segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cabra-cega (resenha)



Ganhei esse livro na "Promoção Incentivo á Literatura Nacional" feita pelos blogs Enquanto escrevo um livro, Foolish Happy, Stealing Books, Livros de Cabeceira, Lendo de Tudo e Stories and Advice.  

A narrativa conta as intempéries vividas por Clara em seu casamento conturbado com Gustavo. Ele é extremamente possessivo e violento, e quer a esposa exclusivamente para si, sem deixar ao menos que ela trabalhe ou estude. O marido que, no início do namoro, era muito carinhoso e amável, depois de casado acabou se revelando muito agressivo, chegando ao ponto de bater em Clara, por diversas vezes, tendo, inclusive, estuprado a esposa numa ocasião em que ela não queria ter relações sexuais por estar se recuperando de um aborto, provocado pelo próprio marido, que, não queria ser pai para não ter que dividir sua mulher com mais ninguém. Ele também a afastou da família, mudando para outro estado e não permitindo que Clara entrasse em contato com os pais, e para impedi-la de falar com eles, não instalou telefone em casa. Ela também era bastante submissa e satisfazia todos os desejos e caprichos de Gustavo, até que foi se cansando de tanta violência e tentou fugir. Claro que não seria tão fácil para ela se separar de um marido mentalmente perturbado, e eles passaram muito tempo nessa loucura: ela tentando sair de um casamento que só lhe fazia mal, e ele desconfiando que ela iria sumir de sua vida e ficando cada dia mais violento por isso. O final da história só poderia acabar em tragédia.

Gostei do tema principal do livro, que é a violência contra a mulher, mas acho que a autora pecou um pouco na construção das frases. Talvez por ela estar muito habituada com a linguagem jornalística, sua narrativa ficou, na minha opinião, muito corrida e um pouco confusa. Ela mistura um pouco os acontecimentos na casa de Clara com o que se passa na casa dos pais, intercalando um parágrafo com outro, e isso torna a compreensão da história um pouco difícil.

Talvez eu esteja sendo crítica demais, peço que me perdoem, mas acho que falta um pouco de experiência à autora, e sua escrita ainda precisa ser aperfeiçoada. Em alguns momentos tive a sensação de que faltou também um processo maior de revisão, talvez por uma profissional, para tornar o texto mais leve para o leitor, sem tantas circularidades, e um pequeno arranjo nas disposições dos parágrafos, o que resolveria  a aparente confusão na hora da leitura.

Outro ponto que a autora precisa trabalhar melhor é o uso da vírgula, essa pequena traiçoeira... Sei como é confuso o emprego desse sinal, e por isso gostaria de dar esse toque a Sheila, para que ela tomasse mais cuidado com a vírgula.

O livro tem suas qualidades, e é bastante corajoso ao levantar a questão da violência doméstica, problema que atinge muitas mulheres ainda hoje, e que não têm coragem para reagir e tentar sair dessa situação. Por ser bem curtinho, é fácil de ler e tem uma trama que vai nos deixando ansiosos pelo final, para que a protagonista consiga se livrar do marido que a trata tão mal.

Cabra-cega
Sheila Ribeiro Mendonça
Clube do Autor
94 páginas

domingo, 20 de janeiro de 2013

Filmando #3

O Hobbit


Com essa singela seleção dos posteres do filme que mais me chamaram a atenção, começo a passar para vocês as minhas impressões sobre essa adaptação de mais uma obra de J.R.R.Tolkien para os cinemas: "O Hobbit".

O livro foi publicado originalmente em setembro de 1937, e vem se mantendo popular até hoje, sendo considerado um clássico da literatura infantil.

Peter Jackson, um diretor maluco que já tinha sido responsável pela adaptação dos 3 volumes de "O senhor dos anéis", também responde pela direção desse filme, e, brilhantemente, conseguiu levar às telonas o melhor  da história.

Dividido em outras 3 partes, nessa primeira vemos o início da aventura de Bilbo Bolseiro, que é convidado por Gandalf para ajudar os anões a recuperarem suas terras e seus tesouros que há muito tempo foram tomados pelo dragão Smaug. O grupo de anões é liderado pelo lendário guerreiro Thorin que guia todos os aventureiros por terras traiçoeiras, cheias de goblins, orcs, wargs e aranhas gigantes. É nessa viagem que Bilbo conhece Smeagol e ganha dele o Um Anel, que, mais tarde, seria o responsável pelo destino de toda a Terra Média. 

É incrível ver o trabalho que Jackson realizou nessa adaptação; a obra de Tolkien é extremamente complexa e ainda assim ele consegue transformá-la em um espetáculo visual sem precedentes, um filme que deixa a todos maravilhados e apaixonados pelos seres criados pelo autor. Quem nunca sentiu pena de Smeagol, quando ele tenta fazer o que acha correto mas é derrotado pela criatura-alter-ego que comanda suas ações?

Bilbo, que nos primeiros filmes era nada mais que um velho petulante, aqui se mostra um jovem inseguro e em busca de sua personalidade, que ele vai, aos poucos, definindo, ao mesmo tempo em que tenta provar para o líder de seu grupo que é digno de confiança e que merece estar entre eles.

A fotografia é perfeita e o filme todo é recheado de cenários incríveis. O figurino também chama a atenção por ser quase um fator de identificação de cada personagem. A trilha sonora também não decepciona: composta novamente por Howard Shore (responsável pela trilha da trilogia "Senhor dos anéis"), embala cada cena brilhantemente e dá o ritmo necessário para o espectador acompanhar a história. Aliás, a melhor parte da trilha sonora, para mim, aparece na cena em que Thorin parte para cima de Azog, o Orc albino que ele acreditava ter matado em uma batalha anterior: nessa cena há uma combinação perfeita entre música e fotografia, que deixou o momento emocionante.

Outro ponto interessante do longa é a disputa de charadas entre Bilbo e Smeagol: a criatura quer descobrir o que o hobbit leva em seu bolso e então combinam o seguinte: se Bilbo vencer o duelo, Smeagol mostra a saída daquele lugar, e, se Smeagol ganhar, então ele saberá o que o pequeno tem escondido no bolso. É uma cena divertida e muito fiel ao livro, e Smeagol está muito mais real nesse filme que nos anteriores; cada expressão de seu rosto, cada olhar parece tão real que eu fiquei com vontade de tocá-lo, rs.



O filme todo é mais uma mostra de que Sir Peter Jackson é um ser especial, pois só uma entidade superior seria capaz de traduzir a monotonia da obra de Tolkien para as telas com tanta perfeição, transformando todos os filmes num espetáculo imperdível para quem gosta de cinema. O livro "O Hobbit" é muito bom, gostei muito dele quando o li, ainda antes da primeira trilogia ficar famosa, e aprovo sua adaptação; está tudo lá, os personagens importantes, as situações, as canções, tudo como no original. Já os livros "O senhor dos anéis" confesso que não gostei; estão entre os poucos que abandonei a leitura, por ser muito lento e sem graça, diferente dos filmes, que são muito bons.

Enfim, fico feliz por ser contemporânea de Jackson e poder acompanhar seu trabalho em cima dos livros de Tolkien, pois, se assim não fosse, eu talvez nunca me interessaria por sua obra.

Para quem ainda não viu, corra ao cinema mais próximo, o filme vale todos os elogios que vem recebendo, e acredito que todos os fãs do trabalho de Tolkien esperam ansiosos pelas 2 próximas partes, com lançamentos previstos para 13 de dezembro desse ano e 18 de julho de 2014. Aguardemos.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Li até a página 100 e... #5


50 anos a mil
Lobão/Cláudio Tognolli
editora Nova Fronteira
591 páginas
Primeira frase da página 100:

"Se você entrava careta, saía todo montado de hippie..."

Do que se trata o livro?

O livro é uma biografia, e conta a história pessoal e profissional de Lobão.

O que está achando até agora?

Muito bom, os editores decidiram manter o léxico usado por Lobão, o que deu um ritmo interessante à leitura.

Melhor quote até aqui:

"Vou pedir a seu pai te levar até a praça Tiradentes para você ver o espetáculo lamentável de uma horda de músicos desempregados, sentados à deriva, em volta do chafariz, sem emprego, sem casa, sem eira nem beira...' disse mamãe. E assim se sucedeu. Papai me pegou pelo braço e, para meu terror, me levou até a praça Tiradentes, onde vi um monte de músicos no maior desamparo: velhos, desempregados, provocando em mim um pavor à profissão e uma tremenda sensação de vazio por não poder desenvolver a atividade que mais gostaria de abraçar."

Algum personagem merece destaque?

O Caguto (rs). É um cara que apareceu do nada na porta da casa do Lobão perguntando quem tocava bateria ali, e pedindo pra tocar com ele no dia seguinte. Caguto foi assim descrito pelo cantor: "um cara mais velho, moreno, comprido, cabelo longo em camadas, contrastando com uns óculos pesados, pretos, quadrados, calça boca de sino... Estava certo de ser um daqueles garotos que, para fumar maconha, ficavam dando voltas pelo quarteirão, para despistar a polícia..."

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"Como pode uma banda de primeira linha como a Bolha passar desapercebida, enquanto não se para de ouvir no rádio: 'Eu te amo, meu Brasil'?" 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Os Insones - resenha



"Numa cidade onde a violência, além de dominar os morros e ditar as regras de comportamento, conquista os corações e mentes dos jovens, os insones se multiplicam. Neste livro, todos estão sujeitos a uma brutal ansiedade, a começar pelo pai apavorado com o sumiço da filha e torturado por dores na coluna, até o aparentemente sereno jovem decidido a mudar o mundo na marra, passando por traficantes encurralados, agentes infiltrados e policias vivendo sobre tensão constante."

Em mais um policial emocionante, Tony Bellotto confirma sua facilidade em escrever histórias que falam das coisas mais cotidianas e com elas prender o leitor até o ponto final decisivo. Aqui conhecemos um grupo de jovens loucos para mudar o mundo, cada um à sua maneira, e adultos consternados e entregues a mesmice de suas vidas. Samora é um garoto negro, mora no Leblon e quer fazer uma grande revolução, como um Robin Hood moderno, redistribuindo renda e cuidando daqueles que mais precisam; Sofia é branca, mora em Ipanema, saiu de casa e nunca mais foi vista, para desespero de seu pai, Renato, um publicitário frustrado, já no segundo casamento e com dores terríveis nas costas. Seu filho, Felipe, é um adolescente tentando encontrar sua própria identidade e que coleciona armas escondido dos pais. Mara Maluca, meio mulata-meio índia, é a atual chefe do morro e não tem nenhum sangue-frio, sendo capaz de cometer as maiores atrocidades contra quem cruzar seu caminho. 

Todos os personagens têm em comum uma certa urgência, querem viver agora, querem realizar seus sonhos e seus ideais hoje. Desde o pai, Renato, que se descobre um homem vazio e sem ambições enquanto tenta encontrar a filha desaparecida, até a moradora do morro Chayenne, aspirante atriz e que tem como característica marcante suas unhas pintadas de vermelho e preto, todo mundo está tentando dar algum sentido real a sua vida.

O mais legal nesse livro é o ritmo como o Tony imprimiu à história, usando sempre parágrafos breves, cheios de significados, e que vão carregando o leitor para uma trama original e alucinante. Ao terminar um desses fragmentos, o leitor é praticamente compelido a passar para o seguinte, sem pausas e sem respirar, totalmente envolvido pela inteligência dos personagens e suas atitudes extremas, como quando Samora invade a casa de câmbio do pai de um ex-colega de colégio, rouba uma fortuna e sai jogando parte do dinheiro na rua, sob o pretexto de distribuir renda para quem realmente precisa.

Diante do ideal revolucionário de Samora, a patricinha Sofia não se contém e segue junto a fim de concretizar seus planos. Enquanto isso, sua família e a polícia do Rio de Janeiro estão loucos atrás dela, tentando resgatar o casal com vida do morro. Mas eles estão sob a proteção da traficante Mara Maluca, que, para aceitar Samora em seu grupo o fez passar por um terrível ritual de inicialização, atirando na cabeça de um homem acusado de estupro. É assim que as coisas são resolvidas ali, a ferro e fogo.

Não há como deixar de ler esse livro antes do final. Como ele é contado em partes, cada parágrafo fala um pouco da história de um personagem, e eles vão sendo intercalados, o leitor não consegue sair de dentro da história, e quer passar para o próximo e depois o próximo e depois o próximo, tentando dar um desfecho para a saga de seu personagem favorito (ou não).

Trechos como o que Renato recebe a massagista no quarto do hotel e estende a mão para cumprimentá-la   e ela não retribui o gesto dão um toque de humor leve e que quebra um pouco a tensão, deixando tudo mais curioso.

Sou fã do autor, e portanto, suspeita para fazer elogios muito intensos, mas posso dizer que esse foi o melhor livro dele que já li. É bem diferente da série "Bellini", e só me fez gostar ainda mais do seu estilo, trazendo o romance policial para a nossa realidade. As entrelinhas desse livro são cheias de significado, e fazem algumas críticas à nossa sociedade tão violenta.

Para finalizar, ouvi alguém dizer uma vez em alguma entrevista que toda obra traz pelo menos um traço do seu autor, e passei a pensar sempre nisso quando escrevia alguma coisa, achando algum indicio de pessoalidade. Nesse romance Tony presenteou Renato com uma hérnia de disco que lhe causa dores insuportáveis, e não seria um crime afirmar que ele o fez inspirado por suas próprias dores que, como ele mesmo definiu uma vez, são efeitos colaterais de todos esses anos carregando uma guitarra nas costas. 

Leitura indispensável para quem quer prestigiar os autores brasileiros, para os fãs de Tony e para quem curte um bom romance policial.

"Os Insones"
Tony Bellotto
editora Cia das Letras
237 páginas 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Li até a página 100 e... #4





O Morro dos ventos uivantes
Emily Bronte
editora Lua de Papel
292 páginas

Primeira frase da página 100:

"Já te disse para deixares a Isabella em paz! Espero que o faças, a menos que estejas farto de nós e queiras que o Edgard te proíba de pores os pés nesta casa."

Do que se trata o livro?

Da história de amor impossível e não concretizado entre Catherine e Heatchliff, e de todo o mal que essa paixão causa na vida dos dois e de todas as pessoas que os cercam.

O que está achando até agora?

Essa é a segunda leitura que faço desse livro; da primeira vez li meio de má vontade e por isso não pude saborear a história. Agora estou lendo com mais calma e mais conhecimento do romance, depois de tê-lo estudado nas aulas de literatura. Até aqui estou gostando, mesmo ciente de todo o drama que a história carrega.

Melhor quote até aqui:

"Só ia dizer que o céu não parecia ser a minha casa e eu desatei a chorar para voltar para a terra, e os anjos ficaram tão zangados que me expulsaram e me lançaram no meio do urzal, e eu fui cair no topo do Morro dos Ventos Uivantes, e depois acordei chorando de alegria. Este sonho explica o meu segredo tão bem como o outro: sou tão feita para ir pro céu como para casar com Edgard Linton; e se esse monstro que está lá dentro não tivesse feito o Heathcliff descer tão baixo, eu nem teria pensado nisso: seria degradante para mim casar agora com Heathcliff; por isso, ele nunca saberá como eu o amo; e não é por ele ser bonito, Nelly, mas por ser mais parecido comigo do que eu própria. Seja qual for a matéria de que as nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais, e a do Linton é tão diferente delas como um raio de lua de um relâmpago, ou a geada do fogo."

Algum personagem merece destaque?

Além de Nelly, a empregada que relata toda a história ao novo dono da Granja dos Tordos, com certeza o personagem mais importante desse romance é o próprio Heathcliff, com seu coração cheio de mágoa e rancor.

Vai continuar lendo?

Com certeza

Última frase dessa página:

"- O que te irrita é eu não ter ciúmes, não é? - gritou Catherine. - Mas também não voltarei a oferecer-te a Isabella para esposa. É o mesmo que oferecer uma alma perdida a Satanás."

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sexta de música #10

Voltando para casa ontem começou a tocar no meu player a música "American Pie", com Madonna, então me lembrei da primeira vez que ouvi a versão original dessa música, na voz de Don McLean, e achei que essa canção merecia um post nas nossas sextas de música.

Don McLean lançou American Pie no final de 1971, num ritmo folk-rock em homenagem ao cantor Buddy Holly, morto em 1959 no mesmo acidente aéreo que matou Ritchie Valens, intérprete do grande sucesso "La Bamba". No filme homônimo podemos ver a história da vida desse cantor e sua carreira metórica no final dos anos 50, que terminou drasticamente quando seu avião caiu, fazendo como vítimas também  Buddy e The Big Popper. Valens tinha apenas 17 anos.

O dia 3 de fevereiro, quando aconteceu o acidente, ficou historicamente conhecido como o dia em que a música morreu, e foi a inspiração para McLean escrever a música. Ele revelou que quando compôs o primeiro verso foi como exorcizar a tristeza profunda que sentia pela morte do amigo Buddy Holly.

Com sua letra enigmática, American Pie vem alimentando a curiosidade das pessoas quanto ao seu verdadeiro significado. Quando perguntado sobre isso, o autor diz que "ela está além de qualquer análise, pois é simplesmente poesia". Certa vez ele respondeu mais seriamente: "Você encontra muitas explicações sobre minhas as letras, nenhuma delas feita por mim... sinto deixar todos vocês assim no escuro, mas descobri há muito tempo que compositores devem se expressar e seguir em frente, mantendo um silêncio respeitoso". (fonte: Wikipedia)  

Abaixo, o vídeo da versão original com seus mais de 8 minutos de duração:


A versão gravada por Madonna em 2000 é bem mais curta, e só traz o começo do primeiro verso original, o segundo e o sexto versos completos, num ritmo mais pop, com um toque da Rainha.

Ela incluiu essa música na trilha sonora de seu filme "The next best thing" (2000 - "Sobrou pra você" em português), e entrou no álbum "Music" (do mesmo ano) apenas como uma faixa bônus. Don McLean gostou da versão feita por ela e disse que "a gravação ficou mística e sensual" e "foi um presente de uma deusa":

American Pie (Madonna)

A long, long time ago
I can still remember
How that music used to make me smile
and I knew if I had my chance
that I could make those people dance
and maybe they'd be happy for a while

Did you write the book of love
and do you have faith in God above
if the Bible tells you so?
now do you believe in rock and roll?
can music save your mortal soul?
and can you teach me how to dance real slow?

Well, I know that tou're in love with him
'cause I saw you dancin' in the gym
you both kicked off your shoes

Man, I dig those rhythm and blues
I was a lonely teenage broncin' buck
with a pink carnation and a pickup truck
but I knew I was out of luck
the day the music died
I started singin'

Bye, bye Miss American Pie
drove my Chevy to the levee but the levee was dry
them good ol' boys were drinking whiskey and rye
singin' this'll be the day that I die
this'll be the day that I die

I meet a girl who sang the blues
and I asked her for some happy news
but she just smiled and turned away

Then I went down to the sacred store
where I'd heard the music years before
but the man there said the music wouldn't play
well now in the streets the children screamed
the lovers cried and the poets dreamed
but not a word was spoken
the church bells all were broken
and the three men I admire most
the Father, Son, and the Holy Ghost
they caught the last train for the coast
the day the music died
we started singing

Bye, bye Miss American Pie
drove my Chevy to the levee but the levee was dry
them good ol' boys were drinking whiskey and rye
singin' this'll be the day that I die
this'll be the day that I die

Bye, bye Miss American Pie
drove my Chevy to the levee but the levee was dry
them good ol' boys were drinking whiskey and rye
singin' this'll be the day that I die
this'll be the day that I die

We started singing
we started singing...

Para que vocês possam comparar as duas versões e escolherem a que mais gostam, também posto o vídeo de Madonna, um dos meus preferidos *.*