terça-feira, 13 de novembro de 2012

Promoção relâmpago


Participem: http://vitrinedepromocoes.blogspot.com.br/2012/11/sorteio-relampago-de-aniversario-em.html

Livros mais vendidos da semana

Saiu hoje no site da Veja a lista dos livros mais vendidos da última semana, reproduzida abaixo:

Ficção:
1º Cinquenta Tons de Cinza - E.L. James (Ed. Intrínseca)
2º Cinquenta Tons Mais Escuros - E.L. James (Ed. Intrínseca)
3º Toda Sua - Sylvia Day (Ed. Paralela)
4º A Guerra dos Tronos - George R. R. Martin (Ed. Leya)
5º A Dança dos Dragões - George R. R. Martin (Ed. Leya)
6º A Sombra da Serpente - Rick Riordan (Ed. Intrínseca)
7º Um Porto Seguro - Nicholas Sparks - (Ed. Novo Conceito)
8º A Escolha - Nicholas Sparks - (Ed. Novo Conceito)
9º O Festim dos Corvos - George R. R. Martin (Ed. Leya)
10º A Tormenta das Espadas - George R. R. Martin (Ed. Leya)
11º A Fúria dos Reis - George R. R. Martin (Ed. Leya)
12º As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky (Ed. Rocco)
13º Inverno no Mundo - Ken Follett (Ed. Arqueiro)
14º Jogos Vorazes - Suzanne Collins (Ed. Rocco)
15º O Filho de Netuno - Rick Riordan (Ed. Intrínseca)
16º A Ascensão dos Nove - Pittacus Lore (Ed. Intrínseca)
17º A Esperança - Suzanne Collins (Ed. Rocco)
18º The Walking Dead - A Ascensão do Governador - Robert Kirkman e Jay Bonansinga (Ed. Galera Record)
19º Em Chamas - Suzanne Collins (Ed. Rocco)
20º O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry (Ed. Agir)

Não Ficção:

1º  Nada a Perder - Edir Macedo (Ed. Planeta)
2º Carcereiros - Dráuzio Varella (Ed. Cia. das Letras)
3º A Queda - Diogo Mainardi (Ed. Record)
4º Diálogos Impossíveis - Luís Fernando Veríssimo (Ed. Objetiva)
5º Marighella - O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo - Mário Magalhães (Ed. Cia. das Letras)
6º Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil - Leandro Narloch (Ed. Leya)
7º Uma Breve História do Cristianismo - Geoffrey Blainey (Ed. Fundamento)
8º Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter (Ed. Novo Conceito)
9º Corações Descontrolados - Ana Beatriz Barbosa Silva (Ed. Fontanar)
10º One Direction - Biografia - Danny White (Ed. Best Seller)
11º Não Há Dia Fácil - Mark Owen e Kevin Maurer (Ed. Paralela)
12º Guia Politicamente Incorreto da Filosofia - Luiz Felipe Pondé (Ed. Leya)
13º Nunca Fui Santo - Marcos Reis e Mauro Betting (Ed. Universo dos Livros)
14º O Livro da Psicologia - Nigel Benson (Ed. Globo)
15º Um Lugar na Janela - Martha Medeiros (Ed. L&PM)
16º O Homem e Seus Símbolos - Carl G. Jung (Ed. Nova Fronteira)
17º Rápido e Devagar - Daniel Kahneman (Ed. Objetiva)
18º 30 Minutos e Pronto - Jamie Olivier (Ed. Globo)
19º Guia Politicamente Incorreto da América Latina - Leandro Narloch e Duda Teixeira (Ed. Leya)
20º 1808 - Laurentino Gomes (Ed. Planeta)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As esganadas



"A cidade do Rio de Janeiro da década de 30, durante a era Vargas, é a cidade palco para esse novo romance de Jô Soares, onde um serial-killer ataca apenas as mulheres gordas. Formada por um delegado rabugento e seu assessor medroso (que está sempre trajando um terno branco impecável), e apoiados por um ex-inspetor português que conheceu o poeta Fernando Pessoa e uma linda repórter da revista "Cruzeiro", a trupe tenta, aos trancos e barrancos, desvendar os misteriosos assassinatos das mulheres gordas da cidade. O serial-killer, Caronte, dono da funerária mais conhecida da cidade, e cidadão acima de qualquer suspeita, age sempre da mesma forma: atrai as vítimas com uma variedade incrível de doces portugueses expostos no carro funerário disfarçado, e, após satisfazer sua gula, as leva para um barracão abandonado onde as mata com requintes de crueldade, utilizando algumas das receitas portuguesas preferidas de sua mãe, que também era gorda. É o suspense na tentativa de capturar o assassino que move o leitor pelas páginas do livro, e o prazer em acompanhar a narrativa do autor, que mescla seus profundos conhecimentos históricos com seu característico bom humor, sendo capaz de criar personagens marcantes e nos levando, inclusive, a torcer para que o culpado não seja pego no final."

Jô Soares sabe como ninguém conduzir uma boa trama policial carregada no humor. Ele abusa das piadas, mas isso não empobrece o enredo em nenhum momento, que, aliás, é recheado de fatos históricos contados com propriedade, já que o autor nasceu no ano em que se passa a história de Caronte, o protagonista da estória: um agente funerário que se sentia rejeitado pela própria mãe, mas que adorava saborear suas comidas e seus doces portugueses, só poderia acabar com Complexo de Édipo. Suas vítimas eram sempre mulheres gordas, assim como sua mãe, com quem ele sempre manteve uma relação de amor e ódio. Enquanto Caronte adorava sua progenitora, ela o tratava sempre como um inútil e o desprezava sempre que podia.

Apesar de tantos maltratos, Caronte adorava as guloseimas preparadas pela mãe, e acabou usando-as como arma para matar suas vítimas. Ele atraía as mulheres mais gordas e comilonas a um carro cheio de doces portueses deliciosos, porém carregados de sonífero, e, quando elas comiam, ele aproveitava para sequestrá-las e levá-las a um lugar escondido atrás de sua funerária. Lá ele as torturava usando muita comida até que eles morriam de tanto comer. Como todo serial killer, Caronte sentia prazer em matar essas mulheres e imaginava que estava matando a própria mãe. Além disso, ver as mulheres sofrendo até morrer o deixava excitado. 

Já na parte engraçada do livro temos o policial português, e inteligente, que vem ao Brasil para ajudar na elucidação desse caso, e que acaba virando piada pronta para o leitor. Ele jura que conheceu Fernando Pessoa e sempre faz alusões ao seu relacionamento com o poeta, tirando do sério o delegado responsável pelo caso. As peripécias do investigador e sua colega repórter em busca da identidade do assassino rendem boas risadas durante a leitura.
É com muita maestria que Jô nos conduz pelo enredo: enquanto a graça de ler uma trama policial, geralmente, é acompanhar o passo a passo até que se descubra o bandido, aqui o autor já deixa claro quem é o culpado no começo do livro, mas não deixa que o leitor perca o interesse na história, utilizando sua inteligência refinada e seu grande conhecimento histórico-cultural, que se encaixa perfeitamente na trama e enriquece a leitura. 

Sendo um bom criador de personagens, Jô os constrói aqui com graça e elegância, dando a cada um deles um perfil que passeia entre o cômico e o trágico, como é o caso do assessor do delegado, que está sempre pronto para tudo, muito bem vestido e alinhado, mas que no fundo é um grande covarde.

O autor pinta de forma engenhosa um retrato do Rio de Janeiro da época, e nos conquista com sua narrativa simples e direta. O livro é envolvente e é impossível para de ler antes do final. Não é a toa que ele esteve na lista dos mais vendidos por semanas logo após seu lançamento. 


As esganadas
Jô Soares
264 páginas
Editora Cia. das Letras

domingo, 11 de novembro de 2012

Série a sério #2

A HBO é conhecida por levar ao ar séries produzidas pelo próprio canal, sempre com muito sucesso e reconhecimento de público e crítica. Atualmente está exibindo uma produção brasileira, que não perde para nenhuma série estrangeira: (FDP).


A série conta a história de um árbitro de futebol que vê seu trabalho começar a ser reconhecido no meio, enquanto seu casamento e sua vida pessoal vão de mal a pior: Juarez Gomes da Silva é escalado para apitar a final do Campeonato Paulista, de olho numa vaga no quadro de arbitragem para a Copa Libertadores da América, torneio de maior importância na América Latina. Mas ao tentar atingir seu objetivo, ele percebe que algumas pessoas esperam que ele lhes faça alguns "favores" em prol desse ou daquele time, mas o juiz é muito ético e não cede aos pedidos (nem mesmo do namorado de sua mãe, que é argentino). 

Enquanto ascende na carreira, a esposa descobre que ele a traiu e eles se separam. Manu passa a dificultar as visitas de Juares ao filho, Vini, um menino no mínimo diferente, que em certo momento pede ao pai sapatilhas de balé de presente de aniversário, mas só por que ele estava gostando de uma das meninas que frequentam a aula e queria ficar perto dela... Enfim, Juarez tem problemas como todo cidadão comum tem, apesar de seu trabalho o deixar exposto em alguns momentos, e ele tem que driblar todos esses problemas além de se esforçar para apitar a Libertadores.

A série mostra um lado que o telespectador de futebol não conhece: o lado humano do árbitro, aquela pessoa geralmente odiada pelos torcedores e tão cobrada a cada erro cometido em seu trabalho. A maioria das pessoas não imagina como o árbitro se prepara para uma partida, como é o vestiário onde fica, qual o relacionamento dele com os assistentes, o que conversam durante o intervalo do jogo, e, principalmente, não pensa que ele tem uma vida fora dali. O ator Eucir de Souza, que interpreta Juarez, fez laboratório com o ex-árbitro Sálvio Spínola, aprendendo a se comportar como um juiz de futebol, e acompanhou vários jogos ao vivo, apesar de nunca ter sido fã do esporte.

Todos os episódios começam com um delírio, ou sonho, de Juarez, e terminam invariavelmente com alguém xingando o árbitro de "FDP", ainda que ele tenha se dado bem naquele capítulo. No decorrer da série as coisas mudam, e a carreira que ia de vento em popa começa a degringolar, enquanto o árbitro vai, aos poucos, reconquistando tudo o que havia perdido na vida particular.

Juarez tem sempre a ajuda de seu amigo e companheiro de trabalho, o bandeirinha Carvalhosa, que é um solteirão convicto e trabalha como se fosse a "consciência" do juiz; hora dá bons conselhos e divide o apartamento com o amigo desempregado, hora age de cabeça quente a os coloca em situações difíceis de resolver. Mas a interação entre os dois rende boas risadas, inclusive quando Juarez começa um relacionamento com a também assistente Vitória, que é muito bonita e sabe aproveitar seus atributos para se dar bem na carreira.

O programa também conta com a participação de vários famosos no meio do futebol, como por exemplo Juca Kfouri, como um dono de banca de jornal, Rivelino, como o padre que casa a mãe de Juarez, Dentinho, que vive um repórter e Neymar, que aparece rapidamente como um rapaz responsável por consertar o filtro da casa do presidente da federação, e tem até uma fala! Brincadeiras à parte, essas pontas  enriquecem muito a série.


O roteiro é assinado por nada menos que José Roberto Torero, autor do livro "Dicionário Santista - de A a Z, mas sem X", e colunista do UOL Esportes com o Blog do Torero, entre outras tantas atividades, e é dirigida por Adriano Civita (ex-MTV Brasil), Caio Ortiz ("Motoboys - Vida Loca"), Kátia Lund (roteirista de "Tropa de Elite") e Johnny Araújo (diretor do vídeo "Qual é" - Marcelo D2).

Com muitas cenas de jogos de futebol, com torcidas organizas e gritos de guerra, a série nos deixa mais perto do universo futebolístico, além de nos aproximar da "pessoa" do juiz de futebol, profissional  tão xingado e tão odiado por quem gosta do esporte. Vale a pena acompanhar as aventuras de Juarez em busca do reconhecimento do seu trabalho, seus tropeços e suas conquistas, pois a série é muito bem escrita e divertida.

Para quem se interessou, segue o link do canal HBO, com o primeiro episódio e mais informações sobre a produção: (FDP).


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sexta de Música #4


O mundo inteiro conhece os Beatles, isso é verdade. Mas seria verdade o boato que corre por ai de que Paul McCartney está morto desde 1966, e em seu lugar estaria um sósia até hoje? Essa lenda urbana é conhecida como "Paul is dead" (Paul está morto), e vem se espalhando (principalmente após o advento da internet) durante anos pelo mundo todo.

Após o lançamento do álbum "Revolver", o grupo parou de excursionar por causa da dificuldade de tocar ao vivo os arranjos complexos das músicas. Foi ai, em 9 de novembro, que Paul sofreu um acidente de carro, sem grandes danos ao cantor. A origem do boato é exatamente esse acidente, que teria sido tão violento que chegou a decapitar Paul, e que teria sido, inclusive, noticiado numa emissora de rádio. Mas tudo foi abafado, e esse seria o real motivo para a pausa dos Beatles.



Por sorte (?) Paul tinha um sósia que o foi seu dublê durante as filmagens de "A hard day's night" e "Help", chamado William Campbell (ou Billy Shears), que foi convocado para assumir seu lugar, de forma velada, a partir do lançamento de "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", a fim de não quebrar um contrato milionário com a Capitol Records.

As fofocas só fizeram aumentar a evidência da banda e conseguiu mantê-la na mídia por mais tempo e, apesar de os Beatles sempre terem negado o fato, alguns fãs mais crentes dizem que o grupo deixou algumas pistas da morte do companheiro em diversas capas de discos e em algumas letras de músicas. Essas pistas foram, supostamente, deixadas por John Lennon que, irritado com os boatos absurdos sobre a morte do amigo Paul, decidiu se vingar instigando ainda mais a curiosidade sobre o incidente. Uma das pistas está no final da música "Strawberry Fields Forever" onde ouvimos Lennon dizer: "I buried Paul", em português "eu enterrei Paul".

Algumas da evidências realmente parecem apontar para a morte de Paul, mas a maioria delas exige muita imaginação:

Na capa do disco "Rubber soul", todos os Beatles olham para baixo, como se olhassem para uma sepultura, e a foto foi distorcida para que não notassem a troca de um deles. A letra da música "I'm looking through you" diz: "you don't look different but you have changed, I'm lookin through you, you're don't sound different... you ere above me but not today, the only difference is you're down there..." (Você não parece diferente mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo... a única difenrença é você estar embaixo...) se refere a substituição de Paul e ao fato de o verdadeiro estar em uma sepultura.

Em "Revolver" foi feito, pela primeira vez, um desenho para a capa, ao invés de uma fotografia, supostamente, para evitar que se levantassem suspeitas sobre a aparência do Paul "substituto". Sob a cabeça do beatle foi desenhada uma mão aberta, como se estivesse abençoando o morto. Na letra de "She said she said" vemos o  verso: "she said I know what it's like to be dead" (ela disse que eu sabia como é estar morto).



No famoso disco "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band" a capa está carregada de mensagens subliminares que nos levam a identificar um funeral em andamento: as flores típicas desses eventos; ao pessoas em volta de um lugar que lembra uma sepultura; um arranjo de flores em forma de um baixo, inclusive virado para a direita, já que Paul era canhoto, e com apenas 3 cordas, representando os membros restantes da banda; a palavra Beatles, escrita com flores, deveria ser na verdade a frase "Be at Leso", em referência ao local onde Paulo teria sido enterrado, a ilha de Leso; sobre a cabeça de Paul vemos novamente a mão aberta; uma boneca segura um carro, que seria o mesmo do acidente, e com o interior em vermelho, representando o sangue da vítima; logo abaixo da letra "T" está uma estátua da deusa Hindú Shiva, a deusa da morte, que aponta para Paul; e na contracapa do álbum todos os Beatles olham para a frente, menos Paul.

Na letra de "A day in the life" ouvimos os versos: "He blew his mind out in a car, he didn't notice that the lights had changed" (Ele estourou sua cabeça no carro, ele não notou que as luzes haviam mudado), e "A crowd of people stood and stared they'd seen his face before, nobody was really sure if he was" (Uma multidão de pessoas parou e assistiu, eles haviam visto seu rosto antes, ninguém tinha certeza se ele era).

Quanto a capa de "Magical Mystery Tour" além de Paul,estar vestido de leão marinho, que seria a representação da morte em algumas culturas, diziam que, se você olhasse seu reflexo num espelho, identificaria os números 2317438, e, ao ligar para esse número ouvia-se uma voz dizendo: "vocês está chegando perto". Depois descobriu-se que era apenas uma brincadeira de uma menina que pegou carona na fama da lenda criada em torno da banda. No encarte do disco vemos uma foto em que, na bateria de Ringo está escrito "Love 3 Beatles", como que para lembrar que agora eles seriam apenas 3. Juntamente com o disco vinha um livro e, em todas as fotos, Paul está descalço, como os mortos que são enterrados assim, e, numa outra foto, todos os integrantes da banda têm rosas vermelhas em suas lapelas, exceto Paul, que tem uma preta.

O "White Album" já marca o início da separação dos Beatles, e tem a capa e a contracapa totalmente brancos, mas, em seu encarte, traz insinuações curiosas: Paul em uma banheira, só com a cabeça para fora, o que deveria sugerir uma possível decapitação; depois, ele está entrando num trem e é possível ver 2 mãos fantasmagóricas tentando pegá-lo e levá-lo para "o outro lado". Na faixa "I'm so tired", se ouvirmos o trecho final ao contrário (quem faz uma coisas dessas?), ouviremos claramente John dizer: 'Paul is dead man, miss him miss him".

Já na capa de "Yellow Submarine" há novamente a mão aberta sobre a cabeça de McCartney, além do submarino lembrar um caixão enterrado sob a montanha.

O próximo disco, "Abbey Road", é, provavelmente, o mais intrigante, junto com "Sgt. Peppers", e que traz as mensagens subliminares mais conhecidas sobre essa lenda em sua capa:


Enquanto os Beatles estão atravessando a rua, Paul está com o passo diferente dos outros, além de ser único que está descalço e segurando um cigarro. Seus olhos parecem estar fechados. Lennon, de branco, seria Deus, Ringo seria o agente funerário e George o coveiro. Paul, claro, seria o cadáver. O verdadeiro Paul era canhoto, e não poderia estar segurando o cigarro com a mão direita, como se vê na foto. O carro branco parado na rua tem a placa 28IF, que seria a idade de Paul (28) IF (se) estivesse vivo. Na Inglaterra o Fusca é conhecido como Beetle (bem conveniente, não?). Na contracapa do disco há uma imagem feita de luzes e sombras de uma caveira, com dois olhos e boca.
Na letra de "Come Togheter" um verso faria referência aos 3 Beatles restantes: "one and one and one is three..." (um mais um mais um são três).

E é com essa música, uma das minhas preferidas da banda britânica, e de autoria da dupla Lennon/Paul, que encerro esse post, apesar de todas as loucuras listadas acima, e daquela pulguinha que fica atrás da orelha depois de ler tudo isso, continuo gostando dos Beatles, e o mundo inteiro continua considerando os quatro rapazes de Liverpool como a maior banda de todos os tempos.





Os Meireles

Hoje, dia 9 de novembro, lembramos o aniversário de nascimento e morte de duas pessoas importantes na cultura do Brasil:

Em 1964 morria a poetisa Cecília Meireles, uma das mais importantes escritoras do gênero, além de também atuar como pintora, professora e jornalista. Cecília lançou seu primeiro livro aos 18 anos, chamado "Espectros", com sonetos simbolistas. Sua obra é considerada como atemporal, por não se ater a uma única influência, transitando tanto pelo modernismo, tanto como pelo classicismo, romantismo, parnasianismo, realismo e surrealismo.



Uma de suas obras mais conhecidas, "Baladas para El-Rei", foi publicada em 1925, e em 1939 ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras com o livro "Viagem".

Em seu trabalho como jornalista atuou em favor da educação, área a que esteve sempre ligada, publicando diariamente matérias sobre os problemas existentes nesse setor. Além disso, foi a fundadora da primeira biblioteca infantil do país.

Fui apresentada a sua obra quando tinha uns 11 anos, e, com meu espírito de poeta já despontando, me apaixonei por suas palavras que pareciam fazer todo o sentido naquele momento em que eu não sabia exatamente se o que eu estava escrevendo valia alguma coisa ou se era apenas um delírio pré-adolescente. Sou muito fã da escritora, e já publiquei sobre ela aqui  

O livro "Flor de Poemas", originalmente publicado em 1972, chegou as minhas mãos não sei como, e continua comigo até hoje, sendo constante fonte de consulta para minhas inspirações:


E no ano de 1955 nascia o diretor e produtor de cinema mais bem sucedido do Brasil, Fernando Meirelles, que foi o responsável por filmes como "Cidade de Deus" e "O Jardineiro Fiel".



Fernando também dirigiu com maestria a adaptação cinematográfica do livro de Saramago "Ensaio Sobre a Cegueira".

Ainda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, ele realizou comprou no Japão alguns equipamentos e filmou seu trabalho de graduação, pelo qual acabou recebendo apenas a nota mínima para se formar.

Foi nessa época, na década de 80, que ele começou sua carreira com filmes experimentais, e fundou a produtora "Olhar Eletrônico" com alguns amigos, juntando-se a eles, mais tarde, o hoje famoso apresentador Marcelo Tas. A produtora levou ao ao o programa infantil "Rá-Tim-Bum", um marco na TV brasileira.

Meirelles também se interessava pelo mercado publicitário, e, em 1990 abriu com alguns amigos a agência O2, se tornando um dos maiores nomes no meio da propaganda.

E foi em 1997, quando leu o livro "Cidade de Deus", de Paulo Lins, que decidiu adaptá-lo para o cinema e viu sua carreira deslanchar. O filme foi um sucesso de público e crítica, inclusive internacionalmente, chegando a concorrer ao Oscar em 2004, mas infelizmente não levou o prêmio.

Seu  trabalho mais recente foi o vídeo que apresentava a candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016.

Veja aqui o filme da candidatura que foi exibido ao COI e aqui o trailer de "Cidade de Deus".