sábado, 8 de dezembro de 2012

Li até a página 100 e... #1



Vi esse post no blog Eu leio eu conto e achei muito bacana, então resolvi adotar esse meme aqui no blog também! A intenção é falar sobre o livro que estamos lendo quando chegarmos à página 100, e responder algumas perguntas sobre ele, e inclusive, vou inserir uma nova pergunta na lista. Essa coluna sairá sempre aos sábados e tentarei sempre comentar sobre todos os livros que estiver lendo. 

Hoje vai ser sobre:

Lonely Hearts Club
Elizabeth Eulberg
Editora Intrínseca
238 páginas








Primeira frase da página 100:

"É claro que eu sabia que Tracy iria direto ao ponto."

Do que se trata o livro?

Uma adolescente que adora os Beatles, tem seu coração partido por um garoto e decide não se envolver com mais nenhum menino enquanto não terminar o colégio. Assim ela forma um clube, que vai aumentando o número de integrantes aos poucos, e de repente, o Lonely Hearts Club está mais popular do que sua fundadora jamais imaginou.

O que está achando até agora?

Mesmo sendo um livro com personagens adolescentes, eles não são cansativos nem repetitivos, e o livro não foi escrito somente para o público nessa faixa etária. O dinamismo com que a autora conduz a história a torna muito interessante. Estou gostando.

Melhor quote até aqui:

"- Você precisa me deixar entrar para o clube. Eu sei que preciso reconquistar sua confiança, e vou conseguir. Mas, por enquanto, você pode pelo menos cogitar em me perdoar?
Ela estendeu a mão na minha direção. Eu nem hesitei.
Agora éramos duas."

Algum personagem merece destaque?

Sim, Diane, que parecia ser uma patricinha desmiolada e mostrou que tem personalidade.

Vai continuar lendo?

Vou.

Última frase dessa página:

"- Pode apostar - Diane disse com tanto entusiasmo, que era provável que ela fosse a mais animada de todas nós."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sexta de música #7

Mais uma sexta! E mais música!

Inspirada pelos posts super legais da Sandy Quitans no blog Backbeat , resolvi falar sobre uma música que fez parte da trilha sonora do filme "O Espetacular Homem Aranha" (2012, Sony Pictures): "Til Kingdom Come", do Coldplay.



Essa música está no terceiro álbum da banda, "X&Y", lançado em 2005, e com certreza é uma das minhas preferidas nesse trabalho. Apesar desse CD estar cheio de hits, como "Fix You" e "Speed of Sound", "Til Kingdom Come" surge no final do álbum, como uma faixa escondida, e tem melodia doce, que trás  imediatamente uma sensação de paz e completude. A voz de Chris Martins está refinada e nos carrega numa viagem sentimental a cada verso cantado, quase num suspiro, que parece sair de dentro do coração.



A letra da música fala sobre uma pessoa que, perdidamente apaixonada, promete a seu amor que vai esperá-lo até o fim chegar. É intensa e carregada de sentimentos, e poderia muito bem ser trilha de um filme mais romântico, mas caiu como uma luva na cena em que foi usada:

"... for you I'd wait... 'til kingdom come
until my day... my day is done
and say you'll come... and set me free
just say you'll wait... you'll wait for me..."

Depois de Peter Parker, (aliás, tão brilhantemente interpretado por Andrew Garfield que nos fez esquecer de Tobey Maguire), descobrir que tem novos poderes, ele se sente mais seguro para convidar a bela do colégio, Gwen Stacy, para sair e fazer "sei lá... qualquer coisa". Quando ela aceita, ele fica tão contente que pega seu skate e vai para um lugar tranquilo fazer algumas manobras, e, acredito, colocar as ideias em ordem. É então que a música toca, com uma sincronia perfeita; quando Peter percebe que a loira aceitou seu convite e sai da sala ainda sob o encanto da moça, ouvimos o seguinte trecho da música: "... let me in, unlock the door, I never felt this way before..." (deixe-me entrar, destranque a porta, eu nunca me senti desse jeito antes...). O som embala a cena com o skate, que tem uma bela fotografia, e imagens em câmera lenta mostrando um lado bem adolescente desse novo Peter que surgiu nessa versão da história.



A trilha sonora do filme foi composta por James Horner, que também foi responsável pelas trilhas de  simplesmente "Coração Valente" (1995),  "Uma Mente Brilhante" (2001) e "Titanic" (1997), esse último lhe rendendo um de seus dois prêmios Oscar (o outro foi por seu trabalho em "Avatar", em 2010).

É uma combinação perfeita: um bom produtor de trilhas sonoras para grandes filmes, uma cena que precisa soar meiga e romântica, e uma música não tão popular de uma das maiores bandas atuais. É impossível não curtir a música durante o filme; parece até que podemos sentir o que o protagonista está sentindo naquele momento. E se isso não é prova de um bom trabalho, então não sei o que é. 

Se você já assistiu o filme, deve se lembrar dessa cena, mas, se você ainda não viu, assista o vídeo abaixo e entenda mais como essa música foi a moldura perfeita para a cena em que foi colocada:


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ela é o cara #4


Dentro dessa semana especial Madonna, falamos sobre várias de suas facetas, que vão além de ser apenas uma cantora: ela é dançarina, atriz, escritora, produtora, diretora, empresária, mãe e Rainha do Pop. Quer mais?

E como toda quarta-feira alguém é "o cara" aqui no blog, fechamos a série sobre a cantora falando sobre alguns de seus recordes e feitos que chamaram mais a atenção nesses quase 30 anos de carreira.

-seus álbuns já venderam mais de 300 milhões de discos no mundo todo;

- foi reconhecida pelo Guinness Book como a artista musical feminina mais bem sucedida de todos os tempos;

- é a segunda artista feminina que mais vende nos EUA, perdendo apenas para Barbra Streisand (como?), segundo a Record Industry Association of America, com 64,5 milhões de cópias certificadas;

- na lista dos Hot 100 da Billboard, ela é a segunda colocada, ficando apenas atrás dos Beatles, o que a torna a artista solo mais bem sucedida da história do ranking;

- faz parte do Rock and Roll Hall of Fame desde 2008;

- a revista Time a considera uma das 25 mais poderosas mulheres do século passado, por sua influência na música contemporânea;

- fez, juntamente com Michael Jackson, a MTV americana se tornar conhecida e respeitada, graças a seus vídeos criativos e bem produzidos (considerando os padrões da época);

- é constantemente citada como inspiração para novas artistas, que, a todo momento, tentam copiá-la (sem sucesso). Todas já tentaram ser um pouco Madonna, ou puderam mostrar seu trabalho artístico com liberdade pois a Rainha do Pop vem abrindo esse caminho desde o início dos anos 80, para que Britneys e Gagas tenham seu espaço;

- seus shows vêm quebrando todos os recordes de público e cada uma de suas turnês aumenta a arrecadação e o número de exibições;

- veio ao Brasil com 3 turnês diferentes: The Girlie Show, em 1993; Sticky and Sweet, em 2008 e hoje está se apresentando em São Paulo com seu mais recente espetáculo: MDNA Tour;

- adotou duas crianças do Malauí, que eram de famílias muito carentes e que, com certeza, não tinham uma vida muito promissora em seu país de origem.

No site Madonna Mad World há um gráfico bem legal que compara as visitas da cantora ao nosso país, com dados de cada turnê, fazendo um comparativo do preço dos ingressos em cada ano, mostra quais eram os hits em cada apresentação e, inclusive, quem era (ou é) o grande amor de Madonna à época de cada show.

Outro site muito bom para quem quer obter informações atualizadas sobre a rainha e tudo o que pode se referir a ela é o Madonna On Line, onde sempre tem notícias atualizadas sobre a vida profissional e pessoal, para quem é fã da cantora.

Eu não fui aos shows em SP esse ano, por que, particularmente, não gostei muito do último álbum que ela lançou, o MDNA. Mas fui em 2008 e foi uma aventura inesquecível, valeu cada Real gasto e cada minuto que passamos ao sol na fila do Morumbi. O palco era muito lindo e as coreografias eram incríveis. Madonna tem um fôlego que deixa muita menininha ai no chinelo; ela canta, dança, corre, pula, grita, toca guitarra e ainda interage com a plateia como se tivesse acabado de levantar do sofá, sem demonstrar nenhum sinal de cansaço.

foto: acervo pessoal

Na turnê de 2008 uma das músicas que ficaram mais interessantes durante a apresentação foi "She's not me" (que está sendo tocada nessa nova turnê também, como uma alfinetada à Lady Gaga). Isso por que, além da coreografia feita com dezenas de mulheres vestidas como Madonna, o vídeo que rolava ao fundo mostrava diversas fotos, com vários look diferentes da cantora, e ficou muito bacana. Mostra a versatilidade da rainha e sua capacidade de se adequar às novas tendências musicais, sem perde sua identidade. Dá pra escolher a que você mais gosta: loira, morena, ruiva, cabelos lisos, encaracolados, carinha de inocente, lasciva, anos 80, moderna... enfim, tem Madonna para todos os gostos, veja o vídeo:



Espero que todos tenham curtido essa semana especial por aqui, e, para quem não conhecia muito bem o trabalho de Madonna, acho que deu pra ficar um pouco mais a par de tudo o que ela faz e porque ela é considerada a Rainha do Pop.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As rosas inglesas


"As Rosas Inglesas' fala sobre Nicole, Amy, Charlotte e Grace, quatro a amigas inseparáveis que tratavam muito mal a pobre Binah, uma garota muito bonita, mas que estava sempre sozinha. Só depois de voarem junto com uma fada madrinha para a casa de Binha é que descobrem o quão triste era sua vida."

Quem diria, Madonna escritora! E de histórias infantis! É isso mesmo; "As Rosas Inglesas" é o primeiro livro da cantora que, talvez tomada pelos sentimentos maternos, ou querendo espalhar os ensinamentos da Cabala, resolveu escrever uma pequena história para crianças, cheia de mensagens e de bons exemplos.

As meninas Nicole, Amy, Charlotte e Grace são muito amigas, fazem tudo juntas e não fazem a mínima questão de se relacionar com uma menina que mora nas vizinhanças, mas que é tão bonita, que sempre chama a atenção de todos por onde passa. Quando as quatro amigas inseparáveis conhecidas como "As rosas inglesas" revelam para a mãe de uma delas por que não querem fazer amizade com Binah por que têm um pouco de inveja da beleza dela, e acham que, por ser tão bonita, ela já tem tudo e não precisa de amizades, a mãe lhes pede para pensar no assunto e serem mais tolerantes, já que a menina está sempre sozinha e parece não ter nenhum amigo.

"... o nome dela era Binah, e eis algumas coisas
que você precisa saber a respeito dela: 
Era muito, muito bonita,
Tinha longos cabelos sedosos,
e a pele parecia feita de leite e mel.
Era ótima aluna e muito boa em esportes.
Era sempre gentil com as pessoas.
Era especial.
Mas era triste. Porque apesar de ser a garota
mais bonita que já se viu, eta também muito solitária.
Não tinha amigos e, por onde ia, estava sempre sozinha."

"... o nome dela era Binah, e eis algumas coisas
que você precisa saber a respeito dela: 
Era muito, muito bonita,
Tinha longos cabelos sedosos,
e a pele parecia feita de leite e mel.
Era ótima aluna e muito boa em esportes.
Era sempre gentil com as pessoas.
Era especial.

Mas era triste. Porque apesar de ser a garota
mais bonita que já se viu, eta também muito solitária.
Não tinha amigos e, por onde ia, estava sempre sozinha."


Nessa mesma noite, todas elas têm um sonho exatamente igual: uma fada madrinha aparece e as leva para conhecer a casa de Binah. Lá chegando, elas veem a menina esfregando o chão, fazendo o jantar para o pai e cuidando e todos os afazeres da casa, o que a deixa com um aspecto horrível, como se não penteasse os cabelos há dias. Também descobrem que a mãe da menina morreu quando ela ainda era pequena, e que ela mora só com o pai, que tem que trabalhar duro para manter o sustento da família, por isso ela vive sozinha.

Então, a fada madrinha propõe às meninas que troquem de vida com Binah, pois que acreditam que ela já tem tudo e não precisa de amigas. Prontamente, as Rosas Inglesas pedem para voltar para suas casas, onde têm comida feita pela mãe, as camas quentinhas e nenhum trabalho a fazer, e prometem não mais desprezar a pobre Binah.

A partir daí, elas se tornam uma turma de cinco meninas, sempre juntas onde quer que vão.

É impressionante ver como Madonna escreve bem. O livro é cheio de moralismo, o que é inesperado de alguém que já escandalizou o mundo com suas loucuras e parecia não ter limites ou respeito por sua própria imagem. 

Obviamente, existem outras tantas histórias infantis com esse mesmo teor, que tentam ensinar às crianças a respeitar o próximo, não julgar uma pessoa pela aparência e viver em harmonia com seus amigos, sem distinção. Mas o que chama a atenção no livro de Madonna é que ela usa uma linguagem bem simples, e a narrativa intimista aproxima as crianças das personagens - parece realmente que alguém está lendo em voz alta para uma criança. O texto é leve e divertido, e percebe-se que a autora estava bem à vontade com sua escrita e que sabia exatamente qual a mensagem que queria passar com essa história.

Talvez por que Madonna tenha perdido a mãe muito cedo, e seu pai austero não lia muitas histórias infantis para ela e seus irmãos, ela agora se sinta na obrigação de deixar esse legado para os pais, estimulando-os a lerem para suas crianças e ensinarem, através de pequenas histórias, alguns valores que eles carregarão por toda a vida.

O livro também trás lindas ilustrações, é todo colorido, com letras grandes e perfeito para o manuseio das crianças. 


O intuito de Madonna com esse livro foi mostrar às crianças que a natureza humana é frágil, mas que apesar disso não devemos ceder ao prejulgamento ou a inveja, e fazê-las refletir sobre como agir com as outras pessoas.

Esse é o primeiro livro de uma série de seis escritos pela cantora: "As Rosas Inglesas - bom demais pra ser verdade", "As maçãs do Sr. Peabody", "As aventuras de Abdi", "Enrico de prata" e "Yakov e os sete ladrões", todos eles cheios de ensinamentos e reflexões para a criançada.

As Rosas Inglesas
Madonna
Editora Rocco
48 páginas

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Madonna 50 anos - a biografia do maior ídolo da música pop


 "Uma garota que sai de Detroit para conquistar o mundo. Uma artista que inovou os grandes show e transgrediu todas as normas sociais. Uma mulher que está em permanente transformação e que, depois de mais de vinte anos de carreira e completando cinquenta de vida, ainda surpreende com suas opiniões, posturas e atitudes. E com sua música, é claro. É assim que Madonna, o maior ídolo da música pop, deixa sua marca. É assim que Madonna atrai sua legião de fãs, de todas as idades, tipos e gêneros."

A biografia "Madonna 50 anos" foi escrita por Lucy O'Brien, que é fã da cantora desde 1985, e vem acompanhando seu trabalho por todos esses anos, o que lhe dá certa bagagem e conhecimento para falar sobre o maior ícone da música pop de todos os tempos.

O livro conta a trajetória de Madonna, desde sua infância, quando perdeu a mãe ainda muito jovem, e teve que ajudar o pai a cuidar dos outros irmãos menores, ao mesmo tempo em que aprendia a cuidar de si mesma. Talvez tenha sido nessa primeira dificuldade que Madonna ganhou tanta força de vontade e coragem para buscar seus objetivos.

Lucy ainda narra toda a trajetória de Madonna ao ir para New York em busca da fama, sem dinheiro, trabalho ou amigos. Ela gravou uma fita demo que carregava consigo para todos os lugares, até que um DJ de um clube noturno topou ouvir suas músicas. Na noite seguinte ele tocou uma canção de Madonna, que foi imediatamente bem recebida pelo público que frequentava o lugar. Ai começa a carreira de sucesso da cantora.

Sua história como artista é de domínio público, mas o que o livro realmente mostra é o lado humano de Madonna, suas batalhas, sua dedicação total ao trabalho e suas confusões amorosas. Lucy conta em detalhes como começaram e como terminaram alguns dos relacionamentos da cantora, e como isso afetava suas criações.

Além disso, a autora descreve como ocorreram as gravações dos álbuns de Madonna, desde a criação de algumas canções pela própria cantora, até o trabalho em estúdio, com alguns parceiros famosos e outros nem tanto, mas que certamente contribuíram para seu sucesso.

É muito interessante ler depoimentos de alguns amigos e colegas de trabalho de Madonna, em sua maioria, elogiando a cantora e sua determinação e garra para realizar seus sonhos. Claro, sempre existe alguém que não gosta, ou que não fica satisfeito com o sucesso alheio, mas isso também foi registrado aqui.

Biografias podem se tornar uma leitura pesada e maçante, mas não nesse caso; O'Brien soube usar a seu favor os maiores absurdos cometidos por Madonna, como o lançamento do polêmico livro "Sex" e seu tumultuado casamento com o ator Sean Penn, falando abertamente sobre tudo, sem medo de desagradar os leitores.

Aqui a autora nos mostra que Madonna, apesar de ser a artista polêmica e bem sucedida, também é uma pessoa com sentimentos e crenças, e que teve seus méritos ao superar diversos obstáculos ao longo de sua carreira, quebrar tabus e se estabelecer como uma das maiores artistas de todos os tempos. O livro deixa claro que Madonna tem defeitos e qualidades, como qualquer ser humano, mas que está a frente de seu tempo quando se fala de música; ela busca sempre inovar e aprender coisas novas, a fim de manter alto o nível de seu trabalho e acompanhar as mudanças naturais do mercado musical, para que nunca fique obsoleta ou caia no esquecimento.

O livro é recheado de fotos, desde o início da carreira de Madonna até os dias atuais, algumas bem interessantes como a que mostra a cantora fazendo exercícios ao lado do ex-namorado famoso, John F. Kennedy Jr., e outra, da certidão de casamento com o cineasta Guy Ritchie.

Não há relatos nesse livro de seu namoro com o modelo brasileiro Jesus Luz, já que a narrativa só vai até o ano de 2007, quando ela ainda estava preparando o álbum "Candy Shop", e ainda nem sonhava em conhecer o rapaz. A biografia termina na adoção do menino David Band, no Malauí, e todo o alvoroço que se formou em torno dessa sua atitude, que foi rotulada de oportunista e condenada por algumas pessoas.

Toda a obra de Madonna é carregada de sinceridade e vontade de fazer sempre o melhor para seus fãs, e Lucy O'Brien seguiu essa mesma linha ao escrever sua biografia: tudo é muito claro e se você não é fã da cantora, após ler esse livro, vai passar a entendê-la e respeitar seu trabalho pelo que ele é. Já para quem, como eu, é fã assumido, a leitura será prazerosa e aproximará ainda mais você da diva do pop. 

Madonna - 50 anos
Lucy O'Brien
Editora Nova Fronteira
508 páginas

domingo, 2 de dezembro de 2012

Filmando

Olá leitores! Como eu expliquei na estreia da coluna "Série a sério", alguns domingos seriam dedicados aos filmes, e, como estamos na Semana Madonna, vamos falar dos seus trabalhos na telona.



Madonna já atuou em 19 filmes, fez a voz da personagem Princesa Selénia em "Arthur e os minimoys", e dirigiu outros 2 longas recentemente, explorando mais um de seus muitos talentos.



A lista é bem extensa, então, se vocês quiserem ver todos os filmes que ela já fez, clique aqui e acesse o Wikipedia.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão "Procura-se Susan Desesperadamente" (1985), "Surpresa em Shangai" (1986), "Who´s that girl" (1987), "Dick Tracy" (1990), "Corpo em Evidência" (1993), "Evita" (1996) e "007 - Um Novo Dia Para Morrer" (2002).

Ainda entre esses destaques podemos ressaltar que "Evita" é sem dúvida o mais aclamado filme protagonizado pela cantora, por sua boa atuação, que foi acolhida pelos argentinos e reconhecida com vários prêmios, como o Globo de Ouro de melhor atuação de atriz de cinema em 1997.


Em 2002 ela não só apareceu num filme do 007, como também participou da trilha sonora, com a canção "Die another day":


Essa música chegou ao 8o. lugar nas paradas dos Estados Unidos e ao 3o. no Reino Unido, se tornado a canção de maior sucesso dos filmes de James Bond.


Sobre os filmes que eu assisti, posso dizer que Madonna atuou bem. Não vi "Evita" (ainda, rs), mas vi "Procura-se Susan...", onde a cantora ainda era quase desconhecida, e fez o papel de uma jovem aventureira, bem maluca e sem residência fixa, que 'foge' do namorado Jim. Ele publica diariamente recados nos anúncios dos jornais a fim de encontrar a garota, mas quem acaba se interessando pela história dos dois é Roberta (Rosanna Arquette), que passa a procurar Susan também, para saber se a tática de Jim daria certo. Em algumas entrevistas de colegas que trabalharam com Madonna nesse filme, vemos todos dizendo que ela já era então muito dedicada e que tentava dar sempre o seu melhor naquilo que fazia.

Há algum tempo atrás pude assistir o filme/documentário "Na Cama com Madonna", que nada mais é que um relato de toda a sua turnê "Blond Ambition" e de seu dia a dia entre um show e outro. Há grande apelo sexual em alguns momentos, o que já era de se esperar pela fase em que Madonna estava, provocante e propensa a alguns escândalos. O filme foi bem aceito pelo público e pela crítica e obteve a sétima maior bilheteria da história entre documentários.



Já em "Corpo em Evidência", pode-se dizer que Madonna meio que representou a si mesma, fazendo o papel de uma mulher provocante e dominadora, que é acusada de matar o amante velho e rico, durante o ato sexual, e agora seduz o advogado que a defende nesse julgamento. Ela está impecável como Rebecca Carlson, e mostra que até para representar um papel que lembra tanto seu próprio comportamento é preciso ter competência: ela vai envolvendo seu defensor em jogos de sedução e ele acaba ficando em dúvida se ela é realmente inocente ou se está usando sua sensualidade para confundi-lo e fazê-lo acreditar em sua inocência. O filme é um thriller de suspense erótico, classificado pela Entertainment Tonight Radio como corajoso, chocante e excitante, e envolve elementos dos clássicos "Instinto Selvagem" e "A História de O".


Como diretora, Madonna é a responsável por "Imundície e Sabedoria" (2009) e "W.E" (2011).


Madonna está envolvida em trabalhos cinematográficos desde o início de sua carreira; muitos de seus filmes geraram polêmica, foram sucessos de bilheteria ou fracassos total, mas ela nunca desistiu, e mostrou que trabalho e persistência são essenciais para se alcançar o objetivo almejado. Não fosse assim, ela jamais teria conseguido o papel em "Evita", que foi marcante em sua carreira e ajudou a construir sua imagem como a boa atriz que é.