domingo, 14 de abril de 2013

Filmando #6

O post de hoje é sobre 3 filmes que eu adoro, e que recomendo muito para quem ainda não assistiu:


A foto é dos meus Dvd's, ainda não sou muito boa fotógrafa, mas me arrisco, rsrs.



Forrest Gump (no Brasil: Forrest Gump, o contador de histórias), foi lançado em 1994 e foi baseado no romance homônimo escrito por Winston Groom, de 1986. Tem no papel principal Tom Hanks, que atuou brilhantemente e mereceu o Oscar de melhor ator que ganhou pelo filme. O longa também ganhou por Melhor filme e Melhor diretor (Robert Zemeckis), das treze categorias a que foi indicado.

Já na primeira cena do filme Forrest começa a contar a história de sua vida a uma mulher que está sentada num ponto de ônibus a seu lado. A partir dai, ele vai relatando para diferentes pessoas que esperam o coletivo as muitas aventuras que viveu, e todos os lugares por onde passou. Como desde pequeno ele foi diagnosticado com um Q.I abaixo da média, ele não consegue perceber alguns detalhes da sua trajetória, que  fizeram parte de momentos importantes da história dos Estados Unidos.

A narrativa atravessa várias décadas e diversos fatos marcantes, com imagens reais mescladas a outras geradas por computador para incluir Forrest, fazendo com que ele fosse parte da história real. Ele participa de vários eventos históricos da segunda metade do século XX, conhecendo pessoas importantes da história: quando criança ele, sem querer, ensina a Elvis Presley os passos de dança que, futuramente, o deixariam famoso; fazendo parte da equipe das estrelas de Futebol, Forrest conhece o presidente Kennedy em sua visita a Casa Branca; num programa de entrevistas, ele conhece John Lennon e fala com ele sobre a China, o que teria lhe inspirado a escrever o clássico "Imagine"; ele participa da Guerra do Vietnã e, ao retornar para os EUA, também conhece o presidente Richard Nixxon, que lhe convida para se hospedar no complexo de escritórios e hotes de Watergate. No meio da noite, Forrest vê uma movimentação estranha numa sala em frente a seu quarto e pessoas usando lanternas. Ele chama a polícia, o que acaba desencadeando o escândalo conhecido como Caso Watergate e derrubaria o presidente Nixon.

Outra parte interessante do filme é quando Forrest simplesmente se levanta da cadeira em sua casa no Alabama e sai correndo sem rumo. Ele corre por 3 anos e meio, ganha centenas de seguidores, até que, de repente e sem nenhuma explicação, ele para.

Outros personagens importantes no filme são a Jenny, amiga de infância por quem Forrest sempre fora apaixonado; o Tenente Dean, que comandava Forrest na Guerra e depois acaba virando seu sócio e amigo, e Bubba, companheiro de exército e que conhece tudo sobre camarões, e claro, sua mãe, que faz de tudo para proteger o pequeno Forrest das maldades do mundo.


Talvez só fazendo esse pequeno resumo do filme eu não consiga transmitir sua qualidade, ou mostrar o quanto a estória é boa, rica em detalhes e cheia de momentos engraçados. Mas eu garanto que vale a pena encarar as mais de 2 horas de duração do filme, ele é espetacular, e a interpretação de Tom Hanks, como sempre, foi magnífica. Duvido que após ver o filme vocês não vão sair repetindo suas frases: "A vida é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar" ou "idiota é quem faz idiotices".



Já falei aqui sobre alguns trabalho de Tarantino, mas hoje o destaque é para o filme "Bastardos Inglórios" (Inglorious Baterds, 2009).

Com uma atuação brilhante de Brad Pitt, ao lado de Christoph Waltz, que ganhou o Oscar por Melhor ator coadjuvante, esse filme conta um a estória de um plano para matar Hittler e outros políticos da Alemanha nazista durante uma sessão de cinema.

Pitt interpreta o tenente Aldo Raine, que encabeça um grupo de extermínio de nazistas que, quando não mata aqueles que captura, marca sua testa com uma faca, fazendo o símbolo da Suástica, para que ele possa ser sempre identificado como nazista, logo depois o solta para que ele mostre aos outros discípulos de Hittler o que lhe aconteceu e apavorar os demais soldados.

Shosanna, uma jovem judia que fugiu da morte e assumiu a identidade de Emmanuelle Mimieus, e agora é dona de um cinema em Paris, é indicada por um soldado alemão para fazer em seu cinema a noite de estreia de um filme sobre ele, onde estarão presentes todos os mais altos integrantes da cúpula nazista, inclusive o Führor. Então, nessa noite, um soldado britânico infiltrado, com a ajuda do grupo de Aldo, tem a missão de matar Hittler e todos os seus comparsas. Infelizmente, o plano não sai como eles imaginaram.


Muitas cenas cômicas permeiam a estória, que vai sendo contada, no estilo Tarantino, por partes: algumas vezes com o grupo de Aldo como protagonistas, outras com a bela Emmanuelle, que vive atormentada com a presença do coronel da SS Hans Landa (Waltz), o mesmo que havia tentado matá-la quando ainda era adolescente. Ele é cruel e é conhecido como o caçador de judeus, não deixando vivo nenhum deles.

O filme tem as marcas do diretor em vários momentos, e Brad Pitt está hilário como líder dos Bastardos.


Recentemente também já falei aqui da interpretação brilhantes de Heath Ledger como Coringa nesse filme, e só por isso, ele já vale o ingresso, rs.

Lançado em 2008, "Batman o cavaleiro das trevas" é o segundo episódio da trilogia dirigida por Christopher Nolan e traz no papel principal Christian Bale como o homem-morcego.

Enquanto o Coringa toca o terror em Gotham com suas maluquices a fim de desvendar a identidade secreta do Batman, esse tem que proteger a cidade e sua amada Rachel, que, cansada de esperar pela decisão de Bruce Wayne, está agora namorando um promotor público que está decidido a acabar com a criminalidade em Gotham City, Harvey Dent, que, futuramente, se tornará o Duas Caras, um dos inimigos de Batman nos quadrinhos.

O filme foi aclamado pela crítica e atualmente é a 13a. maior bilheteria do cinema na história. Foi indicado em 8 categorias do Oscar e ganhou como Melhor ator coadjuvante, dando um prêmio póstumo a Heath Ledger, e Melhor edição de som.

O elenco de estrelas ainda conta com Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Michael Caine e Aaron Eckhart como Harvey Dent.

Eu adoro os filmes do Batman, com seus veículos super rápidos e equipados, sua roupa esquisita, só não gosto da voz rouca que insistem em colocar no personagem, mas não vou ficar falando muito sobre o filme, pois acho que a maioria das pessoas já assistiu. Se você faz parte da minoria que nunca viu esse clássico do cinema, está na hora de consertar isso.

sábado, 13 de abril de 2013

Li até a página 100 e... #11



*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto

1984
George Orwell
editora Cia. das letras
416 páginas

Primeira frase da página 100:

"Parecia saber-lhe exatamente que impressão dava sentar-se num quarto assim, numa poltrona ao pé do fogo, com os pés na guarda e a chaleira no gancho: completamente só, em completa segurança, sem ninguém a fitá-lo, sem voz a persegui-lo, sem ruído algum além do tiquetaque do relógio e o chilrear da chaleira."

Do que se trata o livro?

De um mundo onde as pessoas são quase que vigiadas, 24 horas por dia, por um dominador chamando Grande Irmão, que impôs ao povo as regras extremamente rígidas do Partido, e que as controla através de uma teletela instalada na casa de cada um, que transmite aos vigilantes tudo o que as pessoas pessoas fazem. Além disso, até os pensamentos são controlados: não se pode exprimir opinião própria sobre nada, ou você será "vaporizado", ou seja, será capturado pela polícia do pensamento e sumirá sem deixar rastros, sendo, inclusive, apagado o seu passado e tudo o que diz respeito a sua existência. Aliás, não é nem possível pensar por si mesmo, já que o Partido controla tudo o que se vê, ouve e lê: os jornais, revistas e até livros de história são alterados de acordo com a vontade do Grande Irmão e de seus interesses naquele momento; por exemplo, se ele quer que o povo acredite que a última safra de certo produto foi a melhor e mais rentável de todos os tempos, ele simplesmente altera as notícias anteriores para que essa seja a verdadeira, e, sem poder discutir ou procurar fontes diferentes, as pessoas acreditam naquilo que lhes é passado sem questionar, e assim vão sendo enganadas e vivendo cada vez mais sob o domínio do Partido. 

O que você está achando até agora?

Bom. Não é muito o meu tipo de livro, mas, por ser um clássico, achei que já era hora de conhece-lo melhor.

Melhor quote até aqui:

"Winston deixou cair os braços e lentamente tornou a encher os pulmões de ar. Seu espírito mergulhou no mundo labiríntico do duplipensar. Saber e não saber, ter consciência da completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-se contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da democracia e que o Partido era o guardião da democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra "duplipensar" era necessário usar o duplipensar."

Algum personagem merece destaque?

Julia, a louca, rs. Ela só quer aproveitar a vida e não se importa com as consequências.

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"Ah... laranjas e limões, dizem os sinos de S. Clemente. Uma modinha que havia quando eu era menino."

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sexta de música #18

Para embalar essa sexta-feira escolhi uma música um pouco antiga, mas que eu adoro. Quando ouvi essa música pela primeira vez eu não sabia exatamente o valor desse tipo de canção, nem tampouco conhecia a qualidade da cantora, mas me apaixonei por ela de cara. Ficava ouvindo o disco no trabalho, vezes e vezes sem fim, e a cada vez que ouvia, descobria um pequeno detalhe na interpretação ou uma palavra que eu ainda não conhecia. A partir daí, nunca mais deixei de ouvir Marisa Monte. A música de hoje é Diariamente, com letra de Nando Reis, que vocês podem acompanhar abaixo, enquanto rola o vídeo, está no álbum "Mais", segundo trabalho da cantora, lançado em 1991, e que também conta com os hits "Beija Eu" e "Ainda Lembro"




Depois, me digam se ela não é tudo de bom, e se a letra não faz todo o sentido:

"Para calar a boca: ricino
para lavar a roupa: Omo
para viagem longa: jato
para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré
para a pantalona: nesga
para pular a onda: litoral
para o lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex
para parar na Pamplona: Assis
para trazer à tona: homem-rã
para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã
para Adidas: o Conga nacional
para o outno, a folha: exclusão
para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário
para que fiquem prontas: paciência
para dormir a fronha: madrigal
para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs
para beber uma Coca: drops
para ferver uma sopa: graus
para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café
para limpar a lousa apagador
para o beijo da moça: paladar
para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde
para a galocha: Verlon
para ser mother: melância
para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado
para a cama de mola: hóspede
para trancar bem a porta: cadeado
para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde
para a letra torta: pauta
para parecer mais nova: Avon
para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho
para quem se afoga: isopor
para levar na escola: condução
para nos dias de folga: namorado

Para o automõvel que capota: guincho
para fechar uma aposta: paraninfo
para quem se comporta: brinde
para a milher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide o verso
para escolher a compota: Jundiaí
para a menina que engorda: Hipofagin
para a comida das orcas: krill

para o telefone que toca
para a água lá na poça
para a mesa que vai ser posta
para você. o que você gosta:
diariamente."


Obs: eu queria postar esse vídeo que está aqui, mas não consegui :(. Ele é uma graça, e vale a pena assistir.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cheiro de livro novo #5

E tem mais novidades na minha estante essa semana *.* Fui com a minha irmã numa pequena feira de livros e comprei alguns clássicos:






Finalmente consegui comprar "O médico e o monstro", era um clássico que estava faltando na minha estante e eu quero começar a ler rapidamente. A segunda foto é de um livro com poemas de Álvaro de Campos, um dos heterônimos do poeta Fernando Pessoa, de quem eu sou fã. As duas últimas fotos são de livros de uma coleção da editora Abril, que eu já tinha começado a comprar na Bienal do Livro, ano passado, e eles têm a capa revestida por tecido, que fica um charme. Ainda faltam muitos para completar a coleção, mas aos poucos eu vou chegando lá: "O coração das trevas", inspirou o filme "Apocalypse Now" (1979), e quero lê-lo desde que estudamos seu enredo na faculdade. O outro é "Os sofrimentos do jovem Werther" de Gorthe"; confesso que não conhecia a estória até então, mas achei a capa laranja tão bacana que resolvi comprá-lo. Ele é um romance epistolar, ou seja, é contado através de cartas e, na época de seu lançamento, houve uma onda de suicídios provocada pela profundidade da obra, que mexia com a cabeça dos leitores. Bom, agora é só ler e comprovar se ele é tudo isso mesmo. Bye ;)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ela é o cara #13

Sem rodeios, Rita Lee é "o cara" de hoje, simplesmente por que ela é foda!


Além do cabelo vermelho maravilhoso, ela é uma das maiores cantoras do Brasil, mutiinstrumentista, letrista, escritora, e nas horas vagas dá conselhos psicológicos em seu Twitter. Sua história na música começa lá nos anos 60, quando ela era integrante do grupo de rock psicodélico "Os Mutantes": junto com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias ela formou uma das bandas mais importantes da época, gravando 6 discos e emplacando sucessos que são hits até hoje e vivem sendo regravados por musicos contemporâneos, como "A Minha Menina", "Balada do Louco" e "Ando Meio Desligado". Ritam que era casada com Arnaldo, saiu da banda após a sua separação e constantes brigas com os outros membros do grupo em 1972.

Depois de formar com uma amiga uma dupla de folk rock, e mais tarde, a banda Tutti-Frutti, que emplacou a música "Menino Bonito" nas mais tocadas do país.


Já em 1975, Rita lançou o disco "Fruto Proibido" que apresentou ao mundo os sucessos "Agora Só Falta Você", "Esse Tal de Roque Enrow", Luz del Fuego" e "Ovelha Negra". Essa última foi inesperadamente bem recebida por público e crítica: ela ficou em primeiro lugar na parada nacional e até a revista Rolling Stone dedicou uma matéria à música, dizendo que ela era sucesso pois era a primeira canção a falar sobre a saída,  dos filhos da casa dos pais. Como bem me lembrou a Norma do Fã Clube Oficial da Rita Lee (clique aqui para conhecer), essa não é a capa da revista citada nesse parágrafo, e sim, uma bem mais recente em que também tem a cantora como modelo:


No ano de 1976, ela conheceu Roberto de Carvalho, que seria seu marido e parceiro musical de toda a vida. Entre outros tantos sucessos e a prisão intempestiva sob a acusação de porte de maconha na época da ditadura, Rita continuaria marcando seu espaço no cenário musical brasileiro e mundial.

O álbum "Babilônia", lançado em 78, trazia hits como "Jardins da Babilônia e "Eu & Meu Gato", foi considerado o último trabalho de rock 'puro' feito por Rita. No ano seguinte, sem banda, a cantora sai em turnê com o marido e lança o disco "Rita Lee", que traz o grande sucesso "Mania de Você" entre suas faixas "Doce Vampiro", "Chega Mais" e "Papai me Empresta o Carro". A partir daí seu sucesso cresce assustadoramente e eles começam a fazer muitos shows, apresentações na TV e as músicas têm inúmeras execuções nas rádios. 


O próximo trabalho da dupla, "Rita Lee" (1980), explodiu com o sucesso alcançado pelo hit "Lança Perfume". Nesse mesmo álbum estão as canções "Baila Comigo" e "Nem Luxo, Nem Lixo", que ajudaram a cantora a ficar conhecida internacionalmente. O disco ficou por 2 meses nas paradas de sucessos da França, em sétimo lugar na parada da Billboard e fez grande sucesso em diversos paíse da Europa e América Latina, que fez até o Príncipe Charles declarar certa vez que era fã de Rita Lee.

Em 1981, Rita lançou o álbum "Saúde", com grande influência new wave, que manteve o sucesso alcançado por seu antecessor, com os singles "Banho de Espuma", "Saúde" e "Tititi", que mais tarde foi  regravada pela banda Metrô para ser abertura da novela homônima da Rede Globo.


Já no final dos anos 90 e com uma trajetória de muito sucesso, Rita gravou o "Acústico MTV", que foi disco de platina e contou com a participação de grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Paula Toller, Cassia Eller e Titãs. A turnê, apresentando as 18 releituras de suas músicas, durou até o final de 1999.

De lá pra cá, Rita gravou os álbuns "3001", em 2000, com os sucessos "Erva Venenosa" e "Pagu", que foi noemado o Melhor Disco de Rock de 2001 no Grammy Latino; "Aqui, Ali, em Qualquer Lugar" (2001) com releituras de grandes clássicos dos Beatles; "Balacobaco" (2003), com os hits "Amor & Sexo" (trilha da novela Senhora do Destino), "Tudo Vira Bosta" e "Hino dos Malucos" (trilha sonora do filme Os Normais). Esse CD foi indicado no Grammy Latino de 2004 na categoria Melhor Disco Pop Contemporâneo e considerado pelos críticos como o melhor disco da cantora em 10 anos. 


Em 2004, Rita voltou a gravar com a MTV um DVD e um CD ao vivo, que ganhou o disco de ouro e também foi indicado ao Grammy Latino na mesma categoria que o anterior, em 2005. Com músicas inéditas e muitas regravações de sucessos já consagrados, o show teve a participação de Zélia Duncan e Pitty. Outro trabalho indicado para essa categoria do Grammy foi o CD "Multishow ao Vivo", gravado em 2009.

Mais recentemente, Rita percorreu o Brasil com a turnê "ETC", que teve até uma apresentação na Argentina, no teatro Gran Rex de Buenos Aires. 

Em janeiro de 2012, a cantora anunciou que iria se aposentar dos palcos devido à sua fragilidade física, mas disse em seu Twitter que jamais se aposentaria da música. No Festival de Verão do Sergipe, sua última apresentação oficial, ela causou polêmica ao se revoltar com a ação da polícia que, supostamente, teria sido muito agrssiva com seu público. Rita foi acusada de desacato à autoridade e teve que prestar depoimento na delegacia, sendo liberada logo em seguida.


Seu último álbum de inéditas, "Reza", foi lançado em abril de 2012, e o single de mesmo nome foi disponibilizado por ela no seu canal do Youtube antecipadamente, para que seus fãs pudessem curtir. Em março o single ficou entre as músicas mais vendidas de MPB no iTunes em todo o Brasil, chegando a ultrapassar as vendas do mega sucesso "Ai se eu te pego", de Michel Teló, sendo a brasileira melhor colocada no ranking do iTunes. "Reza" ficou em 9º lugar, a frente de sucessos como "Moves Like Jagger" do Maroon 5 e "Set Fire To The Rain" da Adele. E só para variar, esse CD também está concorrendo ao Grammy Latino. É ou não é um feito que merece nossa consideração?


Na pesquisa descobri que a Rita também escreveu alguns livros: ente 86 e 92 ela publicou quatro livros infantis, que tinham como personagem principal um rato cientista chamado Dr. Alex.


E como compositora, Rita também presenteia outros cantores com suas músicas, como fez com a música "Tatuagem", escrita por ela e gravada por Marjorie Estiano:


Sou fã da Rita Lee, adoro suas músicas e suas atitudes, mesmo aquelas mais criticadas. Quero muito que ela volte aos palcos para poder assistir a um show, que ainda não consegui ver. E fechando o post de hoje, vamos curtir um dos maiores sucessos da cantora, "Mania de Você", que ela disse ter composto com Roberto de Carvalho logo após passarem vários dias trancados num quarto fazendo sexo. O vídeo original foi lançado no Fantástico, e é um exemplo perfeito de como eram os vídeos de música naquela época, o que não diminui de forma alguma a qualidade da música (com uma Rita Lee ainda sem os cabelos vermelhos tão característicos):



terça-feira, 9 de abril de 2013

As Crônicas de Gelo e Fogo - resenha


"Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oeferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias.. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anteior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister - e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister poe ser fatal: a mabição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família."

Demorei um mês para ler esse livro, mas ele vale cada minuto. Mesmo eu que não gosto muito desse gênero, me rendi ao estilo de George R. R. Martin. Com seus personagens complexos e um enredo bem costurado me fizeram cair de amores pela obra desse seguidor de Tolkien, o autor de "O Senhor dos Anéis".

Nesse primeiro livro da série "Guerra dos Tronos" conhecemos a família Stark, que governa as terras do norte e é composta por Eddard, sua esposa Catelyn Tully e seus filhos: Robb, o mais velho e responsável pela família na ausência de seu pai, Sansa, uma perfeita dama que está prometida para o príncipe Joffrey, Arya, apaixonada por espadas e duelos, uma menina que gosta de coisas de menino, como lutas de espadas, Brann, um garoto que vive tendo sonhos cheios de premonições e Rickon, o caçula da família, além do filho bastardo de Ned, John Snow, que decide ir para longe de casa, fazer parte da patrulha que defende a Muralha, única proteção dos Sete Reinos contra os perigos que existem no resto do mundo.

Quando Ned é convidado por Robert Baratheon para ser a "Mão do Rei", ou seja, seu principal conselheiro e segundo homem mais poderoso nos Sete Reinos, tudo começa a mudar em sua vida: ele vai viver no castelo e a partir daí sua família começa a se separar, e eles vão se envolvendo em várias situações trágicas, enquanto a guerra pela conquista do Trono de Ferro vai levando o mundo à ruína completa.

Ned Stark é muito importante no desenvolvimento da trama, mas cada personagem tem seu espaço e seu peso dentro da estória, tanto que cada capítulo do livro é contado sob a visão de um personagem diferente, o que nos permite ver os acontecimentos pela sua perspectiva, e assim vamos conhecendo cada vez mais as características de cada um.

Além da família Stark, também conhecemos nesse volume a família do Rei Baratheon, com sua esposa, a rainha maquiavélica, Cersei Lannister, e seu filho Joffrey, um moleque mimado e com um estranho gosto pela crueldade.  A rainha é do clã dos Lannister, uma família extremamente rica e que quer o ter o poder, custe o que custar. Seu irmão, Jayme faz parte da guarda real e também é seu amante, enquanto o irmão mais novo dos dois, o anão Tyron, dono de um senso de humor refinado, é renegado por toda a família e tenta provar a seu pai que tem o seu valor.

Do outro lado da disputa pelo trono estão os irmãos Targaryen, últimos descendentes da família real que precedeu Baratheon no trono, e que foi deposta por ele com a ajuda de Ned Stark. Daenerys e Vyseris têm como único objetivo em suas vidas reconquistar tudo aquilo que lhes foi tomado, e fazem qualquer coisa para alcançá-lo, mesmo que tenham que pagar altos preços para isso.

Durante a leitura nosso ponto de vista muda a todo momento: se num capítulo estamos torcendo para Ned, no outro já estamos sentindo raiva dele e desejando que Dany consiga seu exército para retomar o trono... é uma relação de amor e ódio com os personagens até o último parágrafo, e isso deixa a leitura emocionante. Eu, por exemplo, torço muito para Tyron e Daenerys, mas também gosto da Arya, com aquele seu jeitinho moleque. Por outro lado, quero que Joffrey se dê muito mal, rs.

Dizem que o autor é fã da obra de Tolkien e que se inspirou nela para criar essa saga. Ainda bem que ele apenas se inspirou em "O Senhor dos Anéis", por que eu não consegui terminar de ler a trilogia, com todos aqueles detalhes minuciosos sobre cada folhinha das árvores e a lentidão em desenvolver a estória me cansaram muito e eu abandonei a leitura. Já no livro de Martin esses detalhes são descritos com mais dinamismo, e tudo fica mais fácil e mais rápido, as coisas acontecem e, ainda que ele se atenha a esse ou aquele pormenor, sua narrativa flui, e isso foi o que eu mais gostei nesse livro.

Para quem gosta do gênero, vale muito a pena essa leitura, mesmo precisando de bastante determinação para encarar um calhamaço de quase 600 páginas =]. A estória é cheia de elementos medievais e personagens bem construídos, que nos fazem sentir como se estivéssemos em meio ao inverno congelante do Norte. Ao final da leitura dá vontade de sair correndo e começar a ler o segundo livro imediatamente, só para ficar mais perto daquelas pessoas mais um pouco.

"A Guerra dos Tronos"
George R. R. Martin
editora Leya
592 páginas