"Quando a estudante de literatura Anastasia Steele entrevista o jovem bilionário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que o deseja e que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Christian admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família, ele é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ao embracar num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, mas também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos."
Então, antes de assistir ao filme, resolvi reler o livro, e tive a mesma sensação que na primeira leitura: a essência de Cinquenta tons de cinza é o romance entre Grey e Ana. Apesar de a maioria das pessoas só falarem sobre as cenas de sexo e as práticas estranha do bilionário bonitão, não é só isso que rege a narrativa.
Ainda acho que Anastasia é muito sonsa, consegue até superar Bella Swan, e que a linguagem usada no livro é bem simples - além das intermináveis repetições de frases e expressões (vide o post "Cinquenta tons de repetição") - mas que tudo isso contribui para a construção do personagem Christian Grey, que não passa de um homem que teve uma infãncia prejudicada pelo abuso da mãe, uma adolescência conturbada, sendo dominado pela amiga da mãe adotiva, que conseguiu se dar muito bem no mundo dos negócios, mas ainda não conseguiu se encontrar como pessoa. Para começar a se conhecer de verdade e se abrir para outra pessoa, foi necessário encontrar a inocência exagerada de Ana.
Enquanto Anastasia tenta se aproximar de Grey e quebrar essa barreira que ele mesmo se impôs, ela própria vai se descobrindo, conhecendo sensações e desejos que ela ainda não tinha experimentado. Claro que, se formos comparar com a vida real, nenhuma menina virgem aceita com tanta facilidade ser submissa a alguém e se submeter às práticas BDSM do dominador, mas aqui é ficção, então, aceitem. O universo Star Wars também não existe, e ninguém fica comparando com a realidade.Me odeiem.
Christian Grey é muito controlador, e isso é bastante difícil de aceitar, mas a personagem Ana foi criada como uma menina tão fora da realidade, tão inexperiente em relacionamento humano, que sua inocência a ajuda a compreender por quê ele age assim, tornando mais fácil a convivência dos dois. Ainda assim, ela deixa claro em alguns momentos que as atitudes dele não são normais, e que ela precisa de espaço e privacidade às vezes. Essa é uma das causas de conflitos entre eles.
Além do problema com controle, Ana não consegue entender os motivos de Christian para gostar de lhe aplicar castigos físicos quando considera que ela fez algo que ele desaprova, como o simples ato de revirar os olhos quando ele fala alguma coisa. É bem idiota a reação dele, mas foi a forma que a autora achou de mostrar que, dentro da relação maluca do casal, umas palmadas na bunda podem levá-los a sentir algum prazer. Mas quando Ana desafia o limite de Christian é pede para ver até onde ele iria para machucá-la, e ele mostra, ela se revolta e vai embora, deixando-o desolado, pois ele já estava apaixonado por ela, só não sabia ainda.
No próximo livro veremos o desenrolar desse afastamento e a solução que eles encontram para balancear o romance e o sexo ao estilo Grey. As resenhas de Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade podem ser lidas clicando aqui e aqui. E a minha primeira resenha de Cinquenta tons de cinza pode ser acessada por aqui.
O livro continua sendo encantador para mim, que sou louca por romance, a única diferença é que aqui existe a pegada sexual para apimentar a estória. Mesmo gostando das cenas mais quentes, eu ainda prefiro manter meu foco no relacionamento entre Christian e Ana, e desfrutar dos momentos divertidos e românticos que eles vivem. Talvez algumas pessoas não entendam isso, ou não conheçam esse lado da estória, por isso ouvimos tantas críticas ao livro. Mas eu adoro e não tenho vergonha de admitir. No fim das contas, Christian Grey não passa de um príncipe encantado super moderno e rico, que tem gostos peculiares - que a maioria não entenderia.
Cinquenta tons de cinza
E. L. James
editora Intrínseca
480 páginas
nota do Skoob: 3,6
nota do blog: 4,6
Enquanto Anastasia tenta se aproximar de Grey e quebrar essa barreira que ele mesmo se impôs, ela própria vai se descobrindo, conhecendo sensações e desejos que ela ainda não tinha experimentado. Claro que, se formos comparar com a vida real, nenhuma menina virgem aceita com tanta facilidade ser submissa a alguém e se submeter às práticas BDSM do dominador, mas aqui é ficção, então, aceitem. O universo Star Wars também não existe, e ninguém fica comparando com a realidade.
Christian Grey é muito controlador, e isso é bastante difícil de aceitar, mas a personagem Ana foi criada como uma menina tão fora da realidade, tão inexperiente em relacionamento humano, que sua inocência a ajuda a compreender por quê ele age assim, tornando mais fácil a convivência dos dois. Ainda assim, ela deixa claro em alguns momentos que as atitudes dele não são normais, e que ela precisa de espaço e privacidade às vezes. Essa é uma das causas de conflitos entre eles.
Além do problema com controle, Ana não consegue entender os motivos de Christian para gostar de lhe aplicar castigos físicos quando considera que ela fez algo que ele desaprova, como o simples ato de revirar os olhos quando ele fala alguma coisa. É bem idiota a reação dele, mas foi a forma que a autora achou de mostrar que, dentro da relação maluca do casal, umas palmadas na bunda podem levá-los a sentir algum prazer. Mas quando Ana desafia o limite de Christian é pede para ver até onde ele iria para machucá-la, e ele mostra, ela se revolta e vai embora, deixando-o desolado, pois ele já estava apaixonado por ela, só não sabia ainda.
No próximo livro veremos o desenrolar desse afastamento e a solução que eles encontram para balancear o romance e o sexo ao estilo Grey. As resenhas de Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade podem ser lidas clicando aqui e aqui. E a minha primeira resenha de Cinquenta tons de cinza pode ser acessada por aqui.
O livro continua sendo encantador para mim, que sou louca por romance, a única diferença é que aqui existe a pegada sexual para apimentar a estória. Mesmo gostando das cenas mais quentes, eu ainda prefiro manter meu foco no relacionamento entre Christian e Ana, e desfrutar dos momentos divertidos e românticos que eles vivem. Talvez algumas pessoas não entendam isso, ou não conheçam esse lado da estória, por isso ouvimos tantas críticas ao livro. Mas eu adoro e não tenho vergonha de admitir. No fim das contas, Christian Grey não passa de um príncipe encantado super moderno e rico, que tem gostos peculiares - que a maioria não entenderia.
Cinquenta tons de cinza
E. L. James
editora Intrínseca
480 páginas
nota do Skoob: 3,6
nota do blog: 4,6
Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen




































