quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ele é o cara #1

Hoje estou começando mais uma coluna aqui no blog, que, espero, consiga publicar toda quarta-feira. "Ele (ou ela) é o cara" vai falar sobre alguém importante, que tenha tido destaque em algum livro, história, conto, filme, série, música... enfim, alguém que seja relevante para o mundo.

Por coincidência, hoje também é comemorado nos EUA o Halloween, então nada melhor que abrir a coluna com um bruxo de respeito:  Snape.

foto: Wikipedia

Severus Snap, professor de Poções na saga "Harry Potter", que dispensa apresentações, é um dos personagens mais intensos e misteriosos da série, e que só tem sua verdadeira importância revelada nos últimos momentos da história. E esse foi o motivo por ele ter sido eleito "O Cara" aqui hoje; (SPOILER, se você ainda não leu os livros ou viu os filmes, cuidado!) desde o primeiro dia em que Harry chega à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Snape trata Harry com indiferença, e algumas vezes, o faz passar por situações delicadas na frente de todos os outros alunos. Na primeira aula, ele faz a Harry uma pergunta simples, mas que ele não pode responder, pois foi criado como "trouxa" e não conhece nada do mundo bruxo. Harry, que é famoso por ter acabado com o bruxo mais cruel da história, Lord Voldemort, quando ainda era um bebê, nunca teve contato com nada que estivesse ligado a bruxaria, e, portanto, chega à escola totalmente alheio a tudo o que existe naquele mundo secreto. Snape passa anos desafiando Harry, dando-lhe detenções que lhe impedem de jogar quadribol, e tudo isso desperta no bruxinho uma aversão ao professor, que o leva a desconfiar de Snape cada vez que algo suspeito ou perigoso acontece na escola, sabendo que ele, inclusive, já tinha sido um Comensal da Morte.

Desde a infância, Snape foi apaixonado pela mãe de Harry, Lilian, mas ela acabou se casando com Thiago Potter. Mesmo assim, Snape continuou gostando de Lilian, e a protegendo sempre que podia. 

Além disso, ele era o homem de confiança de Dumbledore, diretor de Hogwarts, e foi durante anos um agente duplo, hora trabalhando para Voldemort como um Comensal da Morte, hora trabalhando a favor do diretor, revelando informações importantes do lado do mal. É assim que Snape se torna uma das pessoas mais importantes da saga, já que, ao mesmo tempo que ajudava os bruxos a se defenderem de Você-sabe-quem, ele fingia estar lutando junto aos Comensais sendo espião de Voldemort na escola, ganhando, assim, confiança total do bruxo das trevas.

Snape sempre passou a imagem de que era muito ruim, que não gostava de Harry ou de qualquer outro aluno da Grifinória, mas, na verdade, ele sempre fez isso para não chamar a atenção para seu verdadeiro papel, que era proteger Harry a mando de Dumbledore, já que o diretor sabia que Harry seria a única pessoa capaz de acabar de uma vez por todas com Voldemort.

No final da história, os verdadeiros motivos para as atitudes de Snape são revelados, de forma dramática: logo após sua morte, ele entrega a Harry uma de suas lembranças, e através dela o menino descobre que na verdade, Snape sempre foi a grande vítima de toda aquela tragédia, e que, juntamente com Dumbledore, ele foi muito importante para o triunfo de Harry sobre Voldemort. 

Snape matou e morreu em nome de uma causa, e viveu miseravelmente, mentindo, se passando por alguém que ele não era e sofrendo por não ter podido viver ao lado do amor de sua vida.

Ele é ou não é um herói da obra de J.K.Rowling, digno de admiração dos fãs do menino bruxo?

Quem gosta da série pode ver esse vídeo aqui, onde os atores e outras pessoas envolvidas nas filmagens falam a respeito da história de Severus Snap.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cinquenta tons mais escuros


Após descobrir um pouco mais sobre o lado obscuro de Christian, Anastasia rompe o relacionamento com ele e tenta se concentrar em seu novo emprego numa editora, mesmo com Sr. Grey ocupando cada pensamento dela. Então, quando ele a procura e propõe um novo acordo, mas leve que o anterior, ela não resiste e aceita voltar com ele. Ana vai descobrindo aos poucos mais detalhes sobre o passado de Christian enquanto ele tenta exorcizar seus demônios e viver esse romance intensamente.

A segunda parte do romance entre Anastasia e Christian Grey, começa exatamente onde terminou o primeiro livro; Ana deixou a casa da Grey e está sofrendo com essa decisão. Há dias não se alimenta ou dorme direito, e agora está trabalhando em uma pequena editora, mas faz tudo mecanicamente, apenas para passar o dia e chegar em casa para chorar e remoer seus sentimentos.

A exposição de fotos do seu amigo José está chegando, mas, em seu estado de torpor, ela nem se lembra  disso, até que Christian lhe manda um e-mail perguntado se ainda pode ir com ela. Uma pequena chama se acende no coração de Ana, mas ao mesmo tempo ela não quer encontrar com ele, sabendo que será uma tortura ficar perto do homem que ama, mas que não corresponde esse amor da mesma forma. Enfim ela cede, e eles vão juntos ao evento, onde Grey aproveita para começar a se desculpar e tentar a reconciliação. 

O presente que Christian dá para Anastasia ao deixá-la  em casa no final da noite é tão lindo que eu fico imaginando qual seria a minha reação se ganhasse algo parecido. A partir dali, não há como ela ficar mais longe dele, e a relação dos dois volta mais apimentada que nunca.

Nesse livro, começam a aparecer outros personagens, que vão dando mais dinâmica à história, e tornando a trama mais interessante que no primeiro, como por exemplo Jack, chefe de Ana na editora, que tenta seduzi-la desde o primeiro momento e Leila, a antiga submissa de Christian, que está perturbada mentalmente e volta para atormentar a vida de Ana. 

Há, sim, muito mais romance agora, mas também há suspense, perseguição e até situações extremamente perigosas, que os põe em risco de morte.

Diante dessas ameaças, Anastasia deixa de ser tão insossa e, em pelo menos duas ocasiões, mostra uma força e um auto-controle que até então seria impensável que ela possuísse. Nessas situações, ela estava sob pressão, acuada, correndo risco de ser atacada ou morta, e manteve a calma, pensando antes de tomar qualquer atitude precipitada e conseguindo se defender de forma surpreendente.

Aqui, vemos um Christian mais receptivo, mais aberto a novas experiências, e muito, mas muito mais apaixonado por Anastasia (ou seria apenas consciente de seu amor?). Ele está disposto a mudar todo o seu modo de vida para ficar com ela, do jeito que ela deseja, e assim acaba mostrando um lado dele que não conhecemos no primeiro livro. Sim, ele é capaz de amar e deixar suas práticas sexuais em segundo plano, para que Ana se sinta segura e consiga se entregar totalmente. Em alguns momentos ele se mostra, apesar da natureza de dominador, um pouco inseguro e carente, precisando de Ana em todos os momentos do seu dia. Entretanto, a protagonista ainda passa  boa parte do tempo perguntando sobre o passado dele, deixando-o, muitas vezes, irritado e frustrado, com medo de contar toda a verdade e perder a mulher que ama. 

Como em todo romance, nem tudo corre as mil maravilhas, e eles têm que se esforçar para ficar juntos no final. É um processo longo, que envolve o analista de Christian, e muita paciência do casal; ora eles brigam praticamente sem motivo, ora se amam loucamente. 

Enfim, essa segunda parte da trilogia tem mais romance, novos personagens que desafiam Christian e Anastasia e põem a prova seu relacionamento e a confiança mútua, e alguns segredos são revelados, que amarram algumas pontas soltas no primeiro volume, além de situações que ficam em aberto para o terceiro livro.

Eu já tinha gostado de "Cinquenta tons de cinza", e gostei ainda mais de "Cinquenta tons mais escuros", exatamente pelo enredo mais romântico desenhado por E.L.James. Para quem espera só sexo e BDSM, pode se decepcionar um pouco aqui, já que o relacionamento dos personagens fica mais intenso nesse livro. Além disso, o lado psicológico de Christian fica mais exposto, tornando-o mais sensível e cativante. 

Cinquenta tons mais escuros
E. L. James
485 páginas
Editora Intrínseca

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia Nacional do Livro (todo dia)

foto: Outros300

Hoje comemoramos o Dia Nacional do Livro, e vocês sabem por quê? 

Por que foi no dia 29 de outubro de 1810 que a Biblioteca Nacional foi inaugurada, a partir da transferência de livros e documentos que estavam armazenados em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, vindos da Real Biblioteca Portuguesa.

Para nós, apreciadores da literatura, o dia do livro é todo dia, mas hoje é um dia especial em que expressamos nosso amor pelos livros, e apesar das dificuldades, tentamos conquistar cada vez mais leitores, nesse país tão carente de jovens apreciadores de uma boa leitura.

Nesse intuito, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) começa hoje mais uma etapa do projeto "Livro Livre", que vai até o próximo dia 31 em 5 estações do metrô (Brás, Luz, Palmeiras-Barra Funda, Osasco e Pinheiros) e que tem como objetivo distribuir, gratuitamente, 50 mil exemplares de livros para os usuários do sistema, que deverão ler o livro escolhido, e passá-lo adiante, deixando-o dentro dos vagões, nas catracas, num banco, ou em qualquer outro lugar público, para que outro leitor o encontre e o leia também, formando, assim, uma cadeia interminável de leitores. A iniciativa é muito boa, e acho que outras instituições deveriam seguir esse exemplo, já que, para uma pessoa adquirir o hábito da leitura, ela só precisa de incentivo.

Para quem quiser mais informações sobre o projeto clique aqui e acesso o site da CPTM.

domingo, 28 de outubro de 2012

Os livros mais lidos pelos jovens

O site Livros só mudam pessoas publicou uma reportagem com os 13 livros mais lidos pelos jovens de hoje. Alguns títulos são certos, como "Harry Potter" e "Jogos Vorazes", impulsionados pelo sucesso de suas adaptações para o cinema, mas também há um título que foi surpresa, pelo menos para mim, por se tratar de uma obra já publicada há muito tempo; "O apanhador no campo de centeio" não segue o mesmo perfil dos demais livros que vêm no topo das listas dos mais lidos, mas confirma sua importância como obra clássica e de leitura obrigatória em todas as fases da vida. A lista é bem interessante, e, para quem gosta de leitura, trás boas indicações: 

1º Harry Potter: O bruxinho que fez história na telona, é um dos livros mais lidos pelo mundo. Escrito pela britânica J.K. Rowling, vendeu aproximadamente um bilhão de exemplares. Foram sete livros publicados e oito filmes, sendo o último filme dividido em duas partes. Rowling é a mulher mais rica da história da literatura.

2º Jogos Vorazes: Um livro que também ganhou a adaptação para o cinema, conta a história da heroína Katniss Everdeen, uma adolescente que luta pela sobrevivência no jogo que intitula o livro e o filme. A autora Suzanne Collins trata sobre pobreza, fome, efeitos da guerra e opressão.

3º O sol é Para todos: O livro foi lançado em 1960 e escrito por Harper Lee é uma obra que trata a história de um homem negro, acusado injustamente de violentar uma jovem branca na cidade do Alabama. Aborda questões como tolerância, preconceito e respeito.
O livro não levanta bandeiras, nem determina as personagens de maneira maniqueísta. Permite ao leitor traçar suas próprias escolhas e traz um misto de sentimentos como: comoção, revolta e questionamentos.
4º A Culpa é das Estrelas: Escrito por John Green, conta a história de Hazel, uma paciente de 16 anos que trata de um câncer. A protagonista conhece Augutus Waters no Grupo de Apoio às crianças com câncer. Juntos passam a preencher as páginas de suas vidas. Um livro que aborda com sutileza a luta pela vida e principalmente como o amor pode transpor a dor. O autor procura exprimir esse momento com delicadeza, mas não adota o final felizes para sempre.
5º O Hobbit: Para os fãs de Senhor dos Anéis e do autor J.J. Tolkien, em dezembro (2012) poderemos acompanhar essa adaptação no cinema pelas mãos do diretor Peter Jackson. O livro conta as aventuras de Bilbo Bolseiro (hobbit) junto com Gandalf e os anões. Narra quando ele encontra o “precioso” anel.
6º O Apanhador no Campo de Centeio: O livro prestes a completar 47 anos de publicação foi escrito por J. D. Salinger.
Uma sensível obra que conta sobre o fim de semana de Holden Caulfied, um jovem que estuda em um internato, regressa mais cedo para casa, por não ter atingindo boas notas no colégio. Na volta para casa para enfrentar a família. O protagonista passa a refletir sobre as suas experiências e podemos acompanhar na leitura a sua visão sobre o mundo e condução do seu futuro. Antes de encarar os pais, Holden decide procurar sua antiga namorada, sua irmã e seu professor e com a ajuda deles busca compreender o caos que passa em sua mente.
Tratar sobre o cotidiano demanda muito cuidado, para não cair na mesmice e isso Salinger faz com maestria em sua obra.
7º O Senhor dos Anéis: Pode ser descrita como uma obra brilhante mostra diálogos ricos e personagens envolventes. Narra o conflito entre bem e o mal e a luta de várias raças: Hobbits, Anões, Elfos, Ents e Humanos contra Orcs para evitar que o “anel” caia nas mãos do Senhor da Escuridão (Sauron), tem como protagonista Frodo Bolseiro que tem a missão de destruir o anel e uma personagem que dispensa apresentações “Gollum” que representa a ruptura do bem e do mal, que concilia momentos de lucidez e ambição pelo seu “precioso (anel)”.
8º Fahrenheit 451: Uma obra que também foi adaptada para o cinema foi publicada em 1953 pela autoria de Ray Bradybury que narra um governo totalitário em um futuro incerto que proíbe qualquer tipo de acesso à leitura, sua personagem central é um bombeiro Guy Montag que queima livros.
A trama apresenta reviravoltas e nos condiciona a necessidade do pensamento, da discussão de ideias e principalmente de irmos contra qualquer tipo de manipulação.
9º Quem é você, Alasca?: O autor John Green apresenta nessa obra uma metáfora sobre a adolescência, um período de significativas mudanças, traz a personificação do talvez e todas as inquietudes que acompanham essa fase. O protagonista Miles Halter, é um jovem que tem verdadeira fixação pelas últimas palavras ditas por personagens célebres e vai à procura do que foi dito pelo poeta François Rabelais nos seus suspiros finais:
“Saio em busca de um grande talvez”. A história apresenta características como: inseguranças, mudanças, amor e o conflito da travessia da adolescência para a fase adulta.
10º A Menina que roubava livros: Uma obra que narra a trajetória de Liesel Meminger que é perseguida pela Morte por roubar livros. O autor Markus Zusak trabalha com recursos próprios de linguagem, faz da Morte uma simpática narradora. Um inusitado romance histórico que nos faz refletir sobre o amor a literatura.
11º O Menino do Pijama Listrado: John Boyne traz nesse livro uma amizade construída em tempos de guerra. Bruno é filho de um oficial alemão nazista da alta hierarquia, que conhece Samuel uma criança judia. Ambos têm a mesma idade, e mesmos separados por uma cerca descobrem uma grande afinidade. Uma obra que também ganhou sua versão cinematográfica.
Comovente traduz todas as reviravoltas de uma guerra e apresenta um final surpreendente!
12º Caçador de Pipas: Um livro que é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial, trata sobre a amizade de Amir e Hassan que vivenciam diferentes realidades no Afeganistão em 1970 e se encontram em um campeonato de pipas. A compreensão de valores, o reencontro com o passado e o peso das escolhas, é tratada de forma sutil nessa obra que também esteve nas telonas.
Essa obra já vendeu mais de 2 milhões de exemplares só nos Estados Unidos, seu autor Khaled Hosseini propõe ao leitor o seguinte questionamento: Quantos de nós temos o direito a uma segunda chance?
13º 1984: Esse romance de George Orwell é uma inspiração dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40 e fala sobre como o indivíduo pode se tornar uma importante ferramenta do Estado. Uma outra curiosidade sobre o livro é o seu título, escrito em 1948, mas por influência dos editores o título foi alterado para 1984, uma inversão da data.
Uma clara denúncia das mazelas do autoritarismo, a fragilidade da sociedade e o que representa o poder. Com personagens ambíguas, o leitor vai mergulhar em uma profunda reflexão sobre a importância do pensamento, das escolhas e liberdade.

E vocês, concordam ou discordam da lista acima?



Na estante

O Skoob postou no Facebook um modelo de estante para livros que foi feito sob uma escada, naquele espaço que a gente geralmente não sabe bem como aproveitar de maneira bonita e funcional.

Para quem tem um espeço assim em casa, vai a dica:

Promoção (divulgação)

Promoção maravilhosa no blog Pepper Lipstick: