domingo, 16 de dezembro de 2012

Série a sério #4

Mais um domingo para falarmos de série, e hoje é a vez de "White Collar".


Por que comecei a ver essa série? Para conhecer o tão comentado Matt Bomer, cotado (pelas leitoras) para viver Christian Grey, de "Cinquenta tons de cinza" em sua adaptação para o cinema. E eu gostei muito! *.*

Só assisti partir da 3a. temporada (a série atualmente está na 4a.), mas deu pra entender a essência do programa: Neal Caffrey é um ladrão de luxo, daqueles que conhecem tudo sobre história, arte, armas, literatura, jogos, roupas, joias, falsificação de documentos, comida, e vinho, e que acaba sendo pego pelo FBI, que decide mantê-lo como um consultor para casos especiais, principalmente que envolvam roubos de colarinho branco.

Neal é o tipo de bandido que nos faz torcer para ele o tempo todo. Além de ajudar os agentes Burke, Diana e Jones em muitos momentos, ele continua atuando em pequenos golpes com seu amigo e cúmplice Mozzie. Cafrrey é monitorado 24 horas por dia com uma daquelas tornozeleiras que os presos em liberdade condicional usam, mas em alguns momentos consegue enganar os policiais e cometer pequenas transgressões.



"White Collar" é produzida pelo canal de TV "USA Network" desde 2009, e transmitida aqui no Brasil pelo canal pago Fox, mas também já foi exibida pela Rede Globo, após o Programa do Jô (naquele horário em que a maioria da população já está dormindo) com o título de "Colarinho Branco".

A série trouxe de volta à TV a bela Tiffani Thiessen, que viveu a malvada Valerie em "Beverly Hills 90210", ou "Barrados no Baile" na versão em português.

Em 2011 "White Collar" foi indicada para o prêmio "People's Choice Awards", na categoria "Favorite TV Obsession".

Para quem quiser ver todos os episódios (dublados) da série, acesso o site da Fox . Lá também tem várias informações e fotos do seriado.

Algumas leitoras torcem para que Bommer seja Grey no cinema, mas há quem diga que ele não seria indicado para o papel por ser homossexual assumido, e que talvez não consiga fazer as cenas mais quentes de "Cinquenta tons...". Sendo ou não escolhido para isso, o certo é que ele é um ótimo ator e desempenha com perfeição o papel de ladrão-que virou-mocinho em "White Collar", sempre em ternos bem alinhados, com chapéu super charmoso e os olhos azuis (quase cinzas, rs).




Cheiro de livro novo #1

Cheirinho de livro novo é tudo de bom! E essa semana em especial minha estante deu uma boa engordada, e ficou ainda mais linda. Quero compartilhar com vocês minhas novas aquisições e os presentes que ganhei:


No amigo secreto feito com as meninas da faculdade, ganhei da Mayra um livro que eu já vinha desejando há muito tempo: "Os insones", do Tony Bellotto. Não vejo a hora de começar a ler =D


Como meu presente de natal antecipado, comprei "Memórias de minhas putas tristes", de Gabriel Garcia Marques, "Bala na agulha", de Marcelo Rubens Paiva e "Serena", de Ian McEwan.


 Já para o Heitor, comprei mais dois volumes da trilogia "A herança": "Eldest" e "Brisingr", de Christopher Paolini.

Ainda quero muito comprar "A culpa é das estrelas" para fechar esse ano cheio de livros novos e leituras emocionantes.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sexta de música #8

Ainda no embalo de "Amanhecer - parte 2", vou falar hoje sobre uma das músicas que está em sua trilha sonora, e que é de uma das minhas bandas preferidas, o Green Day. 



A música se chama "The forgotten", e foi composta pela banda especialmente para a trilha do filme, e também faz parte do recém-lançado álbum "Tré!", último volume de uma trilogia gravada por eles.


O álbum "Uno!" tem realmente a cara do Green Day, com uma pegada punk que deixou o trabalho com a cara de outros discos da banda; é rápido e pesado. Destaque para a música "Let yourself go". Já o segundo volume tem um pouco dessas mesmas características, mas não ficou tão envolvente. A melhor música é "Lady Cobra", pela guitarra e bateria marcantes, típicas do Green Day. E em "Tré!" só consegui gostar de "Drama Queen", que é quase o oposto das músicas anteriores, com apenas voz de Billie Joel e seu violão, ela é tranquila e parece apaziguar toda a correria dos outros álbuns.

"The Forgotten" embala o final épico da saga "Crepúsculo" e a escolha não poderia ter sido mais acertada; ela é melancólica, como a personalidade de Bella, e meio sombria e triste, lembrando um pouco o clima de Forks, cidade onde se passa a trama. Sua letra remete ao sentimento dos vampiros da história: os imortais que vagam sob a terra por milênios sem fim, vivenciando os mais variados acontecimentos entre os mortais, sem que eles percebam sua existência:

"So we're in the worlds of forgotten
Like sodiers from a long lost war
We share the scars from our abandon
And what we remember becomes folklore"

(Então, estamos no mundo dos esquecidos
Como soldados de uma longa guerra há muito perdida
Nós compartilhamos as cicatrizes do nosso abandono
E o que lembramos se torna folclore.)

O responsável pela trilha sonora do filme é Carter Burwell, que além de ter composto as 21 faixas do CD instrumental de "Twilight", também já trabalhou nas trilhas de "Buffy - a Caça Vampiros", "Três Reis", "Adaptação" e "Onde os Fracos Não Têm Vez".

Para quem ainda não conhece, segue o vídeo de "The Forgotten"


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Lonely Hearts Club


"Penny Lane Blomm cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota - John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do LONELY HEARTS CLUB - o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas. Agora Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?"

Penny Lane foi assim batizada por que seus pais são muito fãs dos Beatles, e queriam que suas filhas tivessem nomes de músicas da banda. Talvez isso fosse motivo para que ela não gostasse de Beatles, mas ela adora! Conheça toda a história da banda, sabe a letra de todas as músicas e tem uma especial para cada momento de sua vida.

Quando ela é traída dentro de sua própria casa, pelo menino de quem gosta desde a infância, ela se revolta contra a forma com que os garotos tratam todas as garotas de sua idade, e pelo fato de que as meninas, assim que começam a namorar, mudam completamente e abandonam suas amigas para ficarem com os namorados. Com esse pensamento, ela decide que não vai  mais se envolver com nenhum menino, pelo menos até terminar o colegial, pois acha que todos os garotos da sua escola são uns idiotas e não merecem seu sofrimento. É nesse momento que ela olha para a parede de seu quarto e vê um pôster dos Beatles onde está escrito o nome de um dos seus álbuns, o "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", e esse nome parece combinar perfeitamente com o que ela sente agora.  Tomada pela epifania, ela decide fundar seu próprio clube dos corações solitários. Inicialmente, Penny era a única participante, e nem tinha a intenção de formar um grupo maior, mas isso acaba sendo inevitável a partir do momento que ela revela a criação do clube para sua melhor amiga, que sem querer comenta perto de outra amiga, que fala para outra amiga e assim por diante. O número de "sócias" do clube cresce rapidamente, e isso acaba incomodando um pouco os meninos da escola (inclusive o diretor), que acabam ficando com poucas opções de garotas para namorar, já que a maioria não quer mais se envolver eles, e prefere ficar apenas com outras meninas, num sinal de lealdade à amizade. 

Mas é claro que o plano de ficar afastada de todos os garotos da escola não dá assim tão certo, já que Penny é muito amiga de Ryan, seu vizinho de armário que ela encontra todos os dias antes das aulas, e um dos meninos mais legais que ela conhece. Ele, além de ser lindo, é divertido, inteligente, e ex-namorado de sua amiga Diane. Ryan é o único amigo (do sexo masculino) que Penny tem, e eles conversam sobre tudo de uma forma leve e descontraída. Um dia, ele a convida para ir a show de uma banda cover dos Beatles, o que deixa Penny totalmente confusa; será que ele queria sair com ela como apenas amigo ou era algo mais? Eles passam por vários momentos legais, se divertem, mas ela está sempre com essa dúvida em mente, e acaba por desperdiçar o melhor da companhia do amigo, por medo de se envolver demais com ele e quebrar a primeira regra do clube: não namorar.

Entre indas e vindas, vai ficando claro que Penny e Ryan estão apaixonados e que formam um belo casal, tendo, inclusive, a aprovação das membros do clube e da ex dele, que dá a maior força para os dois se acertarem.

As meninas acabam percebendo que é impossível para uma adolescente ficar totalmente longe de meninos, e algumas acabam cedendo aos hormônios e se rendem a paixão pelos carinhas mais bacanas do colégio. No final, tudo dá certo e todas ficam felizes com a escolha que fizeram. Namorar? pode ser, mas nunca abandonar as amizades verdadeiras por causa dos meninos.

O livro é muito legal, com uma linguagem comum aos adolescentes e que deixa a história bem próxima da realidade. Os personagens são bem construídos e as meninas lembram aquelas que todas nós conhecemos um dia na escola; tem a fofoqueira, a patricinha, a sem personalidade, a namoradeira, a tímida, e por ai vai.

Apesar do final ser um pouco previsível, é difícil ler e não se identificar com o turbilhão de sentimentos vividos por Penny Lane e suas amigas, e torcer para que ela caia na realidade e descubra que amar faz parte da vida, e sofrer também.

O teor da história é adolescente, mas não é uma obra voltada apenas para essa faixa etária. Pessoas de qualquer idade podem ler, e tenho certeza que vão curtir, assim como eu, as aventuras do Lonely Hearts Club em busca da felicidade e do autoconhecimento.

Quando vi a capa, achei que a história seria mais baseada nos Beatles do que ela realmente é, já que foi a lembrança da banda logo na capa que me despertou interesse. Alguns capítulos iniciam com trechos de músicas da banda, e ao longo da narrativa Penny faz algumas referências a outros versos, mas, mesmo não tendo tantas citações musicais como eu esperava, o livro é bom. Gostei muito dessa leitura, me diverti com as meninas do clube e, principalmente, com os meninos, que ficam sem saber como reagir quando elas mostram que têm atitude e não são tão manipuláveis como eles pensavam.

Lonely Hears Club
Elizabeth Eulberg
Editora Intrínseca
238 páginas

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cinquenta tons de liberdade


"Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade."

Quando terminei de ler a trilogia "Cinquenta Tons", o vazio me dominou... a exemplo de que aconteceu com outras pessoas que conheço. Gostei de tudo; os três livros são interessantes, não pelo apelo sexual, mas pelo romance, que está presente principalmente nesse terceiro volume, que mostra o que realmente duas pessoas precisam fazer para manterem uma boa união: cada um tem compartilhar e abrir mão de algumas de suas vontades para que a relação dure.

Foi exatamente isso que Anastasia começou a perceber logo na sua lua de mel; que ela deveria mudar alguns de seus hábitos em prol do casamento, mas que também teria que mostrar a Christian que ele precisaria fazer o mesmo. Ele que é acostumado a sempre ter o controle de tudo, vai percebendo que é impossível garantir que uma pessoa faça só o que ele acha que deve ser feito, o tempo todo. Essas diferenças aos poucos vão sendo amenizadas, e com a recém-adquirida maturidade da personagem, fica claro que o casamento dará certo, mesmo com alguns conflitos.

Quando comecei a ler pensei que não teria muita coisa para contar nessa última parte, imaginei que alguns acontecimentos seriam narrados em todos os seus detalhes, mas não: fui surpreendida por um início diferente, com o casal fora do ambiente dos livros anteriores, e com pequenos flashbacks do que aconteceu antes.

Eles continuam fazendo muito sexo em todos os lugares imagináveis, e isso é legal, por que não altera o principal tema da história, mas também têm muitos momentos de diálogo, e é durante essas conversas que Christian começa a se abrir e exorcizar seus demônios.

Anastasia enfim assume uma posição de respeito na editora, e começa a mostrar que tem seus talentos, não só no trabalho, mas também para lidar com as mudanças radicais do marido, absorvendo, muitas vezes, a tensão de suas discussões, como a  maioria das mulheres faz na vida real.

Essa quase bipolaridade de Christian e a capacidade de Anastasia de aceitar e ajudar seu marido a tentar resolver seus problemas psicológicos, torna esse livro muito dinâmico, e aproxima um pouco os personagens da realidade.

A autora ainda conseguiu desenvolver mais uma trama misteriosa ao longo desse volume, que enriqueceu a narrativa e pôs novamente à prova o amor dos personagens, que precisam ficar juntos para enfrentar as pessoas que querem derrubar Grey. E, se ele tem seus traumas de infância, acaba por descobrir que não é só ele que carrega as marcas do passado. É interessante ver como James insere novos personagens sem perder o rumo da história e consegue trabalhar com eles de forma que se tornem importantes para o desfecho da narrativa.

Aqui Christian está ainda mais apaixonado e faz todas as vontades de Ana, talvez por medo de perdê-la a qualquer momento devido às suas mudanças constantes de humor e insegurança, ou por sentir a necessidade de  dar a ela aquilo que ele nunca teve. O motivo realmente não importa; ele faz suspirar qualquer mulher que leia esse livro, e não há como não idealizar um príncipe encantado como ele.

Não vou dar muitos detalhes sobre a história, mas preciso dizer que adorei o final do livro, e fui pega de surpresa pela última parte; ainda faltavam muitas páginas para terminar, e de repente, era o fim! Só no dia seguinte consegui ler o epílogo, que me trouxe lágrimas aos olhos: a autora aproveita esse parte para nos apresentar os 50 tons de Grey e deixar aquele gostinho de saudade no ar. Retornamos ao início da trilogia, quando eles Ana e Grey se conheceram, mas de uma forma diferente, que ficou muito bacana. Foi uma despedida inusitada, porém difícil, rs.

Espero que todas as leitoras tenham gostado tanto quanto eu gostei dessa saga romântica, e que estejam também ansiosas pelo filme.

Quando terminei a leitura, fiquei muito emocionada e compartilhei esse sentimento com minhas amigas que estão comigo desde o início dessa aventura, aguentando meus comentários exagerados e me ajudando a idealizar o Grey perfeito, rs: Sandra, Marina e Juliana (olha minha irmã aqui de novo!), mais uma vez, obrigada meninas, pela companhia, pelas risadas e pela paciência.

Cinquenta Tons de Liberdade
E.L.James
544 páginas
Editora Intrínseca


domingo, 9 de dezembro de 2012

Filmando #2

Minha opinião sobre "Amanhecer - parte 2" (se você ainda não viu o filme e não quiser descobrir nada a respeito, não leia, há spoilers ao longo da resenha):


Antes de começar a falar desse filme preciso deixar uma coisa bem clara aqui: sou fã da saga "Crepúsculo", em livros. Acho os filmes horríveis, todos eles, desde o primeiro.

Para ver última parte da quadrilogia me preparei psicologicamente, esperei a maioria das fãs adolescentes que gritam quando Jacob tira a camisa irem aos cinemas, e, quando quase todo mundo já tinha visto o filme, lá fui eu terminar a aventura que comecei a viver no final de 2008, quando assisti "Crepúsculo".

As fãs que me perdoem, mas essa segunda parte de "Amanhecer" continuou tão sem graça quanto a primeira. O filme tem sim alguns bons momentos, mas a maioria é monótona e parada. Ok, Bella agora é uma vampira, a cena em que ela descobre que seus sentidos estão extremamente mais aguçados ficou visualmente bonita, mas ela continua sem nenhuma expressão facial, e fazendo o tipo "me deixa que eu sou capaz de fazer tudo sozinha". A personagem do livro também é muito convencida e acha que o mundo gira em torno dos seus desejos, e isso Kristen conseguiu representar perfeitamente (que por sinal estava magérrima nesse filme, parecia até doente!). 


Uma cena que ficou bacana também foi a do braço de ferro entre Bella e Emmet (apesar da maquiagem feita em Kellan Lutz deixá-lo parecido com o Coringa de "Batman - o Cavaleiro das Trevas").


A maquiagem, aliás, é um dos pontos negativos da produção dos filmes, desde o primeiro. Os atores sempre ficam com cara de palhaço, e não de vampiro.

Não me matem ainda! Eu adoro o Edward dos livros; ele é o perfeito cavalheiro que toda mulher sonha em encontrar, mas nos filmes parece que ele está sempre com alguma dor aguda em alguma parte do corpo, o que dá margem às mais esdrúxulas piadas e paródias.

Já o Jacob no papel é um menino chato e um tanto quanto mimado, que, após descobrir que pode se transformar em lobo, fica ainda mais convencido e inconveniente, sempre atrapalhando o relacionamento de Edward e Bella. Mas nos filmes... ele é um fofo! Parece outro personagem: além do Taylor ser muuuuuiiito mais bonito que o Robert, ele dá vida ao Jacob de uma forma tão natural que nos faz gostar demais dele. Aqui ele protege Bella, mesmo estando apaixonado por ela e sabendo que não será correspondido da forma que deseja, ele fica ao lado dela e não passa o tempo todo desafiando Edward e tentando separar o casal.

E o imprinting foi uma sacada de mestre de Stephenie Meyer para manter o trio unido no final da saga, não deixando ninguém sozinho ou com o coração partido.


Agora preciso falar sobre Renesmee. Quando o bebê apareceu pela primeira vez na tela do cinema, não pude conter meu riso; que coisa mais mal feita! Tanto dinheiro para a produção do filme e tanta tecnologia à disposição, eles me saem com aquela coisa meio disforme? Poderiam ter caprichado mais. (O Smeagol de "O Hobbit" é infinitamente mais bem feito que a filha de Bella).



Os vampiros que vêm ser as testemunhas dos Cullens contra o clã Volturi ficaram bem fiéis aos do livro, e é uma pena não terem tempo o suficiente para mostrar cada um deles com maiores detalhes.

Quando Bella sai para caçar pela primeira vez já foi pouco interessante no livro, e no filme também. Como vocês já devem ter percebido, eu não vou com a cara dela, rs. E depois que ela descobre que agora tem um dom, fica ainda mais convencida, apesar de continuar apática. Gostei da hora que ela mostra a Edward que agora ele pode ler a mente dela, mas confesso que já estava achando que tinham excluído isso do roteiro, por que demorou demais e parecia que o filme já tinha acabado quando aconteceu.

A única parte realmente boa e que merece destaque é a da batalha: ficou tudo perfeito, as lutas, as mortes, Jacob fugindo com Renesmee, Bella finalmente fazendo alguma coisa útil e Jane saindo correndo com medo. É irônico que a melhor cena do filme não exista no original, não é mesmo? Claro que quem já tinha lido a série de livros sabia que nada daquilo tinha acontecido. O interessante foi como eles montaram a cena e deixaram tudo parecendo real, ficando a surpresa para o final, quando revelam ser tudo uma visão de Alice. Essa era a grande mudança no final da história, que foi tão alardeada antes do lançamento do filme.

fonte GIF:Tumblr  

Depois de tantas críticas negativas, preciso fazer alguns elogios: Billy Burke representou muito bem o pai de Bella, desde o início, e convenceu nesse filme quando concorda com Jacob que ele deve saber apenas o necessário sobre a condição de sua filha; Ashley Greene é linda e deixa Nikki Reed no chinelo (principalmente com aquela maquiagem pesada e a peruca horrível!), invertendo o que acontece na trama de Meyer, onde Rosalie é descrita como uma mulher deslumbrante, enquanto Alice é miúda, e parece uma ninfa saltitante; Carlisle nesse filme estava com uma maquiagem mais leve e ficou bem melhor assim; Christopher Heyerdahl esteve ótimo como Marcus Volturi nessa última parte da saga, e eu adorei quando ele finalmente se rendeu à morte na visão de Alice, mostrando que a eternidade pode ser realmente monótona.

Gostei muito do finalzinho, onde fizeram uma homenagem a todos os atores que participaram dos filmes, foi singelo e significativo, além de inusitado.

O mais bonito em toda essa jornada, para mim pessoalmente, foi, quando tudo acabou, minha irmã, Juliana, que assistiu comigo todos os filmes da série, se virou pra mim, me abraçou carinhosamente e disse: "Agora nossa alegria acabou de verdade!". Sim, a alegria de ver "Crepúsculo" nos cinemas acabou, ficamos tristes e emocionadas com o final, mas vamos continuar criticando a fraca produção dos cinco filmes, e a falta de expressão facial de Kristen Stewart. - Ainda bem que Mr. Grey vem por aí ;)


Pronto, já podem me condenar agora, rs.