quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mr. Bram Stocker


Bram Stoker, autor de "Drácula", foi um escritor irlandês que hoje estaria completando 165 anos. E, mais uma vez, graças ao Google, que homenageou o autor com um doodle em sua página inicial de hoje, podemos relembrar essa figura tao marcante da literatura.


Bram Stoker além de romancista, também foi contista e poeta, mas, sem dúvida sua obra mais conhecida é "Drácula", tendo sido adaptada para o cinema algumas vezes, o que só fez aumentar sua popularidade. O livro foi escrito no ano de 1897, após o autor passar algum tempo estudando o folclore europeu e as histórias mitológicas de vampiros. Conde Drácula foi inspirado num personagem real, Rei Vlad, o empalador, Príncipe da Valáquia, conhecido por ser muito cruel, tanto com seus súditos quanto com seus inimigos, e costumava empalar suas vítimas, exibindo-as nos muros de seu palácio. Para quem não sabe o que é, segue o significado da palavra "empalação"

"Suplício em que o paciente era espetado pelo ânus numa estaca muito aguçada, ficando nela exposto até morrer". (Priberam )

Vlad pertencia à Ordem do Dragão, grupo de cavaleiros cristãos cuja missão era combater a ameaça turca. Em romeno "Drácula" significa "filho do dragão".

A história vampiresca escrita por Stoker é talvez a obra mais significativa do gênero escrita nos últimos séculos, e tem assombrado várias gerações de leitores por todos esses anos. O livro já foi classificado como literatura de vampiros, ficção de horror e romance gótico. Tem a estrutura de um romance epistolar, ou seja, baseado em cartas ou registros de diários. Na época de seu lançamento recebeu muitas críticas positivas, mas não chegou a ser um best seller, tendo se tornado mais significativo para os leitores modernos, e só ganhou status de clássico após sua adaptação para o cinema, já no século 20. 

Aos 16 anos Bram Stocker escreveu seu primeiro ensaio. Tornou-se crítico de teatro, sem remuneração, no jornal "Dublin Eventing Mail", e, mais tarde, já em Londres, passou a trabalhar na "Cia. de Teatro Irving Lyceum", onde ficou por 27 anos, em várias funções diferentes. Durante esse tempo, passou a escrever romances e participou da equipe literária do jornal londrino "Daily Telegraph", escrevendo ficção e outros gêneros diversos.

Duas curiosidades que descobri enquanto pesquisava para esse post: apesar do romance "Drácula" se passar na Europa Oriental, Stocker nunca viajou para lá; e ele foi casado com Florence Dalacombe, que, antes, teve como pretendente o escritor Oscar Wilde, autor de "O retrato de Dorian Gray", livro que eu, a duras penas, estou lendo no momento. =D

Bram morreu aos 64 anos, em Londres, com vários livros publicados, entre romances e contos, deixando como maior legado a obra "Drácula" que o projetou mundialmente como um dos grandes autores do gênero, sendo, inclusive, considerado pelo jornal "Daily Mail" como superior a Mary Shelley e Edgard Allan Poe.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Belo Desastre


Na Universidade de Estern existe um universo paralelo, onde alguns alunos participam de lutas, em lugares revelados apenas minutos antes do evento, e outros, que as assistem, apostam dinheiro em seus lutadores preferidos. É numa dessas lutas clandestinas que vemos pela primeira vez Abby, uma jovem que está tentando mudar seu passado e esquecer as coisas erradas que já fez, construindo uma imagem totalmente diferente ao entrar para a Universidade, ao lado da amiga para todas as horas, America. A luta da noite é entre Travis Cachorro Louco Madox e um outro aluno. Travis é conhecido por não perder nenhuma luta, saindo ileso de todas elas, e também por ser muito mulherengo, tanto que é difícil encontrar uma só garota da Estern que ainda não tenha passado uma noite com ele, e depois tenha sido dispensada no dia seguinte.
No meio da luta, Travis conhece Abby, e a partir dali surge uma relação conturbada, de amizade propensa a virar romance. A donzela não quer se envolver com o bad boy, pois acredita que ele personifica tudo aquilo que ela vem tentando deixar para trás, mas, ao perder para ele uma aposta, ela se vê obrigada a passar um mês no apartamento de Travis, dando início a um vai-e-vem infinito. Como não poderia deixar de ser, os dois se apaixonam, mas esse amor não vai ser tão dócil e tranquilo quanto se imagina. 

Já vou logo dizendo que esperava mais do livro. Li várias resenhas, comentários e opiniões sobre ele, e todos levavam a crer que a seria um romance entre um verdadeiro bad boy e uma mocinha indefesa. No começo, quando Travis é apresentado, realmente parece que ele é encrenqueiro e brigão, mas depois, ao longo da história, não consegui vê-lo como tão machão assim. Claro que ele bate em quem quer bater, trata mal as periguetes que tentam alguma coisa mais séria com ele e bebe horrores até perder a noção do que faz, mas na maioria do tempo ele parece ser apenas um jovem carente e que ainda não se encontrou no mundo. Ele tem um porte físico invejável e experiência em se defender dos ataques dos irmãos mais velhos, o que lhe favorece nas lutas, mas no fundo ele não é realmente agressivo. Ao final, fica claro que ele só age da maneira que age por que perdeu a mãe muito cedo e ficou faltando algo na formação do seu lado psicológico por conta disso. Travis daria um bom paciente para Freud...

E o que dizer de Abby? Faz carinha de santa, se veste como tal e tenta se distanciar ao máximo dos ambientes em que os jovens deixam seus hormônios falarem mais alto. De repente, ao se apaixonar por Travis, tudo muda; ela bebe, briga, xinga e joga poquêr como ninguém. Abby e America sempre falam que ela quer esconder o passado, que foi para a Universidade mudar de vida e tudo o mais, o que me deixou ansiosa por saber o que ela teria feito em sua cidade que era tão terrível assim. Mas, ao ver o segredo revelado achei até engraçado. Não vou contar aqui os motivos dela, mas posso dizer que têm a ver com o carteado. =D

Durante os 30 dias que passaram juntos por causa da aposta, Travis e Abby ficaram apenas na amizade, com provocações de parte a parte, mas foi complicado, já que dividiam a mesma cama e o sentimento de ambos só aumentava a cada dia. Enfim, decidiram ficar juntos e enfrentar os olhares curiosos de toda a Universidade, que não acreditava que Travis tinha finalmente entrado nos eixos.

O namoro dos dois é carregado de muita adrenalina, ciúmes, emoções fortes e separações trágicas. Mesmo estando apaixonados e se dando muito bem juntos, parece que nada se encaixa e que o relacionamento está fadado ao fracasso, mas, apesar de tudo, eles se esforçam e vão vivendo entre tapas e beijos, entre acertos e erros,  muitas dúvidas e medos. O amor dos dois parece ser mais forte que tudo isso, e o final só poderia ser feliz.

Eu não conhecia a autora do livro, Jamie McGuire, e gostei do estilo de escrita dela, é envolvente e dinâmico, deixando a leitura fluída, apesar da história em alguns momentos parecer meio "truncada". Ela consegue encaixar todas as peças e não deixa pontas soltas, mas, na minha opinião, ela enrolou um pouco em algumas situações que poderiam ter sido contadas mais rapidamente, ou mesmo reduzidas, como os repetitivos diálogos entre os personagens em que eles não terminam as frases, não revelam o que realmente está acontecendo e que deixam sempre alguma coisa no ar. Em algumas algumas situações me lembrei daquelas novelas mexicanas em que as falas terminam sem explicação e o casal acaba se separando por causa de uma situação mal resolvida.

No geral o livro é bom: tem um romance envolvente, um casal adolescente que comente seus erros mas que aproveita a vida como só os jovens sabem fazer, família, amizade verdadeira, além de muita tensão, bebidas, socos, sangue e até fogo! Mas para mim, deixou um pouco a desejar, talvez por causa da expectativa causada pelo burburinho em torno de Travis e seu jeito "cachorro louco" de ser, ou por que no final do livro acaba acontecendo tudo muito rápido, dando a impressão de que a autora queria terminar logo a história e não tinha mais tempo (ou ideias) para fazê-lo. Enfim, essa é minha opinião pessoal, e tenho certeza que muita gente gostou do livro, pois ele tem o seu valor.

Belo Desastre
Jamie McGuire
392 páginas
Editora Verus

domingo, 4 de novembro de 2012

Série a sério #1

Mais uma estreia aqui no blog: séries. Gosto muito de séries, e queria ter mais tempo para assistir a todas que tenho vontade, mas... enfim, os domingos aqui no blog serão, ora de séries, ora de filmes, e assim espero conseguir comentar sobre tudo de interessante que anda acontecendo (ou já aconteceu) por ai.

Eu era a única pessoa na face da terra que ainda não assistia "The Walking Dead", mas já consertei isso, e agora estou viciada na série. 



Resumindo rapidamente: A série conta a história de um grupo de pessoas sobreviventes de um apocalipse zumbi, e que tenta chegar a um lugar seguros para que possam viver tranquilamente. Esse grupo segue liderado por Rick Grimes, que era xerife de uma pequena cidade na Georgia.  Rick foi baleado durante uma ronda e ficou internado num hospital, desacordado, quando os zumbis tomaram conta da cidade. Seu amigo e policial Shane Walsh, antes de fugir dos mortos-vivos, foi até o hospital a fim de resgatar o xerife, mas o local estava tomado por agentes do exército que estavam retirando as pessoas dali e executando aquelas suspeitas de terem sido mordidas pelos zumbis. Claro que Shane não consegue tirar Rick de lá, e foge, não sem antes trancar muito bem a porta do quarto para proteger seu companheiro dos monstros. Muito tempo depois, Rick acorda, sem saber de nada, e sai a procura de sua família, enfrentando alguns zumbis até chegar em sua casa e ver que já não havia mais ninguém ali. Alguns contratempos depois, ele encontra um grupo de pessoas que está tentando sobreviver num lugar afastado da cidade, e, ao se juntar ao grupo, descobre que sua esposa e seu filho fazem parte dele, juntamente com Shane. Ele só não sabe que a mulher e o amigo acabaram se envolvendo, acreditando que ele não havia sobrevivido. A partir daí, a trama principal está montada, e o grupo sai em busca de um lugar seguro, para que possam viver longe da horda de zumbis que vem tomando conta dos Estados Unidos.

Ao longo dos episódios muitos outros personagens vão morrendo, sumindo, sendo mordidos e outros aparecem, aumentando as intrigas entre eles ou trazendo novas informações que mudam o rumo da história.

A série já está em sua terceira temporada, com grande sucesso de público, e colecionando prêmios desde a sua estreia em 2010.

Enquanto assistia à série, não pude deixar de pensar que o princípio básico da trama é a sobrevivência em situações extremas, o que me fez lembrar um pouco do começo de "Lost", outra série de TV que também expunha seus personagens aos mais diversos cenários absurdos, e um tanto quanto inexplicáveis. 

Enquanto em "The Walking Dead", vemos sobreviventes de um apocalipse, tentando se proteger de criaturas horríveis, em "Lost" temos passageiros de um avião que cai numa ilha misteriosa e lutam diariamente contra o desconhecido para se manterem vivos à espera de um resgate que nunca chega. Ambas as séries exploram os limites do ser humano, a agonia perante o desconhecido, o futuro incerto, e uma espera interminável, mostrando como podemos nos superar durante o caos. Ou não.


Seguindo essa mesma linha de raciocínio, ainda é possível fazer um paralelo com o livro "Blecaute" (1986, Ed. Brasiliense), de Marcelo Rubens Paiva, que, como nas duas séries, explora o lado psicológico dos personagens durante uma situação apocalíptica: três amigos (Martina, Mário e Rindu) fazem uma expedição a uma caverna quando uma tempestade inunda o lugar e os impede de sair dali durante dias. Ao sair de lá, eles descobrem que as pessoas estão paralisadas, como bonecos de cera e sem respiração, e que eles são as únicas pessoas "vivas" na cidade. A partir dali eles têm que sobreviver sozinhos num mundo de pessoas "plastificadas", e se proteger de animais selvagens que vão aparecendo pelas ruas abandonadas. Adolescentes que têm a cidade de São Paulo inteira só para eles, no início sentem que podem fazer o que quiserem, e que a vida seria muito boa assim, mas depois de algum tempo vivendo sozinhos, a pressão fica muito grande, e eles acabam se desentendendo, e Mário, o mais desequilibrado dos amigos, vai embora e os abandona.

Nos três casos, é só acompanhando o dia a dia das pessoas que vemos o melhor e o pior de cada uma delas, enquanto lutam pela própria vida, passando pelas maiores provações pessoais, tendo que, muitas vezes, deixar de lado seus interesses para agir pelo grupo. Isso nem sempre é fácil, e, tanto nas séries quanto no livro, a sanidade dos personagens é testada a todo momento, e, sendo pessoas diferentes, com reações e tolerância variadas, é claro que em algum momento vão entrar em conflito, lutando por seus ideais, ou mesmo, tentando manter vivo um pouco de seus valores e sua dignidade.
O autor de "Blecaute" se inspirou na série americana de ficção científica "Além da imaginação", que teve sua primeira exibição em 1959, mas também poderia muito bem tem se inspirado no livro "Ensaio Sobre a Cegueira" (1995, Ed. Cia. das Letras), escrito por José Saramago, e que também nos apresenta o lado mais vil do ser humano, ao ter que sobreviver do modo mais animalesco possível, colocando à prova seus instintos e sua tolerância às dificuldades diante do caos.

Há em "The Walking Dead" muito do contexto filosófico apresentado por Saramago, e muito do sofrimento vivido em "Lost" e em "Blecaute"; a sensação de impotência das pessoas diante dos desafios, a necessidade de se defender ao mesmo tempo que têm que sobreviver, tentando recolocar a vida nos eixos. 

Situações apocalípticas rendem muito assunto, e, certamente, essa série não será a última abordar o tema. Assim como seus predecessores fizeram brilhantemente, "The Walking Dead" carrega no suspense e prende os telespectadores com o drama vivido por seus personagens, episódio após episódio. Que  continue por muitas temporadas! :)

Selinho


Ganhei hoje do Seven Things  o primeiro selinho do blog, e tenho que responder algumas perguntas, então vamos lá:

Sete coisas sobre mim:
1. gosto mais de creme de leite que de leite condensado;
2. se pudesse, comeria chocolate e sorvete todos os dias;
3. gosto de futebol e fórmula 1;
4. assisto mil vezes o mesmo filme quando gosto;
5. sou muuuito punk rock!

Vou passar o selinho para os blogs: Cantina do Livro , Coração da Literatura e Instituição Para Jovens Prodígios.

Regras: Nomear blogs relativamente novos na blogosfera, avisar que os nomeou, citar sete coisas sobre você, agradecer ao blog que te nomeou e adicionar o selinho ao seu blog.

O que é o selinho?
Para quem não sabe, selinho ou meme é uma atividade que tem o intuito de quebrar os posts monótonos, além de unir cada vez mais os blogs. É fácil colocar selinhos no seu blog, é só seguir os comandos (regras) pedidos nesse post ou de quem fez o meme.

Promoção - divulgação

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sexta de música #3

Olá leitores! Feriadão bãooooo hein, rsr. Mesmo sendo feriado, é dia de música aqui no blog. =D

Terminei de ler "Belo Desastre" semana passada, ainda não postei a resenha, mas, enquanto lia, em certo momento pensei: "Abby é cega? Limitada? Ou incapaz de reconhecer um sentimento verdadeiro? E Travis, não consegue terminar uma frase? Não pode falar logo tudo que sente?" Enfim, diante do impasse no relacionamento dos dois, achei que uma música combinava perfeitamente com os pensamentos que rondavam a cabeça do Travis, e com seus problemas em demostrar afeto por alguém:


E que música combinaria com Abby e todo aquele papo: "eu quero ficar com você mas meu passado me condena"? Acho que Green Day cai como uma luva:





E vocês, o que acham dessa trilha sonora? Alguma outra sugestão? Concordam ou discordam? Mandem suas opiniões e aguardem a próxima sexta de música. Fui!