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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ela é o cara #29 - Arya Stark

Arya Stark, a garotinha que com apenas 9 anos ganhou sua primeira espada e decidiu que não seria uma lady como sua  irmã Sansa é o cara de hoje.


Se você não leu nenhum livro ou assistiu nenhum capítulo da série de TV Game of Thrones e ainda planeja fazê-lo, pare de ler agora, o post está cheio de spoiler!

Em Game of Thrones a pequena Arya, terceira filha de Eddard Stark e Catelyn, mostra desde o início da estória uma personalidade forte e muita segura de suas decisões. Apesar de perder o pai precocemente e acabar ficando sozinha no mundo, ela se mantém determinada a alcançar seus objetivos, que envolvem matar alguns de seus inimigos.


Arya tem uma amizade especial com seu meio irmão, Jon Snow, que é quem lhe dá de presente uma espada. A menina a batiza de Agulha e nesse momento deixa bem claro sua aversão pelo estilo de vida sonhado por sua irmã Sansa, que quer se casar e ser uma princesa: "Sansa pode ficar com suas agulhas, eu tenho a minha própria."


Durante toda a estória, Arya se mostra muito habilidosa com a espada: ela é rápida e aprende esgrima básica ao estilo Dança da Água Bravosiana com o professor Syrio Forel, contratado por Ned.

Arya é uma menina independente e de espírito selvagem, e se parece mais com os Starks do que com os Tully, família de sua mãe. É descrita como tendo um rosto comprido, olhos cinzentos e cabelos castanhos, magra e atlética, o que faz com que seja confundida algumas vezes com um menino. Apesar disso, sua beleza é muitas vezes comparada com a de Lyanna, falecida irmã de Ned Stark, e, futuramente, Arya chamará muito a atenção dos homens.

Para quem não se lembra, Arya tem um mantra que repete toda noite antes de dormir: ela fala o nome de todos aqueles que lhe causaram mal e estão na mira da sua espada.

montagem postada no Pinterest com os nomes das futuras vítimas de Arya Stark

Depois de ouvir dois homens tramando a morte de seu pai, Ned, a mão do rei, e seu professor de esgrima descobrir que eles estavam sendo atacados, Arya é obrigada a fugir de Porto Real, e fica um tempo escondida na Baixada das Pulgas, capturando pombos e ratos para trocar por comida. Do meio da multidão, Arya vê seu pai ser condenado pelo cruel rei Joffrey, e é tirada de lá pela Patrulha da Noite antes que ele seja decapitado.


Yoren corta o cabelo dela para que Arya se passe por um menino, e começa a chamá-la de Arryn, acreditando ser a única forma de protegê-la das pessoas que querem o fim dos Starks. O patrulheiro quer devolver Arya em segurança a Winterfell, mas seu plano dá totalmente errado. O grupo acaba sendo atacado e a menina foge com outros jovens, que passam a ficar juntos para sobreviver.

Depois de entrar e sair de vários lugares e encontrar pessoas que brigam pelo poder em Westeros, Arya é capturada pela Irmandade Sem Bandeiras e levada para seu acampamento, onde encontra Sandor Clegane. O Cão de Caça decide levar Arya até as Gêmeas para devolvê-la a seu irmão Robb e tentar ganhar um posto em seu exército no exato momento em que o famigerado Casamento Vermelho acontece.



Clegane decide então levar a menina para sua tia Lysa, no Ninho da Águia, e no caminho eles encontram os homens que mataram os amigos de Arya e ficaram com sua espada. Enquanto o Cão enfrenta Polliver, ela acerta Cócegas e pega Agulha de volta. Com um toque de crueldade, Arya faz ao homem as mesmas perguntas que ele fizera ao matar seu amigo antes de cravar a espada em seu coração.


Ainda não li "O festim dos corvos" nem "A dança dos dragões", então qualquer pesquisa a respeito da personagem seria spoiler até para mim, por isso, vou me limitar a comentar sobre o que a personagem passou até agora na série da HBO.

Arya foi muito bem educada em Winterfell, ficando muito boa em matemática e em alguns idiomas, como o valiriano e o bravosi, que ela aprendeu mais tarde com o Homem Bondoso. É uma excelente amazona, tem uma visão pragmática das coisas, ótima desenvoltura e astúcia, além de ser capaz de aceitar suas necessidades e enfrentar todas as adversidades que encontra sem desistir de seus objetivos. Só essas qualidades já lhe renderiam o posto de queridinha da saga, mas para completar, a atriz que a interpreta na adaptação para a TV, a britânica de 17 anos, Maisie Willliams, também é uma fofa, e conquistou os fãs de GoT.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A banda da minha adolescência ainda existe!

A minha colega blogueira Virgínia escreveu um post sobre a banda que ela gostava na adolescência e que agora já não existe mais (leiam aqui). Inspirada nesse post, vou contar para vocês sobre a banda da minha adolescência. E eles ainda existem! Aliás, estive com eles na última sexta-feira num show incrível.

Única foto minha que ficou boa. Titãs tocando Cabeça Dinossauro.
Os Titãs estão na minha vida desde sempre. Quando eu era adolescente já cantava e dançava suas músicas na rua com os amigos. Lembro-me de quando ouvimos Miséria pela primeira vez, e ficamos tentando entender o que eles diziam naquele finalzinho, num dialeto estranho, que bem mais tarde descobri ser cantado por Mauro e Quitéria, repentistas de Pernambuco.

Show em Vinhedo - foto oficial
Bem antes disso, as tardes de sábado já eram embaladas pelos Titãs no Cassino do Chacrinha, programa da TV Globo, onde eles tocavam Sonífera Ilha, ainda com todos os integrantes originais da banda, vestindo aqueles roupas ridículas dos anos 80, e com cabelos ostentado cortes da mesma década.

Titãs no Chacrinha
Desde aquela época eu acompanho a carreira deles, curtindo cada fase e aprendendo a gostar de cada música nova. E quanto aos shows, o primeiro que assisti ao vivo foi em 1997, quando eles gravaram o Acústico MTV, em comemoração aos 15 anos de carreira. Ali ainda estavam presentes quase todos os integrantes, com a exceção de Arnaldo Antunes, que tinha deixado a banda em 91, depois do lançamento do disco Tudo ao mesmo tempo agora.

Imagem do Acústico MTV
Esse show foi memorável; eles tocaram quase todas as canções que estavam no CD acústico, que eu vinha ouvindo diariamente. E para ficar ainda mais inesquecível, eu estava grávida, e, como já contei pra vocês em outro post, eu tocava o álbum para meu filho ouvir ainda dentro da minha barriga. Depois que ele nasceu, colocava Comida para ele dormir. E dava certo ;)

Show em Vinhedo - foto oficial
Algum tempo depois, fui a outros shows deles: na Unicamp, quando atiraram num jovem do lado de fora do ginásio, no Rodeio de Americana, na Red Eventos e esse último, na Festa da Uva. E a cada show eu gosto mais deles. Não tem como não ficar arrepiada ao ouvir os primeiros acordes de Cabeça Dinossauro ou Comida.

Show em Vinhedo - foto oficial
Em 2012, os Titãs comemoraram seus 30 anos de carreira e fizeram vários shows tocando na íntegra o disco Cabeça Dinossauro, lançado em 86, e, atualmente, estão em estúdio gravando um novo álbum, com previsão para sair em maio desse ano. Por isso, o show que eles apresentaram em Vinhedo trouxe seus maiores sucessos, como Polícia, Bichos Escrotos e Flores.


Mesmo que agora os Titãs sejam apenas 4, continuam mandando muito bem no palco, com Mario Fabre na bateria, substituto de Gavin desde 2010. Aliás, a ausência de Charles é a que eu mais sinto, mesmo aceitando que Fabre é um ótimo baterista. A falta de Gavin nem é tanto pela parte musical, mas pela figura dele ali atrás dos outros integrantes. Para mim, ele é o cara da banda, e eu realmente sinto a falta dele nos shows.

Show em Vinhedo - foto oficial
Algumas pessoas dizem que os Titãs perderam a mão, que já não fazem rock como antigamente e que o último CD já não foi tão bom, mas eu discordo. Acho que eles continuam bons músicos, apenas estão mais maduros e com a idade tudo muda. Ninguém continua sendo um jovem rebelde a vida toda. Tanto que, em seus projetos individuais, cada um dos Titãs mostra esse lado mais maduro. Já falei de cada um dos integrantes da banda aqui no blog, com um post especial para cada, inclusive para os membros que já deixaram o grupo, e sobre suas carreiras paralelas, dando detalhes do trabalho que cada um faz quando não está encantando os fãs com seu rock'n'roll.

Show em Vinhedo - foto oficial
Enfim, ao contrário da Virgínia, a banda da minha adolescência ainda existe, e ainda está me fazendo feliz a cada vez que toca AAUU e Homem Primata. Sérgio Britto, Tony Bellotto, Branco Mello e Paulo Miklos são lindos, maravilhosos e carismáticos, cada um do seu jeito, e todos juntos, com suas guitarras, baixo e teclado, tocando Marvin, Televisão, Go Back, O Pulso ou Vossa Excelência.

Show em Vinhedo - foto oficial
Titãs é como Legião Urbana: é impossível escolher a melhor música, ou o melhor disco. Nem dá pra falar pra vocês apenas num post sobre todas as canções deles que eu amo, mas o importante é registrar que eles ainda fazem parte da minha vida, e farão sempre, ainda que, num futuro distante, deixem de gravar novos álbuns ou se apresentar ao vivo. E como disse Marisa Monte: salve Titãs!


Para quem quiser saber mais sobre a história da banda ou os próximos shows, basta visitar seu site através desse link.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Retrospectiva - O cara

imagem: Ale Borges

Muita gente boa passou por essa coluna em 2013, e faltaram outras tantas que ficaram para o próximo ano... Vamos saber quais foram os perfis mais acessados pelos leitores?

1º Marcelo Rubens Paiva (edição #24, leia aqui): Então eu tinha acabado de ler "Feliz ano velho" e já comecei "Blecaute": loucura total! Viajei na estória de Rindu, e, acho que acontece com todo leitor, fiquei mais uma vez me imaginando no lugar daqueles três sobreviventes com uma São Paulo inteira a seu dispor, sem saber como aproveitar tudo aquilo e enlouquecendo com tanta solidão. Então, se você ainda não leu, pare tudo agora e leia!

Outros livros escritos por Marcelo são: "Ua:brari" (1990), "As fêmeas" (1992), "Bala na agulha" (1994), "Não és tu, Brasil" (1996), "Malu de bicicleta" (2004, adaptado para o cinema em 2010), "O homem que conhecia as mulheres" (2006), "A segunda vez que te conheci" (2008) e "E ai, comeu?" (2012) que também fez muito sucesso nas telonas.

2º Jeff Kinney (edição #10, leia aqui): Só por retratar as situações mais complicadas das vidas dos jovens de uma maneira bem humorada e que trás tudo para tão perto da realidade dos adolescentes, Jeff já merece nosso reconhecimento: escrever sobre a puberdade muita gente faz, mas falar desse assunto usando uma linguagem que o torne mais leve e conquiste tantos leitores poucas vezes aconteceu, e ele consegue fazer isso muito bem. Além disso, os livros são cheios de ilustrações feitas pelo próprio autor, que os deixam mais descontraídos e chamativos para os jovens leitores.

3º Mônica (edição #9, leia aqui): Todo mundo sabe que o desenhista se inspirou em sua própria filha para criar a Mônica, e deu tão certo que ele repetiu a receita para criar outros personagens da turma: por exemplo, a filha mais velha, Mariângela, que mais tarde virou a Maria Cebolinha nos gibis, e também foi a responsável por parte da criação do visual da Mônica, pois, ao cortar o cabelo da irmã, deixou algumas falhas que lembravam bananas, e o desenhista aplicou o corte à personagem.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ele é o cara #28

O idealizador do site e do podcast que vem fazendo aflorar cada vez mais meu lado nerd é o cara de hoje!


Jovem Nerd é o codinome de Alexandre Ottoni, um nerd que, a fim de compartilhar suas opiniões e ideias com outros nerds, criou o blog que acabou aproximando nerds (e não nerds) de todo o mundo.

Junto com seu amigo Azaghal (que hoje será apenas coadjuvante aqui) ele administra o site que vem crescendo a cada dia, e que já tem diversos quadro fixos, como o Nerd Office e o Nerdcast, A maravilhosa cozinha de Jack, comandada pelo colega Tucano, e o Matando Robôs Gigantes, que fica a cargo do trio Affonso Solano, Diogo Braga e Roberto Duque Estrada. No site também encontramos a Nerdstore, loja que vende diversos produtos relacionados ao universo nerd, desde camisetas exclusivas do site Jovem Nerd a livros de outros nerds que participam dos podcasts.


Aliás, os podcasts são o ponto alto do site: toda sexta-feira o Jovem Nerd, com seu amigo Azaghal, batem um papo descontraído com outros nerds convidados, sobre diversos assuntos. O clima das conversas é bem agradável e divertido, e as risadas são garantidas.

Em seu perfil no site, Jovem Nerd se define como "parte da geração amamentada por quadrinhos, fantasias e RPG. Seu fanatismo por Star Wars só pode ser comparado ao amor por sua esposa Agatha, que o atura desde os tempos de colégio. JN sonha em viver em um lugar onde nerds não sejam discriminados pelo que são, e possam viver em paz em sua comunidade (e se vingar dos valentões de colégio que abusavam de sua nobreza)".

Alexandre Ottoni é casado com Agatha, como descrito no parágrafo acima, e ela é conhecida pelos nerds como a Sra. Jovem Nerd. Tanto ela quanto sua irmã, a Portuguesa, que é casada com Azaghal, participam de alguns nerdcasts, que estão entre os preferidos dos ouvintes.


Com todo o respeito à Sra. Jovem Nerd, vou fazer um elogio como admiradora do trabalho dele: o Jovem Nerd é um fofo, e está sempre de bom humor, diferente do colega Azaghal, e faz um contraponto perfeito entre os participantes dos nerdcasts, sempre colocando ordem na casa, não deixando-os fugirem muito do assunto e direcionando as conversas para o caminho certo. Além disso, dá para perceber que ele tem uma personalidade muito doce, e é bem tímido, pois em alguns momentos no nerdcast em que alguém fala alguma coisa mais "pesada", é possível imaginar, pela reação dele, que ele deve estar até ficando vermelho, rs.


Portanto, essa pose de mal não convence Jovem Nerd, no fundo eu sei, e acho que a maioria dos seus fãs (sim senhor, você os tem aos montes!) sabem que você é uma ótima pessoa, e foi com todo esse carisma que você conquistou tantos admiradores por todos os cantos do mundo. Essa admiração é demonstrada por alguns nerds nas artes que eles enviam para o site, como essa aqui:


Então, se vocês ainda não conhecem o Jovem Nerd, ou seu site, está mais que na hora de conhecer, espero que todos os meus leitores gostem dele como eu gosto. Para acessar o site e curtir tudo o que ele tem de bom, é só clicar nesse link aqui que vocês será direcionados imediatamente para lá. É isso.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ele é o cara #27

Ele, que ocupa o mesmo lugar que Augustus Waters no meu coração, tem que ser o cara da semana especial "Métrica": Will Cooper.


Will ainda não tem um rosto ou uma imagem, por isso fiquei com essa, divulgada pela editora. Parece que um estúdio já comprou os direitos de filmagem do livro, então, em breve, saberemos quem foi o escolhido para viver esse personagem tão intenso.

Uma das minhas preocupações ao escrever esse post foi não soltar nenhum spoiler da estória, para que minha amiga Sandra possa manter a expectativa da leitura, rsrs. Para quem ainda não conhece o livro, é melhor mesmo não saber muito a respeito da trama, e, quem já leu, entende do que estou falando.

Um rapaz de 19 anos, que está começando a sua vida tranquilamente, de repente se vê obrigado a assumir grandes responsabilidades para quais ainda não está preparado. Isso, certamente, é difícil para qualquer um, e também foi para Will, mas ele encarou de frente o desafio de cuidar do irmão mais novo, trabalhar e estudar, tudo isso enquanto sofria uma grande decepção amorosa e tentava encontrar seu lugar no mundo.

Quando as coisas parecem estar se encaminhando para uma certa tranquilidade, eis que surge Layken, carinhosamente chamada de Lake por sua mãe, e entra na vida de Will como uma tempestade de verão, rapidamente e derrubando algumas estruturas à sua volta. Claro, ela se apaixona por ele no instante em que o conhece.


Lake poderia ser uma adolescente normal, mas, assim como Will, teve grandes perdas e precisa ser o ponto de apoio de sua família, aquela pessoa forte em quem todos podem confiar.

A história de vida de Will é uma grande lição. Mas ela também é um aviso: viva intensamente todos os momentos ao lado de quem você ama, e deixe as pessoas importantes em primeiro lugar na sua lista de prioridades.

Além de ser lindo e fofo, inteligente e responsável, Will também escreve poesia. Ok, ele não só escreve como também as declama, e esse é um aspecto importante na construção do personagem: torna-o sensível e deixa todos os seus sentimentos à flor da pele, mesmo quando ele os tenta esconder. Esse seu lado poeta lhe permite enxergar a vida sob uma ótica diferente e, como todo poeta, ele canaliza seus desejos e frustrações em seus poemas, usando essa forma tão peculiar de arte para extravasar todas as suas emoções.


Will é doce e tenho certeza que muitas leitoras idealizaram um grande amor com as mesmas características dele: fisicamente perfeito, de opinião forte mas extremamente carente. Apaixonado por Lake ele tenta sempre protegê-la e fazer coisas que a deixem feliz, mas fica claro que ele também precisa de colo às vezes, e de um gesto de carinho para alegrar seu coração.


Um personagem tão complexo e cativante tem seu lugar garantido no coração das leitoras e aqui no blog também. Mas não se enganem, ele não é minimamente parecido com Travis Madox, de "Belo desastre"; ele lembra um pouco o Gus, com semelhanças e diferenças que remetem à mensagem transmitida pelo personagem de John Green, seus defeitos e qualidades. Ele é o cara!


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ela é o cara #26

Ter seu rosto estampado numa nota é privilégio para poucos. E Jane Austen vai ter o seu na cédula de 10 libras na Inglaterra, a partir de 2017.


Uma das mais importantes escritoras da história, Jane era britânica, e escreveu romances que até hoje estão entre os queridinhos dos leitores. Suas seis obras publicadas são: "Razão e sensibilidade", "Orgulho e preconceito", "Emma", "Persuasão", "Mansfield park" e "A abadia de Northanger".

Essas capas da editora Martin Claret são lindas!

Suas obras geralmente têm como tema um casamento e apresentam alguma crítica sobre a educação da mulher. Com uma aparente inocência, os romances de Jane costumam ser interpretadas como conservadoras.

"A abadia de Northanger" foi o primeiro romance que Jane conseguiu vender a uma editora, em 1803, que tinha então o título de "Susan", mas ele só foi publicado 14 anos depois. Em 1810 ela negociou "Razão e sensibilidade" que foi publicado sem o nome do autor, apenas com o pseudônimo "By a Lady".

Com boas críticas e algum dinheiro recebido pelo livro, a autora vendeu também "Orgulho e preconceito", que saiu em 1813, enquanto já trabalhava em "Mansfield park". Foi nessa época que começaram a comentar sobre a verdadeira identidade da autora de "Razão e sensibilidade", que ficou muito conhecida pelo público.

Em 1814, após lançar a segunda edição de seus primeiros livros, Jane publicou "Mansfield park", que esgotou todos os volumes em seis meses de vendas, e já começou a escrever "Emma", que foi publicada no final de 1815. Austen estava escrevendo "Persuasão" e "Sanditon", que não finalizou pois começou a ficar mal de saúde. Ela morreu em julho do mesmo ano.

"Persuasão" foi organizado para publicação pelo irmão da autora, Henry, que era quem mantinha o contato com os editores.


Jane tem dois museus em sua homenagem: o Jane Austen Centre, em Bath, que fica numa casa georgiana em Gay Street, a apenas alguns metros do número 25, onde a autora morou em 1805 e o Jane Austen's House Museum, em Hampshire, na cabana de Chawton, onde ela viveu de 1809 até 1817, quando teve que ir para Winchester e tratar de sua saúde debilitada.

Na British Library em Londres há manuscritos dos últimos capítulos de "Persuasão" e uma caderneta que Jane ganhou do pai, onde ela escreveu seus primeiras estórias.



Alguns de seus romances já foram adaptados para os cinemas e existem muitos filmes em sua homenagem, mas a maior de todas é com certeza a escolha de sua imagem para estampar as notas de dez libras em 2017, relembrando os 200 anos de sua morte.


A imagem de Jane ocupará o lugar que hoje é do naturalista Charles Darwin e fará a alegria das feministas do mundo todo. Alguns grupos vinham criticando a ausência de figuras femininas nas notas inglesas: hoje estão presentes apenas a rainha e a ativista social Elizabeth Fry, que iria ser trocada por Winston Churchill. Houve alguns protestos e 35 mil pessoas assinaram uma petição que ameaçava processar o Banco Central britânico  por preconceito contra as mulheres.

O governador do Banco da Inglaterra, Mark Carney, disse que "Jane merece certamente ter lugar no grupo restrito de figuras históricas nas notas do Reino Unido". Ele ainda afirmou que os romances da autora continuam a seduzir leitores em todo o mundo e que ela é reconhecida como uma das maiores escritoras da literatura inglesa. Ainda segundo Carney, o Banco da Inglaterra pretende rever seus critérios de seleção das personalidades a representar nas notas, para assegurar que estas abarquem um conjunto diversificado de figuras.

Além do retrato da escritora, também estarão nas notas a imagem das penas que Jane Austen usava para escrever em Chawton Cottage, a residência de seu irmão Edward, que inspirou alguns de seus romances e uma citação de "Orgulho e preconceito": "Afirmo que, no fim das contas, não há nenhum prazer que se compare ao da leitura!" (I declare after all there is no enjoyment like reading!). Acho que vou comprar 10 libras em 2017, rs.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Eles são os caras #25

Eles são atores, comediantes, e seu canal no Youtube já passa da marca de 1 milhão de acessos. Eles são os caras. Não, pera... eles são Os Barbixas!



Mais conhecidos por seu espetáculo "Improvável", Anderson Bizzochi, Elídio Sanna e Daniel Nascimento conquistaram um público fiel e muito variado com seus jogos de improviso, apresentados toda quinta-feira no Teatro TUCA, em São Paulo desde 2009. Esse mesmo espetáculo também viaja pelo Brasil aos finais de semana e, por ser todo baseado em improvisação, cada apresentação é diferente, e os espectadores têm sempre um show inédito, interativo e extremamente engraçado.

Alguns dos melhores momentos dessas apresentações são gravadas e transmitidas pelo Youtube, e os vídeos fazem grande sucesso, o que ajudou a popularizar ao espetáculo e conquistar um grande número de fãs por todo o país. Dentre os mais engraçados que já vi estão o Cenas Improváveis do trem (aqui)  e o Reconstituição Improvável, com o Gustavo Miranda como convidado (aqui) , mas os que me chamam mais a atenção são sempre os que mostram o jogo do troca:


Nas apresentações semanais eles sempre recebem convidados especiais para participar do jogos, como por exemplo Fábio Porchat, Marco Luque, Rafinha Bastos, Márcio Ballas, Marcelo Tas e Bruno Motta,entre outros. Mas, com certeza, a participação de Marianna Armellini merece destaque, principalmente quando ela está no jogo do Só Perguntas, no qual ela é imbatível e impagável.


Os meninos da Cia. Barbixa de Humor também fazem esquetes, ou seja, pequenos quadros ou cenas cômicas, com até dez minutos de duração, que ficaram muito populares com o grupo inglês Monty Phyton, e que eles reuniram num único show, que atualmente está em excursão pelo país. Para quem já curte o trabalho de improvisação, num primeiro momento pode parece que esse outro estilo de apresentação não vai ser tão engraçado, mas eu já fui ao teatro ver o espetáculo "Em breves", e posso garantir que é tão ou mais engraçado que o "Improvável". Em alguns momentos do espetáculo eu quase chorei de tanto rir =D


Essa é a página do site com a sinopse do espetáculo. Lá também é possível ver alguns trechos em vídeo das apresentações, e vocês podem acessá-lo clicando aqui. A agenda de shows está lá, é só conferir se eles estarão perto você e aproveitar o show.

No site também é possível ler a sinopse de outros espetáculos criados pelo grupo, como o "Em lata!", onde eles arrecadam alimentos e enlatados para ONG's e o "3", que tem como base tudo aquilo que vemos no dia a dia relacionado ao número três (trilogias de filmes, os três porquinhos ou a Santíssima Trindade).


Para fazer rir é preciso nascer com o dom, e os Barbixas com certeza foram agraciados com ele; suas apresentações são muito divertidas e envolventes, e eles são muito simpáticos e carismáticos. Cada pessoa tem seu barbixa preferido, e o meu é o Dani - adoro as piadas dele e acho que ele é muito talentoso como diretor também: ele dirige o programa "Olívias na TV", do canal pago Multishow  e o próprio "Improvável".

Alguns vídeos legais para ver são a série de comerciais natalinos que eles fizeram ano passado para a operadora de celulares Vivo, improvisando com frases enviadas por clientes pela internet (aqui), ou a entrevista que eles deram a Rafinha Bastos em seu programa "8 minutos", transmitido em seu canal no Youtube, onde eles batem um papo bem informal e divertido sobre seus trabalhos:


Além de estarem no teatro, os Barbixas já participaram do programa "Quinta categoria" da MTV em 2009, depois fizeram o "É tudo improviso", na Band, comandado por Márcio Ballas. Quando Rafinha Bastos estreou o seu "Saturday Night Live" na Rede TV, convidou Andy para participar do elenco.


Hoje descobri que numa das apresentações do "Improvável", os meninos já fizeram uma cena com meu nome >.<, pena que foi com uma das brincadeiras que eu menos gosto, o Musical Improvável. Mas ficou divertido e vocês podem curtir clicando aqui.


Se você precisa rir um pouco e desligar a cabeça dos problemas do dia a dia, precisa conhecer o trabalho desses caras, seja vendo seus vídeos pela internet ou indo ao teatro assistir ao vivo. Vale muito a pena e você vai sair de lá com a alma lavada. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Ele é o cara #24

Os escritores nacionais nem sempre são reconhecidos como merecem, e muitos têm trabalhos tão incríveis que podem marcar para sempre a vida dos leitores, assim como aconteceu com "A culpa é das estrelas", de John Green. Um escritor que conseguiu fazer isso com seu livro de estreia foi Marcelo Rubens Paiva, e ele é nosso cara de hoje:


Se você ainda não leu "Feliz ano velho", recomendo que o faça rapidamente. O livro fala sobre o acidente sofrido por Marcelo quando estava na faculdade, que o deixou paraplégico. A narrativa mostra como é possível continuar vivendo, ainda que com muitas dificuldades, depois de perder o movimento das pernas. É emocionante e deixa a todos uma lição de vida.


Eu sempre ouvia comentários sobre esse livro, e tinha uma curiosidade enorme para saber do que ele falava realmente, já que eu não conseguia relacionar o título com uma história triste. Então, um dia o encontrei na biblioteca municipal, e acho que devo ter terminado de ler em 2 ou 3 dias. Fiquei durante muito tempo refletindo sobre o que aconteceu com o Marcelo e como seria a minha vida se o acidente tivesse acontecido comigo. Será que eu teria a mesma força de vontade que ele teve? Se hoje em dia já é complicado para cadeirantes se locomoverem nas ruas, imagine em 1979... 

Mesmo dizendo várias vezes que não é exemplo algum, nem mesmo herói de ninguém, acho que para a maioria dos leitores de "Feliz ano velho" ele passa a ser uma referência sim, de força, superação e bom humor.

O livro já foi adaptado várias vezes para o teatro e também ganhou sua versão para os cinemas em 1987.


Esse livro foi o best seller da década de 80 e ganhou um prêmio Jabuti, além de ter sido traduzido para vários idiomas. 

Quando sofreu o acidente, Marcelo cursava Engenharia Agrícola na Unicamp, mas não terminou o curso. Mais tarde, ele se formou em Comunicação pela Universidade de São Paulo, e, aqui mora minha inveja eterna, em Teoria Literária, também pela Unicamp.

Seu segundo livro também é um clássico da nossa literatura: "Blecaute", lançado em 1986, conta uma estória alucinante onde todas as pessoas estão paralisadas e restam apenas 3 adolescentes vivos no mundo. Eles passam por vários momentos engraçados, mas também por situações muito complicadas, além de viverem numa busca contínua por outras pessoas vivas.


Então eu tinha acabado de ler "Feliz ano velho" e já comecei "Blecaute": loucura total! Viajei na estória de Rindu, e, acho que acontece com todo leitor, fiquei mais uma vez me imaginando no lugar daqueles três sobreviventes com uma São Paulo inteira a seu dispor, sem saber como aproveitar tudo aquilo e enlouquecendo com tanta solidão. Então, se você ainda não leu, pare tudo agora e leia!

Outros livros escritos por Marcelo são: "Ua:brari" (1990), "As fêmeas" (1992), "Bala na agulha" (1994), "Não és tu, Brasil" (1996), "Malu de bicicleta" (2004, adaptado para o cinema em 2010), "O homem que conhecia as mulheres" (2006), "A segunda vez que te conheci" (2008) e "E ai, comeu?" (2012) que também fez muito sucesso nas telonas.


Marcelo também escreve para o teatro: são suas as peças "Mais que imperfeito" e "Closet show", e também adaptou seu livro "O homem que conhecia as mulheres". Já atuou em alguns espetáculos, como  "No retrovisor", dirigido por Mauro Mendonça Filho e "Amo-te". Também dirige algumas peças, por exemplo "A noite mais fria do ano", e "O predador entra na sala".

O autor também já escreveu para a revista Veja como crítico literário, foi colunista na Vogue e na Folha de S. Paulo, e, atualmente, tem uma coluna no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo todo sábado.


Marcelo mantém um blog, onde fala sobre os mais diversos assuntos, sempre irreverente e muito atual. Clique aqui  e conheça.

Representando muito bem a literatura nacional, Marcelo Rubens Paiva está entre os escritores mais lidos do país, e também é um dos meu favoritos. Por isso, tem espaço garantido aqui no blog como "o cara"  :)


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ela é o cara #23

Depois de 16 anos do lançamento do primeiro livro da série "Harry Potter", ela merece ser a homenageada do blog: Hermione Granger.


 Na época do lançamento do primeiro filme (2001) a atriz Emma Watson, intérprete de Hermione, tinha essa carinha fofa, que logo conquistou todos os fãs da série. Ela foi tão perfeita ao dar vida a personagem que acabaram se fundindo numa pessoa só, ficando difícil desvincular a imagem de Emma da Hermione.

Nascida trouxa, Mione tem grandes cabelos castanhos e os dentes da frente maiores do que deveriam ser (mas isso ela resolve no livro 4, abusando um pouco de uma poção dada por Madame Pomfrey). Mas certamente suas caracaterísticas mais marcamtes são a inteligência e a curiosidade: ela está buscando sempre aprender mais e procurando respostas para todas as suas perguntas nos livros. Isso faz com que a maioria dos professores em Hogwarts a considerem uma aluna modelo, exceto Snape, que acha que ela não passa de uma sabe-tudo irritante (ela sempre quer responder às perguntas feitas pelos professores, mesmo que não sejam para ela).



Ser tão esperta e astuta sempre ajuda seus melhores amigos Harry e Rony em muitas situações: ela as auxiliou diversas vezes nos estudos, dando dicas para trabalhos ou até mesmo fazendo-os ela mesma, e em casos extra-classe, como as soluções de alguns mistérios em que o trio sempre se envolvia. Se não fossem as dicas de Hermione e sua brilhante capacidade de elucidar charadas, eles jamais teriam conseguido encontrar a Pedra Filosofal, nem teriam descoberto que tipo de monstro morava na Câmara Secreta. Apesar de os meninos não gostarem muito dela no começo da estória e implicarem com seu jeito sempre "certinho", depois do primeiro desafio que enfrentaram juntos a amizade deles se consolidou e nunca mais se separaram.

Entre os méritos de Hermione estão, além dos dois já citados anteriormente, no terceiro ano ela ganhou de Dumbledore um 'vira-tempo', dispositivo que permitia que ela assistisse a mais de uma aula ao mesmo tempo, e que no final ainda ajudou o trio a salvar Sirius Black e Bicuço; durante o torneio Tribruxo, no quarto livro, ela tem um pequeno envolvimento com o astro do quadribol Vitor Krum (o que desperta ciúmes em Ronny) e aparece no baile toda arrumada, tão diferente que Harry mal a reconhece. É nesse mesmo livro que ela cria a F.A.L.E, Fundação de Apoio a Liberdade dos Elfos, para tentar livrá-los do trabalho escravo a que são submetidos, mas os próprios elfos não apoiam muito a ideia. No quinto ano, Mione é nomeada monitora da Grifinória e ajuda Harry a formar a Armada Dumbledore, um grupo que fazia oposição ao regime imposto por Dolores Umbridge e que só queria aprender feitiços de verdade para poder se defender de um possível ataque daquele-que-não-deve-ser-nomeado. No ano seguinte, quando Rony começa a namorar Lilá, Hermione fica muito abalada e se afasta um pouco do menino para que não sinta tanto ciúmes ao vê-los juntos. Ela se oferece para ajudar Harry a encontrar as Horcruxes de Voldemort.



Mas é no sétimo livro que nossa bruxinha mostra realmente sua capacidade de organização e toda a sua inteligência: ela sai com Harry e Rony para procurar Horcruxes e leva uma pequena bolsa de contas, onde ela leva de tudo, desde livros a muda de roupas, e até uma barraca para acamparem (ela aplicou um feitiço na bolsa que faz com que seu interior fique enorme e carregue tudo o que ela quiser). Mione é torturada por Belatrix, sofre com a perda de Dobby e por ter enfeitiçado os pais antes de sair de casa, mas continua forte a luta bravamente na batalha final de Hogwarts.



Se você não conhece ainda o final da estória, pare de ler agora. Felizmente, durante o sétimo livro ela e Rony se acertam e dão seu primeiro beijo. Já no epílogo, onde J. K. Rowling mostrou um pouquinho do futuro dos personagens, Mione e Rony estão casados e, assim como Harry e Gina, levam sua primeira filha a estação para pegar o trem que a levará à Hogwarts.

Hermione trabalha no Departamento de Regulação e Controle das Criaturas Mágicas e continua lutando pelos direitos dos elfos domésticos, e defendendo o avanço nas leis contra a opressão dos nascidos trouxas.


Por ser o elo forte que mantém a amizade entre Rony e Harry, e sempre se mostrar imprescíndivel nas situações mais complicadas, além de ser carismática, inteligente e altruísta, Hermione merece nossa admiração e estará sempre nos corações de todos os fãs da série, assim como Emma Watson, a Mione de carne e osso.