar dessa estória, nem dos quadrinhos, e me lembro de ver o trailer e pensar: que filme bobo! de onde tiraram isso? Claro que depois de assistir eu me apaixonei pelo filme e agora quero muito ver como ficou a continuação (e rever baby Groot!).




Lembrando que o João já resenhou a HQ por aqui, e vocês podem ler ou reler o post, para conhecer a estória ou ir entrando no clima do filme (nesse link).

Vejam como o teaser é contagiante, e imaginem a trilha sonora que vem por aí:


 


Sinopse: Em Guardiões da Galáxia Volume 2, os Guardiões têm que luar para manter sua recém-descoberta família unida enquanto desvendam o mistério da real descendência de Peter Quill. O filme é dirigido por James Gunn e conta no elenco com Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista e ainda Vin Diesel como Groot, Bradley Cooper como Rocket, entre outros.

E só para não perder a oportunidade, que tal rever o fofinho baby Groot dançando? *___*





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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sei Que Eu Sei News #24 - Cinquenta Tons Mais Escuros

É isso minha gente! depois de quase dois anos da exibição do primeiro filme, Cinquenta tons de cinza, hoje foi divulgado o trailer da continuação, Cinquenta tons mais escuros, que estará nos cinemas no ano que vem.




O fandom está em polvorosa e a timeline to Twitter fez contagem regressiva desde ontem, quando foram mostrados a primeira foto oficial da adaptação e um teaser trailer meio misterioso. Isso já foi o bastante para mexer com a mulherada que espera ansiosamente para rever Sr. Grey.

Como prometido pela Universal, hoje podemos ver o trailer oficial completo (por enquanto, sem legendas em português). Divirtam-se:




Sinopse oficial divulgada pelo estúdio:
"Quando o ferido Christian Grey (Jamie Dornan) tenta seduzir a cautelosa Ana Steele (Dakota Johnson) e trazê-la de volta para sua vida, ela exige um novo acordo antes de dar uma nova chance a ele. Enquanto os dois começam a construir um relacionamento baseado em confiança e estabilidade, figuras sombrias do passado de Christian começam a rodear o casal, determinadas a destruir todas as suas esperanças de um futuro juntos." (fonte: Portal 50 tons)

Só queria lembrar que é nesse livro que tem o momento mais emocionante pra mim de toda a trilogia: quando Christian manda para Ana o Ipod com músicas selecionadas por ele. Nas duas vezes que li o livro (sim, 2 vezes), meus olhos ficaram marejados.

Agora é só esperar por 2017 para correr para os cinemas. Segurem a ansiedade aí mulherada, o Sr. Grey vai recebê-las em breve!







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domingo, 26 de abril de 2015

Filmando #14 - Os vingadores - a era de Ultron





















Semana passada tivemos uma resenha sobre a HQ da Era de Ultron. Agora que fomos ver o filme, nada mais justo do que fazer uma retratação e julgar se a Marvel atendeu as expectativas mais uma vez. Portanto, muita atenção, pois este post estará tão carregado de Spoilers quanto a aljava de flechas do Gavião Arqueiro.



Vamos começar com a seguinte premissa: se vocês leram os quadrinhos, não esperem nada parecido. Aqueles que não leram, podem se apegar apenas a resenha feita aqui mesmo.

O início é arrebatador, ação para ninguém colocar defeito e o foco ainda está no Tesseract. Quem o possui, onde estará e como recupera-lo, mas esse objetivo dá lugar a algo muito maior depois que a Feiticeira Escarlate coloca o Tony Stark em uma realidade paralela mostrando a ele todos os Vingadores mortos. Depois disso, o Homem de Ferro decide construir uma inteligência artificial com a ajuda de Bruce Banner e o nomeia de Ultron. Ao final de uma série de erros e acertos, o Ultron finalmente acorda e decide que está na hora da raça humana ser extinta e substituída por uma evolução.

O desenvolvimento do filme foi perfeito, duas horas e meia que passaram sem cansaço. Desde o início o telespectador é lançado no meio de batalhas bombásticas e golpes mirabolantes. Quando eles não estão lutando contra o mal, a guerra de egos acontece a todo instante; haveria motivos para a guerra civil começar desde já, mas deixaremos para outro filme.

Falando nos novos personagens, Feiticeira Escarlate e Mercúrio foram muito bem encaixados na trama, com as motivações necessárias para justificar suas ações. O Visão também foi bem elaborado, se encaixou muito bem, mas faltou um desenvolvimento, talvez, se tivesse tempo, poderia ter explorado um pouco mais o personagem. Palmas também para a participação dos coadjuvantes de outrora: Patriota de Ferro e Falcão que finalmente se juntaram a saga, e para Nick Fury que, como o Ikki de Fênix, retornou das cinzas mais uma vez. E claro que não poderia faltar a participação digna de Oscar do eterno Stan Lee, (todos se curvando perante o mestre). Todavia aconteceu aquilo que eu temia, um romance entre agente Romanoff e Bruce Banner, uma lástima, mas não teve força suficiente para chamar a atenção, então nenhum dano foi causado.




Em síntese, nada do que aconteceu nos quadrinhos foi para o cinema, porém o diretor Joss Whedon, conseguiu transmitir muito da essência da saga. Essa é uma das mais difíceis tarefas dos Vingadores, eles são derrotados muitas vezes, perdem amigos, se sacrificam pelo bem maior e isso tudo, guardado as devidas proporções, foi mostrado. Como se não bastasse deixar o público entusiasmado com as cenas de ação que ocorrem o tempo todo, ainda conseguiram dar destaque para a tão aguardada briga entre Hulk e Hulkbuster. É assim que se faz uma batalha quase apocalíptica senhor Zack Snyder.




Ao final do filme, uma mistura de sentimentos acontece com o tom melancólico, quase de despedida de alguns personagens, mas dura pouco tempo, pois na sequência dos créditos a cena extra chega como uma cotovelada no rim de qualquer fã. Se você esperou ansiosamente para ver A Era de Ultron, com certeza será desesperador aguardar até a Guerra Infinita Parte 1.




Quem já assistiu, deixe seus comentários dizendo o que achou, se já leu os quadrinhos ou não. Se não assistiu e leu até aqui, apesar do aviso de spoiler, comente também! Quero saber a opinião dos leitores sobre essa adaptação.



João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh

quinta-feira, 19 de março de 2015

Sei Que Eu Sei News #24 - Cidades de Papel














Segurem seus forninhos galera! Saiu o trailer da adaptação de Cidades de papel para os cinemas:






 John Green esteve no Today Show, programa matinal americano, para divulgar o filme, que também teve algumas fotos publicadas ontem:




Paper Towns, quarto romance de John Green, conta a estória de Quentin e Margo Roth Spiegelman, vizinhos que foram muito amigos durante a infância, mas se distanciaram na adolescência, e que voltam a ficar envolvidos depois do sumiço misterioso da menina. Quentin encontra diversas pistas deixadas por Margo e sai à procura da amiga, mas, quanto mais ele se aproxima do paradeiro de Margot, mais ele descobre que a imagem que tinha dela não corresponde com sua verdadeira personalidade.

No filme Nat Wolff fará o papel de Q e Cara Delevingne será Margo Roth. Nat já deu vida a outro personagem criado por Green em A culpa é das estrelas: ele interpretou Isaac, o amigo de Gus que fica cego devido a um câncer na retina.

O filme estreia em junho desse ano.






Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

domingo, 1 de março de 2015

Filmando #14 - Cinquenta tons de cinza

Não me lembro se comentei com vocês nos posts anteriores que minha expectativa para esse filme estava bem baixa, mas que eu esperava que ele me surpreendesse. Pois bem, não aconteceu isso: ele é fraco mesmo, e não conseguiu me empolgar.


Para não dizer que foi totalmente decepcionante, por incrível que pareça achei a interpretação de Dakota bem convincente. Ela realmente sabe se passar por uma menina sem sal nem açucar que ficou parada nos anos 80. O único problema é que, dependendo do ângulo da câmera, fica bem visível que ela já passou dos 21 anos. Enfim. além de salvar o trabalho da atriz, também preciso elogiar a trilha sonora, que é incrível: músicas bem sensuais para dar o clima necessário ao filme. Apesar de ter gostado muito das canções, achei que o filme ficou tão lento quanto elas.

O que dizer de Jamie Dornan? Ele nunca será meu Christian Grey, infelizmente. Tá, ele pode até ser um bom ator, e ter convencido e conquistado muitas fãs do livro, mas eu tenho uma visão mais crítica: acho que ele não tem a beleza nem o porte que o personagem exige. Ao olhar para ele, não me sinto intimidada, não acredito que ele é um bilionário controlador e mandão. E o pior, nas cenas de sexo, em que ele deveria passar a imagem de dominador, Jamie ficou longe disso! Mas acredito que a culpa não seja totalmente dele; além da sua atuação depender bastante das decisões da diretora do filme, não consegui sentir uma ligação entre ele e Dakota, parece que não têm química.



Algumas cenas são bem próximas do original, como a do elevador, que ficou com uma fotografia boa, a do planador, e a da entrevista que Ana faz com Grey, logo no início do filme, o que me deu a esperança de que ele seria bom. Já em outras, lamento pelas pessoas que não leram o livro e não conhecem a estória, pois deixaram muitas coisas sem explicação, como, por exemplo, antes deles saírem para jantar na casa da família Grey, quando ele pergunta se ela tem tudo o que precisa. Se vocês leram, sabem do que estou falando, e se não, saibam que não vão descobrir pelo filme, rs.




Para mim, faltou um pouco de ousadia no roteiro, deveriam ter se arriscado mais nas cenas íntimas, pois tudo ficou meio caricato. Além de explorarem demais a nudez de Dakota, não mostraram nada que escadalizasse os espectadores. Aliás, como eu já disse na resenha do livro, a estória não é escandalosa, não existe ali nada que as pessoas já não conheçam sobre sexo. Ok, em alguns momentos no quarto vermelho eles usam alguns acessórios incomuns, mas é só isso.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi a simplicidade dos atores em geral, fisicamente falando. Claro que a beleza descrita num livro é bem diferente da real, e é quase impossível trazer para a tela do cinema aquela imagem que fazemos de cada personagem, mas os escolhidos para atuarem nesse filme não chegam nem perto de serem tão bonitos quanto os do livro. A amiga de Ana, no filme não chama a atenção de ninguém, e até parece ser uma irmã bem mais velha de Anastasia. A mãe de Christian também não tem a classe que deveria ter, não passa segurança. E sobre Elliot não sei nem o que dizer! Não consegui ver nenhuma característica marcante do personagem no filme.




Enfim, aconselho que, se vocês ainda não assistiram ao filme, assistam, pelo menos para construírem uma opinião própria, e não ficarem apenas lendo críticas, tanto positivas quanto negativas, e tirando conclusões precipitadas. Eu sai do cinema bem decepcionada, e fiquei vários dias pensando em como escreveria essa resenha, mas admito que algumas (poucas) cenas me agradaram. Talvez minha resistência em aceitar o ator tenha atrapalhado meu julgamento, mas a verdade é que achei tudo muito parado, muito lento e confuso. Faltou alguma coisa no filme, um tchan, uma faísca que fizesse meus olhos brilharem, é difícil explicar, já que gosto tanto da estória. Repito meu conselho: assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões.



Cinquenta tons de cinza
Fifty shades of Grey, EUA, 2015, Universal Pictures
Diretora: Sam Taylor-Johnson
Jamie Dornan, Dakota Johnson, Eloise Mumford, Victor Rasuk, Luke Grimes, Rita Ora, Max Martini.









Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Cinquenta tons de cinza [Releitura]


"Quando a estudante de literatura Anastasia Steele entrevista o jovem bilionário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que o deseja e que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Christian admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família, ele é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ao embracar num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, mas também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos."

Então, antes de assistir ao filme, resolvi reler o livro, e tive a mesma sensação que na primeira leitura: a essência de Cinquenta tons de cinza é o romance entre Grey e Ana. Apesar de a maioria das pessoas só falarem sobre as cenas de sexo e as práticas estranha do bilionário bonitão, não é só isso que rege a narrativa.

Ainda acho que Anastasia é muito sonsa, consegue até superar Bella Swan, e que a linguagem usada no livro é bem simples - além das intermináveis repetições de frases e expressões (vide o post "Cinquenta tons de repetição") - mas que tudo isso contribui para a construção do personagem Christian Grey, que não passa de um homem que teve uma infãncia prejudicada pelo abuso da mãe, uma adolescência conturbada, sendo dominado pela amiga da mãe adotiva, que conseguiu se dar muito bem no mundo dos negócios, mas ainda não conseguiu se encontrar como pessoa. Para começar a se conhecer de verdade e se abrir para outra pessoa, foi necessário encontrar a inocência exagerada de Ana.

Enquanto Anastasia tenta se aproximar de Grey e quebrar essa barreira que ele mesmo se impôs, ela própria vai se descobrindo, conhecendo sensações e desejos que ela ainda não tinha experimentado. Claro que, se formos comparar com a vida real, nenhuma menina virgem aceita com tanta facilidade ser submissa a alguém e se submeter às práticas BDSM do dominador, mas aqui é ficção, então, aceitem. O universo Star Wars também não existe, e ninguém fica comparando com a realidade. Me odeiem.

Christian Grey é muito controlador, e isso é bastante difícil de aceitar, mas a personagem Ana foi criada como uma menina tão fora da realidade, tão inexperiente em relacionamento humano, que sua inocência a ajuda a compreender por quê ele age assim, tornando mais fácil a convivência dos dois. Ainda assim, ela deixa claro em alguns momentos que as atitudes dele não são normais, e que ela precisa de espaço e privacidade às vezes. Essa é uma das causas de conflitos entre eles.

Além do problema com controle, Ana não consegue entender os motivos de Christian para gostar de lhe aplicar castigos físicos quando considera que ela fez algo que ele desaprova, como o simples ato de revirar os olhos quando ele fala alguma coisa. É bem idiota a reação dele, mas foi a forma que a autora achou de mostrar que, dentro da relação maluca do casal, umas palmadas na bunda podem levá-los a sentir algum prazer. Mas quando Ana desafia o limite de Christian é pede para ver até onde ele iria para machucá-la, e ele mostra, ela se revolta e vai embora, deixando-o desolado, pois ele já estava apaixonado por ela, só não sabia ainda.

No próximo livro veremos o desenrolar desse afastamento e a solução que eles encontram para balancear o romance e o sexo ao estilo Grey. As resenhas de Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade podem ser lidas clicando aqui e aqui. E a minha primeira resenha de Cinquenta tons de cinza pode ser acessada por aqui.

O livro continua sendo encantador para mim, que sou louca por romance, a única diferença é que aqui existe a pegada sexual para apimentar a estória. Mesmo gostando das cenas mais quentes, eu ainda prefiro manter meu foco no relacionamento entre Christian e Ana, e desfrutar dos momentos divertidos e românticos que eles vivem. Talvez algumas pessoas não entendam isso, ou não conheçam esse lado da estória, por isso ouvimos tantas críticas ao livro. Mas eu adoro e não tenho vergonha de admitir. No fim das contas, Christian Grey não passa de um príncipe encantado super moderno e rico, que tem gostos peculiares - que a maioria não entenderia.


Cinquenta tons de cinza
E. L. James
editora Intrínseca
480 páginas
nota do Skoob: 3,6
nota do blog: 4,6



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sexta de música #84 - Tons de cinza, dourado e azul










Aproveitando o gancho do vestido que abalou o psicológico de pessoas no mundo todo e o filme que vem sendo muito comentado nas últimas semanas, a playlist de hoje  é composta por músicas que têm nomes de cores no título.

Se o cinza vem sendo a cor preferida de 9 entre 10 mulheres há alguns dias, essa soberania foi ameaçada pelo branco (ou azul) do vestido do mal que dominou a internet de ontem para hoje. No cenário musical, as cores são sempre uma boa opção para nomear canções, ou até mesmo escrever uma boa letra. 

A playlist ficou bem colorida, mas cada pessoa pode enxergá-la de uma cor diferente, rsrs. Confiram:




1. Black - Pearl Jam
2. Pink - Aerosmith
3. White as snow - U2
4. Stop when the red lights flash - Green Day
5. Yellow - Coldplay
6. Back to black - Amy Winehouse
7. Black red yellow - Pearl Jam
8. Green eyes - Coldplay
9. Red morning lights - Kings of Leon
10. Grey blue eyes - Dave Matthews Band
11. Blue ocean floor - Justin Timberlake


E como já é de costume, uma faixa bônus para encerrar o post. Não tem cor no título, mas me lembra muito "Cinquenta tons de cinza", já que na letra fala: "Yeah, well, you know gray is my favorite color" (sabe, o cinza é minha cor favorita):






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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sexta de música #83 - Oscar 2015



Nesse final de semana teremos a cerimônia de entrega dos Oscar, e dentre as diversas categorias premiadas está a de Melhor Canção Original. Muitas músicas boas (outras nem tanto) já levaram a estatueta, dentre elas a inesquecível - entendam como quiserem - My heart will go on, de Celine Dion, trilha do filme Titanic, e Over the Rainbow, eternizada em O mágico de Oz, e interpretada por Judy Garland.

 Diferente do que aconteceu no ano passado, quando Happy, de Pharrel e a chata Let it go de Frozen tomaram conta da festa, dessa vez as concorrentes não são tão famosas ou marcantes, exceto por Lost Stars, tema de Se nada der certo, mas todas elas têm participação importante em seus filmes. Um exemplo disso é a parceria entre John Legend e o rapper Common, Glory, trilha sonora do filme homônimo, que fala sobre a luta pelos direitos civil dos negros, liderada por Martin Luther King Jr.

Na playlist de hoje vamos fazer um aquecimento para o Oscar e curtir as cinco indicadas de 2015, para escolhermos qual delas merece levar o título de Melhor Canção Original de 2015:




1. Lost stars - Adam Levine
2. Everything is awesome - Tegan and Sara feat. Lonely Island
3. Grateful - Rita Ora
4. Glory - Common feat. John Legend
5. I'm not gonna miss you - Glen Campbell

Como bônus, uma das melhores canções de todos os tempos, que foi trilha sonora de Dirty Dancing em 1988, com Patrick Swayze arrasando na pista de dança:




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Filmando #13 - Birdman

É chegada a temporada do Oscar, e todo mundo corre para assistir aos filmes indicados. Eu também estou nessa, e ontem fui ver o aclamado "Birdman ou A inesperada virtude da ignorância".


Dirigido pelo mexicano Alejandro Gonzáles Iñarritu, que também filmou Babel e 21 gramas, Birdman faz uma crítica à indústria cinematográfica atual, em que as estrelas são instantâneas e desaparecem na mesma velocidade com que surgem.


Michael Keaton representa Riggan Thomson, um ator que fez imenso sucesso com uma trilogia de super herói chamada Birdman, e que depois disso acabou caindo no esquecimento e nunca mais fez um filme ou peça de destaque. Vinte anos depois de deixar do homem pássaro, ele resolve encenar uma peça na Broadway, da qual também é o roteirista e o diretor. Pouco antes da estreia, Riggan não está contente com a atuação de um colega de cena, e o substitui pelo badalado Mike Shiner (interpretado brilhantemente por Edward Norton), ator adorado pelo público e pela crítica e que arrasta multidões para assistir a qualquer um de seus trabalhos.

O detalhe dessa parceria é que Riggan vê na peça sua última chance de voltar a brilhar, e está arriscando tudo o que tem e o que não tem para que ela dê certo, enquanto Mike é um cara pedante, cheio de si, que não se dá bem com os colegas de elenco e acha que não tem nada a perder.


Paralelo ao drama de Riggan para cair novamente nas graças do grande público, vemos seus problemas pessoais que a todo momento o impedem de se dedicar àquilo que realmente deseja: sua filha (Emma Stone) acaba de sair da reabilitação, por uso de drogas, sua ex mulher quer que Riggs seja mais próximo da menina, e sua atual namorada exige atenção e carinho que ele dispensa aos personagens que interpreta,

Como se não fosse o suficiente sofrer no plano da realidade, Riggs ainda é atormentado pelo fantasma de seu antigo personagem, Birdman, que fica o tempo todo falando com ele, o impelindo a agir intempestivamente e a questionar sua própria capacidade como ator.


A trama é muito bem construída, e todos esses elementos juntos dão não só o clima de tensão ao filme, mas também rendem alguns momentos engraçados, que reforçam a crítica ao showbis.

Todos os atores estão incríveis no longa, e acredito que tenha sido difícil para eles encontrar o tom exato de cada personagem, já que eles são bastante intensos. Além disso, a forma como foi filmado, como se fosse uma única cena, uma longa tomada em plano sequência, aproxima o espectador da estória; em alguns takes parece realmente que estamos entrando pelos corredores e camarins do teatro. A proximidade das câmeras nos rostos dos atores aumenta a exigência de uma atuação perfeita, e eles conseguem ser convincentes.


Michael Keaton, que já foi o Batman de Tim Burton e depois demorou a emplacar outro sucesso nos cinemas, certamente sabe bem qual a sensação vivída por seu personagem, e o mesmo acontece com Norton, que, dizem, é difícil de se trabalhar. Talvez por isso eles tenham feito tão bem Riggs e Shiner.

Quando fui ao cinema não sabia do que se tratava o filme, e fui surpreendida positivamente por uma obra diferente, única, com ótimo roteiro e atuações precisas. O filme é digno de todos os prêmios que já recebeu e dos que ainda está concorrendo, mas não será um blockbuster e não atingirá o grande público. Para apreciar Birdman é necessário um olhar mais apurado, delicado, e uma sensibilidade muito específica, mas vale muito a pena passar duas horas em frente a telona para apreciar o final mágico e poético dessa obra de arte. Confiram pelo trailer:



Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)
Birdman or (The unexpected virtue of ignorance), EUA, 2015, Fox Filmes
Diretor: Alejandro Gonzáles Iñarritu
Michael Keaton, Edward Norton, Emma Stone, Zach Galifianakis, Naomi Watts.









Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sexta de música #81 - Megamente

Esse período de festas de final de ano trazem diversas maratonas de filmes e séries na TV fechada: são horas e horas de programação repetida, para aqueles que perderam seus programas preferidos ao longo ano, ou para aqueles que querem apenas ficar jogados no sofá vendo algo que os entretenha enquando se recuperam de alguns excessos.

Eu sou fã desse tipo de programação, pois adoro rever filmes que já assisti várias vezes, como Harry Potter, O senhor dos anéis ou Transformers. Ontem vi uma das minhas animações preferidas de todos os tempos, Megamente, que, além de ser muito divertida, tem uma trilha sonora incrível.


O filme é de 2010, produzido pela Dreamworks, e os dubladores dos personagens principais (no original em inglês) são Will Ferrell e Brad Pitt. Tendo como tema central a eterna disputa entre o bem e o mal, a animação mostra o vilão Megamente, que desde pequeno se sentia excluído de tudo por ser diferente, e que descobre que é bom em ser mal, e o herói Metroman, o protetor da cidade e eterno rival de Megamente. Entre os dois, a repórter Rosane Rocha, que sempre é sequestrada por Megamente para ser salva por Metroman, até que um dia, o salvador da mocinha se cansa dessa dinâmica e sai de cena, deixando a cidade e a população nas mãos do malvado azul.

Com um toque de comicidade e frases memoráveis, o filme diverte a crianças e adultos, talvez até mais aos adultos, que podem acompanhar com mais facilidade algumas piadas, além de aproveitar as músicas, que são parte muito importante do enredo.


A trilha sonora foi produzida por Lorne Balfe e Hans Zimmer, esse último, ganhador de Oscar e responsávela penas pelas músicas em Batman, cavaleiro das trevas, Superman e A origem, então só podia dar em coisa boa!

A playlist é recheada de clássicos do rock, e faz qualquer pessoa que viveu os anos 80 e 90 vibrar enquanto assiste ao filme:


1. Back in black - AC/DC
2. Crazy train - Ozzy Osbourne
3. A little less conversation - Elvis Presley
4. Welcome to the jungle - Guns'n'Roses
5. Bad - Michael Jackson
6. Highway to hell - AC/DC
7. Bad to the bone - George Thorogood and the Destroyers
8. Lovin' you - Minnie Riperton
9. Alone again - Gilbert O'Sullivan


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dia do Poeta: a poesia no cinema

Olá leitores! Dia 20 de outubro foi nomeado como o Dia do Poeta no Brasil, ainda que a maioria dos brasileiros não dê a mínima para esse artista, tampouco para suas criações, o que é mesmo muito triste.

Então o assunto hoje é poesia, e não adianta torcerem o nariz, dizendo que não gostam e não entendem poesia! Ok, eu sei que algumas delas exigem um esforço grande para serem compreendidas, mas saibam que tem algumas tão simples e tão bonitas, que podem estar bem perto de vocês agora, sem que vocês percebam.




Um bom exemplo de aproximação da poesia é o cinema. De filmes vocês gostam, certo? Pois agora vou mostrar para vocês alguns filmes que foram inspirados em poemas, e tenho certeza que vocês vão ficar curiosos para conhecer essas obras ;)

"E ai, meu irmão, cadê você?": Filme de 2000 dirigido pelos irmãos Cohen, foi baseado no poema épico de Homero, "A odisseia" e teve George Clooney representando um Ulysses moderno.




"Mulan": Essa animação bonitinha da Disney é inspirada num clássico poema chinês do século VI chamado "Ballad of Mulan". Um trechinho do poema, traduzido do inglês, revela a base do enredo para o filme:

"Tsiek tsiek e tsiek novamente tsiek,
Mu-lan tece, de frente para a porta.
Você não ouve o som da laçadeira,
você só ouve os suspiros da filha.
Eles perguntam o que está no seu coração,
perguntam o que está em sua mente,
'Ninguém está no coração da filha,
ninguém está na mente da filha'.
Ontem à noite eu vi os cartazes,
o Khan está convocando muitas tropas,
a lista do exército está em doze pergaminhos,
em cada rolagem há nome do pai.
Pai não tem nenhum filho crescido,
Mu-lan não tem irmão mais velho.
'Eu quero comprar uma sela e um cavalo,
e servir no exército, em lugar do Pai'."


"O estranho mundo de Jack": o próprio Tim Burton é o autor do poema, que começou a escrever em 82, enquanto trabalhava como animador na Disney. Depois de oito anos, ele assinaria com a própria Disney para transformar seu poema em filme. Para ler o poema é só clicar aqui (em inglês).




"Coração valente": No século 15, muito antes de Mel Gibson nascer, o poema épico 'As actes e deidis de Illustre e Vallyeant campioun Schir William Wallace' era escrito. E foi com base nele que nasceu um dos melhores filmes de todos os tempos.


"O corvo": Já foram feitas diversas adaptações desse poema de Edgar Allan Poe para os cinemas, mas as versões de 1935 e 1963 são as que apresentam mais referências à obra. Clique aqui para ler a versão em português do poema, traduzida por Fernando Pessoa. No vídeo a seguir, uma animação bonitinha do poema, vale a pena assistir:



É isso queridos leitores, a poesia está no ar, e quando vocês menos esperarem, ela vai cruzar o seu caminho. Não deixem de comentar, curtir e compartilhar esse post. Vamos espalhar poesia pela blogosfera!

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